Acupuntura médica e eletroacupuntura
Inserção de agulhas finas em pontos selecionados, realizada por médico, com possibilidade de estímulo elétrico em frequências definidas (eletroacupuntura). As agulhas são estéreis e descartáveis, bem mais finas que agulhas de injeção; cada sessão dura em torno de 20 a 30 minutos.
Mecanismo
O estímulo ativa fibras nervosas Aδ e inibe a transmissão da dor no corno posterior da medula (inibição segmentar), libera opioides endógenos e recruta a modulação descendente a partir da substância cinzenta periaquedutal. Na eletroacupuntura, 2 Hz favorece encefalinas e beta-endorfina; 100 Hz, dinorfinas.
Evidência
Meta-análise de dados individuais com cerca de 21 mil pacientes: efeito superior a controles em dor musculoesquelética crônica, cefaleia e osteoartrite, mantido aos 12 meses. OMS: opção condicional em lombalgia crônica. NICE NG193: considerar um curso em dor crônica primária.
O que esperar
8 a 12 sessões, 1 a 2 vezes por semana. O alívio costuma ser progressivo e cumulativo ao longo do ciclo; resposta parcial aparece em geral nas primeiras 4 a 6 semanas, e a reavaliação usa dor, sono e função para decidir continuar, ajustar ou interromper.
Indicações
Dor musculoesquelética crônica (lombar e cervical), profilaxia de enxaqueca e cefaleia do tipo tensional, osteoartrite e dor miofascial.
Limitações e contraindicações
Efeitos leves comuns: dor local e pequeno sangramento. Pneumotórax é raro com técnica adequada. Anticoagulação e infecção no local pedem avaliação individual. O efeito além do placebo é moderado; o benefício maior aparece dentro do plano multimodal.