participantes do estudo
30
todas mulheres, divididas em dois grupos de 15
Estudo científico comentado
Referência acadêmica
Periódico
Innovations in Acupuncture and Medicine
Ano
2025
Autores
Conceição et al.
Desenho
ensaio clínico duplo-cego
Este estudo desenvolveu um dispositivo para medir com precisão a pressão usada na ventosaterapia e testou sua segurança em mulheres com dor no pescoço. Os pesquisadores descobriram que pressões maiores causam mais efeitos colaterais, como equimoses e dores de cabeça, que podem durar até 3 dias. O dispositivo criado pode ajudar a padronizar o tratamento e torná-lo mais seguro. Os efeitos adversos observados foram leves e temporários, mas é importante que profissionais saibam qual pressão usar.
Título original do estudo: Dry Cupping Therapy for Neck Pain: Monitoring for Adverse Effects
Como usar este conteúdo: Este resumo ajuda a entender o estudo e a organizar perguntas para a consulta, mas não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. O conteúdo pode ser atualizado conforme novas evidências e revisão médica.
Mensagem principal
Pressões mais altas na ventosaterapia cervical (-300 mmHg) causam significativamente mais efeitos adversos e de maior duração do que pressões mais baixas (-150 mmHg); a escolha da pressão importa para a segurança, embora todos os efeitos observados tenham sido
Este estudo desenvolveu um dispositivo para medir com precisão a pressão usada na ventosaterapia e testou sua segurança em mulheres com dor no pescoço. Os pesquisadores descobriram que pressões maiores causam mais efeitos colaterais, como equimoses e dores de cabeça, que podem durar até 3 dias. O dispositivo criado pode ajudar a padronizar o tratamento e torná-lo mais seguro. Os efeitos adversos observados foram leves e temporários, mas é importante que profissionais saibam qual pressão usar.
Pontos Principais
Conversa Prática
Leitura Consciente
Leitura rápida para pacientes
Um estudo inovador mostrou que ventosaterapia mais forte no pescoço causa mais desconfortos que duram mais tempo, sem provar que alivia mais a dor
Ponto 1
Desconfortos como dor local, formigamento e marcas roxas são esperados, mas são menores com pressão mais baixa
Ponto 2
Cefaleia e tensão muscular podem surgir até 24 horas depois; com pressão alta, marcas podem durar 3 dias
Ponto 3
Pergunte ao profissional qual pressão será usada e se há como medi-la — isso ainda não é prática comum
O que este estudo acrescenta
Este estudo criou e testou o primeiro dispositivo acessível para medir objetivamente a pressão em ventosaterapia, preenchendo uma lacuna metodológica crítica que dificultava comparações entre estudos e replicação clínica
Aplicabilidade clínica
O estudo não avalia benefício clínico, mas fornece informação de segurança diretamente aplicável à prática; a diferença de quase o dobro de efeitos adversos entre pressões é clinicamente relevante para decisões de tratam
Força do desenho do estudo
Estudo em que participantes foram divididos aleatoriamente em grupos, oferecendo evidência mais confiável que observações simples, embora com limitações de tamanho e duração
participantes do estudo
30
todas mulheres, divididas em dois grupos de 15
média de efeitos adversos com pressão alta
1,9
por participante no grupo -300 mmHg
média de efeitos adversos com pressão baixa
1,08
por participante no grupo -150 mmHg
participantes com efeitos adversos após 72h (pressão alta)
8
de 15 participantes, versus 3 no grupo de pressão baixa
duração da aplicação
5 min
por ventosa, com 3 ventosas por sessão
Ficha rápida do estudo
Condição
Dor cervical em mulheres adultas
Tipo de estudo
Ensaio clínico prospectivo, duplo-cego, dois braços
Participantes
30 mulheres, 18 a 59 anos, com IMC ≤ 35 kg/m²
Duração
Acompanhamento de 72 horas após sessão única
Sessões
1 sessão única de 5 minutos
Comparador
Dois níveis de pressão ativa entre si (sem placebo ou controle inerte)
Grupos do estudo
Protocolo de tratamento
1
Aplicação única, sem repetição
5 minutos por ventosa
3 ventosas de acrílico (6 cm) em pontos GB-21 (bilateral) e GV-14 (central), com pressão medida por manômetro de vácuo
Comparação entre dois níveis de pressão: -150 mmHg versus -300 mmHg
Dispositivo desenvolvido pelos pesquisadores para padronização da medição de pressão; aplicação não individualizada
Quem entrou no estudo
Quem ficou de fora
