Glossário de dor · 172 termos
Termos de dor, explicados.
O que cada palavra de laudos, receitas e consultas quer dizer, em poucas linhas. Busque pelo termo ou filtre pela categoria.
A
Abaulamento discal
Exame e laudoÉ um achado de imagem em que o disco intervertebral fica levemente achatado e alargado, ultrapassando de modo suave e uniforme o contorno das vértebras. É considerado uma alteração leve e muito frequente com o passar dos anos, aparecendo mesmo em pessoas sem queixas. Por si só, raramente explica dores importantes.
Veja também Disco intervertebral Protrusão discal Achado incidental
Achado incidental
Exame e laudoAlteração encontrada em um exame que não é, necessariamente, a causa dos sintomas. Reconhecer isso evita tratamentos desnecessários e preocupação sem motivo.
Acupuntura médica
TratamentoUso de agulhas em pontos definidos como parte do tratamento da dor, integrado à avaliação médica. Pode reduzir dor e tensão muscular e apoiar a reabilitação.
Ver tratamentoAdjuvante analgésico
MedicamentoÉ um remédio cuja finalidade original não era tratar dor, mas que ajuda a controlá-la, geralmente em combinação com outros analgésicos. Entram nesse grupo antidepressivos, anticonvulsivantes e alguns tópicos, especialmente úteis na dor neuropática e nas dores crônicas. Costuma ser parte de uma estratégia que soma medidas para um alívio mais equilibrado.
Veja também Analgesia multimodal Antidepressivo tricíclico Anticonvulsivante
Agulhamento seco
TratamentoTécnica com agulha fina aplicada diretamente sobre pontos-gatilho do músculo, sem injeção de substância, para aliviar a dor miofascial.
Ver tratamentoAlodínia
Tipo de dorDor provocada por um estímulo que normalmente não dói, como o toque do lençol, da roupa ou de uma brisa. É um sinal de que o sistema nervoso está sensibilizado.
Alongamento
TratamentoÉ o exercício que estica de forma controlada músculos e tecidos, ajudando a manter a flexibilidade e o conforto ao se mover. Feito com regularidade e sem forçar além do que é confortável, pode reduzir a sensação de rigidez. Faz parte do cuidado diário e costuma ser orientado dentro de um plano de reabilitação.
Veja também Amplitude de movimento Fáscia Reabilitação
Amitriptilina
MedicamentoAntidepressivo usado em dose baixa para dor neuropática, enxaqueca e fibromialgia. Atua nas vias que modulam a dor e costuma ajudar também no sono.
Ver remédioAmplitude de movimento
TratamentoÉ o quanto uma articulação consegue se mover em cada direção, por exemplo o quanto o joelho dobra e estica. Recuperar ou manter essa amplitude é um dos objetivos da reabilitação, pois articulações mais livres costumam doer menos e facilitam as tarefas do dia a dia. Exercícios suaves e alongamentos ajudam a preservar esse movimento ao longo do tempo.
Veja também Alongamento Reabilitação Retorno gradual ao movimento
Analgesia multimodal
TratamentoCombinação de estratégias diferentes, como medicação, procedimentos e reabilitação, para controlar a dor usando menos de cada uma e reduzindo os efeitos colaterais.
Anti-inflamatório não esteroide (AINE)
MedicamentoÉ uma classe de remédios que reduz a inflamação e a dor, muito usada em quadros de artrose, tendinopatia e dores musculoesqueléticas. Como pode irritar o estômago e afetar rins e pressão, costuma ser usado pelo menor tempo possível e com cuidado em pessoas idosas. Diclofenaco, naproxeno e cetoprofeno são exemplos dessa classe.
Veja também Diclofenaco Naproxeno Cetoprofeno
Anticonvulsivante
MedicamentoÉ um grupo de remédios criado originalmente para epilepsia, mas que também ajuda a acalmar a dor de origem nos nervos. Ele atua reduzindo o disparo excessivo das vias nervosas, sendo útil em dor neuropática e em quadros de sensibilização. Gabapentina e pregabalina são exemplos comuns, com ajuste gradual da dose para reduzir sonolência e tontura.
Veja também Gabapentina Pregabalina Dor neuropática
Antidepressivo tricíclico
MedicamentoÉ uma classe de remédios que, em doses menores que as usadas para depressão, ajuda a modular a dor crônica, sobretudo a de origem neuropática e a fibromialgia. Ela reforça os sinais que o próprio corpo usa para reduzir a dor e pode melhorar o sono. Amitriptilina e nortriptilina são exemplos, com atenção a boca seca, sonolência e efeitos no coração em idosos.
Veja também Amitriptilina Nortriptilina Adjuvante analgésico
Articulação facetária
AnatomiaPequenas articulações na parte de trás da coluna que guiam e limitam o movimento. Podem referir dor para a nádega e a coxa, em geral sem passar do joelho.
Articulação sacroilíaca
AnatomiaÉ a junção entre o sacro, na base da coluna, e o osso ilíaco da bacia, unida por ligamentos fortes que permitem apenas pequenos movimentos. Quando essa articulação fica sobrecarregada ou inflamada, costuma causar dor na parte baixa das costas, próxima ao glúteo, às vezes confundida com dor do quadril ou da coluna.
Veja também Articulação facetária Dor referida Músculo piriforme
Articulação temporomandibular
AnatomiaÉ a articulação que liga a mandíbula ao crânio, na frente da orelha, e permite abrir a boca, mastigar e falar. Problemas nessa região, muitas vezes ligados a apertar os dentes, podem causar dor no rosto, estalos e desconforto ao mastigar.
