Participantes incluídos
5. 720
Total em 72 ensaios clínicos
Estudo científico comentado
Referência acadêmica
Periódico
Journal of Traditional Chinese Medicine
Ano
2025
Autores
Wang et al.
Desenho
Revisão sistemática com meta-análise
Esta ampla revisão reuniu evidências de 72 estudos mostrando que a ventosaterapia pode ajudar no alívio de diversos tipos de dor, especialmente herpes zoster, dor nas costas e pescoço. Embora a qualidade dos estudos seja limitada, os resultados sugerem que o tratamento é seguro e pode reduzir a dor quando usado sozinho ou combinado com outras terapias. Os efeitos colaterais são raros e menos frequentes que os dos medicamentos convencionais.
Título original do estudo: Update evidence of effectiveness on pain relieving of cupping therapy: a systematic review and Meta-analysis of randomized controlled trials
Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.
Mensagem principal
A ventosaterapia mostrou potencial para aliviar diversos tipos de dor e melhorar qualidade de vida em 72 estudos com mais de 5 mil participantes, mas a baixa qualidade metodológica das pesquisas originais impede conclusões definitivas sobre sua eficácia real.
Esta ampla revisão reuniu evidências de 72 estudos mostrando que a ventosaterapia pode ajudar no alívio de diversos tipos de dor, especialmente herpes zoster, dor nas costas e pescoço. Embora a qualidade dos estudos seja limitada, os resultados sugerem que o tratamento é seguro e pode reduzir a dor quando usado sozinho ou combinado com outras terapias. Os efeitos colaterais são raros e menos frequentes que os dos medicamentos convencionais.
Pontos Principais
Conversa Prática
Leitura Consciente
Leitura rápida para pacientes
A maior análise já feita sobre o tema mostra alívio da dor e boa segurança, com ressalvas importantes sobre a qualidade das pesquisas
Ponto 1
A técnica mostrou redução da dor em condições como zona, lombalgia e cervicalgia, especialmente combinada a outros trata
Ponto 2
Efeitos colaterais foram raros e leves, muito menos frequentes que com medicamentos analgésicos comuns
Ponto 3
Todos os estudos tinham problemas metodológicos, então ainda não há certeza definitiva sobre quão eficaz é a ventosatera
O que este estudo acrescenta
Esta revisão quase octuplicou o número de participantes da revisão anterior (de 921 para 5. 720), incorporando 58 novos estudos e expandindo de 4 para 15 condições dolorosas analisadas
Aplicabilidade clínica
As melhorias na dor e função são clinicamente perceptíveis para muitos pacientes, especialmente em condições como herpes zoster e lombalgia, mas a alta heterogeneidade e baixa qualidade dos estudos reduzem a confiança na
Força do desenho do estudo
Este é o nível mais alto da hierarquia de evidências, pois sintetiza múltiplos ensaios clínicos, mas a confiança aqui foi reduzida pela baixa qualidade dos estudos originais incluí
Participantes incluídos
5. 720
Total em 72 ensaios clínicos
Redução média na dor
1,75 cm
Diferença na EVA versus lista de espera/nenhum tratamento
Redução de eventos adversos
89%
Menor incidência versus grupos medicamentosos
Estudos de alto risco de viés
100%
Todos os 72 ensaios incluídos
Evidência de baixa/ muito baixa qualidade
100%
Classificação GRADE para todos os desfechos analisados
Ficha rápida do estudo
Condição
Dor aguda e crônica de múltiplas causas (herpes zoster, lombalgia, cervicalgia, osteoartrite, enxaqueca, entre outras)
Tipo de estudo
Revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados
Participantes
5. 720 adultos com idade média variável, predominantemente chineses, com condiçõe
Duração
7 dias a 12 semanas de intervenção, sem acompanhamento pós-tratamento sistemátic
Sessões
Variável: diária a duas vezes por semana, média de 8-15 sessões
Comparador
Lista de espera, nenhum tratamento, cuidados usuais (compressas quentes, exercícios), medicamentos analgésicos/anti-infl
Grupos do estudo
Protocolo de tratamento
Variável: de 3 a 20 sessões, com média em torno de 10 sessões
Diária a duas vezes por semana, dependendo da condição e tipo de ventosa
8 a 15 minutos de retenção dos copos (ventosa seca/retida); sangria controlada d
Pontos selecionados segundo acupuntura/tradição chinesa, próximos à área dolorosa; tipos incluídos: seca, úmida, medicinal, em movimento, flash, com agulhamento, retida, biocerâmic
Lista de espera, nenhum tratamento, cuidados usuais, medicamentos (ibuprofeno, diclofenaco, aspirina, antidepressivos, e
