Estudo científico comentado

Ventosaterapia para Dor Crônica: Revisão Sistemática e Meta-análise

Referência acadêmica

Periódico

The Journal of Pain

Ano

2020

Autores

Cramer et al.

Desenho

Revisão sistemática e meta-análise

Esta revisão analisou 18 estudos sobre ventosaterapia para diferentes tipos de dor crônica. Os resultados mostram que a ventosa pode ajudar a reduzir a dor e melhorar a função quando comparada a não fazer nenhum tratamento. No entanto, quando comparada a tratamentos placebo, a diferença não foi significativa. A qualidade dos estudos foi variável e mais pesquisas de alta qualidade são necessárias para confirmar estes resultados.

Título original do estudo: Cupping for Patients With Chronic Pain: A Systematic Review and Meta-Analysis

🔬Revisão sistemática e meta-análise👥n=1,172 pacientes📊Evidência moderada
⚕️

Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.

Mensagem principal

A ventosaterapia pode reduzir dor e incapacidade em curto prazo comparada à ausência de tratamento, mas não se mostrou superior a procedimentos placebo ou a outras terapias ativas em ensaios controlados; a evidência atual é promissora, porém limitada por probl

O que isso significa para você?

Esta revisão analisou 18 estudos sobre ventosaterapia para diferentes tipos de dor crônica. Os resultados mostram que a ventosa pode ajudar a reduzir a dor e melhorar a função quando comparada a não fazer nenhum tratamento. No entanto, quando comparada a tratamentos placebo, a diferença não foi significativa. A qualidade dos estudos foi variável e mais pesquisas de alta qualidade são necessárias para confirmar estes resultados.

🧠

Pontos Principais

O que Vale Levar

  • 1A ventosaterapia é uma opção razoável para experimentar, especialmente se você tem dor crônica no pescoço e busca alternativas não farmacológicas
  • 2Não espere cura definitiva: o alívio, quando ocorre, tende a ser parcial e de curto prazo
  • 3As marcas arroxeadas são normais e passageiras, mas desconfortáveis para algumas pessoas
  • 4A evidência não mostra vantagem clara da ventosa sobre outras terapias já disponíveis, como acupuntura, relaxamento ou exercícios
  • 5Decida em conjunto com seu médico, considerando seu perfil de saúde, medicamentos e expectativas
🗣️

Conversa Prática

Perguntas para a Consulta

  • 1Com base no meu tipo de dor e condições de saúde, a ventosaterapia seria segura e potencialmente útil para mim?
  • 2Se eu experimentar, como vamos avaliar se está funcionando e em quanto tempo devemos reconsiderar?
  • 3Há riscos específicos com o tipo de ventosa que será usado, especialmente se for a modalidade úmida com sangria?
  • 4A ventosa será combinada com outros tratamentos ou usada isoladamente?
🛟

Leitura Consciente

Segurança & Cuidados

  • 1A segurança relatada nos estudos foi boa, mas o seguimento foi curto e populações especiais não foram estudadas
  • 2A ventosa úmida envolve sangria e carrega risco teórico de infecção não quantificado nesta revisão
  • 3Pessoas em anticoagulantes ou com distúrbios de coagulação devem evitar, especialmente a modalidade úmida
  • 4A qualidade dos estudos sobre segurança é inferior à de eficácia; eventos raros podem não ter sido detectados

Leitura rápida para pacientes

Ventosa pode ajudar, mas não é milagre

A ciência mostra alívio possível da dor crônica, especialmente no pescoço, mas não prova que seja melhor que um tratamento falso ou outras terapias

Ponto 1

Funciona melhor que não fazer nada, mas não ficou claro se é a técnica ou o efeito placebo

Ponto 2

Efeitos colaterais são leves (hematomas), mas ventosa úmida tem riscos adicionais

Ponto 3

Fale com seu médico se vale a pena incluir no seu plano de tratamento

O que este estudo acrescenta

MAIOR SÍNTESE ATÉ 2020

Esta foi a maior meta-análise sobre ventosaterapia para dor crônica até sua publicação, dobrando o número de estudos incluídos em revisões anteriores (de 7 para 18 ensaios)

Aplicabilidade clínica

Sinal moderado

O efeito vs sem tratamento é de magnitude clinicamente relevante (grande para dor, médio para incapacidade), mas a ausência de superioridade vs placebo e a alta heterogeneidade dos estudos reduzem a certeza de que o bene

