Participantes no estudo
54
27 em cada grupo, divididos aleatoriamente
Estudo científico comentado
Referência acadêmica
Periódico
Open Access Macedonian Journal of Medical Sciences
Ano
2019
Autores
Gocevska et al.
Desenho
Ensaio clínico controlado
Este estudo mostra que o laser de alta intensidade é mais eficaz que o ultrassom para tratar dor lombar crônica. Pacientes tratados com laser tiveram maior redução da dor e melhora da capacidade funcional, com benefícios que se mantiveram por 3 meses. O tratamento é seguro, sem efeitos colaterais, e deve ser combinado com exercícios para melhores resultados. É uma opção promissora para quem sofre de dor nas costas há mais de 3 meses.
Título original do estudo: Effects of High-Intensity Laser in Treatment of Patients with Chronic Low Back Pain
Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.
Mensagem principal
Laser de alta intensidade combinado com exercícios reduziu mais a dor e a incapacidade funcional que ultrassom com exercícios em pacientes com lombalgia crônica, com benefícios mantidos por 3 meses.
Este estudo mostra que o laser de alta intensidade é mais eficaz que o ultrassom para tratar dor lombar crônica. Pacientes tratados com laser tiveram maior redução da dor e melhora da capacidade funcional, com benefícios que se mantiveram por 3 meses. O tratamento é seguro, sem efeitos colaterais, e deve ser combinado com exercícios para melhores resultados. É uma opção promissora para quem sofre de dor nas costas há mais de 3 meses.
Pontos Principais
Conversa Prática
Leitura Consciente
Leitura rápida para pacientes
Em estudo com 54 pacientes, quem usou laser teve dor mais leve e vida mais ativa, com resultados que duraram 3 meses
Ponto 1
10 sessões de laser em 2 semanas, sempre com exercícios
Ponto 2
Dor caiu de 7 para menos de 2, contra queda de 7 para 5 no ultrassom
Ponto 3
Nenhum efeito colateral, mas estudo foi pequeno e precisa de confirmação
O que este estudo acrescenta
Este foi um dos primeiros estudos a comparar laser de alta intensidade com ultrassom em lombalgia crônica e demonstrar superioridade com manutenção dos resultados por 3 meses
Aplicabilidade clínica
A diferença de aproximadamente 3 pontos na escala de dor (0-10) e quase 11 pontos no índice de incapacidade representa melhora clinicamente perceptível para pacientes, embora o tamanho da amostra pequeno limite a certeza
Força do desenho do estudo
Estudos que comparam grupos de pacientes separados aleatoriamente oferecem evidência de boa qualidade, embora não sejam tão robustos quanto revisões sistemáticas de múltiplos estud
Participantes no estudo
54
27 em cada grupo, divididos aleatoriamente
Redução da dor com laser
7,2 → 1,9
pontos na escala 0-10 após 3 meses
Redução da dor com ultrassom
7,0 → 4,9
pontos na escala 0-10 após 3 meses
Diferença estatística
p < 0,0001
alta confiabilidade de que a diferença entre grupos não é ao acaso
Sessões de tratamento
10
realizadas em 2 semanas, com exercícios continuados por 3 meses
Ficha rápida do estudo
Condição
Dor lombar crônica (mais de 3 meses de evolução)
Tipo de estudo
Ensaio clínico controlado prospectivo
Participantes
54 adultos (25-65 anos), divididos igualmente entre dois grupos
Duração
2 semanas de tratamento ativo com seguimento de 3 meses
Sessões
10 sessões consecutivas, com intervalos nos finais de semana
Comparador
Ultrassom terapêutico ativo, também combinado com exercícios
Grupos do estudo
Protocolo de tratamento
10
Diária durante dias úteis, por 2 semanas
15 minutos de laser ou 5 minutos de ultrassom, mais 15 minutos de exercícios
Laser aplicado por varredura longitudinal na região de L1 a S1, com contato direto na pele; ultrassom com movimentos circulares lentos na região paravertebral lombar
Ultrassom contínuo 0,5 W/cm² por 5 minutos na região paravertebral
Ambos os grupos realizaram o mesmo programa de exercícios isométricos e estáticos para fortalecimento de abdômen, lombar e glúteos, com orientação para continuidade domiciliar por
Quem entrou no estudo
Quem ficou de fora
Mapa de resultados
Intensidade da dor
reduziu
De média 7,2 para 1,9 no grupo do laser, contra 7,0 para 4,9 no grupo do ultrassom, após 3 meses
Capacidade funcional
melhorou
Índice de Oswestry caiu de 44,3 para 15,9 no laser, contra 45,2 para 26,6 no ultrassom, indicando menos limitação nas atividades diárias
