CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

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Laser de alta intensidade · Medicina da dor · Jardim Paulista, São Paulo

Laser de alta intensidade para dor em São Paulo

O laser de alta intensidade leva energia luminosa profunda ao tecido para reduzir dor e inflamação e estimular o reparo, com indicação em dor de joelho, lombar, cervical e tendinopatias, como apoio à reabilitação. Na clínica é feito com o iLux Smart 10W, da italiana Mectronic.

O laser de alta intensidade é um recurso de apoio para a dor que não cede só com medidas iniciais. Ele entrega luz de alta potência em profundidade para aliviar a dor, baixar a inflamação e ajudar o tecido a se recuperar — sempre dentro de um plano de reabilitação, que é o que sustenta o resultado. Seu efeito é acompanhado de forma objetiva ao longo das sessões.

iLux Smart 10W
laser italiano da Mectronic, da geração mais nova
810 + 980 nm
dois comprimentos de onda que penetram fundo
~6 sessões
ponto para reavaliar a resposta
40+
anos de medicina da dor · USP e HC-FMUSP
O que é
Laser de alta potência (classe IV) que leva energia luminosa profunda ao tecido para tratar dor.
Ajuda em
Dor de joelho, lombar e cervical, tendinopatias e dor miofascial, como apoio à reabilitação.
Como age
A luz é absorvida pela mitocôndria (citocromo c oxidase), reduzindo inflamação e modulando a dor.
O que esperar
Sessões rápidas, 2 a 3 por semana; a resposta é reavaliada por volta da sexta sessão.
Onde
Clínica Dr. Hong Jin Pai · Al. Jaú, 687, Jardim Paulista, São Paulo.

O que é o laser de alta intensidade

“Laser” para dor reúne duas famílias bem diferentes, e confundi-las leva a expectativas erradas. A diferença está na potência e na profundidade que cada uma alcança. Saber em qual delas o seu tratamento se encaixa já evita boa parte das frustrações com o método.

Baixa intensidade

Laser de baixa potência

Trabalha com potências baixas, na casa dos miliwatts, e comprimentos de onda de cerca de 600 a 905 nm. Age na superfície, por fotobiomodulação, sem aquecer o tecido.

Alta intensidade

Laser de alta potência

Usa potências de vários watts — o iLux Smart 10W, da italiana Mectronic, chega a 10 W — e combina dois comprimentos de onda, 810 e 980 nm, que penetram fundo e alcançam estruturas profundas como tendões e articulações.

Esta página trata do laser de alta intensidade. A vantagem dele não é “ser mais forte” por si só, e sim entregar energia suficiente na profundidade certa — algo que o laser de baixa potência não alcança em alvos profundos. Para entender quando uma ou outra faz mais sentido, há uma página dedicada às diferenças entre o laser de alta e o de baixa intensidade.

Aparelho de laser de alta intensidade iLux Smart, da Mectronic, em um consultório da clínica
Equipamento da clínica O laser de alta intensidade iLux Smart (Mectronic) usado na clínica no tratamento da dor

Como funciona

O laser de alta intensidade não age por um só caminho. Ele combina três efeitos da luz sobre o tecido, e é a soma deles — não apenas a fotobiomodulação — que separa o laser de alta intensidade do laser de baixa potência.

Efeito fotoquímico

Fotobiomodulação

A luz de 810 nm é absorvida pela citocromo c oxidase, na mitocôndria. Isso aumenta a produção de ATP e modula o óxido nítrico e as espécies reativas de oxigênio, com efeito anti-inflamatório e estímulo ao reparo da célula.

Efeito fototérmico

Calor controlado em profundidade

A alta potência e o comprimento de 980 nm — absorvido pela água do tecido — geram um aquecimento rápido e controlado em profundidade, que causa vasodilatação, aumenta o fluxo sanguíneo e o metabolismo local e relaxa a musculatura.

Efeito fotomecânico

Onda de pressão no tecido

Os pulsos de alta potência de pico produzem pequenas ondas de pressão no tecido (efeito fotoacústico), que ativam mecanorreceptores e a microcirculação — um estímulo que o laser de baixa potência, contínuo e de poucos miliwatts, não gera.

