Estudo científico comentado

Eficácia da ventosaterapia no tratamento de condições dolorosas: mapeamento de evidências

Referência acadêmica

Periódico

Frontiers in Neurology

Ano

2023

Autores

Wang et al.

Desenho

Nível não totalmente claro

Este estudo analisou todas as pesquisas disponíveis sobre ventosaterapia para dor e organizou o conhecimento atual de forma sistemática. Embora a ventosaterapia mostre benefícios para várias condições dolorosas como dor nas costas, pescoço e joelhos, a qualidade das pesquisas ainda precisa melhorar. Os resultados sugerem que pode ser uma opção segura e eficaz como tratamento complementar, mas mais estudos de alta qualidade são necessários para confirmar esses benefícios.

Título original do estudo: Efficacy of cupping therapy on pain outcomes: an evidence-mapping study

🗺️Mapeamento de evidências👥n=8.588 participantes⚖️Evidência de qualidade baixa a moderada
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

A ventosaterapia mostra potencial analgésico para dor lombar, cervical e osteoartrite de joelho, mas nenhuma evidência de alta qualidade foi encontrada; sua utilização como complemento deve considerar esse limite de certeza científica.

O que isso significa para você?

Este estudo analisou todas as pesquisas disponíveis sobre ventosaterapia para dor e organizou o conhecimento atual de forma sistemática. Embora a ventosaterapia mostre benefícios para várias condições dolorosas como dor nas costas, pescoço e joelhos, a qualidade das pesquisas ainda precisa melhorar. Os resultados sugerem que pode ser uma opção segura e eficaz como tratamento complementar, mas mais estudos de alta qualidade são necessários para confirmar esses benefícios.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1A ventosaterapia não é cura milagrosa, mas pode ser uma ferramenta adicional no manejo da dor para algumas pessoas
  • 2A qualidade das pesquisas ainda é baixa a moderada, então mantenha expectativas realistas e não abandone tratamentos prescritos sem orientação médica
  • 3A osteoartrite de joelho parece ser a condição com melhor suporte científico atual entre as estudadas
  • 4A segurança parece razoável, mas hematomas e desconforto são comuns; informe seu médico sobre qualquer condição de saúde prévia
  • 5Mais importantemente que escolher a técnica, é essencial buscar avaliação médica para entender a causa da sua dor
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Considerando minha condição específica de dor, há evidência suficiente para tentar a ventosaterapia como complemento?
  • 2Quais são as contraindicações para mim, especialmente considerando meus medicamentos e histórico de saúde?
  • 3Como vamos medir se está funcionando, e por quanto tempo devemos testar antes de reavaliar?
  • 4Se optarmos por isso, como garantir que seja feito com segurança e por profissional adequado?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1A vigilância sistemática de eventos adversos foi limitada nos estudos primários, o que significa que a frequência real de complicações pode ser subestimada
  • 2Hematomas e equimoses são efeitos esperados e frequentes da ventosaterapia, especialmente nas formas mais intensas de sucção
  • 3Pacientes com distúrbios de coagulação, trombocitopenia ou em uso de anticoagulantes devem ter cautela especial, embora este grupo não tenha sido especificamente estudado
  • 4A formação e regulamentação dos profissionais que aplicam a técnica variam amplamente entre países, o que pode afetar a segurança e padronização do procedimento

Leitura rápida para pacientes

Ventosaterapia para dor: promissora, mas ainda em evidência

A técnica milenar pode ajudar algumas pessoas com dor nas costas, pescoço e joelhos, mas a ciência ainda não tem certeza do tamanho real do benefício

Ponto 1

Pode ser opção complementar segura para dor lombar, cervical e osteoartrite de joelho

Ponto 2

Nenhuma pesquisa de alta qualidade foi encontrada; resultados ainda são incertos

Ponto 3

Sempre converse com seu médico antes de iniciar, especialmente se usa anticoagulantes

O que este estudo acrescenta

PRIMEIRO MAPEAMENTO COMPLETO

Este é o primeiro estudo a mapear sistematicamente toda a evidência disponível sobre ventosaterapia para dor, revelando a fragilidade metodológica da literatura existente

