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Enxaqueca: O que é? Sintomas, causas e tratamentos.

A enxaqueca é considerada um tipo de dor de cabeça ou cefaleia. Sua principal característica é uma dor que pulsa em um ou dos dois lados da cabeça. Ela chega a durar entre quatro e setenta e duas horas dependendo do caso – quando ocorre em crianças esse período costuma ser mais curto.

As enxaquecas geralmente estão associadas à sensibilidade ao som, luz e cheiros. A crise de dor pode ser acompanhada de náuseas, mal estar ou vômitos. Este tipo de dor de cabeça geralmente envolve apenas um lado da cabeça, mas em alguns casos, os pacientes podem ter dor em ambos os lados. A dor é frequentemente descrita como latejante, e pode ser agravada com esforço físico.

Nem todas as dores de cabeça representam enxaquecas, e a enxaqueca não é a única condição que pode causar dores de cabeça graves e incapacitantes. As cefaleias tensionais ou cervicogênicas são também uma causa comum de dor de cabeça. Elas ocorrem devido à contração dos músculos do couro cabeludo, face e pescoço.

No Brasil, a enxaqueca vem se tornando cada vez mais comum. Segundo os números do Ministério da Saúde, de 2 a 10% dos homens brasileiros apresentam surtos de enxaqueca. No caso das mulheres essa porcentagem varia entre 5 a 25%. A doença costuma atingir principalmente pessoas entre os 25 e 45 anos – após essa idade, o número tende a cair principalmente entre o grupo feminino. Já as crianças têm porcentagens entre 3 a 10%.

A principal causa da enxaqueca é a dieta; outras causas incluem estresse, várias desordens nervosas ou endócrinas, alergias, o frio, infecções, pressão arterial elevada, problemas de visão, e a má postura.

A dor é muito intensa e geralmente ocorre em um lado do crânio. A principal causa da enxaqueca é a dieta; outras causas incluem estresse, várias desordens nervosas ou endócrinas, alergias, o frio, infecções, pressão arterial elevada, problemas de visão, e a má postura.

Enxaquecas são por vezes acompanhadas de náuseas, vômitos e intolerância à luz (enxaqueca comum). Dois terços dos doentes são mulheres (provavelmente devido a hormônios).

Pode afetar todas as idades, mas aparece pela primeira vez entre a infância e a idade adulta, possivelmente na gravidez e raramente após os 50 anos. As mulheres são mais freqüentemente afetadas por enxaqueca antes da menopausa.

Quais são os tipos de enxaqueca?

Tipos de cefaleias e dores de cabeca

Existem dois tipos de enxaqueca: com aura e sem aura, sendo que elas podem ser crônicas ou episódicas. Quem tem a crônica apresenta a cefaleia em 15 dias do mês ou mais.

A aura significa uma série de sintomas neurológicos, tais como alterações na visão, dormência de um lado, fraqueza, alucinações, distúrbios da fala, etc.Pode ser bastante assustador, especialmente na primeira vez que isso acontece. As auras aparecem em cerca de 1 em cada 3 pessoas com enxaqueca, mas é improvável que você as consiga todas às vezes. Então é possível que você tenha os dois tipos de enxaqueca, com auras acontecendo aqui e ali.

A enxaqueca com aura é mais rara do que a sem aura.

Enxaquecas sem auras são muito mais comuns que qualquer outro tipo. Você pode obtê-los quantas vezes várias vezes por semana ou tão pouco quanto uma vez por ano.

O que é a enxaqueca com aura?

enxaqueca com aura

A enxaqueca com aura é aquela que, além de todos os sintomas de dor, ainda faz a pessoa ter uma ampla gama de sintomas neurológicos, que podem incluir problemas na visão, enxergando o mundo com algo semelhante a uma aura (segundo estudos, isso ocorreria devido a mudanças na área do córtex do cérebro). A aura geralmente precede a dor de cabeça em menos de 30 minutos e dura de 5 a 60 minutos.  A aura pode aparecer em flashes de luz, manchas escuras, imagens brilhantes em ziguezague, ou “estrelas” e linhas em zigue-zague.

Em alguns casos há ainda outros sintomas da enxaqueca com aura. Auras motoras tendem a durar mais que outras formas de aura. A pessoa pode sentir uma certa dormência ou mesmo formigamento em um dos lados do corpo (geralmente aparece em um lado apenas). Isso é raro, mas pode ocorrer.

