Estudo científico comentado

Agulhamento seco em pontos-gatilho para dor patelofemoral

Referência acadêmica

Periódico

International Journal of Sports Physical Therapy

Ano

2018

Autores

Sutlive et al.

Desenho

ensaio clínico randomizado

Este estudo testou se colocar agulhas em pontos dolorosos do músculo da coxa ajuda pessoas com dor no joelho. Tanto quem recebeu agulhamento quanto tratamento falso melhoraram igual. Os resultados sugerem que uma sessão isolada de agulhamento seco pode não ser mais eficaz que placebo para dor patelofemoral. Estudos futuros devem testar múltiplas sessões combinadas com exercícios.

Título original do estudo: Short-term effects of trigger point dry needling on pain and disability in subjects with patellofemoral pain syndrome

🎲ensaio clínico randomizado👥n=60 participantes🔬evidência limitada
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

Uma única sessão de agulhamento seco no quadríceps não demonstrou ser mais eficaz que procedimento simulado para reduzir dor e incapacidade em síndrome patelofemoral em 72 horas; a melhora observada em ambos os grupos aponta para a importância de fatores como

O que isso significa para você?

Este estudo testou se colocar agulhas em pontos dolorosos do músculo da coxa ajuda pessoas com dor no joelho. Tanto quem recebeu agulhamento quanto tratamento falso melhoraram igual. Os resultados sugerem que uma sessão isolada de agulhamento seco pode não ser mais eficaz que placebo para dor patelofemoral. Estudos futuros devem testar múltiplas sessões combinadas com exercícios.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1Não há evidência convincente de que uma sessão isolada de agulhamento seco seja melhor que placebo para dor patelofemoral no curto prazo
  • 2A melhora da dor observada no estudo provavelmente reflete uma combinação de atenção terapêutica, expectativa positiva e exercícios domiciliares básicos
  • 3Abordagens com exercícios de fortalecimento do quadríceps, glúteos e core mantêm evidência mais robusta e devem ser priorizadas
  • 4Se o agulhamento for oferecido, a combinação com programa de exercícios e múltiplas sessões seria mais próxima do que a prática baseada em evidência sugere
  • 5Sua experiência individual pode variar, e decisões de tratamento devem sempre considerar seu perfil clínico específico e preferências pessoais
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Quais evidências existem para agulhamento seco em múltiplas sessões combinado com exercícios, em vez de sessão isolada?
  • 2Meu perfil de dor e limitação funcional se assemelha aos participantes deste estudo, ou há fatores que mudariam a expectativa de resultado?
  • 3Em relação ao fortalecimento muscular e técnicas de correção biomecânica, qual abordagem tem evidência mais forte para minha condição específica?
  • 4Há alguma contraindicação pessoal para procedimentos com agulhas que devamos considerar?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Neste estudo específico, nenhum evento adverso sério ou efeito colateral foi relatado, mas a segurança em populações mais amplas ou com múltiplas sessões não foi estabelecida
  • 2Contraindicações relativas incluem distúrbios de coagulação, uso de anticoagulantes e gestação, que foram critérios de exclusão nesta pesquisa
  • 3A técnica requer esterilidade adequada e profissional treinado; complicações como infecção, pneumotórax (em regiões torácicas) ou sangramento, embora raras, são possíveis em qualqu
  • 4A ausência de eventos adversos neste estudo não garante segurança em todas as circunstâncias clínicas; a avaliação individual de riscos e benefícios é essencial

Leitura rápida para pacientes

Uma sessão de agulhamento não mostrou vantagem real

Para dor patelofemoral, o que conta é o conjunto do cuidado — não uma técnica isolada

Ponto 1

Tanto agulhamento quanto procedimento simulado reduziram a dor igualmente em 72 horas

Ponto 2

Exercícios de fortalecimento e abordagens multimodais têm evidência mais consistente

Ponto 3

Se considerar agulhamento, discuta múltiplas sessões combinadas com exercícios terapêuticos

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRO ENSAIO CONTROLADO

Este foi o primeiro estudo randomizado e controlado a investigar especificamente o agulhamento seco para síndrome patelofemoral, preenchendo uma lacuna importante na literatura e estabelecendo uma linha de base para pesq