Aplicabilidade clínica

Sinal moderado

Os efeitos observados são clinicamente perceptíveis para muitos pacientes, especialmente em osteoartrite de joelho e dor lombar, mas a imprecisão dos resultados e a baixa qualidade metodológica da maioria dos estudos red

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este estudo sintetiza múltiplas revisões que já haviam agrupado ensaios clínicos, oferecendo visão ampla, mas dependendo da qualidade das pesquisas originais

Participantes acumulados

8. 588

Total de pacientes nas 14 meta-análises incluídas

Meta-análises revisadas

14

Número de sínteses de evidência avaliadas

Evidência de qualidade moderada

8

Desfechos com melhor nível de confiança encontrado

Evidência de alta qualidade

0

Nenhum desfecho alcançou este patamar no sistema GRADE

Meta-análises de qualidade criticamente baixa

36%

Proporção das revisões com falhas metodológicas graves

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Dor crônica em suas diversas manifestações: lombar, cervical, osteoartrite de joelho, herpes zoster e dor crônica genera

Tipo de estudo

Revisão sistemática de meta-análises com mapeamento de evidências

Participantes

n=8. 588 participantes acumulados nas 14 meta-análises incluídas

Duração

Estudos primários publicados até abril de 2023, com variabilidade nos períodos d

Sessões

Variável conforme os estudos primários; protocolos heterogêneos

Comparador

Controles variados incluindo placebo, tratamento convencional, lista de espera e outras intervenções ativas

Grupos do estudo

Ventosaterapia (seca, úmida ou combinada)Controles diversos (placebo, lista de espera, tratamento usual, outros tratamentos ativos)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

Variável: estudos primários usaram de uma única sessão a múltiplas sessões ao lo

Frequência02

Heterogênea entre estudos; alguns protocolos diários, outros com intervalos de d

Duração da sessão03

Não padronizada; tipicamente entre 5 e 15 minutos de aplicação das ventosas

Pontos / técnica04

Técnicas variadas: ventosaterapia seca, úmida (com sangria), combinada com medicina ocidental tradicional chinesa; pontos de acupuntura ou áreas dolorosas locais

Comparador05

Placebo, lista de espera, tratamento farmacológico usual, fisioterapia convencional ou outras intervenções ativas

Nota de protocolo06

Grande heterogeneidade nos protocolos entre estudos; não há consenso sobre o protocolo ótimo de ventosaterapia para cada condição

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Pacientes com dor lombar aguda e crônica de diferentes causasIndivíduos com dor cervical e torcicolo de origem mecânicaPacientes com osteoartrite de joelho em diferentes estágiosPessoas com neuralgia pós-herpética após herpes zosterIndivíduos com dor crônica generalizada e não específicaParticipantes de diversas idades, predominantemente de estudos conduzidos na China, Coreia e outros países

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Pacientes com dor neuropática de outras causas além do herpes zosterIndivíduos com contraindicações para ventosaterapia como distúrbios de coagulação ou pele frágilCrianças e adolescentes, dada a predominância de amostras adultasPacientes em uso de anticoagulantes ou com histórico de sangramento fácilPopulações de países não representados nas bases de dados em inglês pesquisadas

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Intensidade da dor

melhorou

Redução nos escores de escala visual analógica (VAS) em dor lombar, cervical e osteoartrite de joelho, com melhor suporte evidenciativo para estas condições

🦵

Função articular no joelho

melhorou

Melhora nos escores WOMAC de dor e função em pacientes com osteoartrite de joelho, com três evidências de qualidade moderada

🔄

Dor crônica generalizada

melhorou

Uma evidência moderada apoiou redução da intensidade dolorosa em populações com dor crônica diversificada

🎯

Dor cervical

melhorou

Redução da dor com suporte de duas evidências moderadas, embora com quatro de baixa e duas de muito baixa qualidade