Outros sintomas comuns da aura podem incluir fraquzas, tonturas ou vertigens (sensação de tudo girando). A fala e a audição também podem estar prejudicados, com pacientes relatando episódios de alterações de memória, sentimentos de medo e confusão, e mais raramente, paralisia parcial ou desmaio.

Em adultos, a aura ocorre geralmente antes da dor de cabeça em si, mas em crianças, pode acontecer ao mesmo tempo que a crise de enxaqueca. É possível ter os sintomas de aura, sem apresentar crises de enxaqueca.

Quais as características da enxaqueca?

Caracteristicas da Enxaqueca

A enxaqueca se diferencia das dores de cabeça comuns justamente por conta dos seus sintomas. A crise de cefaleia costuma durar de quatro a setenta e duas horas, sendo pulsátil e não contínua.

Os sintomas mais comuns da enxaqueca são:

Como se faz o diagnóstico da enxaqueca?

Pode parecer óbvio, mas antes de iniciar qualquer forma de tratamento, você precisa ter certeza de que está sendo tratado da condição certa. Se você está tendo dores de cabeça regulares ou outros sintomas que suspeita serem enxaqueca, é importante consultar um médico e obter um diagnóstico adequado.

A enxaqueca é considerada um diagnóstico de exclusão. Isso significa que, para diagnosticar a enxaqueca, outras possíveis causas dos sintomas devem ser descartadas ou excluídas. Por isso, muitas pessoas perguntam: é possível diagnosticar enxaquecas com certeza?

Existe uma série de critérios e testes para diagnosticar enxaqueca. O diagnóstico de enxaqueca tipicamente centra-se na descrição dos diferentes sintomas da dor, há quanto tempo ocorrem e quanto tempo duram.

É por isso que é fundamental manter um registro dos seus sintomas – sua intensidade e frequência – no seu diário de sintomas da enxaqueca. Isso ajudará seu especialista em enxaqueca a determinar quais exames devem ser feitos para descartar outros motivos de desconforto.

Dependendo dos sintomas da enxaqueca, os médicos podem fazer uma série de outros exames antes de diagnosticar suas crises de enxaqueca.

Enxaqueca não pode ser diagnosticada com um teste de laboratório ou exames de imagem, como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Tais testes podem ser solicitados, no entanto, para descartar causas não-enxaquecosas da dor.

Depois que outras causas forem descartadas, o profissional de saúde contará com um exame físico e a descrição dos sintomas pelo paciente. O paciente pode ser questionado sobre:

  • Freqüência e gravidade das enxaquecas
  • Ações que parecem aliviar ou agravar os sintomas

O rastreamento dessas informações pode ajudar o profissional de saúde e o paciente a trabalhar em conjunto para identificar e evitar possíveis fatores desencadeantes de enxaqueca e encontrar o melhor tratamento. Medicamentos podem ser prescritos para aliviar os sintomas após o início da enxaqueca e reduzir o número de enxaquecas experimentadas.

cefaleia tensional e enxaqueca

Como que a enxaqueca ocorre?

A enxaqueca ainda é um mistério para os especialistas. Suas causas ainda são desconhecidas. O que se sabe atualmente é que as razões possuem influência genética e também estão relacionadas com alterações do nosso cérebro. Para entender melhor: a dor começa quando as células nervosas se encontram em um estado de hiperexcitabilidade.

Algum tipo de gatilho externo faz com que elas reajam e enviem impulsos para os vasos sanguíneos. Isso ocasiona sua constrição e logo em seguida sua dilatação e a liberação de substâncias inflamatórias que causam a dor, a serotonina e prostaglandinas.

Cada pessoa possui um padrão em suas crises.

Cada pessoa possui um padrão em suas crises de enxaqueca e o que varia é apenas a intensidade que elas ocorrem. A frequência entre as crises também pode variar bastante. Os gatilhos, que iniciam todo o processo também é bastante variável e certas pessoas simplesmente não possuem um gatilho específico.

Os especialistas apontam que os gatilhos mais frequentes são: perfumes e qualquer outro odor muito forte, jejum prolongado, luzes ou sons intensos, estresse, mudanças repentinas de umidade e temperatura, esforço físico intenso, dormir menos ou mais do que o normal, abuso de alguns remédios como analgésicos, fatores hormonais como os que ocorrem na fase de menstruação feminina, certos alimentos e bebidas específicos – frutas cítricas, gorduras, café, refrigerantes, álcool.