Saiba maisVeja também Esternocleidomastóideo Dor referida Ponto-gatilho
Artrose
Exame e laudoDesgaste da cartilagem da articulação, também chamada de osteoartrite. É comum com a idade, e o grau que aparece na imagem nem sempre corresponde à intensidade da dor.
B
Bloqueio
TratamentoInjeção que interrompe temporariamente a condução da dor por um nervo. Pode ter finalidade diagnóstica, para confirmar a origem, ou terapêutica.
Bloqueio simpático
TratamentoÉ um procedimento em que se aplica medicação anestésica perto de um grupo de nervos chamado sistema simpático, usado para avaliar e ajudar a controlar certos tipos de dor persistente. É frequentemente considerado em quadros como a síndrome dolorosa regional complexa, quando a dor tem forte componente relacionado a esses nervos. Compreender seu objetivo ajuda a alinhar expectativas dentro de um plano de tratamento mais amplo.
Veja também Síndrome dolorosa regional complexa Bloqueio Analgesia multimodal
Bursite
AnatomiaIrritação da bursa, a pequena bolsa que reduz o atrito entre tendões, músculos e ossos. É comum no ombro, no quadril e no joelho, com dor ao pressionar ou ao mover.
Saiba maisC
Cãibra
Tipo de dorÉ uma contração súbita, involuntária e dolorosa de um músculo, mais comum na panturrilha e nos pés, que costuma durar de segundos a alguns minutos. Pode ser desencadeada por esforço, desidratação, perda de sais minerais ou longos períodos na mesma posição. Entender os fatores que a provocam ajuda a orientar hidratação, alongamento e outras medidas de prevenção.
Veja também Espasmo muscular Contratura Sarcopenia
Capsaicina
MedicamentoCreme derivado da pimenta que dessensibiliza terminações nervosas da pele, usado na dor neuropática localizada.
Ver remédioCápsula articular
AnatomiaÉ o envoltório resistente que envolve uma articulação, mantendo os ossos alinhados e guardando o líquido que lubrifica o movimento. Quando fica inflamada ou muito retraída, pode limitar a amplitude e causar rigidez e dor, como acontece em algumas condições do ombro e do joelho.
Veja também Cartilagem Menisco
Cartilagem
AnatomiaTecido liso e elástico que reveste as pontas dos ossos dentro da articulação e permite o movimento sem atrito. Seu desgaste está por trás da artrose.
Catastrofização da dor
Tipo de dorÉ uma tendência a pensar na dor de forma muito ampliada, esperando sempre o pior e sentindo-se incapaz diante dela. Não significa que a dor seja imaginada, mas esse padrão de pensamento pode intensificar o sofrimento e dificultar a recuperação. Identificá-lo permite incluir apoio psicológico e educação em dor no plano de cuidado.
Veja também Cinesiofobia Dor crônica Reabilitação
Cauda equina
AnatomiaÉ o feixe de raízes nervosas que continua abaixo do fim da medula, na parte inferior da coluna, lembrando uma cauda de cavalo. Sua compressão é incomum, mas importante, pois pode causar dormência na região das nádegas, fraqueza nas pernas e alterações no controle da urina ou das fezes, o que exige avaliação urgente.
Veja também Medula espinhal Sinal de alerta Raiz nervosa
Causalgia
Tipo de dorÉ uma dor intensa em queimação que persiste após a lesão de um nervo, frequentemente acompanhada de alterações na pele, na temperatura e na sensibilidade da região afetada. Faz parte do grupo das síndromes dolorosas complexas e tende a ser desproporcional à lesão inicial. O reconhecimento precoce favorece um plano de reabilitação e alívio mais estruturado.
Veja também Dor neuropática Alodínia Dor central
Cetoprofeno
MedicamentoÉ um anti-inflamatório não esteroide indicado para dores com componente inflamatório, como tendinopatias e crises articulares. Existe em comprimidos, injeção e formulações de uso na pele, o que dá alternativas conforme o quadro. Como os demais AINEs, pede cautela com estômago, rins e pressão, especialmente em quem tem outras doenças.
Ver remédioVeja também Anti-inflamatório não esteroide (AINE) Naproxeno Tendinopatia
Ciclobenzaprina
MedicamentoRelaxante muscular usado por poucos dias em espasmos e contraturas. Costuma provocar sonolência.
Ver remédioCinesiofobia
Tipo de dorÉ o medo de se movimentar por acreditar que o movimento vai causar mais dor ou nova lesão. Esse receio, embora compreensível, pode levar ao repouso excessivo, ao enfraquecimento muscular e à piora do quadro com o tempo. Reconhecê-lo ajuda a construir um retorno gradual e seguro à atividade.
Veja também Catastrofização da dor Reabilitação Fisioterapia
Cintilografia óssea
Exame e laudoÉ um exame que utiliza uma pequena quantidade de substância levemente radioativa para mostrar áreas do esqueleto com maior atividade, como inflamação, sobrecarga ou reparo ósseo. Ajuda a localizar pontos de dor que nem sempre aparecem em outros exames e a mapear várias regiões do corpo de uma vez. É frequentemente usada quando a origem da dor óssea ainda não está clara.
Veja também Edema ósseo Sacroileíte Achado incidental
Claudicação neurogênica
Tipo de dorÉ uma dor, peso ou fraqueza nas pernas que aparece ao caminhar ou ficar muito tempo em pé e melhora ao sentar ou inclinar o tronco para frente. Costuma estar ligada ao estreitamento do canal por onde passam os nervos na coluna lombar. Reconhecer esse padrão ajuda a diferenciá-la de causas circulatórias e a orientar exercícios e outras medidas.