Força do desenho do estudo

01Pré-clínico
02Série de casos
03Observacional
04RCT
05Revisão

Este é um dos níveis mais altos de evidência científica, pois sintetiza dados de múltiplos ensaios clínicos randomizados, embora a qualidade dos estudos originais afete a confiabil

Pacientes incluídos

1. 172

total em 18 ensaios clínicos randomizados

Redução da dor vs sem tratamento

SMD -1,03

efeito grande, mas com alta heterogeneidade entre estudos

Redução da incapacidade vs sem tratamento

SMD -0,66

efeito de magnitude média

Estudos com comparação placebo

2

apenas dois ensaios testaram sham cupping, insuficiente para conclusões firmes

Seguimento máximo

26 semanas

apenas alguns estudos; maioria com 4 semanas ou menos

Ficha rápida do estudo

Mapa rápido do estudo

Condição

Dor crônica de diversas causas (lombalgia, cervicalgia, osteoartrite, fibromialgia, síndrome do túnel do carpo, braquial

Tipo de estudo

Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados

Participantes

1. 172 pacientes adultos, média de 51 por estudo (variação: 20-183)

Duração

2 a 26 semanas de acompanhamento (maioria ≤ 4 semanas)

Sessões

Variável: de sessão única a 11 sessões, conforme o estudo

Comparador

Sem tratamento, sham cupping ou terapias ativas (medicação, acupuntura, relaxamento, calor)

Grupos do estudo

Ventosaterapia (seca, úmida, massagem ou pulsátil)Controles (sem tratamento, placebo sham ou terapias ativas)

Protocolo de tratamento

Como o tratamento foi aplicado

Sessões01

Variável: 1 a 11 sessões totais conforme o estudo individual

Frequência02

De sessão única a 3 vezes por semana, dependendo do protocolo

Duração da sessão03

10 a 20 minutos por sessão, em média

Pontos / técnica04

Pontos variados: áreas de tensão muscular, pontos-gatilho, pontos de acupuntura tradicional ou regiões afetadas; técnica conforme tipo (seca, úmida com sangria, massagem com óleo,

Comparador05

Lista de espera sem tratamento, sham cupping (ventosa com furos ou pressão reduzida), ou terapias ativas diversas

Nota de protocolo06

Grande variabilidade entre estudos quanto a tipo de ventosa, localização, número de copos e pressão aplicada; não houve padronização do protocolo

Quem entrou no estudo

Para quem este estudo realmente olhou

Adultos com dor crônica (≥18 anos) de diversas origens: lombar, cervical, articular, fibromialgiaPacientes de ambos os sexos, com predominância feminino em vários estudosIndivíduos com condições musculoesqueléticas persistentes, não agudasParticipantes de estudos realizados principalmente na Alemanha, Coreia, China e ÍndiaPessoas que não estavam usando intervenções combinadas que impossibilitassem isolar o efeito da ventosa

Quem ficou de fora

Quem ficou fora ou exige mais cautela

Crianças e adolescentes menores de 18 anosPacientes com dor aguda ou condições não dolorosas crônicasPessoas em uso de anticoagulantes ou com distúrbios de coagulação (contraindicação implícita para ventosa úmida)Indivíduos que necessitavam de intervenções multimodais combinadas sem possibilidade de separação do efeito da ventosaPacientes de estudos publicados apenas em idiomas diferentes do inglês

Mapa de resultados

O que melhorou, o que não mudou e quando apareceu

📉

Intensidade da dor

reduziu

Redução significativa vs sem tratamento (efeito grande, SMD -1,03), mas não vs placebo ou terapias ativas

🚶

Incapacidade funcional

melhorou

Melhora de magnitude média vs sem tratamento (SMD -0,66) e vs terapias ativas, mas não vs placebo

Taxa de resposta

aumentou

Mais pacientes alcançaram redução ≥50% da dor com ventosa vs sem tratamento

🦴

Dor cervical

reduziu

Subgrupo com evidência mais consistente de benefício vs sem tratamento e vs terapias ativas

🦵

Osteoartrite de joelho

reduziu

Benefício demonstrado vs ausência de tratamento em análise separada

O que não mudou

  • Diferença significativa vs placebo sham: não houve para dor nem incapacidade
  • Superioridade consistente vs outras terapias ativas: resultados não significativos estatisticamente
  • Benefício demonstrado para lombalgia vs sem tratamento: ausente na análise por subgrupo
  • Efeitos duradouros além de 12 semanas: poucos dados disponíveis