Quais os fatores de risco para enxaqueca?

Cerca de dois terços dos casos, acredita-se que são causados por fatores genéticos. Os pacientes com enxaqueca podem ter recebido a predisposição genética de algum familiar. Embora em apenas um tipo mais raro de enxaqueca como a hemiplégica familiar (que é genética), aceita-se atualmente a teoria, que os demais tipos, inclusive os mais comuns, como a enxaqueca sem aura, poderiam ser herdados através de alguns genes.

A alteração dos níveis hormonais também pode ter algum papel de desencadear a enxaqueca, uma vez que afeta ligeiramente mais rapazes que moças, durante a puberdade, mas cerca de duas a três vezes mais mulheres do que homens na fase adulta. A doença ocorre em 3 a 10% das crianças, afetando igualmente ambos os gêneros e é predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir.

O risco de enxaquecas geralmente diminui durante a gravidez. Não se conhecem os mecanismos exatos da enxaqueca. No entanto, acredita-se que seja um transtorno neurovascular. A principal teoria está relacionada com o aumento da excitabilidade do córtex cerebral e de anormalidades no controle dos neurônios da dor, nos núcleos do nervo trigêmeo do tronco cerebral.

Como são as dores da enxaqueca?

Sintomas da Enxaqueca

Segundo a Sociedade Internacional de Cefaléia, as crises de enxaqueca se caracterizam da seguinte forma:

  • Dor pulsátil ou latejante, podendo ser em pressão ou aperto nas regiões da têmpora
  • A dor se apresenta mais de um lado da cabeça, mas também pode aparecer dos dois
  • A intensidade é moderada a severa
  • Geralmente incapacita o paciente para as suas atividades normais
  • Inicia leve e progressiva
  • Piora com esforços ou atividades físicas
  • Duram em média de 4 a 72 horas, geralmente terminando de forma gradual
  • É associada a pelo menos dois sintomas, como enjoo ou vômitos
  • Intolerância à claridade ou a ruídos
  • Após as crises, algumas pessoas sentem-se ótimas, enquanto outras, como se um “trator” tivesse passado por suas cabeças, sentindo, inclusive, dor intensa no couro cabeludo
A enxaqueca pode ocorrer, sem ao menos um aviso que anteceda a dor, mas normalmente ela anuncia que está a caminho.

Muitas vezes a crise de enxaqueca pode apresentar-se até mesmo antes de iniciar, a partir de “avisos” que o organismo pode fornecer. Por vezes, estes avisos se iniciam inespecíficos, um dia ou algumas horas antes, com sensações como desconforto na cabeça, bocejos frequentes, irritabilidade, perda da capacidade de concentração ou raciocínio, diarreia, desejo exagerado por algum tipo de alimento ou aversão total, desconforto abdominal e palidez que é muito frequente em crianças.

A enxaqueca pode ocorrer, sem ao menos um aviso que anteceda a dor, mas normalmente ela anuncia que está a caminho. 

Precedendo a crise em menos de duas horas, os sinais apresentam-se em determinados indivíduos, como dormência ou diminuição da força muscular em um lado ou parte do corpo. Pode ser observado também pontos brilhantes ou raios luminosos e perda total ou parcial de uma parte do campo de visão, os chamamos aura.

O padrão de crise da dor normalmente é sempre o mesmo para cada indivíduo, variando apenas em intensidade. O espaçamento entre crises é variável. As crises podem variar de poucas a mais de dez crises por mês.

Sabe-se também que o gatilho para as crises em enxaqueca variam de indivíduo para indivíduo, sendo que em alguns a pessoa pode não apresentar nenhum gatilho específico. Os gatilhos de enxaqueca mais comuns são estresse, jejum prolongado, dormir mais ou menos do que o de costume, mudanças bruscas de temperatura e umidade, perfumes e outros odores muito fortes, esforço físico, luzes e sons intensos, abuso de medicamentos, incluindo analgésicos e fatores hormonais.

É muito comum mulheres portadoras de enxaqueca apresentarem dor nas fases pré, durante ou após a menstruação, a chamada enxaqueca menstrual. Esse tipo de enxaqueca tende a melhorar espontaneamente na menopausa. Muitas mulheres têm as crises pioradas, ou até melhoradas, a partir do momento que iniciam o uso de anticoncepcionais orais.