Veja também Estenose do canal vertebral Raiz nervosa Dor irradiada
Codeína
MedicamentoÉ um opioide mais fraco, muitas vezes combinado com paracetamol, indicado para dores moderadas que não respondem a analgésicos comuns. Pode aliviar a dor, mas costuma causar sonolência e prisão de ventre e exige atenção quanto ao risco de dependência. Seu uso é orientado pelo médico, com reavaliação frequente, sobretudo em idosos.
Ver remédioVeja também Opioide Paracetamol Tramadol
Colchicina
MedicamentoÉ um medicamento usado principalmente em crises de gota e em algumas condições inflamatórias que causam dor articular. Ajuda a reduzir a inflamação desencadeada por cristais nas articulações, aliviando dor e inchaço. Precisa de dose bem ajustada, pois pode causar diarreia e outros efeitos, exigindo cuidado em quem tem problemas de rim ou fígado.
Veja também Artrose Anti-inflamatório não esteroide (AINE) Corticoide
Condicionamento físico
TratamentoÉ o preparo geral do corpo obtido com atividade física regular, envolvendo coração, pulmões e músculos. Um bom condicionamento aumenta a tolerância ao esforço e costuma ajudar quem convive com dor de longa data a fazer mais atividades com menos cansaço. O programa é individualizado e aumenta de forma gradual, respeitando seus limites.
Veja também Fortalecimento Fadiga Retorno gradual ao movimento
Contratura
Tipo de dorÉ o encurtamento persistente de um músculo, tendão ou de outros tecidos ao redor de uma articulação, que limita o movimento e pode fixar o membro em uma posição. Costuma surgir após longos períodos de imobilidade, espasticidade ou inflamação prolongada. Reconhecê-la cedo é importante porque a mobilização e os alongamentos podem ajudar a preservar a amplitude de movimento.
Veja também Espasticidade Espasmo muscular Fisioterapia
Controle de carga
TratamentoO controle de carga é a estratégia de ajustar aos poucos a quantidade de esforço, peso e repetições nas atividades e nos exercícios, para não sobrecarregar tecidos sensíveis. Ele ajuda a evitar tanto o excesso, que provoca crises de dor, quanto o repouso demais, que enfraquece o corpo. A ideia é progredir de forma gradual, respeitando os sinais de cada pessoa.
Veja também Exercício terapêutico Tendinopatia Reabilitação
Corticoide
MedicamentoÉ um grupo de remédios com forte ação anti-inflamatória, usado em crises de dor de origem inflamatória e em algumas infiltrações. Pode dar alívio rápido, mas o uso prolongado traz efeitos como retenção de líquido, aumento de açúcar no sangue e perda óssea. Por isso, costuma ser prescrito em ciclos curtos e com acompanhamento, sobretudo em pessoas idosas.
Veja também Prednisona Infiltração Osteoporose
Crioterapia
TratamentoA crioterapia é a aplicação de frio, geralmente com bolsas de gelo, para reduzir o inchaço e acalmar a dor logo após uma lesão ou um esforço. O frio ajuda a diminuir a inflamação local e o desconforto nas primeiras horas ou dias. Deve ser feita por períodos curtos e com uma proteção entre o gelo e a pele, para não causar lesões pelo frio.
Veja também Termoterapia Dor aguda Bursite
Crise de dor
Tipo de dorÉ o período em que a dor fica mais intensa que o habitual, muitas vezes desencadeado por esforço, estresse, sono ruim ou sem causa aparente. Na maioria das vezes a crise passa e o quadro volta ao patamar anterior, o que ajuda a enfrentá-la com mais calma. Ter um plano combinado para esses momentos, com ajustes de atividade e medidas de alívio, faz parte do cuidado.
Veja também Dor crônica Retorno gradual ao movimento Analgesia multimodal
D
Denervação facetária
TratamentoA denervação facetária é o tratamento voltado para os pequenos nervos que inervam as articulações facetárias da coluna, quando essas articulações são a fonte da dor. Costuma ser realizada com radiofrequência, depois que bloqueios de teste indicaram esses nervos como responsáveis pelo incômodo. A proposta é reduzir a dor por um período e favorecer a retomada das atividades e dos exercícios.
Veja também Articulação facetária Radiofrequência Rizotomia
Densitometria óssea
Exame e laudoÉ um exame de imagem simples e indolor que mede a quantidade de cálcio e a densidade dos ossos, geralmente na coluna e no quadril. Serve para identificar osteopenia e osteoporose, condições em que o osso fica mais frágil e sujeito a fraturas. O resultado ajuda a decidir sobre acompanhamento e medidas de proteção óssea.
Veja também Osteoporose Raio-X
Dermátomo
AnatomiaFaixa de pele cuja sensibilidade depende de uma única raiz nervosa da coluna. Quando essa raiz é comprimida, o formigamento e a dormência seguem o desenho do dermátomo, o que ajuda a localizar o nível afetado.
Derrame articular
Exame e laudoÉ o acúmulo de líquido dentro de uma articulação, que pode aparecer nos exames de imagem como ultrassom ou ressonância. Costuma indicar inflamação ou irritação local e pode vir acompanhado de inchaço e dor. A quantidade e o contexto ajudam o médico a entender a causa e a definir a conduta.
Veja também Sinovite Ultrassonografia musculoesquelética Bursite
Diacereína
MedicamentoMedicamento de ação lenta usado na artrose para ajudar a controlar os sintomas ao longo do tempo.
Ver remédioDiclofenaco
MedicamentoAnti-inflamatório usado por períodos curtos em dores com inflamação. Exige atenção a estômago, rins e pressão.
Ver remédioDipirona
MedicamentoAnalgésico comum no Brasil para dor leve a moderada e febre. Ajuda nas crises, sem tratar a causa da dor.