Quando a melhora apareceu

1

sessão única ou imediata

Após primeira sessão

Alguns estudos mostraram alívio já após uma única aplicação, especialmente para dor cervical

2

2 a 4 semanas

Ao final do tratamento

Maioria dos estudos avaliou desfechos no término do protocolo, com redução de dor e incapacidade vs sem tratamento

3

até 12 semanas

Seguimento de curto prazo

Poucos estudos tiveram acompanhamento prolongado; sustentabilidade do efeito é incerta

Antes e depois

Intensidade da dor (escala padronizada)

escala máx. 10 aproximado, vs sem t

Antes7 aproximado, vs sem t
Depois4 aproximado, vs sem t

Incapacidade funcional (escala padronizada)

escala máx. 10 aproximado, vs sem t

Antes6 aproximado, vs sem t
Depois4 aproximado, vs sem t

Segurança e perfil

Segurança, expectativa e perfil de paciente

Sinal de segurança

Verde
  • Eventos adversos predominantemente leves e transitórios (hematomas, sensação de queimação)
  • Nenhuma diferença significativa em eventos adversos vs placebo ou terapias ativas
  • Ausência de eventos graves relatados nos estudos incluídos
Amarelo
  • Mais eventos adversos que não fazer nenhum tratamento
  • Ventosa pulsátil associada a maior frequência de eventos que não tratamento
  • Impossibilidade de cegamento adequado em todos os estudos, potencial viés de relato
Vermelho
  • Risco de infecção com ventosa úmida (sangria) não investigado nos estudos incluídos
  • Contraindicação relativa não estudada: uso de anticoagulantes e distúrbios de coagulação
  • Ausência de dados de segurança em populações especiais (gestantes, idosos frágeis, diabéticos)

Perfil de paciente

Mais parecido com a amostra

  • Adultos com dor cervical crônica não específica, conforme maioria da evidência
  • Pacientes com osteoartrite de joelho buscando alternativas não farmacológicas
  • Pessoas com fibromialgia interessadas em abordagens complementares (evidência preliminar)
  • Indivíduos que desejam reduzir uso de analgésicos em plano multimodal
  • Pacientes sem contraindicações de coagulação e com expectativas realistas

Mais cautela para extrapolar

  • Pessoas em uso de anticoagulantes ou com distúrbios hemorrágicos
  • Pacientes com dor aguda ou condições que exigem intervenção urgente
  • Indivíduos que esperam cura definitiva ou substituição completa de tratamentos evidenciados
  • Gestantes, idosos muito frágeis ou imunocomprometidos (falta de dados de segurança)
  • Pacientes incapazes de tolerar hematomas ou com pele muito sensível/lesionada

Expectativa realista

Alívio possível, mas não garantido

Se a ventosaterapia funcionar para você, o mais provável é uma redução modesta a moderada da intensidade da dor e alguma melhora na capacidade de realizar atividades diárias, especialmente se comparada a não fazer nada

Tempo provável

O alívio pode começar já nas primeiras sessões, mas a maioria dos estudos avaliou apenas até 4 semanas; não se sabe se o

A evidência não prova que a ventosa seja melhor que um tratamento simulado (placebo) ou que outras terapias ativas já estabelecidas

Checklist para consulta

  1. 1Pergunte se há contraindicações ao seu caso específico (medicações anticoagulantes, problemas de coagulação, lesões de pele)
  2. 2Discuta qual tipo de ventosa seria mais adequado (seca, úmida, pulsátil) e por quê
  3. 3Questione sobre o número esperado de sessões, custo total e critérios para avaliar se está funcionando
  4. 4Peça orientação sobre cuidados com a pele após as sessões e sinais de alerta para interromper
  5. 5Verifique se a ventosa será parte de um plano multimodal ou tratamento isolado

Como ler este estudo

Como interpretar esse artigo sem exagerar

Mito e achado

Mito

A ventosaterapia é comprovadamente eficaz para qualquer tipo de dor crônica

Achado

A evidência é mais consistente para dor cervical e osteoartrite de joelho; para lombalgia, o benefício não ficou claro na análise por subgrupo