Há relação da enxaqueca com alimentação?

Há relatos de que certos alimentos também possam predispor o indivíduo a crises de enxaqueca.

Há relatos de que certos alimentos também possam predispor o indivíduo a crises de enxaqueca, como queijos amarelos envelhecidos, frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego), carnes processadas, frituras e gorduras em excesso, chocolates, café, chá e refrigerantes à base de cola, aspartame (adoçante artificial), glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa), excesso de álcool.

No entanto, isso é variável, e nem sempre encontra-se uma relação causal entre alimentação e enxaqueca.

Qual o tratamento da enxaqueca?

tratamento de enxaqueca

A enxaqueca não tem exatamente um tratamento, mas sim como ser prevenida e também como aliviar a dor quando ela aparece. Para tratar a enxaqueca é preciso confirmar se o diagnóstico está correto. E também pesquisar sobre qual fator ou fatores que desencadeia o problema, ou seja, que é o gatilho. Assim, o paciente já saberá que precisa evitar esses gatilhos a todo o custo. Isso vai ajudar a prevenir.

Existem também alguns medicamentos considerados de prevenção para enxaqueca, mas que apenas o seu médico, conhecendo seu organismo e histórico de saúde pode indicar. Entre eles estão alguns betabloqueadores, antivertiginosos, antidepressivos e neuromoduladores. Cada um será eficaz dependendo de cada caso do paciente.

Quando a dor já está instalada, o melhor é tomar os medicamentos que seu médico aconselhou e fazer isso o mais rápido possível para que o desconforto não seja tão grande e seu cotidiano não seja alterado por conta da doença.

O tratamento inicial recomendado envolve simples analgésicos para as dores de cabeça, como a dipirona, paracetamol e também relaxantes musculares como a ciclobenzaprina.

É importante lembrar que não é aconselhado tomar remédios por conta própria, principalmente no caso de quem tem enxaqueca. No entanto, antes de iniciarmos um tratamento para crises mais prolongadas, é preciso saber se o diagnóstico está correto e qual o fator desencadeante dela. Assim, consulte o médico especialista em dor para descartar outras possíveis causas de cefaléia, como a síndrome dolorosa miofacial, cefaléia cervicogênica, e também as dores orofaciais.

Somente um médico especializado no assunto pode saber qual o medicamento mais indicado para cada caso. Além disso, ele vai sugerir a dosagem correta e a duração do tratamento. É necessário seguir essas recomendações à risca para que o tratamento dê certo. Tomar remédio a mais ou esquecer de toma-lo na hora certa interfere no resultado e pode até mesmo piorar o problema.

No geral, o melhor é tentar evitar esses fatores desencadeantes (stress, alimentação, menstruação, dentre outros) e tomar o medicamento indicado pelo médico quando uma crise aparecer.

Seguir as indicações médicas, ter uma alimentação balanceada, pode ajudar a evitar essa terrível dor. Em algum determinado momento da vida as pessoas poderão sofrer desse mal, então nada como estar preparado para enfrentá-lo.

Atualmente, a acupuntura vem sendo considerada uma boa alternativa ou tratamento paralelo para a enxaqueca. Existem pontos específicos que ajudam a aliviar a dor e prevenir o problema.

Como lidar com uma crise de enxaqueca?

Existem algumas recomendações que podem ajudar o paciente quando ele apresenta uma crise de enxaqueca. A primeira providência é sempre ter por perto os seus medicamentos – deixe-os sempre na bolsa ou no carro. E devem tomá-lo assim que sentir os primeiros sinais de dor. Isso é muito importante pois depois de um tempo que a dor de cabeça começa, acontece um processo de sensibilização central. Esse processo não só mantém a dor como ainda a torna rebelde aos analgésicos.

A acupuntura vem sendo bastante procurada como forma de aliviar a dor e relaxamento.

Da mesma forma que os gatilhos que iniciam a enxaqueca variam de uma pessoa para outra, as formas de alívio também variam. Alguns precisam de um completo silêncio e escuro, enquanto outros não necessitam de compressas quentes ou frias. A acupuntura vem sendo bastante procurada como forma de aliviar a dor e relaxamento.