Ver remédioDisco intervertebral
AnatomiaAmortecedor entre duas vértebras, que absorve carga e permite o movimento da coluna. Perde altura e hidratação com o tempo, o que faz parte do envelhecimento normal.
Discopatia degenerativa
Exame e laudoÉ um termo usado nos laudos para descrever o desgaste natural dos discos da coluna com o passar dos anos, incluindo perda de altura e ressecamento do disco. É um achado muito comum e faz parte do envelhecimento da coluna, nem sempre relacionado a dor. Quando há sintomas, o tratamento foca no alívio da dor e no fortalecimento da região.
Veja também Disco intervertebral Abaulamento discal Artrose
Disestesia
Tipo de dorSensação anormal e desagradável, como queimação, choque ou formigamento, que pode surgir sozinha ou ao toque. É comum nas dores de origem neuropática.
Dor aguda
Tipo de dorDor recente, ligada a uma lesão ou evento identificável, que costuma melhorar conforme o tecido cicatriza. Funciona como um alarme de proteção do corpo.
Dor central
Tipo de dorÉ a dor que se origina de uma alteração no próprio sistema nervoso central (cérebro ou medula espinhal), e não em um tecido machucado do corpo. Pode surgir após um acidente vascular cerebral, uma lesão medular ou em algumas doenças neurológicas, geralmente com queimação, formigamento ou sensibilidade aumentada ao toque. Entender essa origem orienta um cuidado voltado para a modulação da dor.
Veja também Dor neuropática Sensibilização central Alodínia
Dor crônica
Tipo de dorDor que persiste além de três meses. Além da estrutura onde começou, envolve sono, condicionamento físico e a forma como o sistema nervoso processa o estímulo, por isso o tratamento é multimodal.
Dor fantasma
Tipo de dorÉ a dor sentida em um membro ou parte do corpo que foi amputada, como se ela ainda estivesse presente. Ocorre porque o sistema nervoso continua a processar sinais relacionados àquela região, e a sensação é real para quem a vive. Existem abordagens de reabilitação e de modulação da dor voltadas especificamente para esse quadro.
Veja também Dor neuropática Dor central Reabilitação
Dor irradiada
AnatomiaDor que se espalha ao longo do trajeto de um nervo, como a que desce pela nádega e pela perna na ciática. Costuma vir acompanhada de formigamento ou dormência no mesmo caminho.
Dor irruptiva
Tipo de dorÉ uma crise de dor intensa e de início rápido que surge sobre um quadro doloroso que já vinha sendo controlado, como uma exacerbação temporária. Pode aparecer com um movimento, um esforço ou até sem gatilho aparente, durando de minutos a algumas horas. Registrar quando e como essas crises ocorrem ajuda o médico a ajustar o plano de alívio.
Veja também Dor crônica Escala EVA Analgesia multimodal
Dor miofascial
Tipo de dorDor de origem muscular, com pontos-gatilho e exame de imagem que costuma vir normal. Responde bem a agulhamento, alongamento, correção de postura e reabilitação.
Saiba maisDor mista
Tipo de dorÉ a dor que combina, ao mesmo tempo, dois mecanismos diferentes: o componente nociceptivo (originado em ossos, músculos ou articulações) e o componente neuropático (originado em nervos lesados ou irritados). Muitas dores lombares com irradiação para a perna, por exemplo, têm esse caráter misto. Reconhecer os dois componentes ajuda a explicar por que o tratamento costuma reunir mais de uma abordagem.
Veja também Dor nociceptiva Dor neuropática Analgesia multimodal
Dor neuropática
Tipo de dorDor por lesão ou doença do próprio nervo. Costuma queimar, formigar ou dar choque, e responde a medicamentos diferentes dos analgésicos comuns.
Saiba maisDor nociceptiva
Tipo de dorDor causada por estímulo real nos tecidos, como trauma, inflamação ou sobrecarga. Costuma ser bem localizada e proporcional à lesão.
Dor nociplástica
Tipo de dorDor ligada à forma como o sistema nervoso amplifica e processa o estímulo, sem uma lesão que a explique por completo. A fibromialgia é o exemplo mais conhecido.
Saiba maisDor oncológica
Tipo de dorÉ a dor relacionada ao câncer, que pode vir do próprio tumor, de sua disseminação ou dos tratamentos, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Ela pode ter características variadas, combinando dor profunda, em queimação ou em pontadas, e afeta bastante o bem-estar e o sono. O controle cuidadoso e ajustado a cada pessoa é parte importante do cuidado ao longo do tratamento.
Veja também Analgesia multimodal Dor neuropática Dor crônica
Dor pós-operatória
Tipo de dorÉ a dor que surge após uma cirurgia, decorrente da incisão e da manipulação dos tecidos durante o procedimento. Costuma ser mais intensa nos primeiros dias e tende a diminuir com a cicatrização, sendo controlada com um plano de analgesia combinado. Cuidar bem dessa dor favorece o movimento precoce, a recuperação e a redução do risco de a dor se tornar persistente.
Veja também Analgesia multimodal Dor aguda Dor crônica
Dor referida
AnatomiaDor sentida em um lugar diferente de onde ela realmente nasce. Estruturas profundas dividem as mesmas vias nervosas, e o cérebro nem sempre localiza a origem com precisão: por isso o quadril pode doer no joelho e o pescoço pode dar formigamento na mão.
Dor visceral
Tipo de dorÉ a dor que nasce dos órgãos internos do abdome, do tórax ou da pelve, como intestino, bexiga ou vesícula. Costuma ser difusa, profunda e mal localizada, às vezes acompanhada de náusea ou suor, e pode ser sentida em uma região da pele distante do órgão afetado. Por isso ela pode confundir e merece avaliação para identificar sua origem.
