Estudo científico comentado

Combinação de Injeções Guiadas por Ultrassom e Estimulação Magnética para Dor Lombar Crônica

Referência acadêmica

Periódico

Life

Ano

2025

Autores

Wu et al.

Desenho

Nível não totalmente claro

Este estudo explora uma nova abordagem que combina duas técnicas para tratar dor lombar crônica: injeções precisas no músculo multífido (estabilizador da coluna) guiadas por ultrassom, seguidas de estimulação magnética não invasiva. Os resultados preliminares sugerem que essa combinação pode proporcionar alívio mais rápido e duradouro da dor. Embora promissora, a técnica ainda precisa ser testada em estudos maiores para confirmar sua eficácia e segurança.

Título original do estudo: Integrating Ultrasound-Guided Injections and Peripheral Magnetic Stimulation in Chronic Myofascial/Lumbar Pain

📝artigo de perspectiva👥n=3 (estudo piloto)🔬evidência preliminar
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

Estudo piloto muito pequeno sugere que a combinação de injeção guiada por ultrassom no multífido com estimulação magnética pode reduzir dor e incapacidade em dor lombar crônica, mas carece de evidência robusta para recomendação clínica firme.

O que isso significa para você?

Este estudo explora uma nova abordagem que combina duas técnicas para tratar dor lombar crônica: injeções precisas no músculo multífido (estabilizador da coluna) guiadas por ultrassom, seguidas de estimulação magnética não invasiva. Os resultados preliminares sugerem que essa combinação pode proporcionar alívio mais rápido e duradouro da dor. Embora promissora, a técnica ainda precisa ser testada em estudos maiores para confirmar sua eficácia e segurança.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1Esta é uma ideia terapêutica nova e interessante, mas ainda em estágio muito inicial de investigação
  • 2Se você tem dor lombar crônica, existem tratamentos com evidência mais consolidada que devem ser considerados primeiro
  • 3A combinação envolve uma injeção — não é totalmente não invasiva — e requer equipamento especializado
  • 4A estimulação magnética diferencia-se da eletroestimulação comum por penetrar mais profundamente sem causar desconforto na pele
  • 5A decisão por essa ou qualquer abordagem deve ser individualizada, discutindo riscos, benefícios e alternativas com seu médico
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Minha dor lombar tem características que sugerem comprometimento do músculo multífido?
  • 2Quais tratamentos com melhor evidência já foram tentados ou deveriam ser considerados antes?
  • 3Há disponibilidade de ultrassom intervencionista e estimulação magnética neste serviço, e qual a experiência com essa combinação?
  • 4Como será avaliada minha resposta ao tratamento e qual o plano se não houver melhora?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1O estudo piloto com apenas 3 pacientes não permite avaliação adequada do perfil de segurança; eventos adversos não foram sistematicamente relatados
  • 2Injeções guiadas por ultrassom, embora mais seguras que técnicas cegas, ainda carregam riscos de punção inadvertida, sangramento ou infecção
  • 3A estimulação magnética é contraindicada em pessoas com marcapasso, certos implantes metálicos ou durante a gravidez
  • 4A dextrose a 50% pode causar ardor ou desconforto temporário no local da injeção

Leitura rápida para pacientes

Promessa preliminar, não promessa de cura

Médicos taiwaneses testaram combinar injeção precisa no músculo da coluna com estimulação magnética não invasiva para dor lombar crônica

Ponto 1

Apenas 3 pacientes participaram — resultado é inspiração, não evidência definitiva

Ponto 2

A técnica combina procedimento minimamente invasivo com sessões de neuromodulação magnética

Ponto 3

Fale com seu médico sobre opções já bem estabelecidas enquanto essa pesquisa avança

O que este estudo acrescenta

ABORDAGEM COMBINADA INÉDITA

Primeira descrição publicada da integração sequencial de injeção guiada por ultrassom no multífido com estimulação magnética periférica repetitiva para dor lombar crônica

Aplicabilidade clínica

Leitura incerta

A melhora observada em apenas 3 pacientes sem controle impossibilita estimar o tamanho do efeito real; a relevância clínica depende de confirmação em estudos maiores e comparativos

