Terapia por ondas de choque em São Paulo
Pulsos acústicos de alta energia aplicados sobre o tendão ou a calcificação para reativar o reparo onde a cicatrização travou. É o tratamento para fascite plantar, tendinite calcária do ombro, epicondilite e tendinopatia do Aquiles que não cederam à reabilitação, em um ciclo de 3 a 5 sessões, sem corte e sem internação.
A terapia por ondas de choque aplica pulsos acústicos de alta energia sobre o tendão ou o osso doente, um estímulo mecânico que reativa o processo de reparo onde a cicatrização ficou estagnada. Não é cirurgia, não há corte e não há internação: o foco é a tendinopatia crônica e a calcificação que persistem depois de meses de reabilitação bem feita.
- O que é
- Pulsos acústicos de alta energia aplicados de fora do corpo sobre o tendão, a entese ou o osso, para reativar o reparo tecidual.
- Invasivo?
- Não, sem corte e sem internação. Procedimento ambulatorial, feito no consultório.
- Sessões
- Em geral 3 a 5, com intervalo semanal.
- Anestesia
- Não na onda radial; eventualmente anestesia local na onda focal de alta energia.
- Melhor evidência
- Forte Tendinite calcária do ombro e fascite plantar.
O que são as ondas de choque
Uma onda de choque é um pulso de pressão acústica que se propaga pelos tecidos: sobe muito rápido a uma pressão alta e cai logo em seguida. Apesar do nome, não tem relação com choque elétrico nem com corrente: o que atravessa o tecido é energia mecânica, transmitida por um cabeçote acoplado à pele com gel, da mesma família física do ultrassom de alta intensidade.
Esse pulso mecânico, repetido cerca de 2.000 vezes por sessão — o protocolo mais estudado —, funciona como um estímulo controlado de reparo. Em um tendão degenerado, onde o colágeno está desorganizado e a vascularização é pobre, a onda reabre o sinal biológico de cicatrização que o corpo havia abandonado. É por isso que a indicação clássica é a tendinopatia crônica, e não a lesão aguda recente: a tendinopatia não é uma inflamação simples, mas uma falha de cicatrização, e é justamente essa falha que a onda reativa.
A energia entregue é descrita pela densidade de fluxo de energia, em mJ/mm², e divide os protocolos em baixa, média e alta energia. Quanto mais profundo e mais denso o alvo, como uma calcificação no supraespinhal, maior a energia necessária e mais relevante a precisão do foco. Esse é o motivo técnico para distinguir os dois tipos de onda desde o início.
O equipamento vem em duas formas que mudam a profundidade e o foco do pulso: a onda radial, mais superficial e dispersa, e a focal, profunda e concentrada. A escolha entre elas é o que define se o alvo certo recebe energia suficiente, tema detalhado em equipamentos e estrutura.
Radial
A energia é máxima na pele e decai com a profundidade. Boa para alvos rasos e dor miofascial difusa.
Focal
A energia converge para um ponto em profundidade. Alcança calcificações e enteses ósseas que a radial não atinge.
Onda de choque, TENS e ultrassom: o que muda
É comum confundir a onda de choque com os aparelhos de eletroterapia usados na fisioterapia. São coisas diferentes. O TENS e as correntes trabalham o sinal elétrico da dor na superfície da pele; a onda de choque entrega energia mecânica que atravessa até o tendão e o osso e dispara o reparo do tecido em profundidade. Não é corrente elétrica, e não é o mesmo que o ultrassom de fisioterapia.
Corrente na superfície
Estímulo elétrico de baixa intensidade que modula o sinal de dor pela pele. Alivia o sintoma durante e logo após a sessão, sem alterar a estrutura do tendão doente.
Calor profundo leve
Vibração de baixa energia que aquece o tecido e ajuda na circulação local. A energia fica muito abaixo da onda de choque e não carrega o mesmo estímulo de reparo.
Energia mecânica que vai fundo
Pulso acústico de alta energia que alcança o tendão degenerado e a calcificação em profundidade e reativa a cicatrização, com formação de novos vasos e remodelação do colágeno.