Veja também Dor referida Dor nociceptiva Sinal de alerta
Duloxetina
MedicamentoAntidepressivo (Cymbalta) usado na dor crônica, na fibromialgia e na dor neuropática, atuando na modulação central da dor.
Ver remédioE
Edema ósseo
Exame e laudoAcúmulo de líquido dentro do osso, visto na ressonância. Pode refletir sobrecarga, trauma ou inflamação, e seu significado depende do contexto clínico.
Educação em dor
TratamentoA educação em dor é um processo em que o paciente aprende como a dor funciona, por que ela pode persistir mesmo sem lesão ativa e como o cérebro e o sistema nervoso participam desse processo. Compreender esses mecanismos ajuda a reduzir o medo do movimento e a retomar as atividades com mais segurança. Ela costuma andar junto com exercício, sono e estratégias de autocuidado.
Veja também Sensibilização central Dor nociplástica TCC (terapia cognitivo-comportamental)
Eletroacupuntura
TratamentoVariação da acupuntura em que uma leve corrente elétrica é aplicada às agulhas, usada em alguns quadros de dor para reforçar o efeito.
Ver tratamentoEletroneuromiografia
Exame e laudoÉ um exame que avalia o funcionamento dos nervos e dos músculos por meio de pequenos estímulos elétricos e de uma agulha fina que registra a atividade muscular. Ajuda a entender se um nervo está comprimido ou irritado, como pode acontecer numa hérnia de disco ou numa neuropatia. O resultado orienta o médico sobre a origem de formigamentos, dormências ou fraqueza.
Veja também Raiz nervosa Dor neuropática Parestesia
Ergonomia
TratamentoÉ a adaptação do ambiente e das tarefas ao corpo, ajustando a altura da cadeira, a posição da tela, a forma de pegar peso e as pausas ao longo do dia. Pequenas mudanças na rotina de trabalho e em casa podem reduzir a sobrecarga sobre a coluna e as articulações. É uma parte importante do autocuidado em dores relacionadas à postura e ao esforço repetitivo.
Veja também Postura Retorno gradual ao movimento Dor crônica
Escala EVA
Tipo de dorRégua de 0 a 10 na qual o paciente indica a intensidade da dor. EVA quer dizer escala visual analógica, e serve para acompanhar a resposta ao tratamento ao longo do tempo.
Esclerose subcondral
Exame e laudoÉ um achado de imagem em que o osso logo abaixo da cartilagem aparece mais denso e esbranquiçado, sinal de sobrecarga naquela articulação. Costuma acompanhar a artrose e indica que o osso vem respondendo ao desgaste da cartilagem ao longo do tempo. É um dado que ajuda o médico a entender o quadro, mas não mede sozinho a intensidade da dor.
Veja também Artrose Cartilagem Edema ósseo
Escoliose
Exame e laudoCurvatura lateral da coluna, medida em graus. Muitas são leves, estáveis e não são a causa principal da dor.
Saiba maisEspasmo muscular
Tipo de dorÉ uma contração súbita e involuntária de um músculo, que pode ser breve, como a cãibra, ou mais prolongada, deixando a região endurecida e dolorida. Costuma aparecer com esforço, desidratação, má postura ou como resposta a uma dor já existente. Entender o que provoca o espasmo ajuda a orientar o alongamento, o calor local e outras medidas de alívio.
Veja também Ciclobenzaprina Contratura Dor miofascial
Espasticidade
Tipo de dorÉ um aumento involuntário do tônus muscular, no qual o músculo fica rígido e resistente ao movimento, comum após lesões que afetam o cérebro ou a medula espinhal. Pode causar rigidez, dificuldade para mover o membro, desconforto e, às vezes, dor. Compreender a espasticidade ajuda a planejar alongamentos, fisioterapia e outras abordagens para melhorar o conforto e a função.
Veja também Contratura Toxina botulínica Reabilitação
Espondilolistese
Exame e laudoEscorregamento de uma vértebra sobre a outra, para frente ou para trás. Pode ser assintomática ou causar dor lombar e sintomas nas pernas.
Saiba maisEstenose do canal vertebral
AnatomiaÉ o estreitamento do canal por onde passam a medula e as raízes nervosas dentro da coluna, que pode comprimir essas estruturas. Costuma provocar dor, formigamento ou fraqueza nas pernas, especialmente ao caminhar, e alívio ao sentar. Compreender esse estreitamento ajuda a explicar os sintomas e a orientar a postura, os exercícios e outras abordagens.
Saiba maisVeja também Claudicação neurogênica Raiz nervosa Artrose
Esternocleidomastóideo
AnatomiaÉ o músculo alongado que aparece na lateral do pescoço quando você vira a cabeça para o lado oposto; ele ajuda a girar e inclinar a cabeça. Sua tensão costuma acompanhar dores de cabeça, tontura leve e desconforto ao redor do rosto e das têmporas.
Veja também Músculos escalenos Dor referida Ponto-gatilho
Estresse e dor
Tipo de dorO estresse e a tensão emocional influenciam a forma como o sistema nervoso processa a dor, podendo torná-la mais intensa e persistente. Não significa que a dor seja imaginária; ela é real e sofre a influência de emoções, sono e rotina. Por isso, medidas para reduzir o estresse costumam entrar no plano de cuidado, ao lado dos tratamentos físicos.
Veja também Sensibilização central Dor crônica Sono reparador
Exercício terapêutico
TratamentoO exercício terapêutico é um programa de movimentos e fortalecimento prescrito de forma individual para tratar ou controlar a dor e recuperar a função. Ele é considerado um dos pilares do cuidado em dores crônicas, porque melhora força, mobilidade e confiança para se mover. A progressão é ajustada conforme a resposta de cada paciente, evitando picos de sobrecarga.
