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Tratamento de dor crônica: O que você precisa saber

O que é dor crônica?

Dor crônica é aquela que persiste ou recorre por mais de 3 meses, persiste por mais de 1 mês após a resolução de uma lesão tecidual aguda ou acompanha uma lesão que não se cura.

Existe cerca de 40 milhões de brasileiros que sofrem de dor crônica, que é definida como a dor que dura mais que seis meses.

Dor crônica pode ser leve ou excruciante, episódica ou contínua, meramente inconveniente ou totalmente incapacitante.

Com dor crônica, sinais de dor permanecem ativos no sistema nervoso por meses ou até anos. Isso pode ter um custo físico e emocional na pessoa.

As mais comuns fontes de dor, tem raízes em dores de cabeça, dor nas juntas, dor causada por traumas/lesões e dor nas costas. Outros tipos de dores crônicas incluem tendinite, sinusite, síndrome do túnel carpal, e a dor que afeta partes específicas do corpo, como os ombros, pélvis e pescoço.

Dores generalizadas de músculos ou nervos também podem desenvolver em condição crônica.

Dor crônica pode ser originada com um trauma, lesão inicial ou infecção, ou pode ter uma causa de dor contínua. Algumas pessoas sofrem de dores crônicas sem ter tido nenhum ferimento ou evidência de dano ao corpo.

O teor emocional da dor crônica também pode fazer a dor piorar. Ansiedade, estresse, depressão, raiva e fadiga interagem de forma complexa com a dor crônica e pode piorar a produção natural de analgésicos do corpo; além disso, estes sentimentos negativos podem aumentar o nível de substancias que aumentam a dor, causando um ciclo vicioso de dor para a pessoa. Mesmo as defesas básicas do corpo podem ser comprometidas: há evidencias consideráveis que a dor sem trégua pode piorar o sistema imunológico.

Por causa deste link entre mente e corpo associado a dor crônica, tratamentos efetivos requerem endereçamento psicológico tanto quanto condições de aspectos físicos.

Dor crônica afeta 30% dos brasileiros e custa mais de R$ 7,3 bilhões por ano aos planos de saúde

Impacto da dor crônica

A dor crônica pode afetar a qualidade de vida e a produtividade. Como resultado, é geralmente acompanhado por fadiga, insônia, ansiedade, depressão e outros problemas.

Além disso, o impacto econômico é impressionante. O custo anual da dor crônica – incluindo o custo do tratamento e a perda de produtividade – foi estimado em quase US $ 635 bilhões só nos Estados Unidos, tendo grande impacto social e econômico.

 

Diferenças entre dor aguda e dor crônica

A dor aguda tem função de proteção. Já a dor crônica pode ser uma doença em si.

Dor Aguda

Alerta doença orgânica

Causa óbvia

Desaparece com tratamento

Opióides indicados e efetivos

Sem ganho secundário

Dor Crônica

Nenhuma função

Causa obscura

Freqüentemente rebelde

Raramente responde com opióide

Comum ganho secundário

dor nas costas

Quais são os sintomas da dor crônica?

Os sintomas da dor crônica incluem:

Dor persistente

Dor de branda a severa que nunca passa

Características mal definidas

Dor que pode ser descrita como cortante, que queima, que coça ou elétrica

Sintomas associados

Sentimento de desconforto, irritação, pressão ou enrijecimento

Dor não é um sintoma que existe por si só. Outros problemas associados a dor podem incluir:

Fadiga

cansaço físico intenso e dor no músculo trabalhado exageradamente

Insônia

A dor costuma dificultar o sono das pessoas e problemas de insônia tendem a intensificar quadros de dor.

Problemas laborais

Afastamento de atividade ou o aumento da necessidade de descansar

Sistema imunológico enfraquecido

Enfraquecimento do sistema imunológico atráves de uma possível reprogramação dos genes

Alterações no humor

Mudanças no humor incluindo falta de esperança, medo, depressão, irritação, ansiedade e estresse

Invalidez

Afeta a funcionalidade, relações pessoais, familiares e laborativas da pessoa

Tratamento para dor crônica

Há uma variedade de opções para o tratamento da dor crônica. Sob a categoria geral de medicamentos, existem terapias orais e tópicas para o tratamento da dor crônica. Medicamentos orais incluem aqueles que podem ser tomados por via oral, como antiinflamatórios não-esteróides, analgésicos e opióides. Também estão disponíveis medicamentos que podem ser aplicados à pele, seja como uma pomada ou creme ou por um adesivo aplicado na pele.

