Estudo científico comentado

Ventosaterapia é eficaz para dor no pescoço: revisão sistemática de 18 estudos

Referência acadêmica

Periódico

BMJ Open

Ano

2018

Autores

Kim et al.

Desenho

revisão sistemática e meta-análise

Este estudo analisou 18 pesquisas sobre ventosaterapia para dor no pescoço, envolvendo mais de mil pessoas. A ventosa mostrou reduzir a dor e melhorar a capacidade funcional comparado a não fazer nada ou a outros tratamentos. Porém, a qualidade das evidências foi considerada baixa, então os resultados precisam ser interpretados com cautela. A ventosa parece segura, mas são necessários estudos de melhor qualidade para confirmar sua eficácia.

Título original do estudo: Is cupping therapy effective in patients with neck pain? A systematic review and meta-analysis

📊revisão sistemática e meta-análise👥n=18 estudos analisados💡evidência de baixa qualidade
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

A ventosaterapia mostrou reduzir dor e melhorar função em pessoas com dor cervical, mas a qualidade das evidências é baixa, portanto os benefícios são promissores ainda não definitivos.

O que isso significa para você?

Este estudo analisou 18 pesquisas sobre ventosaterapia para dor no pescoço, envolvendo mais de mil pessoas. A ventosa mostrou reduzir a dor e melhorar a capacidade funcional comparado a não fazer nada ou a outros tratamentos. Porém, a qualidade das evidências foi considerada baixa, então os resultados precisam ser interpretados com cautela. A ventosa parece segura, mas são necessários estudos de melhor qualidade para confirmar sua eficácia.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1A ventosaterapia é uma opção a considerar, especialmente se sua dor cervical é crônica e não responde bem a tratamentos convencionais.
  • 2Os benefícios parecem maiores quando a técnica é usada junto com outros tratamentos, não isoladamente.
  • 3Prefira ventosa seca se estiver preocupado com sangramento ou infecção; a ventosa úmida exige mais cuidados de higiene.
  • 4Não espere milagres: a redução média de dor é modesta a moderada, e parte pode ser efeito de expectativa.
  • 5Procure profissionais com treinamento adequado e questione sobre como serão monitorados eventuais efeitos colaterais.
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Minha dor cervical tem uma causa identificada? A ventosaterapia é adequada para esse tipo específico de dor?
  • 2Vou fazer ventosa seca ou úmida? Quais os riscos específicos de cada uma no meu caso?
  • 3Quantas sessões são recomendadas, e como vamos avaliar se está funcionando?
  • 4Há interações com medicamentos que estou tomando, especialmente anticoagulantes ou anti-inflamatórios?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Apenas 8 dos 18 estudos relataram eventos adversos — não é possível afirmar que a técnica é segura em todos os contextos de aplicação.
  • 2Eventos documentados foram leves (dor local, cefaleia, coceira, hematomas), mas a frequência real pode ser subestimada.
  • 3Ventosa úmida envolve sangramento e requer esterilização rigorosa; há risco de infecção se a higiene for inadequada.
  • 4A proficiência do operador parece influenciar a segurança; escolha profissionais com formação específica e experiência documentada.

Leitura rápida para pacientes

Ventosaterapia pode aliviar, mas não cura

A técnica milenar mostrou benefícios para dor no pescoço, mas as evidências ainda são fracas para recomendações firmes.

Ponto 1

Dor e função melhoraram em comparação com não fazer nada ou com tratamentos padrão

Ponto 2

Efeitos colaterais foram leves, mas mais da metade dos estudos não avaliou segurança

Ponto 3

Funciona melhor como complemento, não como única solução

O que este estudo acrescenta

MAIOR REVISÃO ATÉ 2018

Triplicou o número de estudos da revisão anterior (de 5 para 18) e incluiu literatura asiática não acessível antes, ampliando a base de evidência sobre ventosaterapia para dor cervical.