A ventosa úmida foi a mais utilizada (56% dos estudos), especialmente para herpes zoster, com sangria por agulhas de ameixa ou três bordas
Quem entrou no estudo
Quem ficou de fora
Mapa de resultados
Intensidade da dor
reduziu
Redução média de 1,75 cm na EVA versus lista de espera; reduções de 0,16-2,97 cm em diversas comparações
Taxa de cura
melhorou
Razão de risco de 1,38 a 2,20 favorável à ventosaterapia em cinco meta-análises
Função física
melhorou
Ganho de 4,78 pontos no componente físico do SF-36 versus controle
Qualidade do sono
melhorou
Melhora de 2,69 pontos em escala 0-10 quando comparada a medicamentos
Segurança
melhorou
Incidência de eventos adversos cerca de 10 vezes menor que medicamentos
Escores funcionais específicos
melhorou
Melhora nos escores JOA para lombalgia e nos índices de qualidade de vida específicos
O que não mudou
Quando a melhora apareceu
1-2 semanas
Primeira semana
Redução inicial da dor em condições agudas como herpes zoster e entorses
2-4 semanas
Meio do tratamento
Melhora significativa na EVA para dores crônicas lombares e cervicais
4-12 semanas
Final do protocolo
Maiores taxas de cura e melhora na qualidade de vida SF-36
Antes e depois
Dor (EVA 0-10 cm)
escala máx. 10 cm
Taxa de cura (%)
escala máx. 100 %
Função física (SF-36)
escala máx. 100 pontos
Segurança e perfil
Sinal de segurança
Perfil de paciente
Mais parecido com a amostra
Mais cautela para extrapolar
Expectativa realista
A maioria dos estudos sugere redução modesta a moderada da dor após várias sessões de ventosaterapia, com melhora adicional quando combinada a exercícios, acupuntura ou medicamentos. A técnica não elimina a causa subjacente da dor, mas pode
Tempo provável
Alguns pacientes relatam alívio nas primeiras 1-2 semanas; benefícios mais consistentes aparecem após 4-12 sessões ao lo
A evidência é de baixa qualidade: não podemos ter certeza de que os resultados se replicarão em todos, e o efeito pode ser influenciado por expectativas e pelo
Checklist para consulta
Como ler este estudo
Mito e achado
Mito
A ventosaterapia cura qualquer tipo de dor definitivamente
Achado
Os estudos mostram alívio sintomático em várias condições, mas não cura; a dor pode recorrer e a qualidade da evidência é baixa
Mito
Ventosa úmida com sangria é perigosa e deve ser evitada
Achado
Nos estudos revisados, a ventosa úmida teve poucos eventos adversos, mas requer profissional treinado e rigor de assepsia; não é para todos
Mito
Se funciona na China, funciona igual em qualquer lugar
Achado
86% dos estudos eram chineses, o que limita a generalização; contexto cultural, expectativas e práticas de saúde diferentes podem influenciar resultados
Mito
A ventosaterapia pode substituir completamente os medicamentos
Achado
A evidência mais robusta é para uso combinado; como terapia isolada, os resultados foram mais modestos e menos consistentes
Como isso pode funcionar
AUMENTO DA CIRCULAÇÃO LOCAL
A sucção dos copos pode promover fluxo sanguíneo na área aplicada, potencialmente facilitando a resolução de processos inflamatórios locais — mecanismo proposto, não comprovado em nível celular nestes estudos
MODULAÇÃO DA PERCEPÇÃO DA DOR
A estimulação mecânica da pele pode ativar vias nervosas que competem com sinais dolorosos (teoria do controle de portas), reduzindo a sensação de dor — explicação teórica baseada em conhecimento neurofisiológico geral
EFEITO RELAXANTE MUSCULAR
A tensão mecânica na pele e tecidos subjacentes pode promover relaxamento da musculatura local, aliviando dores miofasciais — observado clinicamente, mas não quantificado por biomarcadores
EFEITO CONTEXTO E EXPECTATIVA
A atenção terapêutica, o ritual do tratamento e as expectativas do paciente contribuem para parte do efeito observado — fator reconhecido em toda intervenção, não exclusivo da ventosaterapia
O que ainda é incerto
Avaliar a efetividade e segurança da ventosaterapia no tratamento de dores agudas e crônicas
5. 720 pessoas com condições dolorosas variadas em 72 estudos
Ventosaterapia comparada com medicamentos, acupuntura ou nenhum tratamento
Redução na escala de dor de 0,16 a 7,0 cm e melhora nas taxas de cura
Incidência de eventos adversos 10 vezes menor que medicamentos
Achados Interessantes
DOSE-RESPOSTA NA SANGRIA
Para herpes zoster, maiores volumes de sangria controlada (10-20 mL) pareceram associar-se a melhores resultados analgésicos — um padrão de dose-resposta inesperado que abre caminho para estudos mais refinados
EXPANSÃO DO UNIVERSO DE EVIDÊNCIAS