Algumas pessoas podem precisar de analgésicos mais fortes, como aqueles que contem morfina. Medicamentos anti-convulsionantes e antidepressivos funcionam em alguns casos.

Há muitas coisas que podem ajudar com sua dor que não envolvem medicamentos. Essas coisas podem ajudar a aliviar um pouco a dor e reduzir os medicamentos necessários para controlar sua dor. Exemplos incluem exercícios, melhor realizados sob a direção de um fisioterapeuta. Existem também modalidades alternativas, como a acupuntura.

Se outra condição, com diabetes é envolvido, um bom tratamento desta doença pode aliviar a dor. O correto tratamento desta condição pode também prevenir futuros danos nos nervos.

Em casos difíceis de se tratar, um especialista em dor pode usar um dispositivo invasivo ou implantável para lidar mais efetivamente com a dor.

Estimulações elétricas dos nervos envolvidos em dores neuropáticas podem controlar significantemente os sintomas da dor.

Outros tipos de tratamentos podem também ajudar com dor neuropática. Alguns destes incluem:

Fisioterapia motora
Psicoterapia (terapeuta)
Terapia de relaxamento
Massagem terapêutica
Acupuntura

Os antidepressivos e os anticonvulsivantes são as principais drogas para o tratamento da dor crônica, principalmente de origem neuropática.

Os antidepressivos tricíclicos atuam aumentando a atividade das vias monoaminérgicas e encefalinérgica no sistema nervoso central, por meio de bloqueio inespecífico da recaptação da serotonina e noradrenalina, bloqueio dos canais de sódio, entre outros mecanismos.

Os anticonvulsivantes, por sua vez, estabilizam as membranas neuronais por meio do bloqueio dos canais de sódio (como a carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato e lamotrigina) e ou dos canais de cálcio.

Alguns têm ação antiglutamatérgica (como a lamotrigina e topiramato), outros aumentam a atividade gabaérgica no SNC (valproato de sódio, clonazepan) ou apresentar mecanismo antialgico desconhecido (como a gabapentina).

Para os casos refratários e de grande repercussão funcional, pode-se lançar mão de alguns opióides. A morfina parenteral revelou eficácia clinica em portadores de dor central. A oxicodona mostrou-se eficaz em ensaios clínicos com neuropatias periféricas. A metadona mostra-se eficaz em alguns doentes com dor neuropática embora também careça de estudos controlados que atestem a sua eficácia. Trata-se de um fármaco de meia vida longa e de difícil titulação de dose, cuja faixa terapêutica é próxima da tóxica.

Recomenda-se iniciar o tratamento com antidepressivo tricíclico, quando tolerado, ou com anticonvulsivante, principalmente se a dor tiver caráter paroxístico, lancinante ou associar-se a alodínea. No caso de resposta precária ou de intolerância aos fármacos de primeira linha, faz-se um escalamento de doses e ou rodízio de medicamentos.

Para algumas pessoas, o tratamento medicamento isolado não é suficiente, podendo levar a perdas funcionais e incapacidades. Uma abordagem multidisciplinar que combina terapias, porém, pode ser uma forma muito efetiva para promover o alivio da dor crônica.

Diagnosticando a dor crônica

Para diagnosticar a dor crônica, o médico ira conduzir uma avaliação clínica e exame físico.

Não há como medir objetivamente a dor.

Somente a pessoa com dor crônica pode fornecer uma descrição de quanta dor está sentindo.

O médico perguntará onde está localizada a dor, há quanto tempo e se é aguda ou em pressão, constante ou ocorre intermitentemente.

Às vezes, um paciente será solicitado a avaliar a intensidade da dor, usando uma escala numérica e fornecendo mais detalhes. O médico fará um exame físico e pode solicitar testes diagnósticos adicionais.

Exames devem ser solicitados para afastar causas fisiológicas de dor.

Exames de sangue podem ser utilizados para afastar doenças reumatológicas.

Exames de imagem como raio-x, ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser solicitadas para avaliação de lesões como tendinopatias, osteoartrose, lesões ligamentares, dentr outras.

Outros exames mais invasivos incluem a eletroneuromiografia, em suspeita de lesão por dor neuropática, como na hérnia de disco ou ciatalgia.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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