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Observação de poucos pacientes sem grupo controle, útil para gerar hipóteses mas insuficiente para provar eficácia

pacientes no estudo piloto

3

tamanho da amostra, sem grupo controle

sessões de estimulação magnética

12

protocolo após as injeções iniciais

redução da dor no estudo de QL (referência)

3,085

pontos VAS aos 72h, com manutenção parcial a 6 meses

frequência ótima de rPMS

10-50 Hz

intervalo sugerido por meta-análise para condições musculoesqueléticas

redução do reflexo tendíneo com 5 Hz

23,7%

efeito demonstrado em estudo de neurofisiologia de referência

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Dor lombar crônica com componente miofascial

Tipo de estudo

Estudo piloto de viabilidade (perspectiva clínica)

Participantes

3 pacientes com dor lombar crônica

Duração

12 sessões de estimulação magnética após injeções

Sessões

12 sessões de rPMS após injeções iniciais

Comparador

Nenhum — sem grupo controle ou placebo

Grupos do estudo

Terapia combinada (injeção + estimulação magnética)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

12 sessões de estimulação magnética após injeções iniciais

Frequência02

Não especificada no artigo para as 12 sessões

Duração da sessão03

Não detalhada

Pontos / técnica04

Injeção guiada por ultrassom no músculo multífido com técnica in-plane, seguida de estimulação magnética periférica bilateral na região lombossacral

Comparador05

Nenhum — estudo sem braço comparativo

Nota de protocolo06

Injeção com mistura de dextrose 50% (5 mL) e lidocaína 1% (5 mL); estimulação magnética com parâmetros a serem individualizados, com frequência de 10-50 Hz considerada ótima na lit

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Pacientes com dor lombar crônicaIndivíduos com comprometimento do músculo multífido lombarParticipantes de estudo piloto de viabilidadePacientes que receberam intervenção bilateral nos níveis L4/L5 e L5/S1

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Pacientes com dor lombar aguda ou subagudaIndivíduos com contraindicações a injeções ou estimulação magnéticaCrianças, adolescentes ou gestantesPacientes com dor de origem predominantemente neuropática ou radicularQuem busca tratamento exclusivamente não invasivo (o protocolo inclui injeção)

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

intensidade da dor

melhorou significativamente

Redução expressiva na Escala Visual Analógica de Dor após 12 sessões

🚶

incapacidade funcional

melhorou significativamente

Queda no Índice de Incapacidade de Oswestry, indicando melhor desempenho em atividades diárias

💪

recrutamento neuromuscular

sugestão de melhora

Estimulação magnética promove ativação de unidades motoras e recondicionamento muscular

🔄

interrupção do ciclo doloroso

melhorou

Injeção no multífido contraria a sensibilização espinal e reativa fibras musculares inibidas

O que não mudou

  • Não houve avaliação de medidas psicológicas como cinesiofobia (medo de movimento) no estudo piloto
  • Não foi demonstrada superioridade em relação a tratamentos isolados ou convencionais
  • Não há dados sobre manutenção dos benefícios além do período de tratamento

Quando a melhora apareceu

1

sessão 6

Após 6 sessões de rPMS

Avaliação intermediária mostrou evolução em dor e incapacidade

2

final do protocolo

Após 12 sessões completas

Melhora significativa em dor e funcionalidade comparado ao início

Antes e depois

Dor lombar (estudo de referência do quadrado lombar)

escala máx. 10 pontos VAS

Antes7.5 pontos VAS
Depois4.4 pontos VAS

Dor lombar após 3 injeções no quadrado lombar

escala máx. 10 pontos VAS

Antes7.5 pontos VAS
Depois1 pontos VAS

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Técnicas descritas como minimamente invasivas ou não invasivas
  • Boa tolerabilidade relatada na literatura de suporte para ambas as modalidades
  • Estimulação magnética não causa desconforto cutâneo ou irritação de pele
Amarelo
  • Injeções requerem precisão com ultrassom e treinamento especializado
  • Parâmetros da estimulação magnética necessitam individualização cuidadosa
  • Dextrose a 50% pode causar desconforto temporário no local
Vermelho
  • Estudo piloto com apenas 3 participantes não permite avaliação adequada de segurança
  • Ausência de relato sistematizado de eventos adversos no estudo principal
  • Não há dados sobre segurança a longo prazo ou em populações mais amplas