De onde vem a técnica
A onda de choque chegou à ortopedia vinda da urologia. Na década de 1980, o mesmo tipo de pulso acústico já era usado para fragmentar cálculos renais sem cirurgia — a litotripsia extracorpórea. Observou-se que, no trajeto até a pedra, a onda também estimulava o osso e os tecidos que atravessava. A partir dos anos 1990, na Alemanha, versões de energia mais baixa passaram a ser aplicadas em tendões e calcificações.
Quebrar cálculo renal sem corte
A litotripsia extracorpórea usava ondas de choque para fragmentar pedras nos rins e poupar o paciente de cirurgia. Foi a primeira aplicação médica em larga escala da tecnologia.
A onda também agia no osso
Notou-se que, ao atravessar o corpo, o pulso estimulava a formação óssea e o reparo dos tecidos no caminho. A energia foi reduzida e o foco, redirecionado para o aparelho locomotor.
Padrão em tendinopatias
Desde a Alemanha nos anos 1990, a terapia por ondas de choque tornou-se recurso reconhecido internacionalmente para tendinopatias crônicas e para a tendinite calcária, com sociedades médicas dedicadas à modalidade.
Como agem
O efeito da onda de choque não é térmico nem destrutivo: é um estímulo mecânico que dispara uma cascata biológica de reparo. Seis mecanismos respondem pela maior parte do resultado clínico, e cada um se liga a uma indicação diferente.

Aporte sanguíneo
Neovascularização
O pulso induz fatores angiogênicos e a formação de novos microvasos no tendão degenerado, melhorando o aporte de sangue onde a vascularização é pobre. É o mecanismo central nas tendinopatias crônicas.

Reorganização do tecido
Remodelação de colágeno
O estímulo mecânico ativa fibroblastos e tenócitos, que reorganizam o colágeno desalinhado e devolvem estrutura à matriz do tendão.

Analgesia
Modulação da dor
A hiperestimulação dos nociceptores e a queda de mediadores como a substância P reduzem a dor local, efeito que costuma aparecer antes da resposta estrutural completa.

Depósitos de cálcio
Fragmentação da calcificação
Na tendinite calcária, a onda focal de alta energia fragmenta o depósito de cálcio no tendão, facilitando sua reabsorção pelo organismo. É a indicação com melhor evidência.

Resposta inflamatória
Reativação do reparo
A tendinopatia crônica é uma falha de cicatrização. O pulso reativa uma resposta inflamatória controlada, com participação de mastócitos, que recoloca o tecido em processo de reparo.

Musculatura
Liberação de pontos-gatilho
Na dor miofascial, a onda radial pode atuar sobre a banda tensa do ponto-gatilho, favorecendo o relaxamento e a amplitude de movimento. Aqui o papel é adjuvante.
Ondas de choque e laser na mesma área
As duas tecnologias que mais combinamos no centro chegam ao tecido por caminhos diferentes, e é por isso que costumam ser usadas juntas. A onda de choque entrega energia mecânica: o pulso dispara a mecanotransdução, estimula a formação de novos vasos e remodela o colágeno de tendões e fáscias que pararam de cicatrizar. O laser de alta intensidade age por fotobiomodulação: a luz de 810 a 1064 nm é absorvida pelas mitocôndrias, aumenta a produção de ATP e reduz prostaglandinas, substância P e edema na mesma região.
A sessão de ondas de choque costuma deixar a área sensível por 24 a 48 horas, e é justamente aí que a reabilitação precisa continuar. O laser é indolor e não aplica pressão sobre o ponto dolorido, então cabe na mesma sessão ou nos dias entre uma onda e outra, ajudando o paciente a sustentar o exercício ao longo do ciclo. Também é a escolha quando a região está inflamada demais para tolerar bem os pulsos.
Cada tecnologia tem sua própria base de evidência, e a decisão de somá-las é clínica, ajustada à resposta de cada pessoa. Veja a página de laser de alta intensidade para dor e a diferença entre laser de alta e baixa intensidade.
Benefícios do reparo tecidual
Ao reativar a cicatrização, a onda de choque age sobre a causa da tendinopatia: o tendão que não reparou. É isso que muda o que o paciente ganha ao longo das semanas, para além do alívio imediato da dor.
Ambulatorial, sem afastamento
Sessões de poucos minutos no consultório, sem internação e sem o tempo de recuperação de uma cirurgia. A atividade leve continua no mesmo dia.
