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Ansiedade e estresse: o que são, sintomas e tratamentos

Conheça mais sobre o estresse e ansiedade e saiba como a acupuntura pode te ajudar

A maioria das pessoas experimenta ansiedade e estresse em algum momento de suas vidas. Essas sensações fazem parte do ser humano, mas ambas podem afetar negativamente a qualidade de vida se durarem muito tempo ou se surgirem de forma grave e prejudicial ao bem-estar.

Embora o estresse e a ansiedade compartilhem muitos dos mesmos sintomas emocionais e físicos – irritação, tensão, dores de cabeça, diarreia e perda de sono –, têm origens muito diferentes. Descobrir qual dos dois fatores se está enfrentando é fundamental para encontrar um plano de tratamento eficaz.

Distúrbios de stress e ansiedade incluem o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), e stress pós traumático (NICE 2007; Clinical Evidence 2007). Estes distúrbios podem ser crônicos, e causar incapacidades e prejuízos importantes na qualidade de vida da pessoa, se não tratada (NICE 2007). Outros distúrbios e sintomas comuns como preocupação excessiva, transtornos de sono, irritabilidade e baixa concentração, ansiedade, podem resultar em sintomas físicos como excesso de suor, náuseas, diarréia, boca seca, palpitações, fadiga, tontura, e tensões musculares (American Psychiatric Association 2000).

 

O que é ansiedade?

Embora os sintomas de ansiedade variem de caso para caso, é bem provável que em algum momento na vida todas as pessoas experimentem sofrimento físico e emocional, como respiração rápida, coração batendo forte, problemas para dormir, sentimentos de pavor ou até mesmo preocupações. Isso é completamente normal.

Uma certa quantidade de ansiedade pode até ser útil para vida, o problema ocorre quando seus sintomas ficam persistentes, excessivos ou rotineiramente desencadeados por situações que não são uma ameaça real.

Os sintomas da ansiedade generalizada vão muito além da ansiedade regular que as pessoas vivenciam no dia-a-dia. Os impactados são acometidos de forma crônica, e geram experiências de preocupação e tensão severas, normalmente sem causa. Essa desordem está envolvida com a antecipação de desastres, sendo comum a preocupação excessiva com a saúde, dinheiro, família e trabalho. Algumas vezes apenas o pensamento de passar por uma situação traz dias de ansiedade. Pessoas com ansiedade generalizada não conseguem se livrar das suas preocupações, mesmo quando realizam que a ansiedade não se justifica.

Pessoas com ansiedade generalizada também parecem incapazes de relaxar, apresentando problema para iniciar ou permanecer no sono. Suas preocupações são acompanhadas de sintomas físicos como tremores, contorções, tensão muscular, dores de cabeça, irritabilidade, sudorese, ondas de calor, tontura e falta de ar.

Na verdade, este conceito de doenças psicossomáticas causadas pelos distúrbios emocionais já foi descrito pelos antigos médicos na China, há mais de três mil anos. O primeiro capítulo de um livro antigo de Acupuntura e Medicina Chinesa já mencionava que para manter a homeostase (equilíbrio) do corpo, o indivíduo deve manter a mente calma, praticar exercícios físicos adequados, manter a respiração suave e lenta além de uma alimentação regrada, ou seja, nada de excessos no dia-a-dia.

Passaram-se tantos séculos e essas recomendações continuam válidas. Comumente são repetidas em palestras ou nos livros de auto-ajuda, descritos pelos especialistas.

O que é estresse?

Estresse é uma reação natural do corpo a qualquer mudança que exija um ajuste ou resposta. O corpo reage a essas mudanças com respostas físicas, mentais e emocionais.

O estresse é parte normal da vida, podendo ser experimentado no ambiente, no corpo e nos pensamentos. Até mudanças positivas na vida, como promoção, casamento ou nascimento de um filho, produzem estresse.

Assim como a ansiedade, o problema é importante quando prejudica a qualidade de vida do indivíduo e dificulta atividades que fazem parte da vida, como trabalhar e se relacionar.