Aplicabilidade clínica

Sinal moderado

Os efeitos superam os critérios de diferença clinicamente importante propostos na literatura (0,8 ponto na VAS, 3 pontos no NDI), mas a baixa qualidade das evidências e a alta heterogeneidade entre estudos reduzem a conf

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este estudo sintetiza múltiplos ensaios randomizados, o que oferece visão mais abrangente que um único estudo, mas a qualidade final depende da robustez dos trabalhos incluídos.

Estudos analisados

18

ensaios clínicos randomizados

Total de participantes

1. 208

pacientes com dor cervical

Redução de dor vs nada

-2,42

pontos na escala VAS de 0-10

Redução de dor vs ativo

-0,89

pontos na escala VAS de 0-10

Estudos com dados de segurança

8 de 18

apenas 44% relataram eventos adversos

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Dor cervical aguda e crônica

Tipo de estudo

Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados

Participantes

1. 208 pacientes adultos com dor no pescoço, predominantemente crônica

Duração

Variável: de 1 a mais de 20 sessões de ventosaterapia

Sessões

1 a 20 sessões, maioria com mais de 10 sessões

Comparador

Nenhum tratamento, lista de espera, ou tratamentos ativos como acupuntura, fisioterapia, AINEs e compressas de calor

Grupos do estudo

Ventosaterapia como único tratamentoVentosaterapia + tratamento padrãoControle (lista de espera ou tratamento ativo)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

1 a 20 sessões, com maioria dos estudos usando mais de 10 sessões

Frequência02

Variável: alguns estudos com sessão única, outros com múltiplas sessões semanais

Duração da sessão03

Não uniformemente relatado; tipicamente 10-15 minutos de sucção

Pontos / técnica04

Região superior do ombro e pescoço, principalmente pontos Ashi (locais de dor) e pontos de acupuntura próximos; técnica seca ou úmida com escarificação

Comparador05

Lista de espera, nenhuma intervenção, ou tratamentos ativos (acupuntura, fisioterapia, AINEs, compressas de calor, relax

Nota de protocolo06

Sete estudos usaram ventosa úmida (com sangramento) e onze usaram ventosa seca; dois estudos permitiam uso domiciliar

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Adultos com dor cervical, aguda ou crônicaPacientes com dor associada a radiculopatia cervicalPessoas com dor inespecífica do pescoço e ombrosIndivíduos expostos a trabalho com terminal de vídeo (VDT)Pacientes com espondilose cervical do tipo pescoço

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Dor pós-traumática por chicote de cavalo ou lesões esportivasPacientes com mielopatia cervicalCefaleia cervical ou vertigem sem dor no pescoçoCrianças e adolescentes (menores de 18 anos)

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Intensidade da dor

reduziu

Redução de 2,42 pontos vs nenhum tratamento; 0,89 vs tratamento ativo; 0,87 como complemento — todas superando o limiar de diferença clinicamente importante

🔄

Função cervical

melhorou

Melhora de 4,34 pontos no Neck Disability Index vs nenhum tratamento; resultado próximo de significância vs tratamento ativo

🧠

Qualidade de vida mental

melhorou

Ganho de 5,32 pontos no componente mental do SF-36 vs nenhum tratamento

🏃

Qualidade de vida física

melhorou parcialmente

Melhora significativa de 5,44 pontos no componente físico do SF-36 apenas vs tratamento ativo, não vs nenhum tratamento

O que não mudou

  • O componente físico do SF-36 não melhorou significativamente vs lista de espera
  • A função cervical não mostrou diferença estatisticamente significativa vs tratamento ativo (p=0,05, limiar)
  • A qualidade de vida mental não diferiu vs tratamento ativo

Quando a melhora apareceu

1

1 sessão

Após sessão única

Dois estudos mostraram efeito com apenas uma aplicação, embora a maioria usasse múltiplas sessões

2

2-4 sessões

Após curto prazo

Quatro estudos usaram de duas a quatro sessões com redução de dor documentada

3

>10 sessões

Após tratamento prolongado

A maioria dos estudos com pacientes crônicos usou mais de 10 sessões, refletindo o caráter persistente da dor