A massagem também pode ter um bom efeito. Além disso, homeopatia e terapia de biofeedback podem ajudar para alguns pacientes.

É bom lembrar que o analgésico trata apenas a dor da enxaqueca, que costuma ser o pior desconforto de uma crise. Mas quem apresenta outros sintomas como náuseas e vômitos, precisam cuidar disso separadamente. Caso não consiga deter o vômito, pode precisar tomar analgésicos injetáveis em um pronto socorro para surtir efeito.

A enxaqueca deixa a pessoa sensível tanto a luzes quanto aos sons. Por isso assim que começar a sentir a dor, o paciente deve procurar um lugar sem nenhum barulho e pouca luz. O ideal é ficar deitado, em completo repouso, evitando ao máximo qualquer atividade que lhe tire dessa situação.

Outro fator muito importante é manter-se hidratado o tempo todo. Pode ser água ou qualquer outro líquido que você sabe que não irá piorar o desconforto. Tente fazer refeições leves, como saladas e sopas simples. Algumas pessoas não conseguem ingerir nenhum alimento sólido. Se isso persistir por muito tempo é necessário procurar ajuda médica para resolver a situação.

Quem tem episódios de enxaqueca deve saber que eles são autolimitados e que não resultarão em qualquer complicação neurológica permanente. Já quem apresenta a enxaqueca crônica pode ter incapacitação por dor porque essa vai afetar as atividades cotidianas e toda a qualidade de vida.

Como prevenir a enxaqueca?

Quando as enxaquecas se tornam tão frequentes ou graves que interferem no trabalho ou nas atividades habituais, pode ser importante considerar a utilização de estratégias preventivas.

Se forem usados medicamentos agudos mais de 2 dias por semana, o abuso deles pode levar a mais dores de cabeça, às vezes chamadas de rebote ou dores de cabeça de uso excessivo de medicamentos, e a única maneira de sair dessa situação é iniciar uma estratégia preventiva.

Se você tem mais de quatro dias de enxaqueca por mês, você pode querer considerar uma medicação preventiva. No entanto, a terapia preventiva também pode ser dada para sintomas menos frequentes, mas muito incapacitantes.

É razoável considerar um medicamento preventivo quando:

  • Os sintomas estão interferindo significativamente no trabalho, na escola ou na vida social
  • Os sintomas ocorrem pelo menos uma vez por semana
  • Embora não seja oficialmente aprovado, o uso de um medicamento preventivo pode ser útil para confirmar uma suspeita de diagnóstico.

Como a acupuntura pode ajudar na enxaqueca?

Acupuntura Hong Jin Pai Marcus Pai

A Acupuntura tem ótimos efeitos analgésicos, relaxante muscular e anti-inflamatória. Assim, a acupuntura pode ser uma ótima aliada nas crises álgicas, para diminuir a intensidade da dor da enxaqueca, e também pode ser utilizada para aumentar o espaçamento entre as crises, fazendo com que o paciente sofra menos dessas dores durante o dia-a-dia.

A acupuntura também auxilia no controle de náuseas e mal estar muitas vezes associada às crises dolorosas, que prejudicam ainda mais o paciente.

Além disso, a acupuntura acaba tendo outros efeitos secundários importantes para estes pacientes, auxiliando na melhora da qualidade de vida, ao influenciar sobre hormônios e neurotransmissores relacionados ao stress, ansiedade, e sono. Assim, a acupuntura pode fazer parte de um tratamento multidisciplinar para a melhora da enxaqueca, e também pode inclusive ajudar a diminuir a necessidade de uso de medicamentos de uso contínuo para estas dores, que muitas vezes podem ter efeitos colaterais indesejáveis, como ganho de peso, obstipação e náuseas.

O que pode funcionar para uma pessoa pode não funcionar para outra e o seu plano de gestão da enxaqueca será individual.

Considerações finais sobre enxaqueca

A enxaqueca é uma condição complicada que varia muito entre os indivíduos. O que pode funcionar para uma pessoa pode não funcionar para outra e o seu plano de gestão da enxaqueca será individual para si.

Os médicos são incapazes de prever como um indivíduo irá responder a um determinado tratamento, então isso significa que você pode precisar tentar vários tratamentos diferentes até que um é encontrado que é o melhor para controlar a sua condição. A enxaqueca é uma condição para a qual, infelizmente, não existe actualmente cura.

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