O estado de estresse, em geral, pode estar sob algum tipo de estímulo, de forma aguda ou crônica, com algumas causas mais freqüentes:

Mudanças bruscas de hábitos

Como por exemplo mudanças na situação familiar, como o filho que se muda para longe – tanto os pais como os filhos podem sofrer o efeito!

Quebra de rotina

Sono irregular, sobrecarga de trabalho, expectativas exageradas, falta de preparo psíquico para enfrentar condições hostis. Acontecimentos de impacto emocional, dependência química.

Ambientes agitados e barulhentos

E também outras dificuldades de adaptação ao ambiente de convivência.

Distúrbios psíquicos prévios

Problemas de relacionamento afetivo, problemas de envelhecimento precoce, baix auto-estima, problemas de locomoção

O estímulo estressante pode causar uma série de sintomas tanto orgânicos como de alterações psíquico-comportamentais.

Além de que, em condições crônicas causa desgaste físico-mental, chegando até a causar condições degenerativas permanentes.

Muitos indivíduos com ansiedade generalizada se assustam mais facilmente que outras pessoas. Eles tende a se sentir cansados, apresentam problemas de concentração e podem sofrer de depressão. A ansiedade generalizada pode causar náusea, idas frequentes ao banheiro ou o sentimento de um caroço na garganta.

Diferença entre ansiedade e estresse

Ansiedade e estresse são frequentemente confundidos. Embora sejam semelhantes e possam acontecer de forma intercambiável, as duas sensações são diferentes.

O estresse é uma resposta a uma causa externa, como um prazo apertado para entregar uma tarefa no trabalho ou uma discussão com um amigo, que desaparece quando a situação é resolvida. Como é causado por fatores externos, pode ser resolvido pelo enfrentamento do problema.

Já a ansiedade tem origem interna e é caracterizada por um sentimento persistente de apreensão ou medo em situações que não são realmente perigosas. O estresse, inclusive, é um gatilho comum para a ansiedade.

Ao contrário do estresse, a ansiedade persiste mesmo depois que uma preocupação passa. Em casos mais graves, pode até mesmo evoluir para um transtorno de humor ansioso, como síndrome do pânico, fobia, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de estresse pós-traumático.

Em ambas as situações, há muitas maneiras de gerenciar e reduzir os sintomas, as quais vão desde a prática de atividades físicas e meditação até tratamentos médicos e psicológicos.

Causas

Assim como doenças cardíacas e diabetes, as desordens de ansiedade são complexas e resultam de uma combinação de influência genética, comportamental, do desenvolvimento e outros fatores.

Através de estudos para desenvolver tecnologias e técnicas neuroquímicas, os cientistas estão encontrando um caminha para interagir com as estruturas responsáveis pelas emoções que estão relacionadas com os distúrbios de ansiedade. Muitas pesquisas são destinadas à amígdala, uma estrutura em forma de amêndoa no interior do cérebro.

Acredita-se que a amígdala sirva como central de comunicação entre as partes do cérebro que processam os sinais sensoriais recebidos e as partes que os interpretam. E emite um sinal de quando há presença de perigo, disparando a resposto do medo (ansiedade). É o que acontece quando uma lembrança emocional é guardada na parte central da amígdala, ela pode ter função nas desordens envolvendo medos incomuns, como fobias. Enquanto outras partes podem estar associadas com outras formas de ansiedade

Através do maior conhecimento dos circuitos cerebrais envolvendo medo e ansiedade, os cientistas serão capazes de elaborar tratamentos mais específicos para os distúrbios de ansiedade. E algum dia será possível aumentar a influência das partes pensantes na amígdala cerebral, de forma que a resposta de medo e ansiedade se manterão sob controle consciente. Além disso, com as novas descobertas sobre a neogênese (origem de novas células cerebrais) durante a vida, possivelmente haverá um método para estimular o crescimento de novos neurônios no hipocampo de pessoas com ansiedade severa.

Estudos com gêmeos e famílias sugerem que a genética tem papel na origem dos distúrbios de ansiedade. Contudo, a vivência também tem impacto. Adversidades na infância e pais superprotetores têm sido associados com o desenvolvimento tardio de transtornos de ansiedade generalizada, mas nenhum fator ambiental foi identificado como causador ou preditivo para a ansiedade.