Aplicabilidade clínica

Sinal discreto

A melhora observada foi equivalente entre grupos ativo e controle, indicando efeito placebo/contextual substancial; não há evidência de benefício específico adicional do agulhamento seco isolado em uma sessão para síndro

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este é um estudo experimental de alta qualidade metodológica, no qual participantes foram aleatoriamente distribuídos em grupos de comparação, reduzindo viéses de seleção e confusã

Participantes randomizados

60

30 em cada grupo, com 59 incluídos na análise final

Redução de dor em ambos os grupos

~30%

Considerada clinicamente significativa, mas igual entre agulhamento e simulado

Valor p para diferença entre grupos

0,22 e 0,31

Imediatamente após e em 72h, respectivamente; ambos não significativos estatisticamente

Taxa de conclusão do estudo

98,3%

Alta adesão, com apenas 1 participante excluído da análise por respostas inconsistentes

Participantes do grupo simulado que acharam ter recebido agu

63%

Demonstra efetividade do cegamento e possível magnitude do efeito placebo

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Síndrome patelofemoral (dor anterior do joelho)

Tipo de estudo

Ensaio clínico randomizado

Participantes

60 beneficiários militares, 18-40 anos, com diagnóstico clínico confirmado

Duração

Acompanhamento de 72 horas após intervenção única

Sessões

1 sessão única

Comparador

Controle simulado (sham) com pressão cutânea sem agulha

Grupos do estudo

Agulhamento seco em 6 pontos-gatilho do quadrícepsProcedimento simulado sem perfuração

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

1

Frequência02

Sessão única, sem repetição

Duração da sessão03

Não especificada em detalhe; inserções de 5-10 segundos por ponto

Pontos / técnica04

6 pontos-gatilho no quadríceps (2 em vasto medial, 2 em reto femoral, 2 em vasto lateral), identificados por palpação manual; técnica de 'bicada de pardal' com movimentos in-and-ou

Comparador05

Procedimento simulado idêntico visualmente, com objeto pontiagudo em tubo guia e pressão cutânea, sem perfuração da pele

Nota de protocolo06

Todos os participantes receberam programa básico domiciliar de contrações isométricas do quadríceps e alongamentos; examinadores e participantes cegados para o grupo de alocação

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Adultos jovens (18-40 anos) com diagnóstico clínico de síndrome patelofemoralPessoas com dor retropatelar ou anterior do joelho provocada por pelo menos duas atividades: agachamento, subir/descer escadas, sentar prolongado, ajoBeneficiários do sistema de saúde militar em ativaIndivíduos sem cirurgia prévia no joelho e sem patologias concorrentesParticipantes sem tratamentos invasivos na região nos 6 meses anterioresPessoas sem uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Crianças, adolescentes ou adultos acima de 40 anosGestantes, por precaução de segurançaPessoas com osteoartrite, lesões meniscais, tendinopatia patelar ou instabilidade ligamentarIndivíduos com doenças sistêmicas, doenças do tecido conjuntivo ou sinais de compressão de raízes nervosas lombossacrasPacientes que já haviam recebido acupuntura, injeções ou agulhamento seco no joelho ou quadríceps recentemente

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Dor durante atividades funcionais

melhorou em ambos os grupos igualmente

Redução de aproximadamente 30% na escala numérica de dor para subir degrau, descer degrau e agachar, tanto no grupo de agulhamento quanto no simulado

🔄

Percepção global de mudança

melhorou levemente, sem diferença entre grupos

Escores de mudança global não atingiram a diferença clinicamente importante mínima de 3 pontos em nenhum grupo

🦵

Função de membros inferiores

sem melhora clinicamente significativa

Escores da LEFS e da escala de Kujala não apresentaram mudanças que atingissem o mínimo clinicamente importante em nenhum dos grupos

O que não mudou

  • Diferença estatística entre agulhamento seco e procedimento simulado para qualquer desfecho
  • Incapacidade funcional mensurável (LEFS e Kujala) além de variações pequenas e não clinicamente relevantes
  • Identificação correta do tratamento pelos participantes: maioria do grupo simulado acreditou ter recebido agulhamento real

