Participantes do estudo
42
21 em cada grupo, randomizados
Estudo científico comentado
Referência acadêmica
Periódico
Turkish Journal of Physical Medicine and Rehabilitation
Ano
2025
Autores
Xia et al.
Desenho
estudo randomizado
Este estudo comparou duas abordagens não-invasivas para tratar cefaleia que tem origem em tensão no pescoço: terapia por ondas de choque e massagem terapêutica em pontos doloridos do músculo do pescoço. Ambos os tratamentos mostraram resultados similares e eficazes na redução da dor de cabeça e melhora da função do pescoço. Para pacientes que não respondem bem à massagem ou quando o terapeuta tem menos experiência, as ondas de choque podem ser uma alternativa segura e eficaz.
Título original do estudo: Comparison of extracorporeal shock wave therapy and manual therapy on active trigger points of the sternocleidomastoid muscle in cervicogenic headache: A randomized controlled trial
Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.
Mensagem principal
Terapia por ondas de choque e terapia manual foram igualmente eficazes para reduzir dor de cabeça, melhorar função cervical e diminuir rigidez muscular em pacientes com cefaleia cervicogênica e pontos-gatilho ativos no esternocleidomastóideo, oferecendo duas a
Este estudo comparou duas abordagens não-invasivas para tratar cefaleia que tem origem em tensão no pescoço: terapia por ondas de choque e massagem terapêutica em pontos doloridos do músculo do pescoço. Ambos os tratamentos mostraram resultados similares e eficazes na redução da dor de cabeça e melhora da função do pescoço. Para pacientes que não respondem bem à massagem ou quando o terapeuta tem menos experiência, as ondas de choque podem ser uma alternativa segura e eficaz.
Pontos Principais
Conversa Prática
Leitura Consciente
Leitura rápida para pacientes
Se você tem dor de cabeça que vem do pescoço, com ponto dolorido no músculo lateral, tanto ondas de choque quanto terapia manual com compressão podem reduzir sua dor pela metade em
Ponto 1
4 sessões semanais foram suficientes para melhora significativa mantida por pelo menos 1 mês
Ponto 2
Nenhum dos dois tratamentos foi superior; a escolha pode considerar sua preferência e disponibilidade
Ponto 3
Converse com seu médico sobre qual opção se encaixa melhor no seu caso, especialmente se tiver problemas vasculares ou e
O que este estudo acrescenta
Este foi o primeiro estudo randomizado a comparar diretamente ondas de choque e terapia manual especificamente para pontos-gatilho do esternocleidomastóideo em cefaleia cervicogênica, usando medição objetiva de rigidez m
Aplicabilidade clínica
A redução de mais de 50% na dor e a melhora funcional são clinicamente significativas para pacientes, mas a amostra pequena, a falta de grupo controle e o seguimento curto de apenas 4 semanas limitam a certeza sobre a su
Força do desenho do estudo
Este é um estudo experimental onde pacientes foram divididos aleatoriamente em grupos, o que oferece boa proteção contra vieses de seleção, embora a amostra pequena e a ausência de
Participantes do estudo
42
21 em cada grupo, randomizados
Redução média da dor
~54%
Queda de aproximadamente 6,9 para 3,2 na escala 0-10
Sessões de tratamento
4
Uma por semana, durante 4 semanas
Manutenção do efeito
4 semanas
Período de acompanhamento após o término do tratamento
Diferença entre grupos
Nenhuma
Equivalência estatística em todas as medidas e momentos
Ficha rápida do estudo
Condição
Cefaleia cervicogênica com pontos-gatilho ativos no músculo esternocleidomastóideo
Tipo de estudo
Ensaio clínico randomizado
Participantes
42 pacientes (27 mulheres, 15 homens), idade média 33 anos, com dor unilateral h
Duração
4 semanas de tratamento + 4 semanas de acompanhamento
Sessões
4 sessões semanais
Comparador
Terapia manual ativa versus terapia por ondas de choque
Grupos do estudo
Protocolo de tratamento
4 sessões no total
1 vez por semana
Não especificado no artigo; aplicação de 1000 choques no grupo ESWT
Ponto-gatilho ativo único no esternocleidomastóideo do lado sintomático, marcado por palpação
Terapia manual: compressão isquêmica progressiva (3 a 5 repetições com intervalo de 30 segundos) seguida de alongamento
No grupo ESWT, densidade de energia de 0,18 mJ/mm², frequência 3,5 Hz, com gel de contato; paciente podia pedir interrupção se sentisse desconforto. Ambos os grupos em posição supi
Quem entrou no estudo
Quem ficou de fora
Mapa de resultados
Intensidade da dor de cabeça
reduziu
De ~6,9 para ~3,2 na escala 0-10, redução de mais da metade mantida por um mês
Limiar de dor à pressão
melhorou
Aumento de ~18N para ~25N, indicando que o músculo tolera mais pressão antes de doer
Função cervical
melhorou
Queda de ~28 para ~17 pontos no Neck Disability Index, com impacto em atividades como dormir, ler e dirigir
Rigidez muscular
reduziu
Queda de ~54 kPa para ~30 kPa na elastografia, confirmada por imagem ultrassônica objetiva
O que não mudou
Quando a melhora apareceu
Pós-intervenção imediato
Após 4 semanas de tratamento
Redução significativa da dor (VAS), aumento do limiar de dor à pressão, melhora da função cervical (NDI) e diminuição da rigidez muscular em ambos os grupos
Seguimento de 4 semanas
Manutenção aos 4 semanas
Todos os benefícios se mantiveram estáveis, sem perda significativa dos ganhos obtidos
Antes e depois
Dor de cabeça (escala 0-10) — Ondas de choque
escala máx. 10 pontos
Dor de cabeça (escala 0-10) — Terapia manual
escala máx. 10 pontos
Rigidez muscular — Ondas de choque
escala máx. 60 kPa
Rigidez muscular — Terapia manual
escala máx. 60 kPa
Segurança e perfil
Sinal de segurança
Perfil de paciente
Mais parecido com a amostra
Mais cautela para extrapolar
Expectativa realista
Com quatro sessões semanais, é realista esperar redução de mais da metade na intensidade da dor de cabeça, junto com menor rigidez no pescoço e mais facilidade para atividades diárias como virar a cabeça, dormir e trabalhar.