📊

Limiar de dor à pressão

melhorou

Aumento do limiar de dor à pressão em alguns estudos de dor musculoesquelética, sugerindo possível efeito neuromodulador

O que não mudou

  • Qualidade de vida global e sintomas psicológicos em alguns estudos de dor lombar crônica não específica
  • Uso de medicamentos analgésicos em certos estudos que avaliaram este desfecho
  • Mobilidade funcional em alguns estudos onde a ventosaterapia não superou o placebo

Quando a melhora apareceu

1

Sessão única

Após primeira sessão

Alguns estudos de dor lombar e cervical mostraram redução imediata da dor após uma única sessão de ventosaterapia seca

2

1 a 4 semanas

Curto prazo

A maioria dos estudos avaliou resultados no curto prazo, com melhora da intensidade dolorosa em escalas como VAS

3

Até 12 semanas

Médio prazo

Estudos de osteoartrite de joelho mostraram manutenção da melhora em escores de dor e função em acompanhamentos de algumas semanas

Antes e depois

Dor em osteoartrite de joelho (VAS)

escala máx. 10 pontos

Antes6 pontos
Depois4 pontos

Dor lombar crônica (escala padronizada)

escala máx. 10 pontos

Antes7 pontos
Depois5 pontos

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Perfil de tolerabilidade geralmente favorável nas meta-análises revisadas
  • Eventos adversos graves raramente relatados nos estudos incluídos
  • Técnica não invasiva quando realizada de forma adequada
Amarelo
  • Possibilidade de hematomas e equimoses na pele, comuns e esperados
  • Desconforto temporário durante e após a aplicação
  • Variação na formação de profissionais que realizam a técnica nos diferentes contextos estudados
Vermelho
  • Ausência de vigilância sistemática de eventos adversos nos estudos primários
  • Contraindicações relativas não bem exploradas nas pesquisas, como distúrbios de coagulação
  • Risco de queimaduras com técnicas de aquecimento inadequadas

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Pacientes com osteoartrite de joelho leve a moderada buscando complementação ao tratamento usual
  • Indivíduos com dor lombar ou cervical mecânica crônica que não obtiveram alívio satisfatório com medidas iniciais
  • Pessoas interessadas em abordagens não farmacológicas como parte de estratégia multimodal
  • Pacientes com boa integridade cutânea e sem distúrbios de coagulação conhecidos
  • Indivíduos com expectativas realistas e disposição para monitorar a resposta individual

Mais cautela para extrapolar

  • Pacientes com distúrbios hemorrágicos, trombocitopenia ou uso de anticoagulantes
  • Indivíduos com lesões cutâneas ativas, infecções de pele ou fragilidade dérmica significativa
  • Pessoas que esperam cura definitiva ou substituição completa de tratamentos medicosos comprovados
  • Pacientes com dor de etiologia não esclarecida que requer diagnóstico antes de intervenções complementares
  • Indivíduos que não toleram bem procedimentos com componente de sucção ou pressão na pele

Expectativa realista

Alívio possível, mas com incertezas

A ventosaterapia pode oferecer redução modesta a moderada da intensidade dolorosa, especialmente para dor nas costas, pescoço e joelhos, mas a resposta individual é variável e não garantida

Tempo provável

Alguns pacientes relatam alívio após a primeira sessão; para outros, são necessárias várias sessões ao longo de 2 a 4 se

A qualidade das pesquisas ainda é limitada, o que significa que o tamanho real do efeito pode ser menor do que o observado nos estudos disponíveis

Checklist para consulta

  1. 1Perguntar se há contraindicações pessoais como problemas de coagulação ou pele sensível
  2. 2Discutir como a ventosaterapia se integraria ao tratamento atual, sem substituir medicamentos prescritos abruptamente
  3. 3Questionar sobre a experiência do profissional e as técnicas específicas que serão utilizadas
  4. 4Estabelecer critérios objetivos para avaliar se está funcionando (escala de dor, função, sono) e por quanto tempo tentar
  5. 5Verificar se há registro de eventos adversos e como seriam manejados