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Pacientes com dor lombar crônica refratária a tratamentos conservadores
  • Indivíduos com suspeita de disfunção do músculo multífido lombar
  • Quem tem acesso a centros com equipamento de ultrassom intervencionista e estimulação magnética
  • Pacientes que aceitam procedimentos minimamente invasivos como parte do tratamento

Mais cautela para extrapolar

  • Pacientes com dor lombar de origem predominantemente neuropática ou com compressão radicular
  • Quem busca exclusivamente tratamentos não invasivos (devido à componente injetável)
  • Indivíduos com contraindicações a lidocaína ou dextrose hipertônica
  • Pacientes com expectativa de cura definitiva baseada apenas em evidência preliminar
  • Gestantes ou pessoas com dispositivos metálicos implantados que contraindicam estimulação magnética

Expectativa realista

Alívio gradual com abordagem em duas etapas

Possível redução da dor e melhora da funcionalidade após série de sessões combinando injeção precisa e neuromodulação não invasiva

Tempo provável

Melhora observada ao longo de 12 sessões, com avaliação em pontos intermediários

Resultados baseados em apenas 3 pacientes sem grupo comparativo; resposta individual pode variar amplamente

Checklist para consulta

  1. 1Perguntar se meu perfil de dor lombar se assemelha aos participantes do estudo piloto
  2. 2Verificar se há disponibilidade de ultrassom intervencionista e estimulação magnética no serviço
  3. 3Discutir alternativas evidenciadas e por que a abordagem combinada seria indicada no meu caso
  4. 4Questionar sobre experiência do médico com injeções guiadas por ultrassom no multífido
  5. 5Entender custos, número de sessões necessárias e critérios para avaliar resposta ao tratamento

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

Estimulação magnética é igual a TENS (eletroestimulação)

Achado

A estimulação magnética penetra mais profundamente, não requer contato direto com a pele e pode ativar tanto nervos sensitivos quanto motores, diferente da TENS que atua mais superficialmente

Mito

Injeção no multífido é apenas mais uma injeção de corticoide

Achado

O estudo utilizou dextrose e lidocaína, não corticoide, com mecanismo de ação focado em reparo tecidual e interrupção do ciclo nociceptivo, não apenas anti-inflamação

Mito

Doze sessões garantem cura da dor lombar crônica

Achado

A melhora foi significativa mas preliminar; não há evidência de cura, nem dados sobre durabilidade do efeito além do período de tratamento

Como isso pode funcionar

🎯

PRECISÃO ANATÔMICA

O ultrassom permite visualizar a agulha em tempo real, direcionando o medicamento exatamente ao músculo multífido e seus ramos nervosos — mecanismo bem estabelecido

INTERRUPÇÃO DO CICLO

A injeção reativa fibras musculares inibidas e contraria a sensibilização espinal, quebrando o ciclo vicioso de dor — mecanismo proposto pelos autores com base em modelo fisiopatológico

🧲

NEUROMODULAÇÃO MAGNÉTICA

A estimulação magnética induz correntes elétricas nos tecidos, ativando fibras A-beta e recrutando unidades motoras — mecanismo parcialmente explicado pela teoria do portão e evidências de neurofisiologia

🔄

RECONDICIONAMENTO

A combinação teórica seria sinérgica: tratamento local seguido de reabilitação neuromuscular — potencial sinergismo ainda não comprovado, apenas proposto pelos autores

O que ainda é incerto

  • ?Não se sabe se os benefícios são aditivos ou verdadeiramente sinérgicos, pois faltam braços comparativos com cada tratamento isolado
  • ?A amostra de 3 pacientes impede generalização para diferentes perfis de idade, duração da dor ou comorbidades
  • ?Não há dados sobre a durabilidade do efeito após término das 12 sessões nem sobre necessidade de reintervenções
  • ?O protocolo ideal de frequência, intensidade e duração da estimulação magnética ainda não está padronizado para essa aplicação específica
🎯