Tempo provável
A melhora se consolidou ao final das 4 semanas de tratamento e se manteve estável pelo menos mais 4 semanas
Não se sabe se o efeito dura meses ou anos, e a resposta individual pode variar; algumas pessoas podem precisar de mais sessões ou combinação com outras abordag
Checklist para consulta
Como ler este estudo
Mito e achado
Mito
Ondas de choque são sempre melhores que massagem porque usam tecnologia
Achado
O estudo mostrou equivalência completa: nenhuma das duas abordagens foi superior em nenhuma medida
Mito
Só sentindo dor no pescoço é cefaleia cervicogênica
Achado
O estudo usou critérios diagnósticos rigorosos da Sociedade Internacional de Cefaleia, incluindo dor unilateral, piora com movimento cervical e alívio paralelo à melhora do pescoço
Mito
Pontos-gatilho são apenas 'nós' musculares sem importância
Achado
A rigidez medida por elastografia ultrassônica diminuiu consistentemente junto com a dor, sugerindo relação mecânica entre a alteração do tecido e os sintomas
Mito
Precisa de muitas sessões para ver resultado
Achado
Apenas quatro sessões semanais produziram melhora significativa que se manteve por pelo menos um mês
Como isso pode funcionar
ESTÍMULO LOCAL
Aplicação mecânica (compressão manual ou ondas de choque) no ponto-gatilho do músculo esternocleidomastóideo — mecanismo proposto, não totalmente comprovado
ALTERAÇÃO TECIDUAL
Possível normalização da tensão das fibras musculares, redução da rigidez medida por elastografia e melhora da circulação local — efeito observado, causa exata incerta
MODULAÇÃO DA DOR
Provável interferência na transmissão de sinais dolorosos e redução da sensibilização do sistema nervoso — mecanismo neurofisiológico proposto por estudos anteriores, não diretamente medido neste estudo
RESULTADO CLÍNICO
Diminuição da dor de cabeça, maior tolerância à pressão e melhora funcional do pescoço — efeito confirmado, mas duração além de 4 semanas desconhecida
O que ainda é incerto
Comparar terapia por ondas de choque com terapia manual em pontos-gatilho do músculo esternocleidomastoideo em pacientes com cefaleia cervicogênica
42 pacientes (27 mulheres, 15 homens) com cefaleia cervicogênica e pontos-gatilho ativos unilaterais, idade média 33 anos
Dois grupos: ondas de choque (1000 choques) versus terapia manual (compressão e alongamento), 1 sessão/semana por 4 semanas
Ambos os grupos tiveram redução significativa da dor, melhora funcional e diminuição da rigidez muscular
Apenas 1 desistência por mudança de cidade, nenhum efeito adverso relatado em ambos os tratamentos
Achados Interessantes
EQUIVALÊNCIA COMPROVADA
Pela primeira vez, um estudo randomizado demonstrou que ondas de choque e terapia manual têm resultados idênticos para este tipo específico de cefaleia, dando aos pacientes duas opções validadas
RIGIDEZ MUSCULAR MENSURÁVEL
O uso de elastografia ultrassônica mostrou que a melhora na dor acompanha mudança real na consistência do músculo, não apenas sensação subjetiva do paciente
ALTERNATIVA PADRONIZADA
As ondas de choque oferecem protocolo reprodível com mesma dose sempre, o que pode ser vantajoso quando a abordagem manual não é bem tolerada ou não está disponível com profissional experiente
Resumo detalhado em linguagem acessível
A cefaleia cervicogênica é um tipo de dor de cabeça que afeta cerca de 4% da população geral e representa entre 15% e 20% de todos os casos de cefaleia. Diferente de outras formas de dor de cabeça, ela tem origem no pescoço — mais precisamente em estruturas cervicais como músculos, articulações e nervos — e se manifesta como dor unilateral que piora com movimentos ou posturas inadequadas do pescoço. Entre as possíveis causas, os pontos-gatilho miofasciais ativos no músculo esternocleidomastóideo (o grande músculo lateral do pescoço) têm ganhado atenção crescente da pesquisa médica, pois podem explicar uma parcela significativa da dor crônica na região da cabeça e pescoço.