Por que chega fundo

A janela de 810–980 nm

Entre cerca de 800 e 1000 nm o tecido absorve e dispersa menos a luz — a chamada janela óptica. É por isso que esses comprimentos, com potência suficiente, alcançam tendões, articulações e musculatura profunda que o laser superficial não atinge.

Diagrama em estilo Dieter Rams dos três efeitos da luz do laser no tecido: fotoquímico (fotobiomodulação na mitocôndria), fototérmico (calor em profundidade) e fotomecânico (onda de pressão).
Os três efeitos da luz no tecido: fotoquímico (fotobiomodulação na mitocôndria), fototérmico (calor controlado em profundidade) e fotomecânico (onda de pressão) — a soma deles é o que distingue o laser de alta intensidade do laser de baixa potência.

Os dois comprimentos de onda têm papéis distintos: o 810 nm responde mais pela fotobiomodulação, e o 980 nm soma o componente térmico e a profundidade. O aparelho combina e alterna os dois — e o modo pulsado ou contínuo — conforme o alvo. Qual efeito pesa mais depende do quadro: numa tendinopatia ou numa artrose, contam a redução da inflamação e o estímulo ao reparo; numa dor miofascial, pesam a modulação local e o relaxamento muscular. Como o efeito é biológico e cumulativo, ele se constrói ao longo de um ciclo de sessões, e não na impressão de um único dia.

Ilustração em estilo Dieter Rams do laser de alta intensidade penetrando a pele, a gordura e o músculo até atingir o tendão e a articulação; o laser de baixa potência fica na superfície.
Penetração do laser de alta intensidade. Com potência na casa dos watts e os comprimentos de 810 e 980 nm, o laser de alta intensidade atravessa a pele, a gordura e o músculo e entrega energia ao tendão e à articulação — o alvo profundo onde o laser de baixa potência não chega.
Como isso ajuda você

Na prática, o laser abre uma janela de menos dor e menos inflamação para você se mover e avançar na reabilitação. É um apoio ao tratamento ativo — exercício e ajuste de carga —, que é o que muda o curso da dor ao longo do tempo.

Onde ajuda na dor

O laser de alta intensidade é usado como apoio em dores musculoesqueléticas, sobretudo quando o alvo é profundo e a dor não cedeu a medidas iniciais. Rende mais em quem tem uma dor localizada e uma estrutura definida para tratar — uma artrose, um tendão, uma região muscular — e que já está em reabilitação, mas precisa de um empurrão na dor para avançar. Abaixo, o que o laser faz em cada tecido, o que os estudos mostram e onde ele entra no plano. Os cartões levam ao conteúdo completo de cada tema.

Mapa do corpo em estilo Dieter Rams mostrando onde o laser de alta intensidade ajuda: cervical, ombro, cotovelo, coluna lombar, joelho e calcanhar.
Onde o laser de alta intensidade costuma ajudar: dores localizadas com um alvo profundo definido — cervical, ombro, cotovelo, coluna lombar, joelho e calcanhar — sempre como apoio à reabilitação.

Dor no joelho

Reduz a dor da artrose e de tendinopatias do joelho, ajudando a caminhar e subir escadas com menos limitação, ao lado do fortalecimento.

Dor lombar

Alivia a dor lombar crônica como apoio, criando uma janela para o exercício e o ajuste de carga avançarem.

Tendinite do supraespinhal

Trata a tendinopatia do manguito rotador no ombro, reduzindo a dor para avançar nos exercícios de força.

Bursite trocantérica

Reduz a dor na lateral do quadril associada à tendinopatia glútea, ao lado da reabilitação específica.

Articulações: artrose de joelho

Na gonartrose, o cabeçote entrega energia em profundidade sobre a cápsula, a sinóvia e as estruturas periarticulares; o efeito fotoquímico e fototérmico é analgésico e anti-inflamatório local, e o objetivo prático é baixar a dor o suficiente para o que de fato modifica a doença — fortalecer o quadríceps e retomar carga e marcha. Na melhor síntese disponível, uma metanálise em rede de 9 ensaios (580 participantes), Na artrose de joelho, somado ao exercício, o laser reduz a dor de forma clinicamente relevante e melhora a capacidade de caminhar e subir escadas, com ganho confirmado por mais de uma revisão de estudos. O efeito é de curto prazo e sobretudo analgésico: abre a janela de menos dor para o fortalecimento, que é o que muda a doença.

