Estudo científico comentado

Mecanismos específicos da acupuntura manual e eletroacupuntura na dor inflamatória: uma revisão temporal

Referência acadêmica

Periódico

Journal of Pain Research

Ano

2026

Autores

Liu et al.

Desenho

Revisão narrativa

Esta revisão descobriu que a acupuntura atua de formas diferentes dependendo de quanto tempo você tem dor. No início da dor inflamatória, ela age rapidamente nos nervos periféricos para alívio imediato. Conforme a dor persiste, os mecanismos se expandem para reverter a sensibilização do sistema nervoso central. Na fase crônica, a acupuntura trabalha no cérebro para tratar não só a dor, mas também ansiedade e depressão que podem acompanhá-la. Isso significa que o tratamento pode ser personalizado conforme o estágio da sua dor.

Título original do estudo: Stage-Specific Mechanisms of Manual Acupuncture and Electroacupuncture in Inflammatory Pain: A Time-Dependent Review

📚Revisão narrativa🧪54 estudos precínicosAlto impacto teórico
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

Esta revisão de 54 estudos em animais propõe que acupuntura e eletroacupuntura atuam por mecanismos distintos conforme a dor inflamatória evolui — da analgesia rápida periférica no início à remodelação neural e tratamento de comorbidades em fase crônica — mas

O que isso significa para você?

Esta revisão descobriu que a acupuntura atua de formas diferentes dependendo de quanto tempo você tem dor. No início da dor inflamatória, ela age rapidamente nos nervos periféricos para alívio imediato. Conforme a dor persiste, os mecanismos se expandem para reverter a sensibilização do sistema nervoso central. Na fase crônica, a acupuntura trabalha no cérebro para tratar não só a dor, mas também ansiedade e depressão que podem acompanhá-la. Isso significa que o tratamento pode ser personalizado conforme o estágio da sua dor.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1A dor inflamatória muda de natureza ao longo do tempo, e esta revisão sugere que a acupuntura pode se adaptar a essas mudanças
  • 2Não existe 'uma única forma' de acupuntura para dor inflamatória — o estágio da sua condição pode influenciar o que funciona melhor
  • 3Benefícios emocionais e de qualidade de vida, além do alívio da dor, são relevantes em tratamentos prolongados para dor crônica
  • 4A evidência atual vem de estudos em animais; fale com seu médico sobre como estas descobertas se aplicam ao seu caso específico
  • 5A paciência com o processo terapêutico pode ser importante, especialmente quando a dor já é de longa duração
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Com base no estágio atual da minha condição inflamatória, qual abordagem de acupuntura seria mais adequada?
  • 2Existe evidência clínica em humanos que suporte a ideia de personalizar a acupuntura conforme o tempo de evolução da dor?
  • 3Quais parâmetros de tratamento (frequência de sessões, duração, tipo de estimulação) seriam mais indicados para o meu caso?
  • 4Devo ajustar o consumo de cafeína ou outros medicamentos durante o tratamento com acupuntura?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Todos os dados de segurança e eficácia desta revisão provêm de estudos em roedores, não podendo ser diretamente extrapolados para humanos
  • 2A cafeína é um antagonista de receptores de adenosina A1 e pode, teoricamente, interferir na analgesia da acupuntura — discuta o uso com seu médico
  • 3A ausência de padronização nos protocolos de estimulação limita a capacidade de prever efeitos adversos específicos em contextos clínicos
  • 4A segurança da acupuntura em populações especiais (grávidas, idosos frágeis, pacientes com distúrbios de coagulação) não foi avaliada nesta revisão

Leitura rápida para pacientes

A acupuntura pode agir de formas diferentes conforme a sua dor evolui

Esta revisão de estudos em animais sugere que o momento do tratamento influencia como a acupuntura ajuda — do alívio rápido no início até a reestruturação neural em fases mais avan

Ponto 1

No início da dor inflamatória, a acupuntura pode aliviar rapidamente ativando vias de controle da dor no corpo

Ponto 2

Se a dor persiste, os mecanismos se expandem para 'resetar' a sensibilidade excessiva do sistema nervoso