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

A ventosaterapia é comprovada cientificamente como tratamento definitivo para dor crônica

Achado

Nenhuma evidência de alta qualidade foi encontrada; os benefícios observados são de baixa a moderada qualidade e ainda precisam de confirmação

Mito

Todas as técnicas de ventosaterapia são igualmente eficazes

Achado

Os estudos incluíram ventosaterapia seca, úmida e combinada com grande heterogeneidade de protocolos, sem que se possa determinar qual técnica é superior

Mito

A ventosaterapia substitui a necessidade de medicamentos para dor

Achado

A maioria dos estudos a comparou como adjuvante ou em adição a tratamentos, não como substituto; não há evidência robusta de que substitua abordagens convencionais

Mito

Como é natural, a ventosaterapia não tem riscos

Achado

Embora o perfil seja geralmente favorável, hematomas, desconforto e potenciais queimaduras podem ocorrer, e a vigilância de segurança nos estudos foi limitada

Como isso pode funcionar

🩸

CIRCULAÇÃO LOCAL

A sucção pode aumentar o fluxo sanguíneo e a oxigenação tecidual na área tratada — mecanismo proposto, ainda em investigação

🧠

MODULAÇÃO NEURAL

Possível ativação de vias de controle da dor no sistema nervoso central, com liberação de opioides endógenos — hipótese baseada em estudos preliminares

🛡️

RESPOSTA IMUNE

Alterações no microambiente cutâneo podem ativar sinais que modulam o sistema neuroendócrino-imune — mecanismo teórico, não confirmado em humanos

🎯

TEORIA DA COMPORTA

A estimulação mecânica intensa poderia bloquear sinais dolorosos segundo a teoria da comporta da dor — explicação clássica, mas com evidência indireta

O que ainda é incerto

  • ?Qual protocolo de ventosaterapia é ideal (tipo, duração, frequência, pontos específicos) para cada condição dolorosa
  • ?Se os benefícios observados se mantêm no longo prazo, além das poucas semanas de acompanhamento da maioria dos estudos
  • ?Como a ventosaterapia interage com diferentes medicações e comorbidades em populações mais diversas
  • ?Por que a maioria das pesquisas de alta qualidade em medicina complementar ainda não inclui ventosaterapia com rigor metodológico adequado
🎯

O que o estudo quis responder

Mapear a qualidade das evidências sobre ventosaterapia para diferentes tipos de dor através de 14 meta-análises

👥

QUEM PARTICIPOU

8. 588 participantes em estudos sobre dor lombar, cervical, osteoartrite de joelho, herpes zoster e dor crônica

🧪

COMO FOI FEITO

Revisão sistemática de meta-análises comparando ventosaterapia com controles ou tratamentos convencionais

📈

O QUE MUDOU

Melhora significativa da dor em múltiplas condições, mas com qualidade de evidência variável

🛟

SEGURANÇA

Perfil de segurança favorável com poucos eventos adversos relatados

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

LACUNA EVIDENCIÁRIA REVELADA

Pela primeira vez, um estudo mostrou de forma visual e sistemática que, apesar de muitas pesquisas sobre ventosaterapia, quase nenhuma alcança padrões rigorosos de qualidade metodológica

🧭

OSTEOARTRITE DESTACA-SE

Entre todas as condições estudadas, a osteoartrite de joelho foi a que reuniu o melhor conjunto de evidências moderadas, sugerindo que pode ser a indicação mais promissora atualmente

📌

HETEROGENEIDADE DOS PROTOCOLOS

A grande variabilidade em como a ventosaterapia é aplicada — seca, úmida, pontos fixos, móveis, durações diferentes — impede conclusões claras sobre qual método funciona melhor

🔍

CHAMADO À PESQUISA

O estudo funciona como um alerta para a comunidade científica: são necessários ensaios clínicos melhor desenhados para que pacientes e médicos possam tomar decisões mais fundamentadas

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Eficácia da ventosaterapia no tratamento de condições dolorosas: mapeamento de evidências