O benefício é de curto prazo e sobretudo analgésico: em ensaio cego contra sham, a dor caiu mais com laser de alta intensidade, mas a função (T-WOMAC) não diferiu do placebo, e a rigidez fica abaixo do limiar clínico. O laser não regenera cartilagem nem reverte a artrose; é a janela que viabiliza o fortalecimento.

Artrose de joelho · dor (curto prazo)
Limitada a moderada
Artrose de joelho · função e rigidez
Inconsistente

Tendinopatias: ombro, cotovelo, planta do pé e quadril

Tendão degenerado não inflama como um tecido agudo: o problema é desorganização do colágeno, com dor que limita a carga. Aqui o laser entra para reduzir a dor o bastante para o paciente tolerar a parte que realmente trata — a carga progressiva, em geral excêntrica. Por isso, em tendinopatia, o laser de alta intensidade é sempre adjuvante ao exercício, nunca a terapia isolada.

Manguito rotador (supraespinhal)

No tendão supraespinal e na bursa subacromial, a energia profunda baixa a dor para liberar o fortalecimento do manguito e dos estabilizadores escapulares. Estudos mostram menos dor logo após o tratamento e ganho de mobilidade do ombro, com benefício que tende a diminuir por volta de 3 meses. Um ensaio controlado não encontrou vantagem do laser de alta intensidade somado a exercício sobre o exercício isolado — o laser facilita, não substitui a reabilitação.

Epicondilite lateral (cotovelo de tenista)

A lesão é uma tendinopatia do extensor radial curto do carpo, dolorosa à extensão resistida do punho. O laser na inserção tendínea reduz a dor para tolerar a carga excêntrica dos extensores. Metanálise de 6 ensaios (344 pacientes) mostra queda de dor pequena versus controle (cerca de 1 ponto na escala 0–10); na comparação direta com o laser de baixa potência, a analgesia foi semelhante. Efeito de curto prazo, sempre com bandagem e exercício.

Fascite plantar

O alvo é a entese degenerada na origem da fáscia no calcâneo; o laser busca aliviar a dor da primeira pisada para liberar o alongamento da fáscia e da panturrilha. A evidência é a mais modesta do grupo: contra ondas de choque a dor foi equivalente (com leve vantagem da ondas de choque em função), e um ensaio sham-controlado não mostrou superioridade do laser sobre a fisioterapia padrão. É adjuvante; não dispensa alongamento e controle de carga.

Tendinopatia glútea (bursite trocantérica)

Na dor lateral do quadril associada à tendinopatia glútea, o laser reduz a dor local para sustentar o fortalecimento dos abdutores. Como nas demais tendinopatias, é apoio à reabilitação específica.

Nervo: síndrome do túnel do carpo (leve a moderada)

No túnel do carpo o laser é aplicado sobre o punho para modular a inflamação perineural e a dor do nervo mediano e melhorar a microcirculação local, reduzindo sintomas o bastante para sustentar a órtese noturna e os deslizamentos neural e tendíneo. Duas metanálises recentes apontam na mesma direção: redução de dor e incapacidade e melhora de parâmetros eletrofisiológicos (latência motora distal, velocidade de condução sensitiva), com magnitudes de efeito de moderadas a grandes em curto prazo; um ensaio em gestantes mostrou o laser de alta intensidade somado à fisioterapia superior à fisioterapia isolada na dor e na latência sensitiva distal. É opção conservadora para casos leves a moderados — não substitui a cirurgia quando há déficit motor ou atrofia tenar, e não regenera o nervo.

Limite de indicação

O laser cabe na síndrome do túnel do carpo leve a moderada, como adjuvante à órtese e ao exercício. Quadros moderados a graves, com déficit motor, perda de destreza ou atrofia da musculatura tenar, têm conduta cirúrgica de descompressão — o laser não reverte a compressão estrutural.