O que o estudo quis responder

Investigar a combinação de injeções guiadas por ultrassom no músculo multífido com estimulação magnética periférica repetitiva para dor lombar crônica

👥

QUEM PARTICIPOU

Três pacientes com dor lombar crônica em estudo piloto

🧪

COMO FOI FEITO

Injeções de dextrose 50% e lidocaína 1% no multífido seguidas de 12 sessões de estimulação magnética

📈

O QUE MUDOU

Melhora significativa na dor e incapacidade funcional após 12 sessões

🛟

SEGURANÇA

Técnicas não invasivas ou minimamente invasivas com boa tolerabilidade

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

SEQUÊNCIA TERAPÊUTICA INÉDITA

Pela primeira vez na literatura, descreve-se a combinação de injeção no multífido seguida de estimulação magnética como protocolo integrado para dor lombar crônica

🧭

DOIS MECANISMOS, UM OBJETIVO

O estudo articula racionalmente como o tratamento local (injeção) e a neuromodulação (magnética) poderiam atuar de forma complementar, embora a sinergia real ainda não esteja comprovada

📌

DEXTROSE EM VEZ DE CORTICOIDE

A escolha de dextrose hipertônica com lidocaína, em vez de corticoide, aponta para um mecanismo de reparo tecidual e desensibilização, diferente da abordagem anti-inflamatória tradicional

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Combinação de Injeções Guiadas por Ultrassom e Estimulação Magnética para Dor Lombar Crônica

A dor lombar crônica é uma das condições mais debilitantes da atualidade, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e frequentemente ligada a alterações nos músculos profundos que estabilizam a coluna. Entre esses músculos, o multífido lombar desempenha papel central: quando sofre atrofia, infiltração gordurosa ou disfunção por fadiga energética, perde sua capacidade de manter a estabilidade segmentar da coluna, iniciando um ciclo vicioso de sobrecarga mecânica, contração sustentada e sensibilização da medula espinhal. Neste cenário, a síndrome da dor miofascial surge como componente frequente, com pontos gatilhos dolorosos que perpetuam o desconforto e limitam a funcionalidade. O artigo de Wu e colaboradores, publicado em 2025 na revista Life, propõe uma abordagem inovadora que combina duas tecnologias distintas para interromper esse ciclo: injeções guiadas por ultrassom no músculo multífido, seguidas de estimulação magnética periférica repetitiva não invasiva.

Essa perspectiva multimodal busca atuar tanto no componente local da dor quanto na recondicionamento neuromuscular, oferecendo uma estratégia potencialmente mais completa do que cada tratamento isoladamente. O estudo piloto que fundamenta essa proposta incluiu apenas três pacientes com dor lombar crônica, todos tratados com a combinação terapêutica. O protocolo consistiu em injeções de uma mistura contendo 5 mL de dextrose a 50% e 5 mL de lidocaína a 1%, aplicadas bilateralmente nos níveis L4/L5 e L5/S1, utilizando técnica in-plane com aproximação distal para proximal. A agulha era posicionada inicialmente na interface entre o osso cortical das facetas e a superfície inferior do multífido, para depois ser retraída e redirecionada ao interior do músculo, visando tanto os ramos mediais dos nervos espinhais quanto as fibras musculares circundantes.

Após as injeções, os participantes realizaram doze sessões de estimulação magnética periférica direcionadas à região lombossacral bilateral. Os resultados, avaliados pela Escala Visual Analógica de Dor e pelo Índice de Incapacidade de Oswestry, mostraram melhora significativa tanto na intensidade da dor quanto na funcionalidade após as doze sessões, partindo de níveis substanciais de comprometimento até uma redução expressiva dos sintomas. A dextrose a 50% foi escolhida por suas propriedades de estimular reparo tecidual local e reduzir a entrada nociceptiva, enquanto a lidocaína proporcionava alívio imediato. A estimulação magnética, por sua vez, atuaria por mecanismos de neuromodulação, recrutamento de unidades motoras e facilitação dos mecanismos endógenos de controle da dor, incluindo a teoria do portão e a ativação de vias inibitórias descendentes.

