Estudo científico comentado

Eficácia da ventosaterapia no tratamento da fibromialgia: estudo controlado randomizado

Referência acadêmica

Periódico

Scientific Reports

Ano

2016

Autores

Lauche et al.

Desenho

Ensaio Clínico Randomizado

Este estudo testou ventosas secas para fibromialgia, uma condição de dor crônica generalizada. Embora as ventosas tenham sido melhores que não fazer nada extra, elas não foram superiores a ventosas falsas (sem sucção real). Isso sugere que o benefício pode ser mais psicológico que físico. Os efeitos foram pequenos e não sustentam uma recomendação clínica para ventosas na fibromialgia no momento.

Título original do estudo: Efficacy of cupping therapy in patients with the fibromyalgia syndrome-a randomised placebo controlled trial

🔬Ensaio Clínico Randomizado👥n=141📊Eficácia limitada
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

Ventosas secas aliviaram levemente a dor de fibromialgia em comparação com não fazer nada extra, mas não foram melhores que ventosas falsas sem sucção, sugerindo que o efeito é pequeno e provavelmente impulsionado mais pelo contexto terapêutico do que pela suc

O que isso significa para você?

Este estudo testou ventosas secas para fibromialgia, uma condição de dor crônica generalizada. Embora as ventosas tenham sido melhores que não fazer nada extra, elas não foram superiores a ventosas falsas (sem sucção real). Isso sugere que o benefício pode ser mais psicológico que físico. Os efeitos foram pequenos e não sustentam uma recomendação clínica para ventosas na fibromialgia no momento.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1Ventosas secas podem oferecer um alívio temporário e modesto da dor em fibromialgia, mas não são cura
  • 2O benefício parece vir mais da experiência terapêutica — tempo dedicado, contato, expectativa — do que da sucção propriamente dita
  • 3Não há evidência neste estudo de que ventosas melhorem sono, energia ou capacidade funcional geral
  • 4A segurança é razoável, com desconfortos leves e transitórios sendo os principais riscos
  • 5Decisões sobre uso devem ser individualizadas e discutidas com seu médico, sem abandonar tratamentos com maior respaldo
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Com base neste estudo, o senhor(a) acha que ventosas poderiam fazer parte do meu plano de cuidado, ou há opções com evidência mais forte?
  • 2Se eu experimentar ventosas, qual seria uma expectativa realista de melhora em termos de porcentagem ou intensidade da dor?
  • 3Há contraindicações específicas para mim, considerando minhas condições de pele, uso de medicamentos ou sensibilidade à dor?
  • 4Como posso distinguir entre um efeito real da técnica e o benefício simples de receber mais atenção terapêutica?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1Eventos adversos foram predominantemente leves: aumento temporário da dor, contusões acidentais e um caso de tortícolis que se resolveu espontaneamente
  • 2Nenhum evento adverso sério foi atribuído diretamente à ventosaterapia real neste estudo, embora dois eventos graves tenham ocorrido no grupo sham (não relacionados à intervenção)
  • 3A segurança em longo prazo e em populações mais diversas não foi estabelecida devido às limitações do estudo
  • 4Pacientes em anticoagulação ou com distúrbios de coagulação não foram especificamente estudados e devem ter cautela redobrada

Leitura rápida para pacientes

Ventosas para fibromialgia: alívio leve, não comprovado como específico

Fazer ventosas pode doer um pouco menos que não fazer nada extra, mas a ventosa falsa sem sucção funcionou quase igual — o que sugere que o benefício vem mais do cuidado recebido d

Ponto 1

5 sessões em 2 semanas podem reduzir levemente a dor, mas não melhoram sono ou fadiga

Ponto 2

O efeito é pequeno e similar a receber atenção terapêutica sem sucção real

Ponto 3

Converse com seu médico antes; não substitua tratamentos com evidência mais robusta

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRO RCT DE VENTOSAS PARA FIBROMIALG

Este foi o primeiro ensaio controlado randomizado a testar ventosas secas especificamente em fibromialgia com um placebo ativo convincente, revelando que o efeito é pequeno e não superior ao contexto terapêutico