Ponto 3

Na fase crônica, pode haver benefícios além da dor, incluindo humor, sono e recuperação geral — mas a evidência ainda é

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRO FRAMEWORK TEMPORAL

Esta é a primeira revisão sistemática a organizar os mecanismos da acupuntura em inflammatory pain conforme a evolução temporal da doença, propondo o conceito de 'otimização de janela temporal' para intervenções personal

Aplicabilidade clínica

Sinal moderado

O framework teórico é elegante e clinicamente plausível, com potencial significativo para personalização de tratamentos, mas sua relevância prática permanece moderada até validação em ensaios clínicos rigorosos em humano

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Esta revisão sintetiza dados de experimentos em roedores, que exploram mecanismos biológicos mas não estabelecem eficácia nem segurança diretamente aplicáveis a humanos.

Estudos analisados

54

Total de pesquisas pré-clínicas incluídas na revisão narrativa

Fases temporais

3

Aguda (1-3 dias), subaguda (4-14 dias) e crônica (>14 dias)

Bases de dados consultadas

3

PubMed, Web of Science e CNKI

Registros inicialmente identificados

72

Antigos da triagem de duplicatas e aplicação de critérios de elegibilidade

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Dor inflamatória induzida por adjuvante de Freund completo (CFA) em modelos animais

Tipo de estudo

Revisão narrativa de estudos pré-clínicos

Participantes

54 estudos em roedores (ratos e camundongos), sem participantes humanos

Duração

Variável conforme estudo incluído; revisão abrange intervenções em três janelas

Sessões

Variável: desde sessão única imediata até tratamentos prolongados por semanas

Comparador

Não aplicável (revisão de mecanismos; comparadores variavam entre estudos originais)

Grupos do estudo

Fase aguda (1-3 dias)Fase subaguda (4-14 dias)Fase crônica (>14 dias)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

Variável: 1 a múltiplas sessões conforme fase e estudo

Frequência02

Diversa: desde sessão única até tratamentos diários ou em dias alternados

Duração da sessão03

Tipicamente 20-30 minutos por sessão na maioria dos estudos

Pontos / técnica04

Pontos variados incluindo ST36 (Zusanli), LI4 (Hegu), PC6 (Neiguan) e auriculares; acupuntura manual ou eletroacupuntura com frequências de 2-100 Hz

Comparador05

Variável entre estudos: sham-acupuntura, não intervenção, ou grupos controle com antagonistas farmacológicos

Nota de protocolo06

Parâmetros de estimulação altamente heterogéneos entre estudos; eletroacupuntura de alta frequência (100 Hz) associada a analgesia rápida na fase aguda, enquanto frequências baixas

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Estudos em roedores com modelo de inflamação por CFAPesquisas que investigaram acupuntura manual ou eletroacupunturaEstudos que especificaram momento da intervenção em relação à indução da inflamaçãoTrabalhos com mensuração de desfechos mecanicísticos relacionados à modulação da dorPublicações em inglês ou chinêsPesquisas com dados suficientes para extração temática

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Estudos clínicos em humanosModelos de dor não inflamatória ou não induzidos por CFARevisões, editoriais ou resumos de conferênciaPesquisas sem dados mecanicísticos explícitos

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Dor aguda

reduziu

Hiperalgesia mecânica e térmica reduzida por modulação de canais TRP e vias descendentes inibitórias

🧠

Sensibilização central

reverteu

Normalização de plasticidade sináptica anormal e ativação glial na medula espinal

😰

Ansiedade relacionada à dor

melhorou

Ativação de circuito rACC-DRN-5-HT e remodelação de neurônios em amígdala e hipocampo

🔥

Inflamação local

reduziu

Aumento de IL-10, redução de TNF-α, IL-1β e infiltração imune

🛡️

Função neuronal

protegeu

Inibição de apoptose e ferroptose neuronal, promoção de neuroplasticidade via BDNF/TrkB/CREB

🏥

Reparo tecidual

promoveu

Inibição de angiogênese patológica, indução de apoptose de células sinoviais hiperproliferativas

