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O que a ciência sabe sobre as terapias alternativas
Algumas práticas como massagem, acupuntura e musicoterapia têm seus benefícios comprovados pela ciência e ganham espaço como complementos do tratamento convencional
LAURA LOPES

FONTE: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI77107-15257,00-O+QUE+A+CIENCIA+SABE+SOBRE+AS+TERAPIAS+ALTERNATIVAS.html

Massagem, acupuntura e musicoterapia podem parecer terapias alternativas demais para os céticos. No entanto, produzem ótimos resultados em pacientes psiquiátricos, com câncer e crianças. Pesquisas recentes também já provaram a eficiência dessas medidas no combate a dores generalizadas, musculares, irritabilidade e depressão – sintomas relacionados a vários tipos de doenças. A importância é tanta que o governo brasileiro aprovou, em maio de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que incentiva a introdução de atividades pouco comuns à medicina ocidental, como homeopatia, fitoterapia, ginástica chinesa, tai chi chuan e medicina antroposófica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma pesquisa do Hospital Royal London Homeopathic com profissionais da saúde de Londres mostrou que há um interesse considerável por parte dos pacientes e dos especialistas em saber mais sobre terapias alternativas e em se submeter a elas. Muitos deles responderam ser favoráveis à associação da medicina tradicional a essas terapias milenares. As justificativas são várias: de falha no tratamento convencional a evidências de que elas realmente ajudam no bem-estar dos pacientes. Nos Estados Unidos, 42,8% das americanas e 33,5% dos americanos usam algum tipo de terapia alternativa, segundo uma pesquisa publicada no fim do ano passado pela Universidade de Colorado.

Essa busca por outros tipos de tratamento retoma o cuidado integral da saúde das pessoas, uma prática milenar disseminada pelos chineses e indianos no mundo ocidental. Por isso, é muito comum encontrar, naquele lado do mundo, muitos trabalhos científicos publicados nos últimos dois anos sobre esse tipo de tratamento. No Instituto de Medicina Oriental da Coreia do Sul, pesquisadores fizeram uma revisão científica sobre os resultados efetivos da acupuntura sobre a rinite alérgica e concluíram que ela pode tratar e prevenir a doença crônica.

Na National Yang-Ming University, de Taiwan, pesquisadores não encontraram indícios de que a acupuntura possa ajudar na perda de peso entre mulheres obesas, mas afirmam que ela é capaz de reduzir a taxa de hormônios diretamente ligados à doença. Ao menos em ratos, cientistas da Kyung Hee University, da Coreia do Sul, encontraram provas de que a acupuntura diminui a ansiedade a ajuda a combater a depressão.

A Acupuntura também se mostrou um grande aliado no combate à enxaqueca. Um grupo de cientistas de três centros de pesquisa da China percebeu grandes melhoras em relação ao desconforto causado pela doença e efeitos de prevenção de novos surtos de dores, provando que o método tem efeitos fisiológicos no organismo.

No ocidente, os estudos também apresentam resultados positivos. Uma revisão científica feita por pesquisadores ingleses, da Keele University, em relação a tratamentos eficazes contra hérnia de disco indicou que a acupuntura e a massagem são seguras e efetivas, assim como a manipulação espinal e os remédios convencionai

 

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