Mapa de resultados
Padronização da pressão
avanço metodológico
Primeiro dispositivo acessível para medir objetivamente a pressão de ventosaterapia
Conhecimento sobre segurança
ampliado
Mapeamento temporal detalhado de efeitos adversos em quatro momentos de acompanhamento
Comparação entre pressões
clarificado
Dados quantitativos mostrando que pressão mais alta produz mais efeitos adversos
O que não mudou
Segurança e perfil
Sinal de segurança
Perfil de paciente
Mais parecido com a amostra
Mais cautela para extrapolar
Expectativa realista
Desconforto durante a aplicação é comum, incluindo sensação de aperto, formigamento ou ardência. Após a sessão, podem aparecer marcas roxas (equimoses) na pele, que geralmente desaparecem em 1 a 3 dias. Com pressões mais baixas, esses efeit
Tempo provável
Efeitos adversos são mais intensos nas primeiras 24 horas; após 72 horas, a maioria já se resolveu, especialmente com pr
Este estudo não avaliou se sua dor no pescoço vai melhorar — apenas caracterizou os desconfortos esperados
Checklist para consulta
Como ler este estudo
Mito e achado
Mito
Ventosaterapia não tem efeitos colaterais
Achado
Efeitos adversos são comuns mesmo com pressões consideradas baixas; a diferença está na intensidade e duração, não na presença ou ausência
Mito
Quanto mais forte a sucção, melhor o resultado
Achado
O estudo não testou eficácia, mas mostrou que pressão mais alta causa quase o dobro de efeitos adversos sem evidência de benefício proporcional
Mito
As marcas roxas são sempre normais e inofensivas
Achado
Equimoses são esperadas, mas sua duração varia com a pressão — podem persistir por 72 horas com sucção intensa, o que pode incomodar alguns pacientes
Como isso pode funcionar
PRESSÃO NEGATIVA
O vácuo da ventosa puxa a pele e tecidos subcutâneos para cima, aumentando o fluxo sanguíneo local — mecanismo observado, embora os efeitos sistêmicos ainda sejam investigados
RUPTURA CAPILAR
Pressões mais altas rompem pequenos vasos sanguíneos, causando equimoses — efeito documentado, não apenas teórico
RESPOSTA DO SISTEMA NERVOSO
Formigamento e sensações neuropáticas durante a aplicação sugerem estímulo de fibras nervosas, que cessam quando o vácuo é removido — mecanismo proposto pelos autores, não completamente elucidado
EFEITOS SISTÊMICOS
Cefaleias e náuseas em alguns participantes sugerem possíveis efeitos além do local de aplicação, mas os mecanismos bioquímicos permanecem desconhecidos
O que ainda é incerto
Desenvolver dispositivo para medir pressão na ventosaterapia e avaliar efeitos adversos em dois níveis de pressão
30 mulheres de 18 a 59 anos divididas em dois grupos
Ventosaterapia seca no pescoço por 5 minutos com pressões de -150 ou -300 mmHg
Maior pressão causou mais efeitos adversos e de maior duração
Efeitos leves incluindo dor local, equimoses e dores de cabeça
Achados Interessantes
DISPOSITIVO CASEIRO E ACESSÍVEL
Pela primeira vez, pesquisadores criaram um aparelho de baixo custo para medir a pressão de ventosaterapia, usando peças comuns como manômetro de vácuo e conectores de latão — algo que nenhum estigo anterior havia feito
PADRONIZAÇÃO POSSÍVEL
Antes deste estudo, a maioria das pesquisas não reportava a pressão exata usada, tornando impossível comparar resultados ou saber o que é seguro; agora existe um caminho prático para mudar isso
DURAÇÃO DOS EFEITOS ADVERSOS MAPEADA
Os autores acompanharam pacientes por 72 horas e descobriram que equimoses com pressão de -300 mmHg podem durar até 3 dias, enquanto com -150 mmHg geralmente desaparecem mais rápido — informação prática para quem precisa
Resumo detalhado em linguagem acessível
A ventosaterapia é uma técnica da medicina complementar que utiliza pressão negativa sob a pele para alívio da dor musculoesquelética. Apesar de sua popularidade crescente e uso histórico, existe uma lacuna significativa na padronização dos parâmetros de aplicação e no monitoramento adequado de efeitos adversos. Este estudo prospectivo duplo-cego teve como objetivo desenvolver um dispositivo reproduzível para medir a pressão durante a ventosaterapia e investigar os efeitos adversos em diferentes níveis de pressão aplicados ao pescoço. Os pesquisadores desenvolveram uma adaptação de um kit comercial de ventosaterapia, adicionando um manômetro analógico ao sistema para medir objetivamente a pressão de sucção.