Coluna: lombar e cervical

Na dor lombar crônica inespecífica, o laser deposita energia em volumes paravertebrais profundos — musculatura erectora, fáscia toracolombar, articulações facetárias — com efeito analgésico e anti-inflamatório que reduz a dor o suficiente para tolerar e progredir no exercício e na mobilização. Metanálise de ensaios de laser de alta intensidade na lombalgia encontra benefício consistente de curto prazo como adjuvante: reduz a dor e a incapacidade da lombalgia crônica no curto prazo, sempre como apoio para tolerar e progredir no exercício. Na comparação direta, porém, laser de alta intensidade e laser de baixa potência produziram quedas equivalentes de dor e incapacidade — não há superioridade demonstrada da alta sobre a baixa potência.

Na coluna cervical, a energia alcança a musculatura paravertebral profunda, o trapézio e o tecido miofascial, reduzindo a sinalização nociceptiva e a tensão local; isso abre a janela para o exercício terapêutico cervical e o fortalecimento dos flexores profundos. A melhor síntese de estudos mostra alívio da dor no pescoço clinicamente relevante, com menos incapacidade e um ganho modesto de movimento cervical; um ensaio duplo-cego confirma o laser de alta intensidade somado a exercício superior ao laser-placebo somado a exercício. Em ambos os segmentos os desfechos são de curto prazo, e o laser não trata espondilose, hérnia discal nem regenera estruturas degeneradas.

Dor lombar crônica · dor e incapacidade
Limitada a moderada
Dor cervical crônica · dor
Limitada a moderada

Dor miofascial

Na dor miofascial — bandas tensas e pontos-gatilho na musculatura, comuns no trapézio, no elevador da escápula e na musculatura paravertebral —, pesam menos o reparo do tecido e mais a modulação local da dor e o relaxamento muscular: o componente térmico do 980 nm aquece em profundidade e melhora a microcirculação, e a aplicação estática sobre os pontos dolorosos soma um efeito local. A evidência para essa indicação isolada é mais escassa do que para artrose ou tendinopatias, e situa-se no nível de revisão; na prática, o laser aqui costuma compor um plano com agulhamento seco, infiltração de pontos-gatilho e cinesioterapia, não substituir nenhum deles.

O que a evidência sustenta

Balanço da evidência

A evidência do laser de alta intensidade é favorável, porém de magnitude modesta e heterogênea entre os estudos, com desfechos quase sempre de curto prazo. Em todas as indicações o benefício foi medido somado ao exercício, nunca como terapia isolada — e não há superioridade consistente do laser de alta intensidade sobre o laser de baixa potência (demonstrado nas comparações diretas em joelho, cotovelo, lombar e planta do pé). Isso situa o laser de alta intensidade como adjuvante: reduz dor e inflamação para a reabilitação avançar. Ele não regenera cartilagem, não reconstrói tendão, não corrige hérnia nem descomprime nervo.

O quadro abaixo resume, por condição, o desfecho medido, a magnitude e o grau de confiança da evidência verificada.

CondiçãoO que os estudos mostramEvidência
Artrose de joelhoDor −1,66 e função WOMAC +10,87 vs controle em metanálise em rede; superior ao laser de baixa potência nessa síntese. Ganho funcional vs sham e rigidez menos consistentes; curto prazo.Limitada a moderada
Tendinopatia do manguito rotadorDor SMD −1,01 pós-tratamento e −0,51 em 3 meses, com ganho de abdução. Um ensaio não achou vantagem sobre exercício isolado.Limitada a moderada
Epicondilite lateralRedução pequena de dor vs controle (~1 ponto na escala 0–10); analgesia semelhante ao laser de baixa potência. Curto prazo.Limitada
Fascite plantarDor equivalente às ondas de choque; sem superioridade sobre sham ou sobre o laser de baixa potência. Curto a médio prazo.Limitada
Túnel do carpo (leve a moderada)Redução de dor e incapacidade e melhora eletrofisiológica em 4–5 semanas; adjuvante à órtese e ao exercício.Limitada a moderada
Dor lombar crônicaDor −1,65 e incapacidade (Roland-Morris −1,36; Oswestry −0,67) vs controle; equivalente ao laser de baixa potência. Curto prazo.Limitada a moderada
Dor cervical crônicaDor −14,1 mm — único desfecho a atingir relevância clínica —, com queda do NDI e ganho de extensão. Curto prazo.Limitada a moderada
Dor miofascialModulação local da dor e relaxamento muscular; evidência ao nível de revisão. Compõe plano com agulhamento e cinesioterapia.Revisão / adjuvante

Laser ou ondas de choque?