Antes e depois

Dor (escala VAS 0-10) vs nenhum tratamento

escala máx. 10 pontos

Antes6.5 pontos
Depois4.1 pontos

Dor (escala VAS 0-10) vs tratamento ativo

escala máx. 10 pontos

Antes5.2 pontos
Depois4.3 pontos

Dor como complemento (escala VAS 0-10)

escala máx. 10 pontos

Antes5 pontos
Depois4.1 pontos

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Eventos adversos relatados foram predominantemente leves e autolimitados
  • Nenhuma infecção sistêmica ou evento grave atribuído à técnica nos estudos que reportaram segurança
  • Sintomas como dor local e cefaleia costumaram resolver em horas a poucos dias
Amarelo
  • Desconforto durante o procedimento é comum
  • Ventosa úmida envolve sangramento e requer higiene rigorosa
  • Cegamento impossível, o que pode inflacionar efeitos por expectativa
Vermelho
  • 10 dos 18 estudos (56%) não relataram eventos adversos — lacuna grave de segurança
  • Um caso de hérnia de disco e um de lipoma foram documentados, embora sem relação causal estabelecida
  • Risco de hematomas, feridas e complicações relacionadas à técnica do operador, especialmente em ventosa úmida

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Adultos com dor cervical crônica inespecífica
  • Pessoas que não obtiveram alívio satisfatório com tratamentos convencionais
  • Pacientes interessados em abordagens complementares integradas ao tratamento principal
  • Indivíduos sem contraindicações para procedimentos de sucção cutânea
  • Pessoas com dor relacionada a tensão muscular ou postura de trabalho

Mais cautela para extrapolar

  • Pacientes com dor pós-traumática aguda (whiplash, lesões esportivas)
  • Pessoas com mielopatia cervical ou sinais de compressão medular
  • Indivíduos com distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes (especialmente para ventosa úmida)
  • Pacientes com cefaleia ou vertigem sem componente de dor cervical
  • Pessoas que buscam tratamento único definitivo sem abordagem multidisciplinar

Expectativa realista

Alívio possível, não garantido

Você pode experimentar redução da dor e maior facilidade para movimentar o pescoço, especialmente se usar a ventosaterapia como complemento de outros cuidados.

Tempo provável

A maioria dos estudos usou múltiplas sessões ao longo de semanas; alguns pacientes notam diferença após poucas aplicaçõe

Os efeitos podem ser influenciados pela expectativa positiva, pois não é possível 'cegar' o tratamento — e mais da metade dos estudos nem sequer monitorou adequ

Checklist para consulta

  1. 1Pergunte se sua dor cervical tem causa identificada e se a ventosaterapia é apropriada para seu caso específico
  2. 2Discuta se você fará ventosa seca ou úmida, e quais os cuidados de higiene necessários
  3. 3Informe sobre uso de medicamentos anticoagulantes ou distúrbios de coagulação
  4. 4Questione quantas sessões são recomendadas e como será avaliada a resposta ao tratamento
  5. 5Peça orientação sobre sinais de alerta que devem interromper o tratamento (dor intensa, infecção, hematomas excessivos)

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

Ventosaterapia é uma cura milenar comprovada cientificamente

Achado

A técnica tem história milenar, mas as evidências científicas atuais são de baixa qualidade, impedindo conclusões definitivas sobre eficácia

Mito

Ventosa úmida é sempre mais eficaz que a seca

Achado

Os resultados foram heterogêneos para ventosa úmida, com grande variação entre estudos; a seca mostrou efeitos mais consistentes na análise separada

Mito

Se funciona, deve substituir tratamentos convencionais

Achado

Os melhores resultados foram quando a ventosaterapia foi usada como complemento, não como substituta de outros tratamentos

Mito

É totalmente segura porque é natural

Achado

Eventos adversos leves são comuns, e a falta de relatório de segurança na maioria dos estudos é preocupante; a técnica não está isenta de riscos