Quando a melhora apareceu

1

0 horas

Imediatamente após a sessão

Redução de cerca de 30% na dor em ambos os grupos, sem diferença entre agulhamento e simulado

2

3 dias

72 horas após a sessão

Manutenção da melhora da dor em ambos os grupos, com persistência da ausência de diferença entre tratamentos

Antes e depois

Dor no agachamento (escala 0-10)

escala máx. 10 pontos

Antes5.5 pontos
Depois3.8 pontos

Dor ao subir degrau (escala 0-10)

escala máx. 10 pontos

Antes4.8 pontos
Depois3.2 pontos

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Nenhum evento adverso sério relatado em nenhum dos grupos
  • Nenhum participante precisou interromper o estudo por problemas relacionados ao procedimento
  • Ausência de efeitos colaterais menores como tontura, náusea ou fadiga
Amarelo
  • Procedimento invasivo que requer técnica adequada e critérios de exclusão rigorosos
  • Contraindicações relativas incluem distúrbios de coagulação e uso de anticoagulantes
  • Efeito a longo prazo não avaliado neste estudo de seguimento curto
Vermelho
  • População específica (militar jovem) limita generalização para outros perfis
  • Segurança em múltiplas sessões ou combinações com outras terapias não testada neste estudo

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Adultos jovens e fisicamente ativos com dor patelofemoral isolada
  • Pessoas sem histórico cirúrgico no joelho ou patologias estruturais associadas
  • Pacientes que não responderam adequadamente a abordagens iniciais e desejam explorar opções adicionais no contexto de programa multimodal
  • Indivíduos sem contraindicações para procedimentos percutâneos, como distúrbios de coagulação

Mais cautela para extrapolar

  • Crianças, adolescentes ou idosos acima de 40 anos (fora da faixa etária estudada)
  • Gestantes ou pessoas com suspeita de comprometimento de raízes nervosas
  • Pacientes com osteoartrite avançada, lesões meniscais, instabilidade ligamentar ou outras patologias concorrentes do joelho
  • Indivíduos em uso de anticoagulantes ou com histórico de distúrbios hemorrágicos
  • Quem busca tratamento único e isolado como solução definitiva, sem combinação com exercícios terapêuticos

Expectativa realista

Melhora possível, mas não garantida pela agulha em si

Tanto quem recebe agulhamento seco quanto quem recebe atenção terapêutica cuidadosa podem experimentar redução da dor no curto prazo; a diferença específica da técnica não foi demonstrada neste estudo

Tempo provável

Redução de dor pode aparecer imediatamente e se manter por até 72 horas, segundo este estudo

A melhora observada pode refletir efeitos de expectativa, atenção e exercícios domiciliares, não propriedades específicas do agulhamento isolado

Checklist para consulta

  1. 1Perguntar se há evidência de que múltiplas sessões de agulhamento combinadas com exercícios sejam mais efetivas que uma sessão isolada
  2. 2Discutir se seu perfil clínico se assemelha aos participantes do estudo (idade, tipo de dor, ausência de outras patologias)
  3. 3Questionar sobre programas de fortalecimento de quadríceps, glúteos e core, que têm evidência mais robusta para síndrome patelofemoral
  4. 4Verificar se há contraindicações pessoais para procedimentos com agulhas, como distúrbios de coagulação ou medicações anticoagulantes
  5. 5Solicitar esclarecimentos sobre o que fazer se a dor não melhorar ou se recorrer após tentativas iniciais

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

Agulhamento seco sempre funciona porque age diretamente no ponto dolorido do músculo

Achado

Neste estudo, agulhamento em pontos-gatilho do quadríceps não foi superior a procedimento simulado; a melhora foi igual em ambos os grupos, sugerindo que outros fatores além da agulha em si contribuíram para o alívio

Mito

Uma sessão de agulhamento já é suficiente para tratar dor patelofemoral

Achado

O estudo testou apenas uma sessão e encontrou melhora modesta e transitória em ambos os grupos, sem diferença entre tratamentos; autores recomendam investigar múltiplas sessões em combinação com exercícios