São dois recursos para tendinopatias e dor crônica, com papéis diferentes — e que às vezes se somam dentro do mesmo plano.

Luz

Laser de alta intensidade

Atua mais sobre a dor e a inflamação, com aplicação indolor. Bom para reduzir a dor e dar uma janela para a reabilitação avançar.

Pulso mecânico

Ondas de choque

Buscam reativar o reparo de um tendão degenerado, com a melhor evidência na tendinite calcária do ombro e na fascite plantar.

A escolha parte do diagnóstico, da fase do quadro e da resposta. Em alguns casos, o laser controla a dor enquanto as ondas de choque trabalham o reparo do tendão; em outros, basta um deles. A decisão é individual.

Como é a sessão e quantas são

A aplicação é rápida e indolor. O profissional desliza o cabeçote sobre a pele com gel, sobre a região a tratar, e você sente apenas um calor leve e agradável.

A sessão

Aplicação de poucos minutos sobre a região, com sensação de calor leve

Frequência

Em geral 2 a 3 sessões por semana

Reavaliação

A resposta é medida por volta da sexta sessão

Decisão

Mantém-se só se houver melhora objetiva na dor e na função

A analgesia pode aparecer já nas primeiras sessões, mas a regra prática é reavaliar a resposta por volta da sexta: muitos casos melhoram nesse intervalo. Se não há nenhuma mudança até lá, insistir no mesmo recurso raramente muda o resultado, e o plano é revisto. O número exato de sessões depende do quadro, da profundidade do alvo e do plano de reabilitação em curso.

Não é preciso preparo especial: basta vir com roupa que dê acesso à região a tratar, e a aplicação é feita ali mesmo, no consultório, sem afastamento das atividades. Um ciclo típico tem entre cerca de seis e dez sessões. Quando há boa resposta, o intervalo entre as sessões é espaçado e o laser vai dando lugar à reabilitação, que é o que mantém o ganho ao longo do tempo.

Parâmetros e dose

O resultado depende de ajustar os parâmetros ao alvo: o comprimento de onda, a potência, a energia entregue e a profundidade. Não é “ligar no máximo”, e sim calcular a dose para aquele tecido.

Aparelho
iLux Smart 10W, da italiana Mectronic — laser de alta potência da geração mais nova, com aplicação guiada por software.
Comprimento de onda
810 e 980 nm. O 810 nm responde pela fotobiomodulação; o 980 nm soma o efeito térmico e a profundidade — uma combinação que o laser de baixa potência (~600–905 nm, em miliwatts) não entrega.
Potência
Alta, na casa dos watts (o aparelho da clínica chega a cerca de 10 W), contra os miliwatts do laser de baixa intensidade.
Dose
A energia entregue é medida em joules por cm² (J/cm²) e ajustada ao alvo e à fase do quadro.
Profundidade
Alcança estruturas profundas (tendões, articulações, musculatura), onde o laser superficial não chega.

Na prática, três escolhas definem a dose. O modo: pulsado, com alta potência de pico, para o efeito fotomecânico e analgésico; ou contínuo, para um aquecimento mais marcado. A fluência, medida em joules por cm² (J/cm²), que em alvos profundos costuma ir de poucos a cerca de 15 J/cm² por ponto, somando de algumas centenas a alguns milhares de joules por sessão conforme a área tratada. E a técnica: varredura contínua sobre a região, para o efeito difuso, e aplicação estática sobre pontos dolorosos ou trigger points, para o efeito local.

Um joelho com artrose, um tendão do supraespinhal e uma lombar profunda recebem combinações diferentes desses parâmetros — por isso a dose parte do diagnóstico de cada caso. A leitura por condição do que essa dose produz — e do que não produz — está reunida na seção Onde ajuda na dor.