Alívio que não depende de remédio contínuo
Como o efeito vem do reparo do próprio tecido, a analgesia tende a se sustentar sem uso prolongado de anti-inflamatório.
Um recurso a tentar antes de operar
Na tendinite calcária do ombro e na fascite plantar crônicas, costuma ser tentada antes de indicar cirurgia e, em boa parte dos casos, evita ou adia esse passo.
Volta ao movimento
Combinada ao exercício, favorece o retorno à carga e à atividade que a dor crônica vinha limitando.
Indicações
A força da evidência muda muito conforme a condição. As ondas de choque têm resultado consistente em tendinopatias crônicas de inserção e em calcificações; em quadros articulares e miofasciais, o papel é adjuvante e mais variável. A seleção honesta do caso é o que separa um bom resultado de uma sessão sem efeito. As indicações de melhor evidência coincidem com as indicações padrão reconhecidas internacionalmente pela ISMST: tendinite calcária do ombro, fascite plantar, epicondilite, tendinopatia patelar e do Aquiles.
O critério comum a todas as indicações fortes é a cronicidade: o quadro persiste por meses, já passou por reabilitação bem conduzida e não respondeu. Aplicar ondas de choque em uma lesão aguda, ou antes de esgotar o exercício e o ajuste de carga, costuma desperdiçar o recurso. Cada condição abaixo tem uma página própria com a profundidade clínica específica daquele tendão.
Fascite plantar
Dor crônica no calcanhar que não cedeu a alongamento e palmilha; a onda reativa o reparo da fáscia na inserção.
Esporão de calcâneo
Quase sempre associado à fascite plantar; o alvo do tratamento é a entese dolorosa, não o esporão em si.
Tendinite calcária do ombro
A onda focal fragmenta o depósito de cálcio no supraespinhal, favorecendo a reabsorção e o alívio da dor.
Epicondilite lateral
O cotovelo de tenista crônico responde quando a dor da inserção do extensor persiste apesar da reabilitação.
Tendinopatia do Aquiles
Indicada na forma crônica, sobretudo na porção do corpo do tendão, combinada ao exercício excêntrico.
Dor miofascial e pontos-gatilho
A onda radial pode atuar como adjuvante sobre pontos-gatilho do trapézio e da musculatura paravertebral.
Tendinites em geral
Outras tendinopatias de inserção podem se beneficiar; a indicação depende da cronicidade e da resposta prévia.
Dor articular
Papel coadjuvante em quadros selecionados; aqui as ondas entram dentro de um plano mais amplo, não como recurso isolado.
Tendinite calcária do ombro em detalhe
A tendinite calcária é a indicação com melhor evidência para a onda de choque. Ela ocorre quando um depósito de cálcio — hidroxiapatita — se forma dentro de um tendão do manguito rotador, quase sempre o supraespinhal. O depósito enrijece o tendão e, na fase de reabsorção, provoca dor intensa, muitas vezes noturna, com um arco doloroso ao levantar o braço entre 60 e 120 graus.
A onda focal de alta energia é dirigida ao depósito sob localização precisa. O pulso fragmenta a calcificação e estimula a resposta biológica que reabsorve o cálcio, ao mesmo tempo em que reativa o reparo do tendão ao redor. É por isso que costuma ser oferecida antes da punção guiada ou da cirurgia: um ensaio clínico publicado no JAMA mostrou benefício da onda de alta energia sobre a dor e a função na calcária crônica do manguito.
Depósito de cálcio no tendão
Acúmulo de hidroxiapatita no manguito rotador, em geral no supraespinhal. Pode ficar silencioso por meses e doer forte na fase de reabsorção.
Fragmenta e reabsorve
A onda focal de alta energia quebra o depósito e dispara a reabsorção do cálcio, além de estimular o reparo do tendão ao redor.
Tentada antes de operar
Na calcária crônica, costuma ser a etapa antes da punção guiada ou da cirurgia, com boa evidência de alívio da dor e ganho de função.
A página dedicada traz a profundidade clínica desse tendão: ondas de choque na tendinite calcária do ombro.