Flexibilidade lombar
melhorou
Teste de Schober mostrou diferença significativa a favor do laser apenas no seguimento de 3 meses
O que não mudou
Quando a melhora apareceu
10 sessões
Após 2 semanas de tratamento
Redução significativa da dor e da incapacidade funcional já era evidente, com vantagem estatística para o grupo do laser
3 meses
Após 3 meses de acompanhamento
Benefícios se mantiveram e, no caso da flexibilidade lombar, a diferença entre os grupos tornou-se significativa apenas neste momento
Antes e depois
Dor (escala 0-10) — Grupo Laser
escala máx. 10 pontos
Dor (escala 0-10) — Grupo Ultrassom
escala máx. 10 pontos
Incapacidade (ODI) — Grupo Laser
escala máx. 100 pontos
Incapacidade (ODI) — Grupo Ultrassom
escala máx. 100 pontos
Segurança e perfil
Sinal de segurança
Perfil de paciente
Mais parecido com a amostra
Mais cautela para extrapolar
Expectativa realista
Redução gradual da intensidade da dor e maior facilidade para realizar atividades do dia a dia, como sentar, caminhar e pegar objetos leves
Tempo provável
Melhora perceptível já após 2 semanas de tratamento, com benefícios mantidos por pelo menos 3 meses se associados a exer
Resultados baseados em estudo com amostra pequena; resposta individual pode variar e não há garantia de eliminação completa da dor
Checklist para consulta
Como ler este estudo
Mito e achado
Mito
Laser elimina a dor lombar instantaneamente
Achado
A melhora foi gradual, ao longo de 10 sessões, e associada a exercícios; não houve eliminação completa da dor em todos os pacientes
Mito
Qualquer tipo de laser funciona igualmente
Achado
O estudo testou laser de alta intensidade (4W) com varredura, diferente de lasers de baixa intensidade usados em outros protocolos
Mito
O laser pode substituir totalmente os exercícios
Achado
O protocolo sempre combinou laser com exercícios supervisionados e domiciliares; não há evidência neste estudo de que o laser sozinho seja suficiente
Como isso pode funcionar
PASSO 1
A luz laser é absorvida pelos tecidos, com possível aumento da microcirculação e redução de mediadores inflamatórios (mecanismo proposto, não diretamente observado neste estudo)
PASSO 2
Estimulação da produção de ATP mitocondrial e possível elevação de β-endorfinas, que atuam como analgésicos endógenos (baseado em literatura prévia, não medido diretamente aqui)
PASSO 3
Redução da dor percebida e menor limitação funcional, permitindo maior participação nos exercícios terapêuticos e atividades diárias
PASSO 4
Manutenção dos benefícios por exercícios continuados em casa, sugerindo efeito sinérgico entre a modalidade física e o movimento ativo
O que ainda é incerto
Comparar laser de alta intensidade versus ultrassom no tratamento da dor lombar crônica
54 adultos (25-65 anos) com dor lombar há mais de 3 meses
10 sessões de laser + exercícios versus ultrassom + exercícios por 2 semanas
Laser reduziu mais a dor (de 7. 2 para 1. 9) e melhorou função
Nenhum efeito adverso relatado durante todo o tratamento
Achados Interessantes
SUPERIORIDADE SOBRE ULTRASSOM
Pela primeira vez nesta comparação direta com seguimento prolongado, o laser de alta intensidade mostrou vantagem clara e mantida sobre uma modalidade física tradicional amplamente usada
EFEITO DURADOURO
A diferença entre os tratamentos não desapareceu com o tempo — ao contrário, a flexibilidade lombar só mostrou vantagem significativa para o laser após 3 meses
SEGURANÇA DOCUMENTADA
Em meio a preocupações comuns sobre novas tecnologias, o estudo registrou zero eventos adversos, reforçando a tolerabilidade do método quando bem aplicado
Resumo detalhado em linguagem acessível
A dor lombar crônica é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo todo, caracterizada por desconforto persistente na região inferior das costas que dura mais de 12 semanas. Além da dor em si, quem convive com esse problema frequentemente enfrenta fraqueza muscular, dificuldade para realizar atividades cotidianas e um peso emocional significativo que pode alterar a qualidade de vida. Tratá-la exige abordagem multidisciplinar, e entre as opções disponíveis estão diversos recursos físicos, como exercícios terapêuticos, terapia por ultrassom e, mais recentemente, a terapia com laser de alta intensidade.