Como isso pode funcionar

🔴

SUCÇÃO LOCAL

A ventosa cria pressão negativa na pele e músculos, que pode aumentar o fluxo sanguíneo local — mecanismo observado, não totalmente compreendido

🩸

ALTERAÇÃO HEMODINÂMICA

Estudos sugerem redução de desoxi-hemoglobina e aumento de oxi-hemoglobina na área tratada, indicando melhora na oxigenação muscular (proposto, não confirmado como causa do alívio)

🧠

CONTROLE INIBITÓRIO DIFUSO

A estimulação dolorosa local pode ativar mecanismos centrais de modulação da dor, reduzindo a percepção de desconforto — hipótese baseada em estudos de neurofisiologia da dor

⚠️

EFEITO DE EXPECTATIVA

Como o cegamento é impossível, parte do benefício pode vir da expectativa do paciente e do efeito placebo, cuja magnitude não foi isolada nos estudos incluídos

O que ainda é incerto

  • ?A impossibilidade de cegamento impede saber quanto do efeito é real e quanto é expectativa do paciente
  • ?A alta heterogeneidade entre estudos — especialmente com ventosa úmida — sugere que a técnica pode variar muito em eficácia dependendo de como é aplic
  • ?A maioria dos estudos não incluiu pacientes com dor aguda pós-traumática, limitando a generalização para esses casos
  • ?Mais da metade dos estudos não relatou segurança, deixando lacunas sobre frequência real de eventos adversos
🎯

O que o estudo quis responder

Avaliar se a ventosaterapia reduz dor e melhora função em pessoas com dor no pescoço

👥

QUEM PARTICIPOU

18 estudos com pacientes adultos com dor cervical aguda ou crônica

🧪

COMO FOI FEITO

Comparação entre ventosa seca/úmida versus nenhum tratamento ou outros tratamentos ativos

📈

O QUE MUDOU

Redução significativa da dor e melhora da função comparado ao não tratamento

🛟

SEGURANÇA

Eventos adversos leves e temporários; apenas 8 de 18 estudos relataram segurança

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

SUPERA O LIMIAR CLÍNICO

Pela primeira vez em uma meta-análise, os efeitos da ventosaterapia foram comparados a critérios de diferença clinicamente importante — e superaram o limiar para dor e função, dando base mais concreta para discussão com

🧭

MAPA GLOBAL DA EVIDÊNCIA

Ao incluir bases de dados chinesas, coreanas e japonesas, a revisão revelou que a maior parte da pesquisa sobre ventosaterapia é publicada em idiomas pouco acessíveis à ciência ocidental, sugerindo que revisões anteriore

📌

VENTOSA SECA MAIS CONSISTENTE

A análise separada por tipo de técnica mostrou que a ventosa seca teve resultados mais homogêneos entre estudos, enquanto a ventosa úmida apresentou variação extrema — com um estudo chinês destacando-se como outlier com

🔍

LACUNA DE SEGURANÇA EXPÕE FALHA SISTEMÁTICA

O fato de 10 dos 18 estudos não mencionarem eventos adversos — nem para dizer que não os houve — revela uma falha metodológica recorrente na literatura de medicina complementar, dificultando avaliações de risco-benefício

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Ventosaterapia é eficaz para dor no pescoço: revisão sistemática de 18 estudos

Esta revisão sistemática e meta-análise representou o mais abrangente estudo sobre ventosaterapia para dor cervical até 2018, analisando 18 ensaios clínicos randomizados com 1. 346 participantes de nove bases de dados internacionais, incluindo chinesas, coreanas e japonesas. O estudo investigou tanto a ventosa seca (sem sangramento) quanto a ventosa úmida (com escarificação prévia), aplicadas principalmente na região superior do ombro e pescoço. A metodologia rigorosa seguiu diretrizes PRISMA e avaliou risco de viés através da ferramenta Cochrane, com qualidade da evidência classificada pelo sistema GRADE.