Equipamentos, certificação e estrutura
O resultado da terapia depende de entregar a onda certa, na profundidade certa, sobre o alvo certo. Por isso a clínica dispõe das duas tecnologias e escolhe a aplicação caso a caso, em vez de adaptar uma única máquina a todos os quadros.
Onda radial
Pulso superficial e disperso, com energia máxima junto à pele. Indicada para alvos rasos e para dor miofascial em musculatura superficial.
Onda focal
Pulso profundo e concentrado em um ponto definido. Alcança calcificações tendíneas e enteses ósseas que a radial não atinge.
As duas ondas no mesmo lugar
Com radial e focal disponíveis, cada alvo recebe a física certa: a radial trabalha o superficial e a musculatura, a focal alcança calcificações e enteses em profundidade.
Clínica Dr. Hong Jin Pai
Mais de 40 anos de atuação, 30 salas em 1.500 m², na Al. Jaú, 687 (Jardim Paulista, SP), com ligação acadêmica à USP e ao Grupo de Dor do HC-FMUSP.
Como é a sessão
A aplicação é ambulatorial e rápida. O cuidado que define o resultado está antes do pulso: localizar com precisão o ponto doloroso e escolher o tipo de onda e a energia adequados àquele tendão.
Passo 1
Avaliação e localização do ponto
Passo 2
Aplicação com gel e cabeçote, alguns minutos
Passo 3
Ciclo de 3 a 5 sessões, com intervalo semanal
Passo 4
Desconforto leve tolerável durante; pode haver dor local 24 a 48h
Passo 5
Resultado costuma firmar entre 6 e 12 semanas
A energia é ajustada à tolerância: na onda radial o desconforto é controlável sem anestesia; na onda focal de alta energia, usada para calcificações profundas, pode-se optar por anestesia local. A dor local nas 48 horas seguintes é esperada e cede sozinha, sem necessidade de afastar a atividade leve.
As ondas de choque não são um tratamento isolado: elas se encaixam dentro de um plano multimodal e individualizado. O exercício terapêutico e o ajuste de carga seguem como eixo, e a onda de choque entra para reativar o reparo do tendão que não respondeu a esse trabalho. Manter o programa de reabilitação ativo durante e após o ciclo de aplicações é o que consolida o ganho e reduz a recidiva.
Contraindicações
As ondas de choque têm um perfil de segurança alto, mas há situações em que não devem ser aplicadas sobre a região alvo:
- Gestação. Não aplicar em gestantes.
- Tumor ou infecção ativa. Não aplicar sobre área com neoplasia ou infecção em atividade.
- Distúrbio de coagulação. Coagulopatia ou anticoagulação plena contraindicam o procedimento sobre a área.
- Placas de crescimento em crianças. Não aplicar sobre fises abertas em pacientes em fase de crescimento.
- Grandes vasos e nervos. Não direcionar o foco da onda sobre trajetos vasculares ou nervosos importantes.
Quanto custa a terapia por ondas de choque
O custo total de um tratamento com ondas de choque depende mais do plano do que do aparelho. Quatro fatores definem o valor:
- Número de sessões. A maioria dos protocolos usa de 3 a 5 aplicações, com intervalo semanal. Condições crônicas, como a tendinopatia calcária, podem pedir ciclos maiores.
- Tipo de aplicação e região tratada. Aplicações focais e radiais têm tempos e insumos diferentes; tratar mais de uma região aumenta o tempo de sala.
- O que acompanha a sessão. Sessão isolada é diferente de um ciclo que combina avaliação médica, exercício orientado e, quando indicado, laser de alta intensidade no mesmo período.
- Avaliação médica inicial. A consulta que confirma a indicação e afasta contraindicações faz parte do custo real — e evita pagar por sessões que não servem ao seu diagnóstico.
O atendimento é particular, com nota fiscal e relatório para pedido de reembolso ao convênio, conforme as regras do seu plano. Os valores por sessão e por ciclo são informados na avaliação ou pelo WhatsApp. Em São Paulo, o tratamento é feito no nosso centro de ondas de choque no Jardim Paulista, com aparelhos Storz e BTL.
Perguntas frequentes
Dói?
Há um desconforto durante a aplicação, em geral tolerável e ajustado à sua resposta. Na onda focal de alta energia, usada para calcificações profundas, pode-se associar anestesia local. É comum uma dor leve no local nas 24 a 48 horas seguintes, que cede sozinha.
