Estudo científico comentado

Modelagem numérica de terapia de acupuntura não-invasiva utilizando LED infravermelho próximo

Referência acadêmica

Periódico

Bioengineering

Ano

2023

Autores

Singh et al.

Desenho

Nível não totalmente claro

Este estudo desenvolveu um modelo computacional para uma nova forma de estimular pontos de acupuntura usando luz LED infravermelha ao invés de agulhas. Os pesquisadores descobriram que LEDs específicos podem aquecer o tecido da pele de forma segura e controlada, criando efeitos terapêuticos similares à moxabustão (aquecimento de pontos de acupuntura) sem fumaça, odor ou necessidade de inserir agulhas. Esta tecnologia poderia permitir tratamentos domiciliares não-invasivos no futuro.

Título original do estudo: Numerical Modeling and Simulation of Non-Invasive Acupuncture Therapy Utilizing Near-Infrared Light-Emitting Diode

🔬estudo computacional🎯validação experimentalprova de conceito
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

Estudo computacional validado em gel de ágar demonstra que LEDs infravermelhos próximos podem reproduzir o perfil térmico da moxabustão até 4-5 mm de profundidade, mas não há evidência clínica de eficácia terapêutica real em humanos.

O que isso significa para você?

Este estudo desenvolveu um modelo computacional para uma nova forma de estimular pontos de acupuntura usando luz LED infravermelha ao invés de agulhas. Os pesquisadores descobriram que LEDs específicos podem aquecer o tecido da pele de forma segura e controlada, criando efeitos terapêuticos similares à moxabustão (aquecimento de pontos de acupuntura) sem fumaça, odor ou necessidade de inserir agulhas. Esta tecnologia poderia permitir tratamentos domiciliares não-invasivos no futuro.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1Este é um estudo de engenharia, não um tratamento que você pode buscar hoje — ainda não há dispositivo disponível para pacientes
  • 2A ideia é atraente: estimular pontos de acupuntura com luz quente, sem agulhas, sem fumaça, potencialmente em casa
  • 3A segurança térmica foi analisada apenas em modelo computacional; peles sensíveis, com neuropatia ou problemas circulatórios precisariam de avaliação especial
  • 4Se você já se beneficia de moxabustão ou acupuntura tradicional, não há motivo para trocar com base neste estudo
  • 5Acompanhe avanços futuros, mas mantenha expectativas realistas sobre o tempo para possível disponibilidade clínica
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Para minha condição específica, há evidência mais sólida com acupuntura tradicional, moxabustão ou outras terapias já disponíveis?
  • 2Eu tenho alguma condição que afeta minha sensibilidade térmica ou circulação cutânea, que poderia ser relevante se esta tecnologia se tornar disponível?
  • 3Há ensaios clínicos em andamento que eu poderia considerar participar para ajudar a desenvolver esta tecnologia?
  • 4Quais são as opções atuais de tratamento não-invasivo para minha condição, com melhor nível de evidência?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Nenhum dado de segurança em humanos foi gerado neste estudo — as 'faixas seguras' são predições teóricas de modelo computacional
  • 2Temperaturas acima de 50°C podem causar lesão térmica irreversível; uso inadequado de LEDs de alta potência seria perigoso
  • 3Pessoas com neuropatia diabética, doença vascular periférica ou uso de medicamentos que alteram a percepção térmica teriam risco elevado de queimaduras não percebidas
  • 4A distância inadequada entre LED e pele pode resultar em aquecimento insuficiente (inércia) ou, com potência excessiva, em superaquecimento imprevisto

Leitura rápida para pacientes

Luz LED pode aquecer a pele como a moxabustão, mas ainda não é tratamento

Cientistas criaram um modelo computacional promissor para terapia sem agulhas e sem fumaça. Falta, porém, provar que funciona em pessoas de verdade.

Ponto 1

Estudo foi feito no computador e em gel de laboratório, não em pacientes

Ponto 2

LEDs específicos de infravermelho próximo podem aquecer a pele de forma segura até 4-5 mm de profundidade

Ponto 3

Tecnologia ainda não está disponível como tratamento clínico comprovado

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRA MODELAGEM COMPUTACIONAL

Primeiro estudo a quantificar sistematicamente a interação luz-tecido para LEDs infravermelhos próximos como alternativa à moxabustão, com análise paramétrica completa de fatores críticos.