Veja também Controle de carga Reabilitação Pilates clínico
Extrusão discal
Exame e laudoÉ um achado de imagem em que o material do interior do disco atravessa o seu limite externo de forma mais acentuada que na protrusão. Costuma ser descrita quando há uma hérnia de disco mais evidente, que pode comprimir uma raiz nervosa próxima. Nem toda extrusão provoca sintomas, e muitas melhoram com o tempo e o tratamento adequado.
Veja também Hérnia de disco Protrusão discal Raiz nervosa
F
Fadiga
Tipo de dorÉ a sensação de cansaço físico e mental que vai além do esperado para o esforço realizado, comum em quem convive com dor crônica e fibromialgia. Ela pode piorar quando o sono não é reparador e quando há muito estresse, formando um ciclo que também intensifica a dor. Reconhecer a fadiga ajuda a planejar as atividades e distribuir melhor a energia ao longo do dia.
Veja também Sono reparador Fibromialgia Estresse e dor
Fáscia
AnatomiaMembrana fina e resistente que envolve e conecta os músculos. Quando fica tensa, aderida ou sensível, participa de vários quadros de dor, incluindo a dor miofascial.
Fáscia plantar
AnatomiaFaixa fibrosa que sustenta o arco do pé, da base do calcanhar até os dedos. Sua irritação causa a fascite plantar, com dor no calcanhar nos primeiros passos da manhã.
Fibromialgia
Tipo de dorDor difusa e persistente pelo corpo, com sono não reparador, fadiga e sensibilidade aumentada. O tratamento combina exercício, sono, manejo do estresse e, quando indicado, medicação.
Saiba maisFisiatria
TratamentoEspecialidade médica focada em função, reabilitação e tratamento não cirúrgico da dor. O fisiatra coordena o diagnóstico, os procedimentos e o plano de reabilitação.
Ver tratamentoFisioterapia
TratamentoTratamento com exercícios, terapia manual e recursos físicos conduzido pelo fisioterapeuta, em parceria com o médico, para recuperar movimento e função.
Ver tratamentoForame de conjugação
AnatomiaÉ a pequena abertura entre duas vértebras por onde saem as raízes nervosas que vão para os braços ou as pernas. Quando esse espaço se estreita, por exemplo devido a artrose ou hérnia, a raiz pode ser comprimida e provocar dor, formigamento ou fraqueza no trajeto do nervo.
Veja também Raiz nervosa Vértebra Hérnia de disco
Fortalecimento
TratamentoÉ o trabalho de tornar os músculos mais fortes por meio de exercícios progressivos, com ou sem carga. Músculos mais fortes ajudam a proteger as articulações e a coluna e costumam aliviar dores relacionadas à sobrecarga. O ritmo é sempre ajustado à sua condição, começando devagar e aumentando aos poucos.
Veja também Reabilitação Condicionamento físico Retorno gradual ao movimento
G
Gabapentina
MedicamentoMedicamento que acalma a hiperexcitabilidade dos nervos, usado na dor neuropática e na dor que irradia. A dose é ajustada aos poucos.
Ver remédioH
Hérnia de disco
AnatomiaQuando parte do disco se desloca e pode comprimir uma raiz nervosa, causando dor que irradia, formigamento ou fraqueza. Muitas hérnias aparecem em exames de pessoas sem qualquer sintoma.
Saiba maisHigiene do sono
TratamentoA higiene do sono reúne hábitos e ajustes de rotina que ajudam a dormir melhor, como horários regulares, ambiente escuro e silencioso e menos telas antes de deitar. Ela importa muito na dor crônica, porque noites mal dormidas tendem a aumentar a sensibilidade à dor e a piorar o humor e o cansaço. Melhorar o sono costuma ser parte importante do tratamento, ao lado de exercício e outras medidas.
Veja também Dor crônica Sensibilização central Educação em dor
Hiperalgesia
Tipo de dorResposta de dor exagerada a um estímulo que já é doloroso, como uma leve pressão que provoca dor intensa. Também indica sensibilização do sistema de dor.
Hipersensibilidade
Tipo de dorÉ uma resposta exagerada aos estímulos, em que toques leves, temperatura ou pressão são sentidos de forma mais forte ou desconfortável do que o esperado. Ela reflete um sistema nervoso mais reativo, comum em quadros de dor persistente. Reconhecê-la evita interpretar a reação como exagero e ajuda a planejar um tratamento mais gradual.
Veja também Alodínia Hiperalgesia Sensibilização central
Hipoestesia
Tipo de dorÉ a redução da sensibilidade em uma área da pele, ou seja, a região sente menos o toque, a temperatura ou a picada do que o normal. Costuma indicar que um nervo ou uma raiz nervosa está comprometido em algum ponto do trajeto. Descrever onde a pele está mais dormente ajuda a localizar a origem do problema.
Veja também Parestesia Raiz nervosa Dermátomo
I
Infiltração
TratamentoAplicação de medicamento em um alvo específico, como uma articulação, bursa ou tendão, para reduzir dor e inflamação e permitir avançar na reabilitação.
L
Laser de alta intensidade
TratamentoEnergia luminosa aplicada sobre a região dolorida para analgesia e estímulo do tecido, usada em quadros selecionados como parte do plano.
Ver tratamentoLidocaína (adesivo)
MedicamentoAdesivo anestésico aplicado sobre a área dolorida, que reduz a dor neuropática localizada com pouca absorção pelo corpo.
Ver remédioLimiar de dor
Tipo de dorÉ o ponto a partir do qual um estímulo passa a ser sentido como doloroso, e esse ponto varia de pessoa para pessoa e conforme o momento. Fatores como sono, estresse e sensibilização do sistema nervoso podem baixar esse limiar, fazendo com que estímulos pequenos já incomodem. Entender isso ajuda a explicar por que a mesma situação dói de forma diferente em cada pessoa.