A frequência de 10 a 50 Hz foi considerada ótima para condições musculoesqueléticas, com destaque para os 20 Hz como os mais utilizados na literatura revisada pelos autores. A combinação terapêutica apresenta racional fisiopatológico consistente: as injeções interrompem o ciclo de sensibilização espinal e reativam fibras musculares inibidas, enquanto a estimulação magnética promove a recondicionamento neuromuscular e a modulação da dor de forma não invasiva. Essa dualidade — tratamento local preciso seguido de neuromodulação — poderia, teoricamente, acelerar a recuperação funcional e prolongar o alívio sintomático. Contudo, é imperativo reconhecer as limitações que cercam essas conclusões.

A amostra de apenas três pacientes, sem grupo controle ou randomização, impossibilita qualquer inferência sobre eficácia superior em relação a tratamentos convencionais ou mesmo em relação a cada modalidade isoladamente. Não se sabe se os benefícios observados decorrem de efeito aditivo ou verdadeiramente sinérgico, nem se persistiriam a longo prazo além do período de acompanhamento relatado. A ausência de cegamento, a possibilidade de efeito placebo e a variabilidade individual da dor crônica são fatores que tornam esses achados preliminares, por mais promissores que pareçam. Do ponto de vista prático para pacientes, essa abordagem representa uma perspectiva interessante, especialmente para aqueles que não obtiveram resposta adequada a tratamentos convencionais como medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares ou fisioterapia tradicional.

As técnicas são minimamente invasivas ou não invasivas, com boa tolerabilidade relatada na literatura de suporte. A estimulação magnética, em particular, oferece vantagem de não causar desconforto cutâneo ou irritação de pele, problemas frequentes com a estimulação elétrica transcutânea. Entretanto, o acesso a essas tecnologias ainda é limitado em muitos serviços, exige equipamento especializado e profissionais com treinamento específico em ultrassom intervencionista. Além disso, os parâmetros da estimulação magnética — frequência, intensidade, duração — necessitam de individualização cuidadosa, e protocolos padronizados ainda estão por ser estabelecidos.

Os autores reconhecem explicitamente que estudos randomizados controlados, com maior número de participantes e desenhos comparativos de múltiplos braços, são indispensáveis para validar essa estratégia integrada. A investigação do papel do exercício ativo associado a essas modalidades também é apontada como direção futura promissora. Em suma, enquanto a combinação de injeções guiadas por ultrassom no multífido com estimulação magnética periférica se apresenta como conceito terapêutico fundamentado em mecanismos fisiológicos plausíveis e respaldado por experiência clínica preliminar, sua aplicação rotineira ainda não conta com evidência robusta suficiente. Pacientes interessados devem discutir com seus médicos se essa abordagem está disponível, se seu perfil clínico se assemelha ao dos participantes do estudo piloto, e quais alternativas evidenciadas podem ser consideradas enquanto a pesquisa avança.

O que fortalece a leitura

  • 1Abordagem multimodal inovadora
  • 2Técnicas precisas guiadas por imagem
  • 3Combina tratamento local e neuromodulação
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Amostra muito pequena (apenas 3 pacientes)
  • 2Falta de grupo controle
  • 3Necessita validação em estudos maiores

Leitura clínica do estudo

FRACA
35/ 100
Desenho
2/5
Amostra
1/5
Confirmação
2/5

🔬 Como o estudo foi organizado

3pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Terapia combinada

3 pessoas

Injeção guiada + estimulação magnética

⏱️ Tempo de acompanhamento: 12 sessões ao longo de algumas semanas

📊 Resultados em números

3,085 pontos

Redução da dor lombar após injeção do quadrado lombar

1,339 pontos

Melhora mantida aos 6 meses

10-50 Hz

Frequência ótima para estimulação magnética

23,7%

Redução do reflexo tendíneo com 5 Hz

Destaques percentuais

23,7%
Redução do reflexo tendíneo com 5 Hz

📊 Comparação de Resultados

Escala Visual Analógica de Dor

Antes do tratamento
7.5
Após 3 injeções
1

📅 Linha do tempo da evidência

2018Primeiros estudos com estimulação magnética para dor lombar
2023Meta-análise confirma eficácia da estimulação magnética
2024Estudo piloto combina injeções e estimulação magnética
2025Publicação desta revisão sobre terapia combinada

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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