Aplicabilidade clínica

Leitura incerta

O estudo demonstra viabilidade técnica de gerar perfil térmico compatível com moxabustão, mas não avalia se esse perfil se traduz em benefício clínico real para pacientes. A relevância prática depende de futuras validaçõ

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Estudos em modelos computacionais e materiais que simulam tecidos, sem envolvimento de seres humanos ou animais vivos, representam o estágio mais inicial da pesquisa biomédica.

correlação modelo-experimento

0,98

para LED 90°, indicando alta confiabilidade do modelo computacional na validação

correlação modelo-experimento

0,97

para LED 150°, também excelente concordância

profundidade de aquecimento terapêutico

4-5 mm

compatível com a moxabustão tradicional e suficiente para alcançar receptores cutâneos profundos

erro médio absoluto

<1°C

diferença entre predições do modelo e medições experimentais no gel de ágar

potência segura máxima

300-500 mW

limite superior para evitar temperaturas de ablação (>50°C), dependendo do ângulo do LED

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Estimulação térmica de pontos de acupuntura como alternativa não-invasiva à moxabustão tradicional

Tipo de estudo

estudo computacional com validação experimental em fantoma físico

Participantes

nenhum participante humano; validação em 3 ensaios com gel de ágar

Duração

10 minutos por sessão simulada; 5 minutos nos ensaios de validação

Sessões

análise paramétrica de sessões isoladas, sem acompanhamento longitudinal

Comparador

sem grupo controle clínico; comparação entre parâmetros de LED e validação modelo-experimento

Grupos do estudo

LED 90° com várias potênciasLED 150° com várias potênciasmúltiplas configurações de LEDs

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

análise de sessões isoladas, sem protocolo de tratamento clínico estabelecido

Frequência02

não aplicável — estudo de viabilidade técnica, não de regime terapêutico

Duração da sessão03

10 minutos para simulações principais; 5 minutos para validação experimental

Pontos / técnica04

estimulação térmica pontual simulada sobre pele, sem inserção de agulhas; múltiplas configurações de LED testadas para ampliação de área

Comparador05

sem comparador clínico; parâmetros comparados entre si (potência, ângulo, distância, número de LEDs)

Nota de protocolo06

Potências seguras identificadas: 200-300 mW para LED 90°, 300-500 mW para LED 150°; distância zero (contato direto) ideal para penetração térmica

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Não houve inclusão de seres humanos ou animais vivosModelo computacional de pele humana com três camadas (epiderme, derme, tecido subcutâneo)Propriedades térmicas e ópticas de tecidos obtidas da literatura científicaGel de ágar como fantoma físico para validação experimental (propriedades documentadas na literatura)LEDs comerciais de 850 nm com ângulos de emissão de 90° e 150°

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Pacientes com qualquer condição clínica realIndivíduos com diferentes tipos de pele, idades ou condições circulatóriasTecido humano vivo com perfusão sanguínea real e resposta fisiológicaPessoas com sensibilidade térmica alterada, neuropatias ou doenças dermatológicasCrianças, gestantes, idosos ou populações vulneráveis

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

🌡️

temperatura tecidual

aumentou de forma controlada

Aquecimento de 43-50°C em profundidades de 4-5 mm, dentro da faixa terapêutica da moxabustão

📏

profundidade de penetração

atingiu meta proposta

LED 90° alcançou 5,4 mm; LED 150° alcançou 4,0 mm de profundidade efetiva

🎯

precisão do modelo

melhorou / validou

Correlação de 0,98 e 0,97 entre predições computacionais e medições experimentais

📐

volume de tecido aquecido

aumentou substancialmente

Com 5 LEDs simultâneos, volume acima de 43°C cresceu mais de 13 vezes versus LED único

O que não mudou

  • Não houve avaliação de desfechos clínicos como dor, função ou qualidade de vida
  • Não se demonstrou equivalência terapêutica com moxabustão tradicional ou acupuntura com agulhas
  • Não se investigou efeito de perfusão sanguínea real sobre a distribuição térmica
  • Não houve teste em condições de uso domiciliar prolongado ou repetido

Quando a melhora apareceu

1

primeiros minutos de exposição

Aquecimento inicial

Temperatura sobe rapidamente nos primeiros 2-3 minutos de LED, depois tende a estabilizar

2

5-6 minutos

Saturação térmica

Temperatura máxima atingida e estabilizada; prolongamento além desse ponto não aumenta temperatura de pico, apenas expande zona aquecida

