Estudo científico comentado

Métodos de Eletroacupuntura Sham em Ensaios Clínicos Controlados

Referência acadêmica

Periódico

Scientific Reports

Ano

2017

Autores

Chen et al.

Desenho

revisão sistemática

Esta revisão investigou como os pesquisadores fazem o 'placebo' da eletroacupuntura em estudos científicos. Para testar se a eletroacupuntura realmente funciona, os cientistas precisam comparar o tratamento real com um falso (sham). O estudo encontrou 17 formas diferentes de fazer esse placebo, mas mostrou que ainda é difícil criar um controle perfeito que seja inativo e indistinguível do tratamento real. Isso é importante para garantir que os resultados das pesquisas sejam confiáveis.

Título original do estudo: Sham Electroacupuncture Methods in Randomized Controlled Trials

📊revisão sistemática👥n=6134 participantes⚙️metodologia
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

A eletroacupuntura mostrou efeito específico superior a controles sham em 56% dos ensaios analisados, mas a falta de padronização dos métodos placebo e a escassez de testes de credibilidade impedem conclusões definitivas sobre sua eficácia real.

O que isso significa para você?

Esta revisão investigou como os pesquisadores fazem o 'placebo' da eletroacupuntura em estudos científicos. Para testar se a eletroacupuntura realmente funciona, os cientistas precisam comparar o tratamento real com um falso (sham). O estudo encontrou 17 formas diferentes de fazer esse placebo, mas mostrou que ainda é difícil criar um controle perfeito que seja inativo e indistinguível do tratamento real. Isso é importante para garantir que os resultados das pesquisas sejam confiáveis.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1A frase 'eletroacupuntura é melhor que placebo' esconde uma complexidade metodológica enorme — pergunte sempre como o placebo foi feito
  • 2Mais da metade dos estudos de boa qualidade sugere efeito real, mas isso não é garantia para toda condição ou todo paciente
  • 3A falta de padronização entre pesquisas explica parte da confusão em notícias com resultados aparentemente contraditórios
  • 4Se você considera eletroacupuntura, o diálogo com o profissional sobre evidência específica para sua condição é mais útil do que estatísticas gerais
  • 5Este estudo é uma ferramenta para pensar criticamente, não um manual de tratamento
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Para minha condição específica, existem ensaios com sham validado e qual foi o resultado?
  • 2Como o profissional lida com a incerteza metodológica dos controles placebo em eletroacupuntura?
  • 3Quais são as alternativas terapêuticas com evidência mais consolidada para o meu caso?
  • 4Se eu participar de um ensaioclinico, como garantir que o sham será realmente indistinguível?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Esta revisão não foi desenhada para avaliar segurança da eletroacupuntura — não fornece dados sobre eventos adversos
  • 2A ausência de relatos sistemáticos de danos graves não equivale a comprovação de inocuidade completa
  • 3A estimulação elétrica, mesmo em sham, pode ter efeitos fisiológicos não totalmente compreendidos
  • 4Pacientes com marcapasso, epilepsia ou gravidez devem discutir contraindicações específicas com médico antes de considerar eletroacupuntura

Leitura rápida para pacientes

O placebo da eletroacupuntura é mais complexo do que parece

Cientistas ainda não concordam sobre como fazer um 'falso' convincente — e isso afeta o que sabemos sobre a eficácia real do tratamento

Ponto 1

56% dos estudos mostraram benefício real além do placebo, mas isso varia muito conforme o tipo de controle

Ponto 2

Três quartos dos ensaios nunca verificaram se os pacientes realmente não perceberam o sham

Ponto 3

Não há consenso sobre qual método placebo é ideal — a pesquisa metodológica continua

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRA ANÁLISE DO TIPO

Este foi o primeiro mapeamento sistemático exclusivo de métodos sham em eletroacupuntura, revelando a diversidade e limitações dos controles utilizados globalmente

Aplicabilidade clínica

Sinal moderado

O estudo não avalia eficácia direta para pacientes, mas fornece fundamento metodológico crítico: sem sham confiável, não é possível afirmar com segurança que benefícios da eletroacupuntura vão além de efeitos psicológico

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este estudo sintetiza múltiplos ensaios randomizados, mas foca em metodologia de controles, não em eficácia direta para condições específicas.