Este estudo clínico randomizado, conduzido no Hospital Popular de Weifang, na China, entre março e dezembro de 2022, comparou duas abordagens terapêuticas não invasivas para esse problema: a terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) e a terapia manual (compressão e alongamento dos pontos-gatilho). Os pesquisadores recrutaram 42 pacientes com diagnóstico confirmado de cefaleia cervicogênica segundo critérios rigorosos da Sociedade Internacional de Cefaleia, todos com pontos-gatilho ativos unilaterais no esternocleidomastóideo, dor de cabeça unilateral há pelo menos três meses e sem tratamento prévio nos últimos três meses. A média de idade era de 33 anos, com predomínio feminino (64% mulheres), perfil típico dessa condição.
Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos de 21 pessoas. O grupo das ondas de choque recebeu 1. 000 impulsos por sessão, com densidade de energia de 0,18 mJ/mm² e frequência de 3,5 Hz, aplicados diretamente sobre o ponto-gatilho marcado. O grupo da terapia manual passou por compressão isquêmica do ponto-gatilho — pressão progressiva com os dedos até o máximo tolerável, mantida até a dissolução da banda tensa — seguida de alongamento passivo das fibras musculares.
Ambos os grupos realizaram quatro sessões semanais, totalizando quatro semanas de tratamento, com avaliações no início, imediatamente após o término e quatro semanas depois.
Os resultados foram equilibrados entre as duas abordagens. A intensidade da dor de cabeça, medida pela escala visual analógica de 0 a 10, caiu de aproximadamente 6,9 para 3,2 no grupo da terapia manual e de 6,8 para 3,1 no grupo das ondas de choque — uma redução de mais de 50% que se manteve estável no acompanhamento de um mês. O limiar de dor à pressão, que indica quanta pressão o músculo suporta antes de doer, aumentou significativamente em ambos os grupos, passando de cerca de 18 Newtons para 25 Newtons no pós-tratamento. A função cervical, avaliada pelo Neck Disability Index, melhorou de forma substancial, com queda de aproximadamente 28 para 17 pontos.
A rigidez muscular — medida objetivamente por elastografia ultrassônica, tecnologia de imagem que quantifica a dureza do tecido — diminuiu consistentemente nos dois grupos, de cerca de 54 kPa para aproximadamente 30 kPa.
O aspecto a destacar foi a ausência de diferença estatisticamente significativa entre os dois tratamentos em qualquer momento ou em qualquer desfecho medido. Isso sugere que, para este perfil de pacientes, as ondas de choque e a terapia manual são equivalentemente eficazes. A análise estatística mostrou efeito do tempo robusto em todas as medidas, confirmando que ambas as intervenções realmente funcionam, mas nenhuma se mostrou superior à outra.
Do ponto de vista prático, essa equivalência tem implicações importantes. A terapia manual, quando bem executada, é uma opção de baixo custo e amplamente disponível. No entanto, sua eficácia depende consideravelmente da experiência do profissional, pode causar desconforto durante a aplicação e exige contato físico direto. As ondas de choque, por sua vez, oferecem uma alternativa padronizada — a mesma dose de energia, o mesmo número de impulsos, independentemente de quem opera o equipamento — e podem ser especialmente úteis em músculos mais profundos ou quando a abordagem manual não é bem tolerada ou não produz resultados satisfatórios.
É importante, contudo, manter a prudência na interpretação. O estudo teve amostra pequena (42 pacientes), não incluiu grupo placebo ou controle sem tratamento por questões éticas, e o acompanhamento foi relativamente curto (quatro semanas após o término). Não se sabe, portanto, se os benefícios se mantêm por meses ou anos, nem como esses pacientes responderiam em comparação com quem não recebe nenhuma intervenção. Além disso, a impossibilidade de mascarar os pacientes — eles sabiam qual tratamento estavam recebendo — introduz o viés de expectativa, embora os avaliadores das medidas não soubessem a que grupo cada um pertencia.
Para quem sofre de cefaleia cervicogênica associada a tensão muscular, este estudo oferece duas boas notícias: há opções terapêuticas não invasivas com evidência de eficácia, e a terapia por ondas de choque consolidou-se como alternativa viável e segura, com resultados comparáveis à abordagem manual tradicional. A escolha entre uma e outra pode considerar fatores como disponibilidade, custo, tolerância pessoal e resposta individual, sempre em discussão com o médico responsável.
Terapia por ondas de choque
21 pessoas
1000 ondas de choque no ponto-gatilho
Terapia manual
21 pessoas
compressão e alongamento do ponto-gatilho
Redução da dor (escala 0-10) - ondas de choque
Redução da dor (escala 0-10) - terapia manual
Melhora do limiar de dor à pressão - ondas de choque
Redução da rigidez muscular - ondas de choque
Curadoria Médica

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523
Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.
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