3

aproximadamente 3 minutos

Atraso com distância

Quando LED afastado 2 mm da pele, demora cerca de 3 minutos para atingir 43°C, versus praticamente instantâneo no contato direto

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Modelo identificou faixas de potência seguras para cada tipo de LED (200-300 mW para 90°, 300-500 mW para 150°)
  • Validação experimental mostrou boa previsibilidade do sistema, com erro menor que 1°C
  • Tecnologia elimina riscos de queimaduras por fumaça e odor da moxabustão tradicional
Amarelo
  • Temperaturas acima de 50°C podem causar dano térmico irreversível — controle rigoroso de potência necessário
  • Distância maior que 2 mm entre LED e pele pode tornar o tratamento ineficaz
  • Validação em gel de ágar não reproduz resposta vascular e metabólica da pele viva
Vermelho
  • Nenhum teste de segurança em tecido humano vivo ou em uso prolongado
  • Não há dados sobre efeitos em peles sensíveis, lesionadas, com neuropatia ou alterações circulatórias
  • Ausência completa de avaliação de segurança em populações especiais (crianças, gestantes, idosos)

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Interessados em tecnologias não-invasivas para estimulação térmica de pontos de acupuntura
  • Pessoas que não toleram fumaça ou odor da moxabustão tradicional
  • Indivíduos com aversão a agulhas que buscam alternativas de acupuntura
  • Pacientes com boa integridade cutânea e sensibilidade térmica preservada (quando tecnologia disponível)

Mais cautela para extrapolar

  • Pessoas com neuropatia periférica ou alteração da sensibilidade térmica (risco de queimadura não percebida)
  • Pacientes com doenças dermatológicas ativas, feridas ou infecções cutâneas na área de aplicação
  • Indivíduos com distúrbios circulatórios graves que afetam termorregulação cutânea
  • Crianças, gestantes e idosos fragilizados (sem dados de segurança específicos)
  • Quem busca tratamento com eficácia já comprovada em ensaios clínicos

Expectativa realista

Uma promessa tecnológica, não um tratamento pronto

Se desenvolvida com sucesso, esta tecnologia poderia permitir sessões de estimulação térmica em casa, sem agulhas, fumaça ou odor. Por enquanto, isso não está disponível como tratamento clínico.

Tempo provável

Não há estimativa de quando ou se haverá disponibilidade clínica; depende de múltiplas fases de pesquisa futura

O aquecimento controlado demonstrado no computador não garante alívio de sintomas reais em pessoas reais.

Checklist para consulta

  1. 1Perguntar se há ensaios clínicos em andamento com esta tecnologia específica de LED infravermelho para sua condição
  2. 2Discutir se a moxabustão tradicional ou a acupuntura com agulhas já têm evidência para seu caso clínico atual
  3. 3Informar ao médico se você tem alterações de sensibilidade na pele, neuropatia ou problemas circulatórios
  4. 4Questionar sobre contraindicações de terapias térmicas para sua condição específica
  5. 5Verificar se há dispositivos LED aprovados por agência reguladora para fins terapêuticos em seu país

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

LED infravermelho já é tratamento aprovado para substituir acupuntura

Achado

O estudo é apenas uma prova de conceito computacional; não há dispositivo aprovado nem evidência clínica de eficácia terapêutica

Mito

Se aquece a pele, automaticamente funciona como acupuntura

Achado

O aquecimento controlado foi demonstrado, mas não se sabe se reproduz os mecanismos biológicos que levam aos efeitos terapêuticos da moxabustão ou acupuntura

Mito

Qualquer LED infravermelho caseiro pode ser usado com segurança

Achado

A segurança depende de potência, ângulo de emissão, distância e tempo precisos; potências inadequadas podem causar queimaduras ou ser ineficazes

Mito

A validação experimental prova que funciona em pessoas

Achado

A validação em gel de ágar confirma que o modelo matemático é razoável, mas o gel não tem sangue, nervos nem resposta biológica da pele viva

Como isso pode funcionar

💡

EMISSÃO DE LUZ

LED infravermelho próximo (850 nm) emite radiação que penetra na pele mais profundamente que luz visível — mecanismo óptico bem estabelecido

🔥

ABSORÇÃO TÉRMICA

Tecido cutâneo absorve energia luminosa e a converte em calor, seguindo princípios físicos da interação luz-matéria — efeito fototérmico documentado

🌡️

ATIVAÇÃO TÉRMICA (PROPOSTA)