Mito

Se a dor melhora após agulhamento, isso prova que a técnica é especificamente eficaz

Achado

A melhora também ocorreu no grupo que recebeu tratamento falso, e 63% desses participantes acreditaram ter recebido agulhamento real, demonstrando o poder do efeito placebo e do contexto terapêutico

Como isso pode funcionar

🔍

IDENTIFICAÇÃO

Pontos-gatilho são localizados por palpação manual nos músculos vasto medial, reto femoral e vasto lateral — regiões descritas historicamente como capazes de gerar dor patelofemoral

💉

ESTÍMULO MECÂNICO

A inserção da agulha provoca estímulo mecânico no tecido muscular, com técnicas de movimentação que buscam obter respostas locais de contração (twitch); o mecanismo exato de ação permanece parcialmente incerto

🧠

MODULAÇÃO NEURAL

Possível efeito sobre vias de modulação da dor no sistema nervoso central, embora este estudo não tenha demonstrado vantagem sobre placebo, sugerindo que fatores psicológicos e contextuais também desempenham papel import

⚠️

INTERPRETAÇÃO CAUTELOSA

A ausência de diferença entre agulhamento e procedimento simulado indica que os mecanismos propostos, embora teoricamente plausíveis, não se traduziram em benefício mensurável adicional nesta condição e protocolo específ

O que ainda é incerto

  • ?Não se sabe se múltiplas sessões de agulhamento seco, em vez de uma única, poderiam produzir resultados diferentes ou sustentados
  • ?A combinação de agulhamento com exercícios terapêuticos direcionados — abordagem mais próxima da prática clínica real — não foi testada e permanece se
  • ?A duração do seguimento (72 horas) é insuficiente para avaliar se há benefícios tardios ou efeitos cumulativos da técnica
  • ?Não foi identificado nenhum subgrupo de pacientes com características específicas que pudessem responder melhor ao agulhamento seco
🎯

O que o estudo quis responder

Testar se agulhamento seco em músculos do quadríceps reduz dor e incapacidade em síndrome patelofemoral

👥

QUEM PARTICIPOU

60 beneficiários militares com dor patelofemoral, idade 18-40 anos

🧪

COMO FOI FEITO

Sessão única de agulhamento em 6 pontos-gatilho do quadríceps versus tratamento simulado

📈

O QUE MUDOU

Ambos os grupos melhoraram a dor igualmente, sem diferença entre tratamentos

🛟

SEGURANÇA

Nenhum evento adverso sério ou efeitos colaterais relatados

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

EFEITO PLACEBO EQUIVALENTE

Pela primeira vez em síndrome patelofemoral, demonstrou-se que a melhora com agulhamento seco não supera um procedimento cuidadosamente simulado, sugerindo que a atenção terapêutica e as expectativas do paciente são comp

🧭

MAPA PARA FUTURAS PESQUISAS

O estudo define claramente o que precisa ser investigado: múltiplas sessões, seguimento prolongado, combinação com exercícios e identificação de possíveis respondedores, orientando o desenho de estudos mais robustos

📌

MELHORA REAL, MAS NÃO ESPECÍFICA

Cerca de 30% de redução da dor ocorreu de forma genuína para os participantes, independentemente do grupo; isso reforça que intervenções com baixo risco e alto apoio terapêutico podem produzir benefícios, mesmo quando o

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Agulhamento seco em pontos-gatilho para dor patelofemoral

A síndrome da dor patelofemoral (SDPF) é uma condição prevalente que afeta o joelho, especialmente em pessoas jovens e ativas, incluindo militares e atletas. Caracterizada por dor na região anterior do joelho que piora com atividades como agachamento, subir escadas e permanecer sentado por longos períodos, a SDPF representa um desafio clínico significativo, com 70-90% dos pacientes apresentando sintomas recorrentes ou crônicos. O agulhamento seco (dry needling) tem emergido como uma técnica terapêutica popular, envolvendo a inserção de agulhas filiformes em pontos-gatilho miofasciais para reduzir tensão muscular e aliviar a dor. Este estudo randomizado controlado investigou se o agulhamento seco seria mais eficaz que um tratamento simulado para reduzir dor e incapacidade em indivíduos com SDPF.