O que não mudou

  • Não foram identificados mecanismos únicos de ação — múltiplas vias operam simultaneamente com possível redundância
  • A heterogeneidade dos protocolos impede determinação de parâmetros ótimos universalizáveis
  • Efeitos de placebo/nocebo não puderam ser avaliados em modelos animais
  • A generalização entre diferentes modelos de dor além do CFA não foi estabelecida

Quando a melhora apareceu

1

Horas após sessão única

Analgesia imediata

Ativação de vias descendentes inibitórias e liberação de opioides endógenos na fase aguda

2

4-14 dias de tratamento acumulado

Efeitos imunorregulatórios

Polarização de microglia M2, redução de citocinas pró-inflamatórias e modulação de plasticidade sináptica na fase subaguda

3

>14 dias de intervenção contínua

Benefícios neuropsiquiátricos

Remodelação de circuitos límbicos, aumento de BDNF e melhora de comportamentos de ansiedade na fase crônica

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • A revisão não identificou relatos de eventos adversos graves nos estudos pré-clínicos analisados
  • Os mecanismos propostos envolvem vias fisiológicas endógenas, sugerindo perfil de tolerabilidade favorável
Amarelo
  • A cafeína pode bloquear a analgesia via antagonismo de receptores A1 de adenosina
  • A eficácia depende criticamente de parâmetros de estimulação ainda não padronizados
  • A transição de opioides para canabinoides quando TRPM8 é bloqueado sugere complexidade nas interações farmacológicas
Vermelho
  • Todos os dados são de estudos em animais; segurança e eficácia em humanos não são diretamente inferíveis
  • Não há dados sobre interações medicamentosas em contexto clínico real
  • A ausência de padronização nos protocolos dificulta recomendações seguras de dose e frequência

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Pacientes com dor inflamatória em diferentes estágios de evolução temporal
  • Indivíduos com dor crônica acompanhada de sintomas de ansiedade ou depressão
  • Pacientes que não obtiveram resposta adequada a analgésicos convencionais
  • Pessoas interessadas em abordagens terapêuticas personalizadas baseadas em estágio da doença

Mais cautela para extrapolar

  • Pacientes com dor neuropática pura sem componente inflamatório (fora do escopo do modelo CFA)
  • Indivíduos com comorbidades metabólicas complexas não representadas no modelo animal
  • Pacientes que necessitam de evidência de eficácia estabelecida em ensaios clínicos randomizados
  • Pessoas com contraindicações absolutas à acupuntura (ex: distúrbios de coagulação não avaliados nesta revisão)

Expectativa realista

A acupuntura pode se adaptar ao estágio da sua dor

Se você tem dor inflamatória recente, a acupuntura pode oferecer alívio mais rápido. Se a dor já é persistente, os benefícios podem se acumular gradualmente, com potencial de melhorar também o sono, o humor e a qualidade de vida geral.

Tempo provável

O alívio agudo pode ocorrer em horas; mudanças mais profundas em sensibilização central e comorbidades emocionais tendem

Estas expectativas baseiam-se em estudos com animais, e a resposta individual humana pode variar consideravelmente.

Checklist para consulta

  1. 1Pergunte ao seu médico se a acupuntura é apropriada para o estágio atual da sua condição inflamatória
  2. 2Discuta quais pontos e parâmetros de estimulação seriam mais indicados para o seu caso específico
  3. 3Informe sobre todos os medicamentos que utiliza, incluindo cafeína, que pode interferir em mecanismos da acupuntura
  4. 4Estabeleça expectativas realistas sobre o tempo necessário para observar melhoras, especialmente em condições crônicas

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

A acupuntura funciona sempre da mesma forma, independentemente de quando é aplicada

Achado

Os mecanismos parecem evoluir da periferia para o centro do sistema nervoso conforme a dor progride, sugerindo que o 'timing' da intervenção importa

Mito

A acupuntura só alivia dor, sem outros efeitos sistêmicos

Achado

Em fase crônica, a eletroacupuntura mostrou efeitos sobre circuitos emocionais, metabolismo celular, apoptose e reparo vascular

Mito

Acupuntura manual e eletroacupuntura são equivalentes em todos os contextos

Achado

A análise sugere perfis diferenciados: a manual como iniciadora periférica, a eletroacupuntura como moduladora central e sistêmica mais potente