Temperatura de 43-50°C pode ativar receptores térmicos (TRPV) e desgranular mastócitos — mecanismo biológico proposto na literatura de acupuntura, mas não demonstrado neste estudo específico

⚠️

EFEITO TERAPÊUTICO (NÃO PROVADO)

Sequência biológica que levaria a alívio de sintomas é hipotética neste estágio; o estudo apenas quantifica o perfil térmico, não desfechos clínicos

O que ainda é incerto

  • ?A eficácia terapêutica real em seres humanos é completamente desconhecida — o estudo não incluiu pacientes nem avaliou desfechos clínicos
  • ?A perfusão sanguínea foi modelada de forma simplificada; a circulação real pode alterar significativamente a distribuição térmica
  • ?Não se sabe como diferentes condições de pele (idade, etnia, espessura, hidratação) afetariam os resultados
  • ?A durabilidade, segurança e eficácia de uso domiciliar prolongado e repetido não foram investigadas
🎯

O que o estudo quis responder

Desenvolver e validar modelo computacional para terapia não-invasiva com LED infravermelho próximo como alternativa às agulhas de acupuntura

🧪

COMO FOI FEITO

Modelagem por elementos finitos da interação luz-tecido em modelo 3D de pele, validada com gel de ágar

📈

O QUE DESCOBRIU

LEDs de 850nm podem gerar aquecimento terapêutico de 43-50°C a profundidades de 4-5mm na pele

🛟

SEGURANÇA

Potência operacional segura de 200-300mW para LED 90° e 300-500mW para LED 150°

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

ALTERNATIVA SEM FUMAÇA

Pela primeira vez, um modelo computacional detalhado propõe LEDs infravermelhos próximos como substituto tecnológico limpo da moxabustão, eliminando fumaça e odor tóxicos

🧭

GUIA DE PARÂMETROS SEGUROS

O estudo estabelece limites operacionais claros de potência para dois tipos de LED, criando base para futuros dispositivos com controles de segurança integrados

📌

FOCO VERSO ÁREA

Descoberta prática interessante: LED mais concentrado (90°) penetra mais fundo, enquanto LED mais aberto (150°) cobre mais área superficial — a escolha dependerá da aplicação clínica futura

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Modelagem numérica de terapia de acupuntura não-invasiva utilizando LED infravermelho próximo

A acupuntura é uma das terapias complementares e alternativas mais utilizadas mundialmente, originária da medicina tradicional chinesa há mais de 2000 anos. Esta prática não farmacológica e minimamente invasiva tem se tornado crescentemente popular no Ocidente, com mais de 10. 000 estudos controlados randomizados publicados desde 1975 investigando sua eficácia clínica e mecanismos de ação. A acupuntura moderna envolve a inserção de agulhas muito finas em pontos específicos do corpo (acupontos), seguida de estimulação mecânica, elétrica ou outras formas físicas de energia.

Uma variação chamada moxabustão utiliza calor através da queima de artemísia (moxa) sobre os acupontos, proporcionando estímulo térmico ao invés de penetração com agulhas. Embora a moxabustão seja não invasiva, ela produz fumaça e odores prejudiciais similares aos encontrados na fumaça do tabaco.

Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma alternativa completamente não invasiva à moxabustão tradicional, utilizando diodos emissores de luz (LEDs) no espectro infravermelho próximo para fornecer estímulo térmico aos tecidos da pele. Os pesquisadores criaram um modelo computacional tridimensional de pele com três camadas (epiderme, derme e tecido subcutâneo) para investigar como a luz LED interage com o tecido e gera aquecimento. O modelo utilizou as equações de transferência de calor de Pennes combinadas com a lei de Beer-Lambert para simular a distribuição de temperatura no tempo e espaço dentro dos tecidos da pele quando expostos à irradiação LED.

A metodologia incluiu primeiro a caracterização experimental do perfil de irradiação de dois tipos de LEDs comerciais operando em 850 nanômetros, com padrões de emissão de 90° e 150°. Os LEDs foram testados experimentalmente em gel de ágar para validar o modelo numérico, mostrando boa concordância entre os resultados previstos computacionalmente e os obtidos experimentalmente. Em seguida, foram realizadas análises paramétricas extensivas para quantificar os efeitos da potência do LED, duração do tratamento, distância entre o LED e a superfície da pele, e uso de múltiplos LEDs na distribuição de temperatura resultante.