Os pesquisadores se dedicam a aprender como os fatores genéticos e experiências se relacionam com cada uma das desordens de ansiedade, informação essas que podem ajudar na prevenção e no tratamento.

As manifestações no organismo

O organismo reage ao estímulo de estresse e, geralmente, aumenta a pressão arterial e a freqüência cardíaca, contraindo músculos e vasos sanguíneos. Esta reação pode ser prejudicial, dependendo da intensidade, tempo de duração de estresse e a vulnerabilidade do indivíduo.

Basicamente, afeta o sistema imunológico que é responsável pela defesa do corpo, também o sistema nervoso que responde pela capacidade de restaurar o reajuste do corpo e o sistema endócrino, responsável pela produção hormonal. Por isso, as manifestações de sintomas de stress e ansiedade são diversas e individuais.

Nas crianças e adolescentes com transtornos de ansiedade generalizada, a ansiedade e preocupação estão geralmente associadas com a qualidade da performance na escola ou eventos esportivos. Adicionalmente, as preocupações podem incluir pontualidade, conformidade, perfeccionismo – eles podem ser tão inseguros deles mesmos que vão refazer uma tarefa até atingirem o nível de perfeição.

Por que tratar a ansiedade?

De nada adianta a nossa explanação sobre o tratamento de uma doença, se a pessoa não acreditar nos malefícios da doença. É preciso entender a gravidade que a ansiedade traz ao organismo, com prejuízos iminentes ao corpo se ela não for resolvida.

A ansiedade, se não for tratada, pode causar:

Aumento de peso
Compulsão alimentar
Roer unhas
Arrancar fios de cabelo
Dependência de drogas lícitas e ilícitas
Cefaléias frequentes
Problemas no estômago
Cansaço extremo
Insônia
Transtornos sexuais
Prejuízo na auto-estima
Prejuízo na qualidade de vida

Pesquisadores da American Psychological Association (APA) constataram que quase metade dos norte-americanos não sabe quando buscar ajuda profissional, e o índice se reflete na população mundial.

Muitas pessoas tentam “aguentar firme” e lidar com ansiedade e estresse sozinhas, mas a continuidade dessas perturbações pode ter sérias conseqüências.

Quando é a hora de tratar ansiedade?

Esta é uma pergunta que os ansiosos já devem ter feito a si mesmos. Você sabe quando é a hora de tratar ansiedade? Como diferenciar um sentimento normal do prejudicial?

A ansiedade deve ser tratada quando ela atrapalhar o andamento das atividades diárias. A pessoa até pode conseguir realizar suas funções, mas faz isto de maneira sofrida, difícil. Se isto acontecer frequentemente, é hora de procurar ajuda especializada.

É hora de procurar ajuda quando:

  • Você está tão preocupado que tem problemas para se concentrar;
  • O estresse ou a ansiedade são tão intensos que interferem nas atividades o dia a dia, como comer, dormir, trabalhar e se relacionar com outras pessoas;
  • Você se sente tão mal que parece que não há saída para melhorar;
  • Você sente sintomas físicos.

 

Se você não tiver certeza que o que sente é ansiedade ou estresse ou se você tomou medidas para controlar seu humor, mas seus sintomas continuaram, consulte um médico ou considere procurar psicólogo. Esses profissionais o ajudarão a identificar a origem das alterações e ensinarão ferramentas para enfrentá-la.

Sintomas Gerais

Distúrbios físicos:

Dores de cabeça, indigestão, dores musculares, insônia, aumento da freqüência cardíaca, alergias, distúrbio do sono, queda de cabelo, mudança de apetite, gastrite, síndrome de colo irritável, cistite, dermatoses e esgotamento físico.

Distúrbios psicológicos:

Apatia, memória fraca, alteração de comportamento, desmotivação, agressividade, irritabilidade, intolerância, instabilidade emocional e ansiedade.

Diagnóstico de ansiedade

O ideal é busca um clínico geral, psiquiatra ou neurologista para relatar seus sintomas. Esse especialista começará a triagem com uma conversa que engloba o histórico pessoal completo.