Como isso pode funcionar

PASSO 1: Sinalização periférica

Na fase aguda, a acupuntura manual ativa canais iônicos locais (TRPA1, TRPV1) e libera ATP e adenosina, iniciando cascatas analgésicas — mecanismo relativamente bem estabelecido em modelos animais

🧬

PASSO 2: Modulação medular

Na fase subaguda, a eletroacupuntura promove polarização de microglia para fenótipo anti-inflamatório e normaliza plasticidade sináptica anormal — mecanismo proposto com evidência pré-clínica crescente

🧠

PASSO 3: Remodelação límbica

Na fase crônica, a eletroacupuntura ativa vias de neuroplasticidade (BDNF/TrkB/CREB) e circuitos específicos que regulam ansiedade — mecanismo ainda preliminar, com necessidade de confirmação

🔄

PASSO 4: Reparo sistêmico

Mecanismos de proteção antioxidante, inibição de ferroptose e regulação de apoptose celular contribuem para recuperação funcional — proposto teoricamente, com evidência limitada

O que ainda é incerto

  • ?A validação clínica direta do framework por estágios ainda não foi realizada em ensaios randomizados em humanos
  • ?A heterogeneidade dos parâmetros de estimulação impede recomendações precisas de dose, frequência e duração ótimas
  • ?A contribuição relativa de cada via mecanicística e suas interações causais permanecem parcialmente obscuras
  • ?A generalização para além do modelo CFA — incluindo outras condições inflamatórias humanas — é incerta
🎯

O que o estudo quis responder

Mapear como os mecanismos da acupuntura mudam conforme a dor inflamatória evolui ao longo do tempo

🔬

COMO FOI FEITO

Análise de 54 estudos em animais com dor inflamatória induzida por adjuvante de Freund

FASES ESTUDADAS

Aguda (1-3 dias), subaguda (4-14 dias) e crônica (>14 dias)

🧠

DESCOBERTA PRINCIPAL

Mecanismos evoluem da periferia para o centro e de níveis baixos para altos no sistema nervoso

🛟

APLICAÇÃO

Fornece base para personalizar tratamentos de acupuntura conforme o estágio da dor

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

EVOLUÇÃO DOS MECANISMOS

Pela primeira vez, uma revisão mapeia como os alvos terapêuticos da acupuntura mudam sistematicamente da periferia para estruturas cerebrais profundas conforme a dor inflamatória envelhece

🧭

COMPLEMENTARIDADE MANUAL VS. ELETRO

A análise revela perfis funcionais distintos: a acupuntura manual como iniciadora periférica mecânica, a eletroacupuntura como moduladora central mais potente, especialmente em frequências altas para analgesia rápida

📌

JANELA TEMPORAL CLÍNICA

O conceito de 'time-window optimization' — ajustar timing, frequência e duração do tratamento ao estágio da doença — emerge como princípio traduzível para a prática, embora ainda não testado clinicamente

🔮

ALÉM DA ANALGESIA

Na fase crônica, mecanismos de reparo tecidual, proteção neuronal contra ferroptose e remodelação de circuitos de ansiedade sugerem um potencial terapêutico mais amplo do que simplesmente reduzir a dor

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Mecanismos específicos da acupuntura manual e eletroacupuntura na dor inflamatória: uma revisão temporal

Esta revisão narrativa representa um marco conceitual importante na compreensão dos mecanismos da acupuntura para dor inflamatória, sendo a primeira a sistematizar evidências baseadas na evolução temporal da patologia. Os autores analisaram 54 estudos pré-clínicos que utilizaram o modelo de adjuvante completo de Freund (CFA) em roedores, organizando os achados em três fases distintas da dor inflamatória. Na fase aguda (1-3 dias), a acupuntura manual e eletroacupuntura produzem analgesia rápida principalmente através da ativação de vias inibitórias descendentes, envolvendo receptores μ-opioides, α2A-adrenérgicos e 5-HT1A. Simultaneamente, ocorre modulação de canais TRP periféricos (TRPV1, TRPA1, TRPM8) e vias purinérgicas, particularmente através da liberação de ATP extracelular que é hidrolisado a adenosina, ativando receptores A1.