Aplicabilidade clínica

Sinal discreto

A diferença de 12,4 mm na escala de dor, embora estatisticamente significativa, é marginalmente clínica; a ausência de superioridade sobre placebo ativo indica que o efeito específico da ventosaterapia é pequeno e possiv

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este é um dos níveis mais altos de evidência em pesquisa clínica, pois a randomização minimiza vieses de seleção, embora aqui tenha sido limitado pelo tamanho do efeito e falha par

Pacientes incluídos

141

47 ventosas reais, 48 sham, 46 cuidado usual

Redução de dor vs. cuidado usual

-12,4 mm

Escala 0-100 mm; significativo estatisticamente

Redução de dor vs. sham

-3,0 mm

Não significativo; intervalo de confiança inclui zero

Respondedores com ≥30% melhora

25,5%

Grupo real; 18,8% no sham e 2,2% no cuidado usual

Pacientes que identificaram corretamente o grupo

82%

No grupo real; 73% no sham — cegagem falhou

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Fibromialgia

Tipo de estudo

Ensaio clínico randomizado com três braços

Participantes

141 pacientes (99% mulheres, média 56 anos, dor há ~12 anos)

Duração

18 dias de intervenção, seguimento de 6 meses

Sessões

5 sessões

Comparador

Placebo ativo (ventosas furadas) e cuidado usual

Grupos do estudo

Ventosas secas reaisVentosas falsas (sham)Cuidado usual

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

5

Frequência02

2 vezes por semana

Duração da sessão03

Aproximadamente 30 minutos no total (10-15 minutos com as ventosas)

Pontos / técnica04

4 a 8 copos de acrílico (50-100 mm) nas costas superiores e inferiores, sobre músculos como trapézio, levantador da escápula, latíssimo do dorso e glúteo máximo; pressão negativa a

Comparador05

Ventosas falsas com furos de <1 mm que eliminavam a sucção em segundos, mantendo aparência idêntica

Nota de protocolo06

Grupo de cuidado usual continuou tratamentos habituais sem iniciar novas intervenções; após 18 dias, esse grupo também recebeu ventosas

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Adultos de 18 a 75 anos com diagnóstico de fibromialgia confirmado por especialistaPacientes com dor de pelo menos 45 mm em escala de 0 a 100 mmMaioria feminina (99%) com média de 56 anosPessoas com dor crônica há cerca de 12 anos em médiaQuem já havia tentado múltiplos tratamentos (medicação, acupuntura, psicoterapia)Quem usava antidepressivos ou anti-inflamatórios em dose estável

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Homens (apenas 2 participantes, limitando generalização)Pacientes com doença reumática inflamatória, câncer ou distúrbios neurológicos gravesQuem iniciou ou modificou medicação recentemente, ou usava opioidesGestantes, lactantes ou quem participava de outros ensaios clínicosPacientes com depressão grave, abuso de substâncias ou transtorno psiquiátrico maior

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Intensidade da dor

reduziu levemente

-12,4 mm versus cuidado usual, mas apenas -3,0 mm versus ventosas falsas

🧠

Saúde mental (SF-36)

melhorou modestamente

Diferença de 4,5 pontos versus cuidado usual; sem vantagem sobre sham

Vitalidade

melhorou modestamente

Diferença de 6,3 pontos versus cuidado usual apenas

🤝

Funcionamento social

melhorou levemente

Diferença de 7,1 pontos versus cuidado usual

💪

Limiar de dor por pressão

alterou em alguns pontos

Mudanças pontuais em músculos específicos, sem padrão claro de superioridade

O que não mudou

  • Funcionamento físico geral e incapacidade por fibromialgia (FIQ total)
  • Qualidade do sono avaliada pelo PSQI
  • Fadiga física, geral ou mental (na maioria das escalas do MFI-20)
  • Uso de analgésicos ou terapias concomitantes ao longo do estudo

Quando a melhora apareceu

1

final do período de 18 dias

Após a 5ª sessão

Diferença significativa de dor apenas após a última sessão, comparando ventosas (reais ou falsas) versus cuidado usual