Segurança

O laser de alta intensidade é bem tolerado. A aplicação é indolor, com sensação de calor leve, e os efeitos adversos são raros. Usam-se óculos de proteção durante a sessão, tanto para você quanto para a equipe, e a potência é ajustada à sensação de calor para não aquecer demais a pele.

No máximo, pode haver um leve avermelhado passageiro na região tratada. Como em qualquer recurso, a indicação parte de uma avaliação que considera o seu quadro e os medicamentos em uso.

Quando o laser não deve ser aplicado sobre a região

Cuidados e contraindicações

  • Sobre área com tumor ou infecção ativa.
  • Diretamente sobre os olhos; gestação (sobre o abdome e a lombar) pede cautela e avaliação.
  • Sobre tireoide, e em quem usa medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz.

Perguntas frequentes

O laser dói ou queima?

Não. A sensação é de um calor leve e agradável durante a aplicação. A potência é ajustada justamente para que não haja desconforto nem aqueça demais a pele.

Quantas sessões são necessárias?

Em geral 2 a 3 por semana, com a resposta reavaliada por volta da sexta sessão. O número total depende do quadro e do plano de reabilitação; mantém-se o laser apenas se houver melhora objetiva.

Qual a diferença para o laser de baixa intensidade?

O de alta intensidade usa muito mais potência e os comprimentos de onda de 810 e 980 nm — no nosso caso, o iLux Smart 10W —, que penetram fundo e alcançam tendões e articulações. O de baixa intensidade age na superfície. Nas comparações diretas em joelho, cotovelo, lombar e planta do pé, a analgesia das duas foi semelhante; a escolha parte do alvo, da profundidade e do quadro.

O laser substitui a fisioterapia?

Não. Ele é um apoio: cria uma janela de menos dor para que o exercício e a reabilitação avancem. Em todos os estudos o benefício foi medido somado ao exercício, e é o tratamento ativo que muda o curso da dor a longo prazo.

O laser regenera a cartilagem ou o tendão?

Não há evidência de que o laser reconstrua a cartilagem ou recupere por completo um tendão. O efeito documentado é reduzir dor e inflamação e apoiar o reparo, dentro de um plano de reabilitação ativa.

Posso fazer laser e ondas de choque no mesmo tratamento?

Em alguns casos, sim. São recursos complementares: o laser tende a atuar mais sobre a dor e a inflamação, e as ondas de choque, sobre o reparo do tendão. A combinação parte do diagnóstico e da fase do quadro.

O laser serve para qualquer tipo de dor?

Não. Ele tem seu lugar em dores musculoesqueléticas com um alvo definido — uma articulação, um tendão, uma região muscular. Para dores sem alvo claro, dor neuropática difusa ou quadros que pedem outra abordagem, a avaliação aponta o recurso mais indicado.

A consulta é por convênio ou particular?

O atendimento é particular. Emitimos recibo para que você solicite reembolso ao seu convênio, conforme as regras do seu plano. Valores podem ser confirmados pelo WhatsApp.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Tratamento em São Paulo

A Clínica Dr. Hong Jin Pai reúne medicina da dor, acupuntura e reabilitação na Al. Jaú, 687, no Jardim Paulista, a poucos minutos da Avenida Paulista, em São Paulo. O laser de alta intensidade é feito dentro desse cuidado integrado, com mais de 40 anos de atuação e ligação acadêmica à USP e ao Grupo de Dor do HC-FMUSP.

A primeira consulta avalia a sua dor e define se o laser é um apoio útil para o seu caso, dentro de um plano de reabilitação. Vale levar exames recentes e a lista do que você já tentou.

A clínica dispõe do laser de alta intensidade iLux Smart 10W, da italiana Mectronic — da geração mais nova desses aparelhos — e de outros recursos da medicina da dor. A escolha entre eles — e a decisão de combinar o laser com ondas de choque, acupuntura ou infiltração — parte do diagnóstico e do objetivo do seu tratamento.

Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo educativo com fontes e referências identificadas no artigo.

Referências21 fontes citadas neste artigoVerOcultar
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  21. World Health Organization (WHO). Rehabilitation — fact sheet.

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.

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