Este estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Cirilo e Metódio, em Skopje, na Macedônia do Norte, teve como objetivo comparar diretamente duas dessas modalidades: o laser de alta intensidade e o ultrassom terapêutico, ambos combinados com um programa padronizado de exercícios. A investigação foi projetada como um ensaio clínico prospectivo e controlado, com 54 participantes adultos, com idades entre 25 e 65 anos, todos com dor lombar persistente há mais de três meses e alterações visíveis em exames de raio-X da coluna.
Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos de 27 pessoas cada. O primeiro grupo recebeu terapia com laser de alta intensidade, aplicada com potência de 4 watts durante 15 minutos na região lombar, combinada com exercícios diários supervisionados. O segundo grupo recebeu ultrassom terapêutico contínuo com intensidade de 0,5 watt por centímetro quadrado durante 5 minutos, também acompanhado do mesmo programa de exercícios. Ambos os grupos realizaram 10 sessões consecutivas ao longo de duas semanas, com intervalos nos finais de semana.
Após esse período, os pacientes foram orientados a continuar os exercícios em casa e foram reavaliados três meses depois.
Para medir os resultados, os pesquisadores utilizaram três instrumentos validados internacionalmente: a Escala Numérica de Dor, que vai de zero (sem dor) a 10 (pior dor possível); o Índice de Incapacidade de Oswestry, que avalia o impacto da dor nas atividades diárias; e o Teste de Schober, que mede a flexibilidade da coluna lombar. As avaliações ocorreram no início do estudo, após duas semanas de tratamento e após três meses de acompanhamento.
Os resultados revelaram diferenças expressivas entre os grupos. No início, ambos apresentavam níveis semelhantes de dor e incapacidade. Após duas semanas, porém, o grupo do laser de alta intensidade mostrou redução média da dor de 7,2 para 2,1 pontos, enquanto o grupo do ultrassom passou de 7,0 para 4,3 pontos. Três meses depois, essa vantagem se manteve: os pacientes do laser relataram média de 1,9 de dor, contra 4,9 do grupo do ultrassom.
A diferença entre os grupos foi estatisticamente significativa, com valor de p menor que 0,0001, o que indica alta confiabilidade de que o resultado não ocorreu ao acaso.
Quanto à incapacidade funcional, medida pelo Índice de Oswestry, o grupo do laser também se destacou. A pontuação caiu de 44,3 para 15,9 após três meses, enquanto no grupo do ultrassom a redução foi de 45,2 para 26,6. Isso significa que os pacientes tratados com laser conseguiram retomar atividades que antes eram limitadas pela dor, como sentar por mais tempo, levantar objetos e realizar tarefas domésticas. A flexibilidade lombar, avaliada pelo Teste de Schober, também mostrou diferença significativa a favor do laser apenas no acompanhamento de três meses, sugerindo que alguns benefícios da terapia se consolidam com o tempo.
Importante destacar que nenhum efeito adverso foi relatado em nenhum dos grupos durante todo o período de observação. O laser de alta intensidade foi descrito como indolor e sem riscos à saúde dos participantes, desde que aplicado com as proteções adequadas.
