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Polícia de SP aguarda laudo para saber o que matou modelo durante desfile na SPFW

A Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo necroscópico sobre a causa da morte de Tales Cotta para saber o que matou o modelo no sábado (27), na passarela da 47ª São Paulo Fashion Week (SPFW), na Zona Oeste de São Paulo.

O caso foi registrado como “morte suspeita” a esclarecer. A investigação quer saber o que causou a morte súbita dele. Não há informação de quando o Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica concluirá esse laudo.

O jovem de 25 anos passou mal na passarela quando desfilava para a grife Ocksa. Vídeos que circulam na internet e gravados pela Agência Base MGT, da qual Tales fazia parte, mostram o modelo cambaleando e caindo (assista acima).

Em seguida ele é socorrido por bombeiros, conforme mostram as imagens. Posteriormente é levado de ambulância ao Hospital Municipal Sorocabano, onde chegou morto. Médicos que o atenderam contaram que ele teve um “mal súbito”.

O 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros, também na Zona Oeste, investiga o caso. No boletim de ocorrência consta que Rogério Gomes da Silva, agente do modelo, declarou que Tales “teve um mal-estar e veio a cair na passarela, tendo uma convulsão”.

Em entrevista no domingo (28) ao Fantástico, Rogério ainda disse que o modelo passou por avaliação médica recente antes do desfile. Segundo o responsável pela carreira de Tales, o rapaz não apresentou problemas de saúde, o que o credenciou a trabalhar na SPFW.

Segundo Alexandra Soares, irmã do modelo, falou à reportagem, o atestado de óbito de Tales informa que a causa da morte dele é “indeterminada”.

Alexandra disse que não sabe o que matou seu irmão, mas fez questão de dizer que ele não sofria de anorexia nem usava drogas. “Eu quero esclarecer essas inverdades que estão dizendo sobre ele de drogas, anorexia, isso realmente não existe”, disse Alexandra Soares.

“Ele fazia Crossfit, Yoga, meditava, não usava drogas, tinha uma alimentação super saudável. É difícil entender. Só mesmo quando a gente tiver o laudo na mão para saber o que realmente aconteceu. Existem várias especulações. Estão dizendo várias inverdades, como por exemplo, [que a causa foi] anorexia, droga, veganismo, estresse ou, ainda, porque não ofereceram lanche vegano antes do desfile. Umas coisas absurdas”, contou a irmã.

De acordo com Alexandra, a família acompanhava o desfile através das redes sociais quando foi surpreendida por gritos da plateia e a interrupção da transmissão. Nesse momento, a família imaginou que o modelo havia tropeçado ou caído durante o desfile, até que o diretor da agência telefonou informando que era algo grave.

“Ele pediu para alguém da família vir para São Paulo porque a família é toda do interior de Minas e disse que ele não iria resistir, pois estava tendo paradas cardíacas e não estava conseguindo estabilizar. Dentro de dez minutos ele me ligou me dando a notícia de que ele não tinha resistido e que o médico disse que ele poderia ter um mal congênito”, relembra a irmã do modelo.

Alexandra afirmou que o irmão estava num momento muito feliz, sonhava em atuar como modelo no exterior.

A mãe do modelo Tales, Heloisa Cotta, se manifestou nas redes sociais e reforçou que o filho não tinha problemas de saúde ou transtornos alimentares. “Sempre teve muita saúde e sempre se cuidava com exames periódicos, portanto as fatalidades acontecem e era a hora dele”, escreveu ela.

Somente o laudo necroscópico do IML poderá apontar a causa da morte. A reportagem apurou que o médico-legista que fez a necropsia no corpo do modelo não conseguiu determinar o que o matou somente pelo exame clínico. Ele solicitou exames complementares, como de sangue e pesquisa toxicológica.

Especialista ouvido pelo Fantástico contou que casos assim costumam ocorrer por doença do coração. ‘90% dos casos de morte súbita são por problemas cardíacos’, disse o médico pesquisador da USP, Marcus Yu Bin Pai.