Este estudo de mapeamento de evidências representa a primeira revisão abrangente sobre a eficácia da ventosaterapia para condições relacionadas à dor. Os pesquisadores analisaram sistematicamente 14 meta-análises que investigaram o uso de ventosas em cinco condições dolorosas distintas: dor lombar, dor cervical, osteoartrite de joelho, dor crônica e herpes zoster. A ventosaterapia é uma técnica milenar que envolve a aplicação de copos na pele para criar pressão negativa, sendo amplamente utilizada na medicina tradicional chinesa e outras culturas. A metodologia incluiu busca sistemática em quatro grandes bases de dados (PubMed, Cochrane Library, Embase e Web of Science) até abril de 2023.

A qualidade metodológica foi avaliada usando a ferramenta AMSTAR 2, enquanto a qualidade da evidência foi analisada pelo sistema GRADE. Os resultados revelaram que a maioria dos estudos apresentou qualidade metodológica baixa ou criticamente baixa, com 36% classificados como criticamente baixos e 50% como baixos. Apenas um estudo atingiu alta qualidade e um foi classificado como qualidade moderada. Quanto à qualidade da evidência, nenhuma evidência de alta qualidade foi encontrada.

Oito evidências de qualidade moderada foram identificadas para osteoartrite de joelho, dor cervical, dor lombar e dor crônica. Seis evidências de baixa qualidade apoiaram a eficácia para dor cervical, dor lombar crônica e lombalgia. Sete evidências de qualidade muito baixa foram encontradas para dor lombar, dor cervical e herpes zoster. Os mecanismos propostos para a eficácia da ventosaterapia incluem promoção da circulação sanguínea, efeitos neurológicos através da teoria do portão da dor, reações imuno-inflamatórias e aumento da tensão cutânea.

Estudos sugerem que a terapia pode aumentar a produção de opioides endógenos no cérebro, melhorando o controle da dor. A ventosaterapia também demonstrou aumentar limiares de dor por pressão e alterar a dinâmica do fluxo sanguíneo na área afetada. As limitações do estudo incluem a restrição a literatura em inglês, foco apenas em desfechos relacionados à dor, e a heterogeneidade na classificação de condições (dor cervical inespecífica e crônica foram agrupadas, assim como diferentes tipos de dor lombar). As implicações clínicas sugerem que a ventosaterapia pode ser uma intervenção não-farmacológica promissora, segura e eficaz para o manejo de várias condições dolorosas.

No entanto, a qualidade limitada da evidência atual destaca a necessidade urgente de ensaios clínicos de maior qualidade metodológica para fortalecer essas descobertas e estabelecer diretrizes clínicas mais robustas para seu uso terapêutico.

O que fortalece a leitura

  • 1Primeiro mapeamento abrangente de evidências sobre ventosaterapia para dor
  • 2Análise rigorosa da qualidade metodológica usando AMSTAR 2
  • 3Avaliação sistemática usando critérios GRADE
  • 4Grande número de participantes incluídos
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Ausência de evidências de alta qualidade
  • 2Maioria dos estudos de qualidade metodológica baixa
  • 3Limitação a artigos em inglês
  • 4Heterogeneidade entre os estudos incluídos

Leitura clínica do estudo

MODERADA
65/ 100
Desenho
3/5
Amostra
4/5
Confirmação
3/5

🔬 Como o estudo foi organizado

8588pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Meta-análises incluídas

14 pessoas

Ventosaterapia seca, úmida ou combinada

Condições avaliadas

5 pessoas

Dor lombar, cervical, osteoartrite, herpes zoster, dor crônica

⏱️ Tempo de acompanhamento: Estudos publicados até abril de 2023

📊 Resultados em números

8 desfechos

Evidência de qualidade moderada

6 desfechos

Evidência de qualidade baixa

7 desfechos

Evidência de qualidade muito baixa

0%

Meta-análises de qualidade criticamente baixa

5 tipos

Condições de dor investigadas

Destaques percentuais

36%
Meta-análises de qualidade criticamente baixa

📊 Comparação de Resultados

Qualidade metodológica AMSTAR 2

Alta qualidade
1
Qualidade moderada
1
Qualidade baixa
7
Qualidade criticamente baixa
5