Os resultados demonstraram benefícios consistentes da ventosaterapia em múltiplos cenários clínicos. Quando comparada à lista de espera (sem tratamento), a ventosa mostrou redução significativa da dor com diferença média de -2,42 pontos na escala visual analógica, melhora funcional de -4,34 pontos no Índice de Incapacidade do Pescoço, e aumento de 5,32 pontos no componente mental da qualidade de vida SF-36. Comparada a controles ativos como fisioterapia, anti-inflamatórios e acupuntura, a ventosa ainda demonstrou superioridade com redução de dor de -0,89 pontos e melhora significativa no componente físico da qualidade de vida. Como terapia adjuvante, quando adicionada a tratamentos convencionais, a ventosa proporcionou redução adicional de dor de -0,87 pontos.

A análise de subgrupos revelou diferenças entre modalidades: ventosa seca mostrou efeitos mais consistentes, enquanto ventosa úmida apresentou maior variabilidade nos resultados. Todos os efeitos superaram as diferenças mínimas clinicamente importantes estabelecidas na literatura (MCID de -0,8 para EVA e -3 para NDI), indicando relevância clínica real. Quanto à segurança, apenas 8 dos 18 estudos reportaram eventos adversos, todos classificados como leves e temporários: laceração cutânea, coceira corporal, dor local, cefaleia transitória, tontura leve e ocasionalmente hematomas menores. Um caso de hérnia discal foi considerado pelos autores como não relacionado causalmente ao procedimento.

As limitações incluem qualidade baixa a muito baixa da evidência devido a problemas metodológicos dos estudos primários, heterogeneidade significativa entre estudos, impossibilidade de cegamento efetivo dos participantes, e dependência de desfechos auto-reportados pelos pacientes. A maioria dos estudos focou dor cervical crônica, limitando generalizabilidade para condições agudas. Apesar disso, os achados sugerem que a ventosaterapia representa uma modalidade terapêutica promissora para dor cervical, especialmente considerando os riscos associados ao uso prolongado de anti-inflamatórios e a crescente prevalência de dor cervical relacionada ao uso de dispositivos eletrônicos. A técnica mostrou-se valiosa como tratamento domiciliar de baixo custo, conforme demonstrado em alguns estudos incluídos.

O que fortalece a leitura

  • 1Busca abrangente em 9 bases de dados incluindo asiáticas
  • 2Análise separada por tipo de ventosa (seca vs úmida)
  • 3Avaliação de múltiplos desfechos: dor, função e qualidade de vida
  • 4Análise de segurança reportada
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Qualidade baixa a muito baixa das evidências
  • 2Alta heterogeneidade entre estudos
  • 3Muitos estudos não relataram eventos adversos
  • 4Impossibilidade de cegamento adequado

Leitura clínica do estudo

LIMITADA
45/ 100
Desenho
2/5
Amostra
3/5
Confirmação
3/5

🔬 Como o estudo foi organizado

1208pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Ventosaterapia como único tratamento

534 pessoas

ventosa seca ou úmida

Ventosaterapia complementar

355 pessoas

ventosa + tratamento padrão

Controles

319 pessoas

lista de espera ou tratamentos ativos

⏱️ Tempo de acompanhamento: variou de 1 sessão a 20 sessões

📊 Resultados em números

-2.42 pontos

Redução da dor vs nenhum tratamento

-4.34 pontos

Melhora da função vs nenhum tratamento

-0.89 pontos

Redução da dor vs tratamento ativo

-0.87 pontos

Redução da dor como complemento

📊 Comparação de Resultados

Redução da dor (escala VAS 0-10)

Ventosa vs nada
2.42
Ventosa vs ativo
0.89
Ventosa complementar
0.87

📅 Linha do tempo da evidência

2000Ventosaterapia usada há milhares de anos no Egito e China
2013Primeira revisão sobre ventosa para dor cervical (5 estudos)
2016Registro do protocolo desta revisão no PROSPERO
2018Publicação desta revisão sistemática com 18 estudos

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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