Mito

As marcas roxas da ventosa são sinal de que a toxina está saindo do corpo

Achado

As marcas são hematomas por ruptura de capilares devido à sucção; não há evidência científica de 'eliminação de toxinas'

Mito

A ventosa funciona melhor que tratamentos convencionais

Achado

A ventosa não demonstrou superioridade estatística vs placebo sham ou vs outras terapias ativas como acupuntura, relaxamento ou medicação

Mito

A ventosa úmida (com sangria) é mais efetiva que a seca

Achado

Não houve comparação direta entre tipos de ventosa nesta revisão; a escolha do tipo não pode ser baseada nesta evidência

Como isso pode funcionar

🔄

ESTÍMULO MECÂNICO

A sucção deforma a pele e tecido subcutâneo, o que pode ativar fibras nervosas de grande diâmetro (Aβ) que modulam a transmissão da dor — mecanismo proposto, não comprovado

🩸

ALTERAÇÃO VASCULAR

O aumento local de perfusão sanguínea causa vermelhidão e aquecimento; se há efeito analgésico específico por esta via é incerto

🧠

MODULAÇÃO CENTRAL

A estimulação de campos receptivos inibitórios no corno dorsal da medula é uma hipótese teórica baseada em estudos de terapias reflexas

💆

EFEITOS NÃO ESPECÍFICOS

O contexto terapêutico, o toque, a expectativa de melhora e o tempo dedicado ao paciente contribuem para o alívio relatado — fator reconhecido em todas as intervenções

O que ainda é incerto

  • ?Qual tipo de ventosa (seca, úmida, pulsátil) é mais efetivo para qual condição? Não há comparações diretas
  • ?Os efeitos se mantêm além de 4-12 semanas? A maioria dos estudos não acompanhou pacientes por tempo suficiente
  • ?Quanto do benefício é efeito específico da técnica vs placebo/contexto? Os ensaios sham não mostraram diferença significativa
  • ?A ventosa é segura em populações vulneráveis e a longo prazo? Dados insuficientes
🎯

O que o estudo quis responder

Avaliar a efetividade da ventosaterapia para reduzir dor e incapacidade em pacientes com dor crônica

👥

QUEM PARTICIPOU

1. 172 pacientes com dor crônica em 18 estudos (lombalgia, cervicalgia, osteoartrite, fibromialgia)

🧪

COMO FOI FEITO

Comparação entre ventosaterapia (seca, úmida ou por massagem) versus nenhum tratamento, placebo ou outras terapias

📈

O QUE MUDOU

Redução significativa da dor e incapacidade quando comparado a não fazer tratamento

🛟

SEGURANÇA

Mais eventos adversos que não fazer tratamento, mas similares ao tratamento placebo

Achados Interessantes

O que chamou atenção neste estudo

O ENIGMA DO PLACEBO

Pela primeira vez em uma síntese deste tamanho, ficou evidente que a ventosa funciona contra nada, mas não contra placebo — sugerindo que boa parte do efeito pode ser não específica

🧭

DOR CERVICAL DESTACA-SE

Entre todas as condições, a cervicalgia foi a que mostrou evidência mais robusta de benefício, tanto vs sem tratamento quanto vs terapias ativas

📌

A VENTOSA PULSÁTIL PREOCUPA

Diferente das outras modalidades, a ventosa mecânica pulsátil foi associada a mais eventos adversos, alertando para cautela com esta tecnologia mais moderna

🔍

FALTA PADRONIZAÇÃO

A enorme variedade de protocolos (duração, pressão, pontos, número de sessões) impede saber qual seria a 'dose ideal' de ventosaterapia

📝

Leitura comentada do estudo

Resumo detalhado em linguagem acessível

Ventosaterapia para Dor Crônica: Revisão Sistemática e Meta-análise

Esta revisão sistemática e meta-análise representa o estudo mais abrangente sobre ventosaterapia para dor crônica até 2020, analisando 18 ensaios clínicos randomizados com 1. 172 participantes. O estudo foi conduzido por pesquisadores alemães liderados por Holger Cramer, seguindo rigorosamente as diretrizes PRISMA e registrado no PROSPERO antes do início.