Quantas sessões preciso?
Na maioria dos casos, de 3 a 5 sessões com intervalo semanal. O número exato depende da condição tratada e da resposta ao longo do ciclo, avaliada a cada aplicação.
Qual o preço da sessão de ondas de choque?
O valor depende do número de sessões, da região tratada e do que acompanha o ciclo (avaliação médica, exercício, laser). O atendimento é particular, com nota fiscal e relatório para reembolso; os valores são informados na avaliação ou pelo WhatsApp.
Quando vejo resultado?
A analgesia pode aparecer já nas primeiras semanas, mas a resposta estrutural do tendão é mais lenta: o resultado costuma firmar entre 6 e 12 semanas após o fim do ciclo, à medida que o reparo tecidual avança.
Cobre convênio?
O atendimento é particular. Emitimos recibo para que você solicite reembolso ao seu convênio, conforme as regras do seu plano.
Qual a diferença para a fisioterapia ou o laser?
São recursos complementares, não excludentes. A reabilitação e o exercício seguem sendo a base do tratamento; as ondas de choque entram como estímulo de reparo quando a tendinopatia crônica não cedeu a esse trabalho. O laser de alta intensidade atua mais sobre dor e inflamação, enquanto a onda de choque busca reativar o reparo do tendão degenerado. A indicação de cada um parte do raciocínio clínico sobre o seu caso.
Quem realiza o tratamento por ondas de choque?
O tratamento por ondas de choque é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730). Usamos apenas aparelhos importados de alta energia, das marcas BTL e Storz; não utilizamos aparelhos de baixa energia.
Preciso de internação ou anestesia?
Não. É um tratamento ambulatorial e não invasivo, feito em sessões curtas em consultório; você retorna às atividades no mesmo dia, seguindo as orientações passadas para a região tratada.
As ondas de choque podem substituir uma cirurgia?
Em condições como a tendinite calcária do ombro e a fascite plantar crônica, a terapia costuma ser tentada antes da cirurgia e, em boa parte dos casos, evita ou adia a indicação cirúrgica. Não é garantia nem substitui a cirurgia em todos os quadros: a decisão parte da avaliação de cada caso.
Existem efeitos adversos?
Os efeitos são locais e passageiros: dor no ponto tratado, vermelhidão e, às vezes, um pequeno hematoma nas 24 a 48 horas seguintes. É um procedimento de baixo risco. As situações em que não deve ser aplicado estão listadas nas contraindicações.
Quais cuidados devo tomar após a sessão?
Mantenha a atividade leve no mesmo dia e use gelo se houver desconforto. Costuma-se orientar evitar anti-inflamatórios não hormonais nos dias seguintes, porque o efeito da onda depende da resposta de reparo que esses remédios reduzem; um analgésico simples pode ser usado se necessário. Manter o programa de reabilitação prescrito é o que consolida o resultado.
Referências5 fontes citadas neste artigoVerOcultar
- Gerdesmeyer L, et al. Extracorporeal shock wave therapy for the treatment of chronic calcifying tendonitis of the rotator cuff: a randomized controlled trial. JAMA. 2003;290(19):2573-2580.
- Gollwitzer H, et al. Clinically relevant effectiveness of focused extracorporeal shock wave therapy in the treatment of chronic plantar fasciitis: a randomized, controlled multicenter study. J Bone Joint Surg Am. 2015;97(9):701-708.
- Schmitz C, et al. Efficacy and safety of extracorporeal shock wave therapy for orthopedic conditions: a systematic review on studies listed in the PEDro database. Br Med Bull. 2015;116(1):115-138.
- Wang CJ. Extracorporeal shockwave therapy in musculoskeletal disorders. J Orthop Surg Res. 2012;7:11.
- International Society for Medical Shockwave Treatment (ISMST). Consensus Statement on Indications and Contraindications, 2016.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.

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Achei muito interessante esta terapia, fiquei bastante interessada, visto sentir muita dor.
gostaria de saber o custo do tratamento.
Grata.
Olá Inez. Devido às normas do Conselho Federal de Medicina, não é possível divulgar valores na internet. Para valor da consulta e valor do procedimento, pedimos que entre em contato diretamente com a clínica.