Sessenta beneficiários do sistema de saúde militar (36 homens) com idade entre 18-40 anos e diagnóstico clínico de SDPF foram randomizados em dois grupos. O grupo de agulhamento seco recebeu inserção de agulhas de acupuntura em seis pontos-gatilho nos músculos quadríceps femoral (vasto medial, reto femoral e vasto lateral) do membro inferior sintomático, baseado em exame de palpação. As agulhas permaneceram por 5-10 segundos com técnicas de 'bicadas de pardal' e 'cone' para elicitar respostas de contração local. O grupo simulado recebeu pressão com objeto pontiagudo e tubo guia sem perfuração da pele, simulando a sensação do agulhamento real.

Os desfechos foram avaliados através de escalas de dor numérica durante atividades funcionais (subir degrau, descer degrau, agachamento), Escala de Dor Anterior do Joelho de Kujala e Escala Funcional de Membro Inferior. As avaliações ocorreram antes do tratamento, imediatamente após e em 72 horas. Os resultados mostraram que ambos os grupos apresentaram redução clinicamente significativa da dor (30% na escala numérica) imediatamente após o tratamento e em 72 horas, porém sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0,219 imediatamente; p=0,310 em 72h). Não houve diferenças significativas entre os grupos em nenhuma das outras medidas de desfecho, incluindo funcionalidade e percepção global de melhora.

Nenhum participante apresentou eventos adversos graves ou precisou descontinuar o estudo. As implicações clínicas sugerem que uma única sessão de agulhamento seco não é superior ao tratamento simulado para SDPF quando utilizada como intervenção isolada. Este achado pode refletir a natureza multifatorial da SDPF, que tipicamente requer abordagens multimodais incluindo fortalecimento muscular, alongamentos e terapia manual. O estudo tem limitações importantes, incluindo seguimento de apenas 72 horas, sessão única de tratamento e foco exclusivo nos músculos quadríceps, não abordando músculos do quadril e tronco que podem contribuir para a condição.

Estudos futuros devem considerar múltiplas sessões de tratamento, períodos de acompanhamento mais longos, tratamento de músculos proximais e combinação com outras intervenções terapêuticas. A pesquisa contribui para o entendimento de que intervenções isoladas podem ser insuficientes para SDPF, enfatizando a necessidade de abordagens integradas e personalizadas para esta condição complexa.

O que fortalece a leitura

  • 1Desenho randomizado controlado bem estruturado
  • 2Protocolo padronizado e reproduzível
  • 3Grupo controle apropriado com simulação
  • 4Alta taxa de adesão dos participantes
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Apenas uma sessão de tratamento
  • 2Seguimento muito curto (72 horas)
  • 3Agulhamento isolado sem outras terapias
  • 4População militar específica

Leitura clínica do estudo

MODERADA
65/ 100
Desenho
4/5
Amostra
3/5
Confirmação
3/5

🔬 Como o estudo foi organizado

60pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Agulhamento seco

30 pessoas

Agulhas em pontos-gatilho do quadríceps

Controle simulado

30 pessoas

Procedimento simulado sem penetração

⏱️ Tempo de acompanhamento: Seguimento de 72 horas

📊 Resultados em números

0%

Redução de dor clinicamente significativa em ambos os grupos

p=0.22

Diferença entre grupos imediatamente após

p=0.31

Diferença entre grupos em 72 horas

0%

Taxa de participantes que completaram o estudo

Destaques percentuais

30%
Redução de dor clinicamente significativa em ambos os grupos
98.3%
Taxa de participantes que completaram o estudo

📊 Comparação de Resultados

Escala de dor (0-10)

Agulhamento
3.2
Simulado
3.8

📅 Linha do tempo da evidência

1999Travell e Simons descrevem pontos-gatilho no quadríceps
2013Revisões sistemáticas mostram eficácia do agulhamento seco
2015Estudos identificam preditores de sucesso do agulhamento
2018Primeiro estudo de agulhamento seco em síndrome patelofemoral

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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