Nessa fase, o paciente deve ser completamente honesto sobre seu histórico de saúde, como doenças que enfrenta ou já enfrentou, medicações que toma, alterações hormonais que possa estar vivendo e níveis de consumo de álcool, drogas e café.

O profissional de saúde também poderá fazer as seguintes perguntas:

  • Quais são seus sintomas?
  • Como eles afetam seu cotidiano?
  • Você evita situações que te deixam ansioso ou estressado?
  • Quando os sintomas tiveram início?
  • O que te “tira do sério”?
  • Você já enfrentou algum trauma?
  • Você tem histórico familiar de transtornos psiquiátricos?

Visando facilitar o diagnóstico e não deixar passar nenhum detalhe, é recomendado anotar todas as informações sobre o quadro e levar dúvidas por escrito.

Para diagnosticar transtornos de ansiedade e estresse exacerbado, é essencial que o médico faça um exame físico completo, a fim de descobrir ou descartar outras doenças que também possam causar os sintomas relatados acima. Condições médicas com sintomas semelhantes aos ansiosos e estressados incluem:

  • ataque cardíaco
  • angina
  • prolapso da válvula mitral
  • taquicardia
  • asma
  • hipertireoidismo
  • tumores da glândula adrenal
  • menopausa
  • efeitos colaterais de certos medicamentos, como remédios para pressão alta, diabetes e distúrbios da tireóide
  • abstinência de certos medicamentos, como os usados ​​para tratar distúrbios de ansiedade e sono
  • abuso ou retirada de substâncias

A depender dos resultados de anamnese, aferição da pressão arterial, ausculta dos batimentos cardíacos e respiração, o especialista poderá solicitar exames laboratoriais e de imagem, como hemograma, ultrassom da tireóide e testes neurológicos.

Tratamento para ansiedade e depressão

Se você está sofrendo de nervosismo, preocupações implacáveis ou fobia incapacitante, é importante saber que não precisa viver com ansiedade e estresse.

Felizmente, há muitos tratamentos eficazes disponíveis. O ideal é concentrar-se em controlar os sentimentos negativos, já que eles fazem parte da vida em níveis saudáveis e não podem ser eliminados por completo.

Há diversas opções para ajudar nessa tarefa:

 

 

Remédios

Quem manifesta estresse ou ansiedade graves, ao ponto de sofrer prejuízo em atividades cotidianas, deve ser encaminhado a um psiquiatra que poderá prescrever medicamentos, como ansiolíticos, antidepressivos e benzodiazepínicos.

Esse remédios não tratam os problemas, mas amenizam seus sintomas a fim de dar condições para que o paciente entenda as origens dos desconfortos em terapia.

Manter o plano de tratamento passado pelo médico é crucial para que os medicamentos funcionem efetivamente. Já parar com ele abruptamente ou sem orientação do profissional de saúde pode gerar piora do quadro e efeitos colaterais importantes.

 

Terapia

A terapia é uma das opções mais eficazes de tratamento para ansiedade e estresse. Diferente da medicação para ansiedade, ela faz mais do que amenizar os sintomas do problema, já que ajuda o paciente a descobrir causas de suas preocupações e medos.

O método ainda engloba técnicas de relaxamento e ensina o paciente a lidar melhor com situações cotidianas e sentimentos, de modo a desenvolver habilidades de enfrentamento e resolução de problemas.

É possível procurar um terapeuta individual ou ingressar em grupos de apoio nos quais se pode falar abertamente sobre os problemas. Em ambos os casos, a terapia fornece ferramentas para superar sentimentos conflituosos e ensina como usá-las.

 

Medicina Chinesa

O efeito da acupuntura para ansiedade e estresse, além de outras doenças psicossomáticas, produz uma série de reações locais e nos sistemas do organismo que aliviam os sintomas de forma imediata e progressiva.

A explicação é que o estímulo a determinados pontos do corpo, por meio da acupuntura clássica, da eletroacupuntura e da auriculoterapia, promove a liberação de substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar, como endorfina, dopamina e serotonina, o que resulta em um estado de calma, analgesia e relaxamento.