A pesquisa incluiu pacientes adultos com diversas condições de dor crônica, como dor lombar, cervical, osteoartrite, fibromialgia e síndrome miofascial. Os estudos analisados utilizaram diferentes modalidades de ventosaterapia: ventosa seca (7 estudos), ventosa úmida (7 estudos), massagem com ventosas (2 estudos) e ventosa pulsátil mecânica (3 estudos). A duração do seguimento variou de 2 a 26 semanas, com a maioria dos estudos tendo seguimento de 4 semanas ou menos.

Os resultados principais mostraram efeitos grandes e estatisticamente significativos da ventosaterapia na redução da intensidade da dor quando comparada a nenhum tratamento (SMD = -1,03). Para incapacidade funcional, os efeitos foram de magnitude média (SMD = -0,66) comparado a nenhum tratamento. Importante destacar que esses efeitos positivos não se mantiveram quando a ventosaterapia foi comparada a procedimentos sham ou outros tratamentos ativos, sugerindo que parte dos benefícios pode ser atribuída a efeitos não específicos.

Análises por subgrupos revelaram que a ventosaterapia foi superior ao não tratamento para dor lombar, cervical e osteoartrite. Todos os tipos de ventosaterapia (seca, úmida e pulsátil) mostraram superioridade ao não tratamento para redução da dor. Para incapacidade funcional, apenas ventosa seca e pulsátil, mas não úmida, foram superiores ao não tratamento.

Regarding segurança, eventos adversos foram mais frequentes nos grupos tratados com ventosaterapia comparado ao não tratamento, mas as diferenças não foram estatisticamente significativas quando comparadas a procedimentos sham ou outros tratamentos ativos. Os eventos adversos típicos incluem hematomas transitórios na pele sob as ventosas, considerados menores se contraindicações como uso de anticoagulantes forem respeitadas.

As limitações do estudo incluem alta heterogeneidade clínica e metodológica entre os estudos, risco significativo de viés na maioria dos ensaios, impossibilidade de cegamento adequado de pacientes e terapeutas, e seguimento majoritariamente de curto prazo. A diversidade de condições de dor, tipos de ventosaterapia e controles utilizados limita a interpretação dos resultados.

Do ponto de vista clínico, os autores sugerem que a ventosaterapia, especialmente a seca, pode ser considerada uma opção de tratamento não farmacológico para dor crônica dentro de uma estratégia multimodal, potencialmente ajudando a reduzir o uso de AINEs e outros analgésicos. O baixo risco da ventosa seca, quando contraindicações são respeitadas, fornece respaldo para sua inclusão na prática clínica.

O que fortalece a leitura

  • 1Grande número de participantes (1. 172)
  • 2Incluiu diferentes tipos de dor crônica
  • 3Análise separada para diferentes tipos de ventosa
  • 4Seguiu protocolos rigorosos de revisão sistemática
⚠️

Onde é preciso cautela

  • 1Alta heterogeneidade entre estudos
  • 2Qualidade metodológica variável dos estudos incluídos
  • 3Impossibilidade de cegamento adequado
  • 4Seguimento de curto prazo na maioria dos estudos

Leitura clínica do estudo

MODERADA
65/ 100
Desenho
3/5
Amostra
4/5
Confirmação
3/5

🔬 Como o estudo foi organizado

1172pessoas avaliadas
divisão dos grupos

Ventosaterapia

586 pessoas

Diferentes tipos de ventosa (seca, úmida, massagem)

Controles

586 pessoas

Sem tratamento, placebo ou terapias ativas

⏱️ Tempo de acompanhamento: 2 a 26 semanas

📊 Resultados em números

-1.03 (IC 95%: -1.41, -0.65)

Redução da dor vs sem tratamento

-0.66 (IC 95%: -0.99, -0.34)

Redução da incapacidade vs sem tratamento

p > 0.05

Diferença vs placebo (dor)

0

Estudos incluídos

📊 Comparação de Resultados

Intensidade da dor (vs sem tratamento)

Ventosaterapia
1.03
Sem tratamento
0

📅 Linha do tempo da evidência

2008Primeira revisão sistemática com apenas 7 estudos
2011Kim et al. confirma necessidade de mais estudos rigorosos
2017Crescimento exponencial de publicações sobre ventosa
2020Esta meta-análise com 18 estudos e 1. 172 pacientes

Curadoria Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523

Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.

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Força da evidência

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Comparador

placebo/sham, lista de espera ou repouso

📊 revisão sistemática e meta-análise👥 656 participantes efeito imediato moderado

Força da evidência

75%

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BMJ Open

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