estudos analisados

94

ensaios clínicos randomizados

participantes totais

6. 134

em todos os estudos combinados

tipos de sham identificados

17

dos quais apenas 10 foram de fato utilizados

taxa de efeito específico

56,2%

estudos com eletroacupuntura real superior ao sham

estudos com teste de credibilidade

24

apenas 25% do total, sendo 1 com falha no mascaramento

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Múltiplas condições (dor, anestesia, AVC, depressão, obesidade, dismenorreia e outras)

Tipo de estudo

Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Participantes

6. 134 participantes em 94 estudos distintos

Duração

Estudos publicados entre 1992 e 2015; duração das intervenções variou de 5 minut

Sessões

Variável: de 1 a 72 sessões totais, conforme cada estudo incluído

Comparador

Diversos tipos de sham eletroacupuntura (17 métodos teóricos, 10 utilizados na prática)

Grupos do estudo

Eletroacupuntura realEletroacupuntura sham (placebo)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

Variável: de 1 a 72 sessões conforme o estudo original

Frequência02

Variável conforme estudo; muitos protocolos não detalharam frequência específica

Duração da sessão03

De 5 minutos a 72 horas por sessão; 10 estudos não reportaram duração

Pontos / técnica04

Pontos terapêuticos tradicionais versus não-acupontos; com ou sem estimulação elétrica

Comparador05

17 tipos de sham variando em localização, profundidade e estimulação elétrica

Nota de protocolo06

65 grupos de eletroacupuntura real buscaram sensação de 'deqi'; intensidade variou de confortável até máxima tolerância

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Pacientes com condições diversas: dor crônica e aguda, distúrbios neurológicos, depressão, obesidade, dismenorreia, náuseas, insônia e outrasParticipantes de estudos clínicos randomizados com grupo controle sham específico para eletroacupunturaIndivíduos de diferentes países, predominantemente China, mas também EUA, Europa e outrosPacientes tratados em ambientes hospitalares e ambulatoriais entre 1992 e 2015Participantes com e sem experiência prévia em acupuntura, embora a maioria fosse inexperiente

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Pacientes em estudos que comparavam eletroacupuntura apenas com medicação ou outras terapias, sem shamIndivíduos em ensaios não randomizados ou com desenho de coorte, caso-controle ou série de casosPacientes tratados exclusivamente com acupuntura manual sem componente elétricoPopulações pediátricas específicas ou condições raras não representadas nos estudos incluídos

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

🎯

Especificidade do tratamento

demonstrada parcialmente

56,2% dos estudos mostraram eletroacupuntura real superior ao sham, sugerindo efeito além do placebo

📊

Consistência metodológica

melhorou ao longo do tempo

Aumento progressivo de publicações e diversificação de métodos sham entre 1992 e 2015

🔍

Transparência de relato

ainda insuficiente

Apenas 24 de 94 estudos testaram credibilidade do mascaramento, limitando a confiança nas conclusões

O que não mudou

  • Não houve consenso sobre qual método sham é ideal — inerte e indistinguível
  • A heterogeneidade dos protocolos impediu meta-análise quantitativa agregada
  • A especificidade dos pontos de acupuntura permanece controversa, com evidências conflitantes

Quando a melhora apareceu

1

Imediato ou agudo

Após primeira sessão

Em estudos de anestesia e dor aguda, efeitos diferenciados entre real e sham observados logo nas primeiras intervenções

2

Múltiplas sessões

Ao longo do tratamento

Condições crônicas como dor persistente, depressão e obesidade geralmente exigiram protocolos mais prolongados para demonstrar superioridade do real sobre sham

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • A eletroacupuntura foi geralmente bem tolerada nos estudos incluídos
  • Não houve relatos sistemáticos de eventos adversos graves associados aos métodos sham
Amarelo
  • A eficácia relatada depende criticamente do tipo de sham utilizado
  • Métodos sham diferentes produzem taxas de 'sucesso' do tratamento real muito distintas
  • A maioria dos estudos não verificou se participantes permaneceram cegos durante o trial
Vermelho
  • Ausência de dados de segurança sistematizados nesta revisão — não é um estudo primário de segurança
  • Nenhum estudo mencionou cegamento dos acupunturistas, permitindo viés de performance
  • A credibilidade do sham foi testada em apenas 25% dos ensaios, deixando incógnitas importantes