Os principais resultados demonstraram que o aquecimento por LED pode efetivamente fornecer estímulo térmico terapêutico a profundidades de 4-5 milímetros na pele, similar à moxabustão tradicional. A potência operacional segura foi identificada como 200-300 mW para LEDs de 90° e 300-500 mW para LEDs de 150° para atingir temperaturas terapêuticas entre 43-48°C sem causar dano aos tecidos (temperatura máxima segura abaixo de 50°C). O LED de 90° mostrou penetração mais profunda devido ao seu feixe mais focado, enquanto o LED de 150° aqueceu uma área maior mas com menor penetração. O aumento da distância entre o LED e a pele reduziu significativamente a eficácia do aquecimento, com quedas de 37,6% e 59% na temperatura máxima para os LEDs de 90° e 150°, respectivamente, quando movidos 2000 micrômetros da superfície da pele.

O uso de múltiplos LEDs aumentou substancialmente o volume de tecido aquecido, com 2, 3, 4 e 5 LEDs resultando em aumentos de 324%, 674%, 1014% e 1338% no volume aquecido, respectivamente.

Para pacientes e profissionais, estes resultados sugerem que a terapia baseada em LED oferece uma alternativa promissora e segura à acupuntura e moxabustão tradicionais. Os LEDs são mais seguros e econômicos que lasers, bem tolerados por pacientes de todas as idades, e podem potencialmente ser incorporados em dispositivos vestíveis para uso domiciliar. A terapia elimina riscos de infecção, dor da inserção de agulhas, e produção de fumaça nociva. Os parâmetros operacionais identificados podem orientar o desenvolvimento de protocolos de tratamento seguros e eficazes.

A capacidade de controlar precisamente a temperatura e área de tratamento através do ajuste da potência, distância e configuração de múltiplos LEDs oferece flexibilidade terapêutica significativa.

As principais limitações do estudo incluem a validação experimental limitada ao gel de ágar ao invés de tecido humano real, e testes realizados ex vivo que não consideram completamente os efeitos da perfusão sanguínea microvascular em condições fisiológicas reais. Além disso, embora o modelo computacional seja sofisticado, ainda simplifica a complexa estrutura vascular e heterogeneidade dos tecidos biológicos reais. Estudos clínicos em humanos serão necessários para confirmar a segurança e eficácia terapêutica antes da implementação clínica.

O trabalho representa um avanço significativo no desenvolvimento de terapias de acupuntura não invasivas baseadas em tecnologia moderna. Os autores estão trabalhando na tradução clínica destes resultados e no desenvolvimento de dispositivos miniaturizados que possam ser integrados a produtos têxteis vestíveis para fornecer estímulo físico sob demanda em ambiente domiciliar, potencialmente revolucionando o acesso e a praticidade das terapias de acupuntura.

O que fortalece a leitura

  • 1Validação experimental do modelo computacional
  • 2Análise paramétrica abrangente de fatores críticos
  • 3Definição clara de limites operacionais seguros
  • 4Potencial para dispositivos portáteis domiciliares
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Validação apenas em gel de ágar, não em tecido humano real
  • 2Estudo puramente teórico sem testes clínicos
  • 3Não avalia eficácia terapêutica real
  • 4Modelo simplificado da perfusão sanguínea

Leitura clínica do estudo

MODERADA
65/ 100
Desenho
3/5
Amostra
2/5
Confirmação
4/5

🔬 Como o estudo foi organizado

5pessoas avaliadas
divisão dos grupos

LED 90°

1 pessoas

LED infravermelho 850nm com ângulo de emissão 90°

LED 150°

1 pessoas

LED infravermelho 850nm com ângulo de emissão 150°

Validação experimental

3 pessoas

testes em gel de ágar para validação do modelo

⏱️ Tempo de acompanhamento: 10 minutos por sessão

📊 Resultados em números

43-50°C

Temperatura terapêutica atingida

4-5mm

Profundidade de penetração

0

Correlação modelo-experimento LED 90°

0

Correlação modelo-experimento LED 150°

<1°C

Erro médio absoluto

📊 Comparação de Resultados

Temperatura máxima (°C)

LED 90° 300mW
48
LED 150° 500mW
47

Profundidade de aquecimento (mm)

LED 90°
5.4
LED 150°
4

📅 Linha do tempo da evidência

2000Acupuntura se torna uma das terapias complementares de crescimento mais rápido
2015Desenvolvimento de dispositivos LED para aplicações dermatológicas
2020Avanços em modelagem computacional de interação luz-tecido
2023Primeira modelagem computacional de LED infravermelho para acupuntura não-invasiva

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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