2

ao longo das sessões

Diário de dor

Declínio pequeno mas consistente da dor em ambos grupos de ventosas, não observado no cuidado usual

Antes e depois

Dor média (escala 0-100)

escala máx. 100 mm VAS

Antes55.5 mm VAS
Depois51.1 mm VAS

Dor média sham (escala 0-100)

escala máx. 100 mm VAS

Antes58.9 mm VAS
Depois56.4 mm VAS

Dor média cuidado usual (escala 0-100)

escala máx. 100 mm VAS

Antes54.5 mm VAS
Depois62.9 mm VAS

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Nenhum evento adverso sério atribuído diretamente à ventosaterapia
  • Boa adesão: cerca de 80% completaram as 5 sessões
  • Eventos leves foram autolimitados
Amarelo
  • Aumento temporário da dor em alguns pacientes após o procedimento
  • Possibilidade de hematomas ou contusões por acidente
  • Cegagem parcialmente falha: maioria identificou o grupo real
Vermelho
  • Dois eventos adversos graves no grupo sham, embora não diretamente causados pela intervenção
  • Tortícolis aguda em um caso do grupo real
  • Segurança em longo prazo não bem estabelecida devido à alta perda de seguimento

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Mulheres de meia-idade com fibromialgia estabelecida há anos
  • Quem já tentou múltiplas terapias convencionais sem alívio satisfatório
  • Pacientes abertos a intervenções complementares com expectativas realistas
  • Quem valoriza o contato terapêutico e o ritual de cuidado
  • Pessoas sem contraindicações dermatológicas ou de coagulação na região das costas

Mais cautela para extrapolar

  • Homens com fibromialgia (quase ausentes no estudo)
  • Pacientes jovens ou idosos fora da faixa de 45-65 anos predominante
  • Quem busca redução dramática ou sustentada da dor a longo prazo
  • Pessoas com depressão grave, abuso de substâncias ou doenças inflamatórias ativas
  • Quem não tolera bem procedimentos corporais ou tem histórico de sensibilidade exacerbada à dor

Expectativa realista

Alívio modesto, não milagroso

Cerca de 1 em 4 pacientes pode sentir redução de pelo menos 30% na dor após 5 sessões de ventosas, mas esse efeito não se distingue de receber ventosas sem sucção real

Tempo provável

Possível declínio gradual da dor ao longo das 2-3 semanas de tratamento, com pico após a 5ª sessão

Os benefícios parecem depender mais do contexto, expectativa e atenção recebida do que da sucção propriamente dita; melhoras em sono, fadiga e funcionamento fís

Checklist para consulta

  1. 1Perguntar se já existem diretrizes ou políticas institucionais sobre ventosaterapia para fibromialgia
  2. 2Discutir expectativas realistas: possível alívio leve de dor, sem impacto comprovado em sono ou fadiga
  3. 3Verificar contraindicações locais na pele das costas (lesões, anticoagulação, trombocitopenia)
  4. 4Questionar sobre experiências prévias com terapias complementares e como foram percebidas
  5. 5Avaliar se o paciente tem perfil psicológico que se beneficia mais de componentes contextuais de terapias

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

Ventosas 'puxam toxinas' e promovem desintoxicação profunda

Achado

O estudo não avaliou nem demonstrou qualquer mecanismo de desintoxicação; os efeitos observados foram equivalentes entre ventosas com e sem sucção

Mito

A ventosaterapia é claramente superior a não fazer nada para fibromialgia

Achado

Embora estatisticamente melhor que cuidado usual, a diferença foi pequena e a ventosaterapia não superou o placebo ativo, sugerindo que 'fazer algo' é o que conta

Mito

Ventosas melhoram o sono e a fadiga em fibromialgia

Achado

Não houve diferenças significativas em qualidade do sono (PSQI) ou nas principais dimensões de fadiga (MFI-20) entre os grupos

Mito

Quanto mais forte a sucção, melhor o resultado

Achado

Ventosas com sucção real e sem sucção tiveram resultados semelhantes, indicando que a intensidade da sucção não é o fator determinante do efeito percebido