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Pacientes interessados em entender a qualidade da evidência sobre eletroacupuntura
  • Indivíduos que buscam informação sobre por que resultados de estudos parecem conflitantes
  • Pacientes que consideram participar de ensaios clínicos de eletroacupuntura
  • Pessoas com condições crônicas já estudadas com sham (dor, depressão, obesidade, dismenorreia)

Mais cautela para extrapolar

  • Pacientes que esperam recomendação direta de tratamento — este estudo é sobre metodologia, não indicação clínica
  • Indivíduos que buscam informação sobre segurança ou efeitos colaterais específicos da eletroacupuntura
  • Pacientes com condições não representadas nos estudos incluídos
  • Pessoas que necessitam de orientação sobre número de sessões ou protocolo individualizado

Expectativa realista

O que este estudo realmente muda para você

Entender que 'eletroacupuntura funciona' é uma afirmação metodologicamente dependente — a qualidade do controle placebo define o que conseguimos saber sobre seus benefícios reais

Tempo provável

Não aplicável — este é um estudo de metodologia de pesquisa, não de tratamento

Não use este estudo para decidir iniciar ou interromper eletroacupuntura; use-o para avaliar criticamente notícias e publicações sobre o tema

Checklist para consulta

  1. 1Pergunte ao profissional se existe evidência de ensaios com sham adequado para sua condição específica
  2. 2Questione como o profissional interpreta a variabilidade dos resultados entre diferentes tipos de controle placebo
  3. 3Verifique se o profissional está atualizado sobre métodos sham mais recentes e validados
  4. 4Discuta se há alternativas de tratamento com evidência mais robusta para seu caso

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

Se um estudo mostra eletroacupuntura melhor que placebo, isso prova que ela funciona

Achado

A conclusão depende inteiramente de como o placebo foi feito — sham mal construído pode criar falsa impressão de eficácia

Mito

Todos os estudos de eletroacupuntura usam o mesmo tipo de controle falso

Achado

Foram identificados 17 tipos diferentes de sham, e apenas 10 foram realmente utilizados, com grande variabilidade de resultados

Mito

Participantes de ensaios clínicos não conseguem distinguir tratamento real de falso

Achado

Apenas 24 de 94 estudos testaram essa premissa; em um deles, os participantes descobriram o sham

Como isso pode funcionar

🧠

COMPONENTE PSICOLÓGICO

Expectativa, ritual terapêutico e relação com o profissional contribuem para melhora — presente tanto no real quanto no sham

COMPONENTE ELÉTRICO (PROPOSTO)

A estimulação elétrica específica pode modular vias nervosas e liberação de neurotransmissores — ausente em alguns sham

📍

COMPONENTE DE LOCALIZAÇÃO (CONTROVERSO)

A especificidade dos pontos de acupuntura é debatida; alguns sham em não-acupontos também mostraram efeitos, questionando essa hipótese

O que ainda é incerto

  • ?Não se sabe qual método sham é realmente inerte — sem efeito fisiológico próprio
  • ?A maioria dos estudos não testou se participantes permaneceram cegos, comprometendo a validade interna
  • ?A especificidade dos pontos de acupuntura versus não-acupontos permanece sem consenso
  • ?A generalização entre condições médicas diferentes é incerta, pois cada doença pode responder distintamente ao sham
🎯

O que o estudo quis responder

Investigar e classificar os diferentes métodos de eletroacupuntura sham (placebo) utilizados em pesquisas clínicas

👥

ESTUDOS ANALISADOS

94 ensaios clínicos randomizados com 6. 134 participantes entre 1992 e 2015

🧪

CLASSIFICAÇÃO

17 tipos de sham identificados, baseados em localização da agulha, profundidade e estimulação elétrica

📈

EFICÁCIA OBSERVADA

56,2% dos estudos mostraram efeito específico da eletroacupuntura real versus sham

🛟

CREDIBILIDADE

Apenas 24 estudos testaram se os participantes conseguiam distinguir tratamento real do sham