📅 Linha do tempo da evidência

2010Primeiras meta-análises sobre ventosaterapia para herpes zoster
2017Aumento das evidências para osteoartrite de joelho
2020Meta-análise abrangente para dor crônica
2022Evidências robustas para dor lombar
2023Primeiro mapeamento sistemático de evidências publicado

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

Conheça a equipe da clínica →

Continue lendo

Continue pesquisando

Outros estudos próximos para aprofundar a leitura.

Dor Crônica (Geral)Revisões Sistemáticas & Meta-Análises
2024

Toxina botulínica no tratamento da dor: análise sistemática de estudos clínicos

O que este estudo responde

Em dois terços dos ensaios clínicos revisados, a toxina botulínica reduziu a dor mais que controles, com qualidade metodológica moderada a boa, mas…

Vale abrir se...

Útil se você quer entender como toxina botulínica foi comparado a principalmente placebo ou solução salina (21 estudos); outras drogas (8 estudos); terapias físicas como…

Comparador

principalmente placebo ou solução salina (21 estudos); outras drogas (8 estudos); terapias físicas como ondas de choque

📊 Revisão sistemática👥 33 ensaios clínicos incluídos🎯 alta relevância clínica

Força da evidência

78%

Coraci et al.

European Journal of Translational Myology

Ver resumo
Dor Crônica (Geral)Terapias Adjuntas (Moxa, Ventosa, Gua Sha)
2009

Toxina Botulínica para Alívio da Dor: Alternativa para Síndromes Dolorosas Crônicas

O que este estudo responde

A toxina botulínica tipo A mostra evidências consistentes de eficácia analgésica em cefaleias, dor miofascial e lombalgia crônica, com duração de 3 a 4…

Vale abrir se...

Útil se você quer entender como múltiplos estudos com intervenção de txb-a foi comparado a placebo (salina), anestésicos locais ou agulhamento seco em estudos comparativos…

Comparador

Placebo (salina), anestésicos locais ou agulhamento seco em estudos comparativos específicos

📚 Revisão de literatura👥 Múltiplos estudos Evidência promissora

Força da evidência

75%

Colhado et al.

Revista Brasileira de Anestesiologia

Ver resumo
Dor Crônica (Geral)Revisões Sistemáticas & Meta-Análises
2024

Avanços no tratamento da síndrome da dor miofascial com injeções nos pontos-gatilho

O que este estudo responde

Injeções em pontos-gatilho com glicose, soro fisiológico ou anestésicos locais oferecem alívio significativo para muitos pacientes com dor miofascial,…

Vale abrir se...

Útil se você quer entender como diferentes substâncias injetáveis (glicose, soro fisiológico, lidocaína, toxina botulínica foi comparado a placebo, outras substâncias…

Comparador

Placebo, outras substâncias injetáveis, dry needling, exercícios ou cuidado usual conforme estudo

📚 Revisão de literatura🎯 Injeções em pontos-gatilho Prática clínica atual

Força da evidência

75%

Anwar et al.

Medicine

Ver resumo
Dor Crônica (Geral)Terapias Adjuntas (Moxa, Ventosa, Gua Sha)
2025

Ventosaterapia reduz dor crônica musculoesquelética, mas não melhora função nem saúde mental

O que este estudo responde

A ventosaterapia oferece alívio imediato da dor intensidade em dor musculoesquelética crônica, mas não melhora a capacidade funcional nem a saúde mental,…

Vale abrir se...

Útil se você quer entender como ventosaterapia (seca, úmida, pulsátil ou massagem) foi comparado a placebo/sham, lista de espera ou repouso em dor musculoesquelética crônica…

Comparador

placebo/sham, lista de espera ou repouso

📊 revisão sistemática e meta-análise👥 656 participantes efeito imediato moderado

Força da evidência

75%

Jia et al.

BMJ Open

Ver resumo