Como isso pode funcionar

🧠

EXPECTATIVA E CONTEXTO

O contato terapêutico, a atenção recebida e a crença no tratamento provavelmente ativam vias de modulação da dor no sistema nervoso central — mecanismo proposto, não diretamente medido neste estudo

🔄

EFEITO PLACEBO FISIOLÓGICO

A simples aplicação de copos na pele, mesmo sem sucção sustentada, pode liberar endorfinas e ativar mecanismos de controle descendente da dor — sugerido pela equivalência entre grupos

⚠️

MECANISMO FÍSICO QUESTIONADO

Teorias sobre aumento da microcirculação e alívio de tensão muscular pela sucção não foram confirmadas como específicas da ventosaterapia real neste estudo

O que ainda é incerto

  • ?Não se sabe se resultados seriam diferentes com mais sessões, maior frequência ou ventosas úmidas com sangria
  • ?A eficácia em homens, pacientes mais jovens ou com fibromialgia de início recente permanece desconhecida
  • ?O mecanismo exato pelo qual mesmo ventosas falsas produziram efeito não foi elucidado — mínima estimulação cutânea, expectativa ou interação terapêuti
  • ?A durabilidade do efeito além de 6 meses é incerta devido à alta taxa de abandono no seguimento
🎯

O que o estudo quis responder

Testar se ventosas secas melhoram dor e qualidade de vida em pacientes com fibromialgia

👥

QUEM PARTICIPOU

141 pacientes com fibromialgia (99% mulheres, média 56 anos)

🧪

COMO FOI FEITO

5 sessões de ventosas vs ventosas falsas vs cuidado usual durante 18 dias

📈

O QUE MUDOU

Ventosas reduziram dor mais que cuidado usual, mas não mais que ventosas falsas

🛟

SEGURANÇA

Eventos adversos menores: aumento da dor em alguns casos

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

PLACEBO ATIVO PERSUASIVO

Ventosas furadas que perdiam sucção em segundos produziram efeitos quase idênticos às reais, mostrando como o contexto terapêutico pode ser poderoso em condições de dor crônica

🧭

CEGADEM QUE NÃO CEgou, MAS NÃO ANULOU O EFEITO

A maioria dos pacientes descobriu qual grupo estava, o que normalmente enfraqueceria o placebo — no entanto, as ventosas falsas continuaram funcionando, possivelmente porque ninguém sabia que existia 'falsas'

📌

DOR CRÔNICA VS. DOR LOCALIZADA

Ventosas funcionaram menos bem para fibromialgia do que para dores cervicais em estudos anteriores, sugerindo que condições com alteração central do processamento da dor respondem diferente a terapias físicas locais

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Eficácia da ventosaterapia no tratamento da fibromialgia: estudo controlado randomizado

Este estudo randomizado controlado investigou a eficácia da ventosaterapia em 141 pacientes com síndrome de fibromialgia, uma condição caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga e distúrbios do sono que afeta cerca de 3% da população europeia, principalmente mulheres. A ventosaterapia é uma técnica antiga que aplica sucção à pele através de copos, teoricamente aumentando a microcirculação e promovendo a desintoxicação tecidual. Os pesquisadores conduziram um estudo de três braços comparando ventosaterapia real, ventosa placebo (sham) e cuidados usuais. Os participantes, predominantemente mulheres com idade média de 55,8 anos, foram randomizados para receber cinco sessões de tratamento ao longo de 18 dias.

O grupo de ventosaterapia recebeu aplicações de copos de vidro acrílico com pressão negativa real nos músculos das costas superior e inferior por 10-15 minutos. O grupo placebo recebeu o mesmo procedimento, mas os copos tinham pequenos orifícios que liberavam a pressão em segundos. O grupo controle continuou apenas com seus tratamentos habituais. O desfecho primário foi a intensidade da dor no dia 18, medida por escala visual analógica.