Veja também Hiperalgesia Sensibilização central Escala EVA
M
Manguito rotador
AnatomiaGrupo de quatro tendões que estabiliza e move o ombro. É uma das origens mais comuns de dor ao levantar o braço, em especial entre 60 e 120 graus.
Medula espinhal
AnatomiaÉ o cordão de tecido nervoso que passa dentro do canal da coluna e conecta o cérebro ao restante do corpo, transmitindo comandos de movimento e informações de sensibilidade. Por ser uma estrutura delicada, sinais como perda de força importante ou alteração no controle da urina merecem avaliação sem demora.
Veja também Cauda equina Vértebra Raiz nervosa
Menisco
AnatomiaSão duas peças de cartilagem em forma de meia-lua dentro do joelho que funcionam como amortecedores entre a coxa e a perna. Lesões ou desgaste do menisco podem causar dor, inchaço e sensação de travamento ao dobrar ou girar o joelho.
Veja também Cartilagem Cápsula articular
Mesoterapia
TratamentoAplicação de pequenas doses de medicamento logo abaixo da pele, sobre a região dolorida, usada em alguns quadros de dor localizada.
Ver tratamentoMobilização articular
TratamentoA mobilização articular é uma técnica da fisioterapia em que o profissional realiza movimentos suaves e graduais em uma articulação para melhorar a amplitude e reduzir a rigidez e a dor. É bastante usada em articulações que ficaram limitadas após lesões, cirurgias ou longos períodos sem movimento. Costuma servir de preparo para os exercícios, sempre respeitando o conforto e os limites do paciente.
Veja também Terapia manual Fisioterapia Exercício terapêutico
Modic
Exame e laudoNome das alterações que aparecem na vértebra vizinha ao disco na ressonância. Podem se associar à dor lombar em alguns casos, mas nem sempre explicam o sintoma.
Modulação descendente
Tipo de dorÉ o sistema natural do corpo que, a partir do cérebro, envia sinais para a medula espinhal capazes de aumentar ou diminuir a intensidade da dor percebida. Quando esse freio natural funciona bem, ele ajuda a atenuar a dor; quando está enfraquecido, a dor tende a se manter mais forte. Vários tratamentos e hábitos, como sono e atividade física, buscam apoiar esse mecanismo.
Veja também Sensibilização central Dor crônica Reabilitação
Morfina
MedicamentoÉ um opioide potente usado em dores intensas, geralmente quando outras opções não são suficientes. Exige prescrição e acompanhamento cuidadosos, pois pode causar sonolência, prisão de ventre, náusea e depressão da respiração em doses altas. Faz parte de planos de dor bem monitorados, com ajuste gradual das doses.
Veja também Opioide Codeína Analgesia multimodal
Músculo iliopsoas
AnatomiaÉ um músculo profundo que liga a coluna lombar à parte interna do fêmur e é o principal responsável por dobrar o quadril, como ao levantar a coxa. Quando fica encurtado ou sobrecarregado, pode gerar dor na virilha ou na região baixa das costas e dificultar ficar em pé por muito tempo.
Veja também Quadrado lombar Dor referida Reabilitação
Músculo piriforme
AnatomiaÉ um músculo pequeno e profundo do glúteo que ajuda a girar o quadril; o nervo ciático passa bem próximo a ele. Quando esse músculo fica tenso ou encurtado, pode incomodar a região do glúteo e, em algumas pessoas, contribuir para dor que desce pela perna.
Veja também Nervo ciático Dor referida Ponto-gatilho
Músculos escalenos
AnatomiaSão músculos finos localizados nas laterais do pescoço, que ajudam a inclinar a cabeça e participam da respiração. Perto deles passam nervos e vasos do braço, por isso a tensão nessa região pode causar dor no pescoço e, às vezes, formigamento que desce pelo braço.
Veja também Plexo braquial Ponto-gatilho Dor referida
N
Naproxeno
MedicamentoÉ um anti-inflamatório não esteroide de ação mais prolongada, útil para dores articulares e musculares que exigem alívio ao longo do dia. Por reduzir a inflamação, ajuda em crises de artrose e tendinopatia, mas exige atenção com estômago, rins e pressão arterial. O médico costuma orientar tomar junto com alimentos e reavaliar o uso em pessoas mais velhas.
Ver remédioVeja também Anti-inflamatório não esteroide (AINE) Artrose Cetoprofeno
Nervo ciático
AnatomiaÉ o nervo mais longo e calibroso do corpo, formado por raízes da região lombar e do sacro; desce por trás do glúteo e da coxa até a perna e o pé. Quando é comprimido ou irritado, pode surgir a dor que corre pela parte de trás da perna, muitas vezes acompanhada de formigamento ou fraqueza.
Veja também Raiz nervosa Dor irradiada Músculo piriforme
Nervo femoral
AnatomiaÉ um nervo importante da parte da frente da coxa, responsável por dobrar o quadril, estender o joelho e dar sensibilidade à frente da coxa. Quando é comprimido ou lesado, pode surgir fraqueza para subir escadas ou levantar-se e dor ou dormência na frente da perna.
Veja também Nervo ciático Raiz nervosa Dor irradiada
Nervo mediano
AnatomiaÉ um nervo do braço que desce pelo antebraço e passa pelo punho por um canal estreito chamado túnel do carpo, levando sensibilidade ao polegar e a alguns dedos. Quando é comprimido, pode causar formigamento, dormência e dor na mão, sintomas comuns na síndrome do túnel do carpo.