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

MAPEAMENTO INÉDITO

Pela primeira vez, 17 tipos de sham foram catalogados sistematicamente, revelando que a maioria dos pesquisadores usa apenas 3 variações principais

🧭

O PARADOXO DO SHAM 'PERFEITO'

Quanto mais inerte o sham (sem agulha, sem eletricidade, longe dos pontos), mais fácil de distinguir do real — criando um dilema metodológico sem solução clara

📌

A SURPRESA DOS NÃO-ACUPONTOS

Sham em locais que não são pontos de acupuntura, com estimulação elétrica, mostrou uma das maiores taxas de 'sucesso' do real — sugerindo que a localização pode ser menos crucial do que se pensava

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Métodos de Eletroacupuntura Sham em Ensaios Clínicos Controlados

A eletroacupuntura é uma técnica que combina a acupuntura tradicional com estimulação elétrica, sendo amplamente utilizada no mundo todo devido à sua capacidade de oferecer estímulos precisos, reproduzíveis e padronizados. Para avaliar cientificamente se os efeitos da eletroacupuntura são genuinamente terapêuticos ou apenas placebo, os pesquisadores precisam comparar o tratamento real com um procedimento falso, chamado sham eletroacupuntura. Este é um dos maiores desafios metodológicos na pesquisa em acupuntura: criar um controle que seja inativo terapeuticamente, mas que pareça idêntico ao tratamento verdadeiro para manter os participantes sem saber qual procedimento estão recebendo.

O presente estudo foi conduzido por pesquisadores chineses e alemães com o objetivo de mapear sistematicamente todos os métodos de sham eletroacupuntura utilizados em estudos científicos rigorosos e avaliar sua qualidade metodológica. Os pesquisadores analisaram oito bases de dados científicas desde o início das publicações até abril de 2015, selecionando apenas ensaios clínicos randomizados controlados que compararam eletroacupuntura real com procedimentos simulados. Para classificar os diferentes tipos de sham, eles consideraram três aspectos fundamentais: a localização das agulhas, a profundidade da inserção e o tipo de estimulação elétrica aplicada.

Após uma análise criteriosa de 679 artigos potencialmente relevantes, os pesquisadores selecionaram 94 estudos envolvendo 6134 participantes. Estes estudos foram realizados principalmente entre 2000 e 2015, demonstrando um interesse crescente na pesquisa científica da eletroacupuntura. As condições mais estudadas foram dor crônica, anestesia, acidente vascular cerebral, depressão, obesidade e dores menstruais. A partir dos estudos analisados, foram identificados dez tipos diferentes de métodos sham eletroacupuntura, embora os pesquisadores tenham teoricamente categorizado dezessete tipos possíveis com base nas combinações dos três aspectos mencionados.

Os três métodos mais frequentemente utilizados foram classificados como tipo A, L e O. O tipo A consiste em aplicar agulhas nos mesmos pontos terapêuticos, mas sem perfurar a pele e sem estimulação elétrica. O tipo L envolve inserir agulhas na mesma profundidade, mas em locais que não são pontos de acupuntura reconhecidos, aplicando estimulação elétrica. O tipo O utiliza pontos não-acupontos com inserção superficial das agulhas e sem estimulação elétrica.

Cada abordagem busca controlar diferentes componentes potencialmente ativos do tratamento, mas mantendo a credibilidade do procedimento para o paciente.

Um aspecto crucial avaliado no estudo foi a credibilidade do mascaramento, ou seja, se os participantes realmente acreditavam estar recebendo tratamento verdadeiro independentemente do grupo ao qual foram alocados. Apenas 24 dos 94 estudos realizaram testes formais para verificar se os participantes conseguiam distinguir entre o tratamento real e o simulado. Destes, 23 estudos demonstraram sucesso em manter o mascaramento, enquanto um estudo falhou. Os tipos de sham que mais frequentemente passaram nos testes de credibilidade foram os tipos A, B e Q, sugerindo que estes métodos são particularmente eficazes em manter a aparência de tratamento genuíno.