 

 

Hábitos saudáveis

Independente de seu quadro ser grave ou não, vale adotar táticas para diminuir o impacto que ansiedade e estresse têm sobre você. Algumas medidas incluem:

Conecte-se com amigos e familiares: ligue ou passe um tempo com pessoas positivas e que te façam se sentir bem.

Relaxe e recarregue: desfrute de algum tipo de atividade de lazer que ajude a relaxar, como trabalhar no jardim, dar um passeio na praia ou fazer uma trilha na natureza.

Se alimente bem: dieta ruim e estresse estão intimamente relacionados. Esteja atento ao que você ingere, pois corpos bem nutridos estão melhores preparados para lidar com o humores intensos. Portanto, evite lanches industrializados, ricos em açúcar e gorduras e dê preferência a frutas frescas, verduras e legumes

Exercite-se regularmente: praticar alguma atividade física, mesmo que seja por apenas 15 minutos por dia, é capaz de transformar seu humor. Os exercícios liberam endorfinas na circulação sanguínea, que são hormônios capazes de melhorar o humor e reduzir estresse e ansiedade.

Ria: o riso também libera endorfinas que melhoram o humor. Portanto, aposte nele, seja assistindo a uma comédia ou ouvindo uma piada.

Durma bem: descansar o corpo e a mente é importante para evitar ansiedade e estresse, já que o cansaço pode causar irritação e má digestão. Por isso, aposte em seis a oito horas de sono por noite.

Evite álcool, cigarro, cafeína e drogas: essas substâncias são estimulantes, então podem aumentar a ansiedade. Além disso, elas agem como formas temporárias de escape ao estresse e têm efeitos negativos em longo prazo.

Acalme o corpo e a mente: durante uma crise, respire fundo e lentamente para oxigenar ou corpo e acalmar sua mente. Práticas de relaxamento e equilíbrio, como ioga, meditação, pilates e tai chi chuan podem estimular o sistema nervoso parassimpático, que tem efeito direto no descanso e na renovação.

Os efeitos do tratamento por Acupuntura

acupuntura, por meio de estímulo pelas agulhas e outros instrumentos, em pontos específicos do corpo, produz uma série de reações locais e sistêmicas, resultando alívio dos sintomas de forma imediata ou progressiva.

As ações de acupuntura são pela via nervosa – explicando de forma resumida – há a liberação de substâncias como a endorfina, dopamina e serotonina em várias regiões do cérebro, resultando em efeito de analgesia, calmante, antidepressivo, relaxamento muscular, melhora de funções dos órgãos internos mesmo quando já existem distúrbios, melhora de problemas alérgicos e outros já comprovados em muitas pesquisas científicas realizadas no mundo inteiro.

Com a acupuntura, associada ao tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, ou utilizada exclusivamente, o uso de ansiolíticos pode ser reduzido ou até mesmo suspenso, livrando assim o paciente de efeitos colaterais. Isso porque a acupuntura tem efeito sedativo e ansiolítico, agindo na liberação de substâncias do sistema nervoso central, entre elas a endorfina, dopamina, encefalina e serotonina.

A encefalina, por exemplo, além de diminuir a dor, age no sistema límbico (a parte do encéfalo que controla as emoções), gerando bem-estar e conseqüente relaxamento mental. A liberação de tais substâncias, promovida pelas aplicações, é fator importante no tratamento de distúrbios como a ansiedade, depressão, síndrome de pânico e outros, além de atuar no controle de manifestações físicas como palpitação, distensão abdominal e gastrite.

O tratamento de acupuntura para o estresse e suas manifestações sistêmicas e psicológicas é bastante satisfatório. Não há efeitos colaterais relevantes que sejam conhecidos. 

Em geral, aplica-se de uma a duas aplicações por semana, e, em caso de dores musculares, o paciente já sente alívio logo após a primeira aplicação. Já as alterações emocionais e os distúrbios de sono podem levar mais de dez sessões para terem efeito consolidado. Portanto, o efeito varia caso a caso, dependendo da duração de tempo dessas doenças, da causa e da vulnerabilidade dos pacientes.