A revisão incorporou 58 novos estudos em 8 anos, demonstrando explosão de interesse científico, mas também revelando que a qualidade metodológica não acompanhou o crescimento em volume
VANTAGEM ESPECÍFICA PARA DORES AGUDAS
Contrariando a percepção de que só serve para dores crônicas, a análise de subgrupos sugeriu que a ventosaterapia pode ter efeito ainda mais pronunciado em condições dolorosas agudas como herpes zoster
LACUNA DE SEGURANÇA A LONGO PRAZO
Apesar de 72 estudos, apenas 12 relataram eventos adversos de forma sistemática, e nenhum acompanhou pacientes além do término do tratamento — segurança a médio e longo prazo permanece desconhecida
Resumo detalhado em linguagem acessível
Esta revisão sistemática e meta-análise representa a atualização mais abrangente sobre a eficácia da ventosaterapia no tratamento da dor, incluindo 72 estudos clínicos randomizados com 5. 720 participantes. O estudo foi conduzido seguindo rigorosos padrões metodológicos, com protocolo registrado no PROSPERO e busca em sete bases de dados desde janeiro de 2014 até janeiro de 2023. A análise incluiu estudos publicados em chinês e inglês, sendo a maioria (62 estudos) conduzida na China.
As condições dolorosas mais estudadas foram herpes zoster (20 estudos), dor lombar inespecífica (14 estudos), dor cervical (9 estudos) e osteoartrite (9 estudos). Os tipos de ventosaterapia analisados incluíram ventosa seca, úmida, medicinal, móvel, flash, com agulhamento, retida, biocerâmica e de equilíbrio. A ventosa úmida foi a técnica mais utilizada (56,25% dos casos), especialmente para herpes zoster. Os resultados mostraram que a ventosaterapia, seja isolada ou combinada com outros tratamentos, demonstrou benefícios significativos na redução da intensidade da dor medida pela escala visual analógica, com reduções variando de 0,16 a 2,97 cm comparado aos controles.
As taxas de cura melhoraram consistentemente, com aumentos de 38% a 120% em relação aos grupos controle. Particularmente interessante foi a descoberta de que a ventosaterapia apresentou menor incidência de eventos adversos comparada aos medicamentos convencionais, com apenas dois casos de tontura após ventosa úmida e dois casos de lesões cutâneas relatados nos grupos de intervenção. Em contraste, os grupos controle com medicamentos reportaram diversos efeitos colaterais incluindo desconforto gastrointestinal e reações cutâneas. A qualidade de vida também mostrou melhoras significativas, especialmente no componente físico do SF-36, com aumento médio de 4,78 pontos.
Análises de subgrupos revelaram que a ventosaterapia pode ser mais eficaz para dor aguda do que crônica, e mostrou vantagens particulares no tratamento de herpes zoster e osteoartrite em comparação com medicamentos. A análise da qualidade metodológica usando a ferramenta RoB 2. 0 revelou que todos os estudos incluídos apresentaram alto risco de viés, principalmente devido à impossibilidade de cegamento de participantes e terapeutas, limitações no processo de randomização e falta de informações sobre ocultação da alocação. A avaliação GRADE classificou a qualidade da evidência como baixa a muito baixa devido a limitações no desenho dos estudos, inconsistência entre os resultados e potencial viés de publicação.
As limitações incluem a predominância de estudos chineses que podem ter viés cultural, heterogeneidade clínica significativa entre os estudos, e a exclusão de literatura relevante em outros idiomas. Apesar dessas limitações, este estudo fornece a evidência mais robusta disponível sobre ventosaterapia para dor, sugerindo que esta terapia complementar pode ser uma opção segura e eficaz, especialmente como adjuvante ao tratamento convencional.
Ventosaterapia
2860 pessoas
Diferentes tipos de ventosa (seca, úmida, medicinal)
Controle
2860 pessoas
Medicamentos, acupuntura ou nenhum tratamento
Redução média na escala visual analógica
Melhora na taxa de cura
Redução de eventos adversos vs medicamentos
Melhora no componente físico SF-36
Melhora na qualidade do sono
Curadoria Médica

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523
Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.
Conheça a equipe da clínica →Dor crônica · Avaliação especializada
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A equipe do Prof. Dr. Hong Jin Pai avalia seu caso em consulta presencial na Alameda Jaú, Jardim Paulista, São Paulo.
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