Durante a fase subaguda (4-14 dias), o foco terapêutico muda para reverter a sensibilização central estabelecida. Os mecanismos incluem reprogramação do microambiente imunológico através da promoção da polarização microglial M2 via AMPK/SIRT1, regulação de citocinas anti-inflamatórias (IL-10) e pró-inflamatórias (IL-1β, TNF-α), e modulação da plasticidade sináptica através da desfosforilação de receptores AMPA GluR2. A fase crônica (>14 dias) representa uma expansão estratégica dos objetivos terapêuticos além do simples alívio da dor. Nesta fase, a acupuntura atua na remodelação de circuitos límbicos, promovendo neuroplasticidade através da via BDNF/TrkB/CREB no hipocampo, regulando a via rACC-CaMKII-DRN-5-HT para sintomas de ansiedade, e iniciando reparação sistêmica através de reprogramação metabólica e inibição de morte celular programada como ferroptose.

A análise revela que acupuntura manual e eletroacupuntura têm papéis complementares: a acupuntura manual atua principalmente como iniciador periférico, convertendo força mecânica em sinais biológicos locais, enquanto a eletroacupuntura é um modulador central e sistêmico mais potente. Este padrão de 'periférico para central, baixo nível para alto nível' demonstra a adaptabilidade estágio-específica da acupuntura. Os autores propõem um modelo de 'otimização de janela temporal', onde os parâmetros de estimulação, duração e seleção de pontos devem corresponder aos processos patológicos dominantes em cada fase. Esta estrutura teórica oferece base para estratégias de intervenção precisas, sugerindo que na fase aguda deve-se usar eletroacupuntura de alta frequência para alívio rápido, na fase subaguda o tratamento deve ter duração suficiente para acumular efeitos imunomodulatórios, e na fase crônica deve-se estender o tratamento para abordar comorbidades neuropsiquiátricas.

As limitações incluem a heterogeneidade das evidências devido a diferenças nos parâmetros de estimulação, inconsistências metodológicas entre estudos, e o fato de que os achados são limitados ao modelo CFA, que pode não capturar totalmente a complexidade clínica da dor mista ou comorbidades afetivas. O trabalho estabelece direções críticas para pesquisas futuras, incluindo a necessidade de ensaios clínicos para validar estratégias estágio-específicas, aplicação de tecnologias multi-ômicas para descobrir novos alvos, e desenvolvimento de diretrizes de relatório padronizadas para abordar a heterogeneidade das evidências.

O que fortalece a leitura

  • 1Primeira revisão sistemática sobre mecanismos tempo-dependentes
  • 2Análise abrangente de 54 estudos precínicos
  • 3Framework claro para diferentes estágios da dor
  • 4Base teórica sólida para personalização de tratamentos
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Baseado apenas em estudos animais
  • 2Heterogeneidade nos parâmetros de estimulação
  • 3Limitado ao modelo CFA
  • 4Necessita validação clínica

Leitura clínica do estudo

FORTE
85/ 100
Desenho
4/5
Amostra
4/5
Confirmação
5/5

🔬 Como o estudo foi organizado

pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Fase aguda

0 pessoas

Acupuntura focada em analgesia rápida

Fase subaguda

0 pessoas

Acupuntura para reverter sensibilização central

Fase crônica

0 pessoas

Acupuntura para comorbidades neuropsiquiátricas

⏱️ Tempo de acompanhamento: Revisão de estudos com diferentes durações

📊 Resultados em números

0

Estudos analisados

0

Fases temporais identificadas

Múltiplos

Mecanismos distintos por fase

Diversos

Alvos terapêuticos mapeados

📊 Comparação de Resultados

Complexidade dos mecanismos por fase

Fase aguda
70
Fase subaguda
85
Fase crônica
95

📅 Linha do tempo da evidência

2000Primeiros estudos sobre mecanismos da eletroacupuntura na dor inflamatória
2010Identificação de vias específicas de analgesia por acupuntura
2020Compreensão dos mecanismos neuroimunes da acupuntura
2026Framework temporal integrado dos mecanismos da acupuntura

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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