Apesar desses achados promissores, o estudo apresenta limitações que merecem atenção. O número de participantes, 54 pessoas, é considerado pequeno para garantir que os resultados sejam generalizáveis para toda a população com dor lombar crônica. Além disso, os pesquisadores não controlaram fatores como o índice de massa corporal e a ocupação profissional dos pacientes, que podem influenciar a resposta ao tratamento. A adesão aos exercícios domiciliares foi monitorada apenas por relato dos próprios participantes ou de familiares, o que introduz alguma incerteza sobre o quanto a prática regular em casa contribuiu para os resultados finais.
Outro ponto a considerar é que o estudo comparou duas modalidades ativas — laser e ultrassom — mas não incluiu um grupo que recebesse apenas exercícios, sem nenhum recurso físico adicional. Portanto, não é possível saber se parte dos benefícios observados poderia ser atribuída exclusivamente aos movimentos terapêuticos. Estudos futuros, com amostras maiores e grupos mais diversos, são necessários para confirmar e expandir essas descobertas.
Para quem vive com dor lombar crônica, este estudo oferece uma mensagem encorajadora: o laser de alta intensidade, quando associado a exercícios regulares, pode representar uma opção terapêutica mais eficaz que o ultrassom tradicional, com resultados que se mantêm por pelo menos três meses. No entanto, a escolha do tratamento deve sempre ser individualizada, considerando o perfil de cada paciente, a disponibilidade da tecnologia e a avaliação de um médico especialista.
Laser alta intensidade
27 pessoas
Laser 4W por 15 min + exercícios
Ultrassom
27 pessoas
Ultrassom 0.5 W/cm² por 5 min + exercícios
Redução da dor (escala 0-10) com laser
Redução da dor com ultrassom
Melhora na incapacidade (ODI) com laser
Melhora na incapacidade com ultrassom
Diferença estatística entre grupos
Curadoria Médica

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523
Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.
Conheça a equipe da clínica →Dor lombar · Avaliação especializada
Converse com quem trata dor lombar há mais de 40 anos
A equipe do Prof. Dr. Hong Jin Pai avalia seu caso em consulta presencial na Alameda Jaú, Jardim Paulista, São Paulo.
Acesse a fonte original
Continue lendo
Outros estudos próximos para aprofundar a leitura.
O que este estudo responde
Laser-acupuntura associada a exercícios reduziu a dor em 77% e melhorou função e mobilidade do joelho em jovens com síndrome patelofemoral, com segurança…
Vale abrir se...
Útil se você quer entender como laser-acupuntura + exercícios foi comparado a laser desligado com mesmo programa de exercícios em síndrome patelofemoral (dor anterior do…
Comparador
Laser desligado com mesmo programa de exercícios
Força da evidência
Allam et al.
Frontiers in Medicine
O que este estudo responde
Fotobiomodulação (laser de baixa intensidade) não demonstra benefício clinicamente importante para dor ou incapacidade em lombalgia inespecífica quando…
Vale abrir se...
Útil se você quer entender como fotobiomodulação (laser ou led) foi comparado a placebo sham, exercício, ultrassom, terapia tecar ou cuidado usual em lombalgia inespecífica…
Comparador
Placebo sham, exercício, ultrassom, terapia Tecar ou cuidado usual
Força da evidência
Tomazoni et al.
Journal of Physiotherapy
O que este estudo responde
Laser de baixa e alta intensidade foram igualmente eficazes em reduzir dor e incapacidade na lombalgia crônica inespecífica quando combinados com…
Vale abrir se...
Útil se você quer entender como laser baixa potência + exercícios foi comparado a exercícios domiciliares sem laser em dor lombar crônica inespecífica.
Comparador
Exercícios domiciliares sem laser
Força da evidência
Abdelbasset et al.
Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine
O que este estudo responde
Laser acupuntura com infravermelho de baixa energia não mostrou superioridade sobre placebo para dor lombar crônica: ambos os grupos melhoraram…
Vale abrir se...
Útil se você quer entender como laser acupuntura ativo (830nm, 0,2j/ponto) foi comparado a sham laser com dispositivo idêntico e luz de led como isca em dor lombar crônica…
Comparador
Sham laser com dispositivo idêntico e luz de LED como isca
Força da evidência
Glazov et al.
Acupuncture in Medicine