E, finalmente, não podemos esquecer a importância de um diagnóstico o mais correto possível, para evitar a presença concomitante de outras doenças. Portanto, ressaltamos a necessidade do tratamento de stress e ansiedade ser realizado por médicos especializados em acupuntura.

Pesquisas científicas com Acupuntura no tratamento de Ansiedade e Stress

Recentemente, vem sendo publicado na literatura diversos resultados preliminares positivos do efeito da Acupuntura no tratamento de diversas condições como ansiedade e depressão leve (Wang 2001), ansiedade crônica relacionada ao stress pós-traumático (Hollifield 2007), abuso de substâncias (Chae 2008, Courbasson 200, Grusser 2005), insônia (Spence 2004), e várias outras condições aonde a ansiedade e stress também fazem parte do quadro de sintomas, como asma (Scheewe 2008), dor músculo-esquelética (Hansson 2007, He 2005) e pós acidente vascular cerebral (Wu 2008).

Estas pesquisas científicas vêm demonstrando que o tratamento por Acupuntura pode beneficiar os pacientes com distúrbios de stress e ansiedade, por:

– Agir em áreas cerebrais conhecidas por reduzir a sensibilidade a dor e stress, e promover relaxamento e desativação da região “analítica” cerebral, que é responsável pelas preocupações excessivas e ansiedade (Hui 2010)

– Regular níveis de neurotransmissores (ou os seus moduladores) e hormônios como a serotonina, noradrenalina, dopamina, gaba, neuropeptídeo Y e ACTH; alterando assim a neuroquímica do sistema nervoso central, auxiliando na modulação dos estados afetivos negativos (Lee 2009, Samuels 2008, Zhou 2008, Yuan 2007).

– Estimular a produção de opióides endógenos que afetam o sistema nervoso autonômico (Arranz 2007). O stress ativa o sistema nervoso simpático, enquanto que a Acupuntura pode ativar o sistema nervoso parassimpático, que tem efeitos opostos ao simpático, iniciando a resposta de relaxamento.

– Diminuir os níveis de citocinas inflamatórias relacionadas à ansiedade (Arranz 2007)

– Diminuir as mudanças relacionadas ao stress na bioquímica e comportamento (Kim 2009).

 

 

A Eletroacupuntura no tratamento de Stress e Ansiedade

Um estudo publicado recentemente no Journal of Alternative and Complementary Medicine encontrou que a eletroacupuntura – que consiste na aplicação de pequenos estímulos elétricos através das agulhas de acupuntura – foi tão efetivo quanto a fluoxetina (nome genérico do Prozac) na redução dos sintomas de depressão. Durante 6 semanas, pacientes foram submetidos à eletroacupuntura 5 vezes na semana ou uma dose padrão de fluoxetina.

Os pesquisadores acompanharam os sintomas dos pacientes a cada 2 semanas, e dosavam os níveis sanguíneos de uma proteína neuroprotetiva, o fator neurotrófico de crescimento nervoso (GDNF). Estudos prévios encontraram que menores doses de GDNF em pacientes com depressão, e que o tratamento com medicamentos antidepressivos auxiliava no retorno do GDNF a níveis normais.

Após seis semanas de tratamento, os dois grupos demonstraram uma melhora similar nos sintomas, e em ambos os tratamentos, os níveis de GDNF retornaram ao normal. No entanto, os pacientes que foram submetidos à eletroacupuntura obtiveram resultados mais rapidamente, com redução dos sintomas na 2a e 4a semana melhores que o grupo que recebeu o medicamento antidepressivo. Entre os pacientes que apresentaram melhora importante de seus sintomas, uma maior porcentagem do grupo acupuntura apresentou “melhora ótima”.

 

A auriculoterapia como um método adjuvante

A acupuntura auricular, ou auriculoterapia, é uma técnica que estimula os pontos através de sementes que são inseridas na orelha do paciente. Ela apresenta bons resultados e, em uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, apresentou redução de 20% de ansiedade moderada e alta.

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