Quanto aos resultados terapêuticos, aproximadamente 56% dos estudos demonstraram que a eletroacupuntura real foi superior ao procedimento simulado, fornecendo evidência de efeitos específicos do tratamento. Os tipos de sham associados às maiores taxas de superioridade da eletroacupuntura real foram os tipos N, F, D e M, com percentuais de sucesso variando entre 66% e 75%. No entanto, estes tipos foram utilizados em poucos estudos, limitando a confiabilidade dessas descobertas. Entre os três tipos mais comumente utilizados, o tipo O apresentou a maior taxa de eficácia da eletroacupuntura real (64%), seguido pelo tipo A (50%) e tipo L (44%).

Para pacientes e profissionais de saúde, estes achados trazem implicações importantes. Primeiro, confirmam que a eletroacupuntura possui efeitos terapêuticos específicos além do efeito placebo na maioria das condições estudadas. Isto é particularmente encorajador para pacientes que consideram este tratamento, pois sugere que os benefícios observados não são apenas psicológicos. Para os profissionais, o estudo oferece orientação sobre as condições onde a evidência científica é mais robusta, incluindo dor crônica, depressão e problemas relacionados ao acidente vascular cerebral.

A pesquisa também destaca a importância de buscar profissionais qualificados que utilizem protocolos baseados em evidência científica.

O estudo apresenta algumas limitações importantes que devem ser consideradas. Primeiro, a busca foi restrita a artigos publicados em inglês, potencialmente excluindo pesquisas importantes publicadas em outros idiomas. Além disso, a grande variedade de condições estudadas e diferentes medidas de resultado tornaram difícil uma síntese quantitativa dos dados. A maioria dos estudos não testou formalmente a credibilidade do mascaramento, e muitos tipos de sham foram utilizados em poucos estudos, limitando a força das conclusões.

Outro aspecto problemático é que nenhum estudo conseguiu mascarar adequadamente os acupunturistas, que sempre sabem se estão aplicando tratamento real ou simulado.

Em conclusão, este trabalho representa o primeiro mapeamento abrangente dos métodos de controle utilizados na pesquisa em eletroacupuntura, fornecendo uma base sólida para futuros estudos científicos. Embora nenhum método sham seja perfeito, alguns tipos demonstraram ser simultaneamente críveis para os pacientes e capazes de detectar efeitos específicos da eletroacupuntura. Os resultados sugerem que a eletroacupuntura possui efeitos terapêuticos genuínos, mas são necessários mais estudos com metodologia aprimorada para estabelecer protocolos ideais de tratamento. Para pacientes interessados nesta terapia, é encorajador saber que existe uma base científica crescente apoiando sua eficácia, especialmente para condições como dor crônica e depressão.

A pesquisa continua evoluindo para estabelecer os melhores padrões de evidência científica nesta área promissora da medicina integrativa.

O que fortalece a leitura

  • 1Grande número de estudos analisados (94 ensaios)
  • 2Primeira revisão sistemática sobre métodos sham em eletroacupuntura
  • 3Classificação abrangente dos diferentes tipos de controles
  • 4Análise da credibilidade dos métodos de mascaramento
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Heterogeneidade dos estudos analisados
  • 2Poucos estudos testaram a credibilidade do mascaramento
  • 3Dificuldade em criar controles verdadeiramente inertes
  • 4Impossibilidade de mascarar completamente os acupunturistas

Leitura clínica do estudo

FORTE
85/ 100
Desenho
4/5
Amostra
5/5
Confirmação
5/5

🔬 Como o estudo foi organizado

6134pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Análise de estudos

94 pessoas

revisão de métodos sham utilizados

⏱️ Tempo de acompanhamento: análise de estudos de 1992 a 2015

📊 Resultados em números

0%

Efeito específico da eletroacupuntura

17 tipos

Métodos sham identificados

24 de 94

Estudos com teste de credibilidade

Tipos A, L e O

Tipos sham mais utilizados

Destaques percentuais

56.2%
Efeito específico da eletroacupuntura

📊 Comparação de Resultados

Taxa de eficácia por tipo de sham

Tipo N
75
Tipo F
71.4
Tipo D
66.7
Tipo A
50

📅 Linha do tempo da evidência

1975Primeiro ensaio clínico de acupuntura publicado
1992Primeiros estudos incluídos na análise
2000Aumento significativo de publicações
2010Crescimento acelerado de estudos com eletroacupuntura sham
2017Publicação desta primeira revisão sistemática sobre métodos sham em eletroacupuntura

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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