Desfechos secundários incluíram função física, qualidade de vida, fadiga, qualidade do sono e sensibilidade à pressão. Os resultados mostraram que a ventosaterapia foi significativamente mais eficaz que o cuidado usual para reduzir a dor (diferença de -12,4 pontos, p<0,001), mas não foi superior ao tratamento placebo (diferença de -3,0 pontos, p=0,396). A ventosaterapia também melhorou alguns aspectos da qualidade de vida mental comparada ao cuidado usual, incluindo dor corporal, vitalidade, funcionamento social e saúde mental. Interessantemente, 25,5% dos pacientes no grupo de ventosa real e 18,8% no grupo placebo experimentaram redução de pelo menos 30% na dor, comparado a apenas 2,2% no grupo de cuidado usual.

Um aspecto a destacar foi que a maioria dos pacientes conseguiu identificar corretamente se recebeu ventosa real ou placebo (82,1% vs 73,2%), indicando falha no mascaramento, embora isso não tenha eliminado o efeito placebo. Os pacientes mostraram satisfação moderada com ambos os tratamentos e a maioria recomendaria a terapia para família e amigos. Os eventos adversos foram mínimos e incluíram principalmente aumento da dor em alguns pacientes. O estudo tem várias limitações importantes.

A população foi quase exclusivamente feminina, limitando a generalização para homens com fibromialgia. O mascaramento não foi eficaz, embora isso não tenha prejudicado o efeito placebo porque os pacientes não sabiam que um procedimento falso estava sendo usado. A eficácia da ventosaterapia foi menor que a relatada para outras condições de dor crônica como dor cervical, possivelmente devido às diferenças na fisiopatologia da fibromialgia, que envolve anormalidades no processamento central e periférico da dor. As implicações clínicas são importantes para pacientes e profissionais.

Embora a ventosaterapia tenha sido superior ao cuidado usual, os efeitos foram pequenos e não diferentes do placebo, questionando sua eficácia específica. O estudo sugere que fatores como expectativas do paciente, interação terapêutica e experiências positivas prévias com terapias complementares podem contribuir significativamente para os benefícios observados. Os autores concluem que, atualmente, a ventosaterapia não pode ser recomendada especificamente para fibromialgia, apesar de alguns benefícios observados comparados ao cuidado usual.

O que fortalece a leitura

  • 1Desenho randomizado controlado com três grupos de comparação
  • 2Boa adesão dos pacientes ao tratamento
  • 3Avaliação de múltiplos desfechos relevantes para fibromialgia
  • 4Seguimento de 6 meses
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Maioria dos pacientes identificou corretamente seu grupo de tratamento
  • 2Amostra quase exclusivamente feminina (99%)
  • 3Efeitos pequenos e não superiores ao placebo
  • 4Alta perda de seguimento no longo prazo

Leitura clínica do estudo

MODERADA
65/ 100
Desenho
4/5
Amostra
3/5
Confirmação
3/5

🔬 Como o estudo foi organizado

141pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Ventosas reais

47 pessoas

5 sessões de ventosas secas nas costas

Ventosas falsas

48 pessoas

5 sessões com ventosas furadas (sem sucção)

Cuidado usual

46 pessoas

Continuaram tratamentos habituais

⏱️ Tempo de acompanhamento: 18 dias de tratamento, seguimento de 6 meses

📊 Resultados em números

-12,4 mm

Redução da dor (ventosas vs cuidado usual)

-3,0 mm

Redução da dor (ventosas vs falsas)

25,5%

Melhora ≥30% da dor (ventosas reais)

18,8%

Melhora ≥30% da dor (ventosas falsas)

Destaques percentuais

25,5%
Melhora ≥30% da dor (ventosas reais)
18,8%
Melhora ≥30% da dor (ventosas falsas)

📊 Comparação de Resultados

Intensidade da dor (0-100mm)

Ventosas reais
51
Ventosas falsas
56
Cuidado usual
63

📅 Linha do tempo da evidência

1990Primeiros critérios diagnósticos para fibromialgia estabelecidos
2010Novos critérios ACR incluem sintomas além da dor
2011Estudos anteriores mostram ventosas eficazes para dor cervical
2016Este estudo avalia ventosas especificamente para fibromialgia

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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