Trinta mulheres entre 18 e 59 anos foram randomizadas em dois grupos: baixa pressão (-150 mmHg) e alta pressão (-300 mmHg). O protocolo consistiu na aplicação de três ventosas por 5 minutos nos pontos Jianjing (VB-21) bilateralmente e Dazhui (VG-14), seguido de monitoramento por questionários padronizados imediatamente após, 24 horas e 72 horas pós-intervenção. Os resultados demonstraram que o dispositivo desenvolvido foi eficaz para padronizar e medir a pressão durante todo o período de pesquisa, oferecendo uma alternativa válida para estudos futuros. Quanto aos efeitos adversos, foram observados em ambos os grupos, com média de 1,083 efeitos por participante no grupo de baixa pressão e 1,9 no grupo de alta pressão, diferença estatisticamente significativa (p=0,0007).
Durante a aplicação, sensações dolorosas predominaram como efeitos mais comuns, com sintomas neuropáticos como formigamento e coceira sendo mais frequentes no grupo de alta pressão. Na reavaliação imediata, houve diminuição geral dos efeitos adversos, mas com predomínio de efeitos inflamatórios, especialmente hematomas no grupo de alta pressão. No seguimento de 24 horas, observou-se aumento de dores de cabeça severas no grupo de alta pressão, além de tensão muscular em ambos os grupos. Aos 72 horas, os efeitos adversos persistiram principalmente no grupo de alta pressão, com hematomas ainda presentes em cinco participantes, enquanto no grupo de baixa pressão os hematomas desapareceram completamente.
As implicações clínicas são importantes para a prática: embora os efeitos adversos sejam considerados leves e de baixa severidade, sua correlação com os parâmetros utilizados sublinha a importância do conhecimento clínico combinado com evidências científicas. O estudo sugere que pressões mais altas podem estar associadas a maior incidência e duração prolongada de efeitos adversos. A padronização proposta através do dispositivo desenvolvido representa um avanço metodológico importante, pois a falta de padronização é uma das principais limitações na qualidade da evidência em ventosaterapia. O dispositivo é acessível, facilmente replicável e permite medição objetiva da pressão, contribuindo para maior rigor científico em estudos futuros.
As limitações incluem a aplicação única, população exclusivamente feminina e impossibilidade de monitoramento contínuo da pressão. Estudos futuros devem incluir participantes masculinos, múltiplas sessões e investigação mais aprofundada dos mecanismos sistêmicos dos efeitos adversos observados.
Pressão baixa
15 pessoas
Ventosaterapia -150 mmHg por 5 minutos
Pressão alta
15 pessoas
Ventosaterapia -300 mmHg por 5 minutos
Média de efeitos adversos por pessoa (grupo -150 mmHg)
Média de efeitos adversos por pessoa (grupo -300 mmHg)
Participantes com efeitos adversos após 72h (grupo -150 mmHg)
Participantes com efeitos adversos após 72h (grupo -300 mmHg)
Curadoria Médica

CRM-SP: 158074 | RQE: 65523
Doutor em Ciências pela USP e especialista em Dor, Fisiatria e Acupuntura. Revisão e curadoria científica de todo o conteúdo desta biblioteca.
Conheça a equipe da clínica →Dor cervical · Avaliação especializada
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A equipe do Prof. Dr. Hong Jin Pai avalia seu caso em consulta presencial na Alameda Jaú, Jardim Paulista, São Paulo.
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