Veja também Nervo ulnar Parestesia Plexo braquial
Nervo ulnar
AnatomiaÉ um nervo do braço que passa por trás do cotovelo, na região que popularmente chamamos de osso da alegria, e segue até a mão, dando sensibilidade principalmente ao dedo mínimo e parte do anelar. Sua irritação ou compressão pode provocar formigamento e dormência nesses dedos e desconforto no cotovelo.
Veja também Nervo mediano Parestesia Plexo braquial
Neuralgia
Tipo de dorÉ a dor que segue o trajeto de um nervo, geralmente descrita como choque, queimação ou pontada, e que pode surgir em crises. Um exemplo conhecido é a neuralgia do trigêmeo, na face. Identificar qual nervo está envolvido ajuda a direcionar o cuidado de forma mais específica.
Veja também Dor neuropática Disestesia Radiculopatia
Neuroplasticidade
Tipo de dorCapacidade do sistema nervoso de se reorganizar e mudar com a experiência. Na dor crônica pode manter a dor mesmo sem lesão ativa, mas também é o que permite a recuperação com a reabilitação.
Nortriptilina
MedicamentoDa mesma família da amitriptilina, usada em dose baixa para dor neuropática. Em geral provoca menos sonolência.
Ver remédioO
Ondas de choque
TratamentoOndas acústicas aplicadas sobre tendões e inserções para estimular o reparo em tendinopatias, como a fascite plantar e a bursite do quadril.
Ver tratamentoOpioide
MedicamentoÉ uma classe de analgésicos potentes reservada para dores moderadas a intensas que não melhoram com medidas mais simples. Pode causar sonolência, prisão de ventre, náusea e, com o tempo, dependência, por isso exige prescrição e acompanhamento próximos. Costuma entrar como parte de um plano mais amplo, e não como recurso isolado.
Osteófito
Exame e laudoÉ uma pequena saliência óssea, popularmente chamada de bico de papagaio, que se forma nas bordas das articulações e das vértebras ao longo dos anos. Costuma acompanhar a artrose e reflete a adaptação do osso ao desgaste e à sobrecarga. Muitas vezes é apenas um achado no exame e nem sempre é a causa da dor.
Veja também Artrose Tomografia computadorizada Achado incidental
Osteoporose
Exame e laudoRedução da densidade e da resistência do osso, que aumenta o risco de fratura. É avaliada pela densitometria e costuma não doer até que uma fratura aconteça.
Ozonioterapia
TratamentoA ozonioterapia é a aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio em determinadas regiões do corpo, estudada como recurso complementar em algumas dores musculoesqueléticas. Seu uso e suas indicações ainda são objeto de debate e regulamentação, e as evidências variam conforme o quadro. Quando considerada, costuma fazer parte de um plano mais amplo, discutido individualmente com o médico.
Veja também Infiltração Analgesia multimodal Dor crônica
P
PRP (plasma rico em plaquetas)
TratamentoO PRP é preparado a partir de uma pequena amostra do sangue do próprio paciente, centrifugada para concentrar as plaquetas, que são então aplicadas na região lesionada. Ele é estudado em tendinopatias e em algumas articulações com desgaste, com a ideia de estimular os processos naturais de reparo do tecido. Os resultados variam conforme o caso, e o procedimento costuma fazer parte de um plano que inclui reabilitação.
Veja também Tendinopatia Infiltração Artrose
Paracetamol
MedicamentoÉ um analgésico usado para dores de intensidade leve a moderada e também para febre, com efeito anti-inflamatório pequeno. Costuma ser uma opção inicial por ser mais suave para o estômago que os anti-inflamatórios. É importante respeitar a dose diária e ter cuidado com o fígado, evitando somá-lo a bebidas alcoólicas.
Ver remédioVeja também Dipirona Analgesia multimodal Dor aguda
Parestesia
Tipo de dorFormigamento ou dormência, o clássico "adormecer" de uma parte do corpo. Quando é persistente ou segue o trajeto de um nervo, merece avaliação.
Pilates clínico
TratamentoO pilates clínico é uma forma de exercício orientada por profissionais de saúde, voltada para fortalecer a musculatura profunda do tronco, melhorar a postura e o controle do movimento. É muito indicado em dores de coluna e em quadros crônicos, com exercícios adaptados às limitações de cada pessoa. A progressão é feita aos poucos, respeitando o ritmo e as condições do paciente.
Veja também Exercício terapêutico RPG (reeducação postural global) Reabilitação
Plexo braquial
AnatomiaÉ uma rede de nervos que sai da coluna cervical e do alto do tórax e se organiza para inervar todo o braço e a mão. Lesões, estiramentos ou compressões nessa região podem causar dor, fraqueza ou alterações de sensibilidade em diferentes partes do membro superior.
Veja também Músculos escalenos Nervo mediano Nervo ulnar
Plexopatia
Tipo de dorÉ o comprometimento de um plexo nervoso, que é uma rede em que vários nervos se cruzam, como o plexo do ombro (braquial) ou o da região da pelve. Quando afetado, pode causar dor, dormência ou fraqueza em uma área mais ampla do braço ou da perna, sem seguir o trajeto de um único nervo. A avaliação cuidadosa ajuda a distinguir esse quadro de problemas em uma raiz isolada.
Veja também Radiculopatia Dor neuropática Raiz nervosa
Ponto-gatilho
AnatomiaPonto endurecido e dolorido dentro do músculo que, ao ser pressionado, gera dor local e também à distância. É a base da dor miofascial e costuma responder a agulhamento, alongamento e reabilitação.
Postura
TratamentoÉ a maneira como o corpo se posiciona ao ficar sentado, em pé ou ao se movimentar. Não existe uma única postura ideal; o mais útil é variar de posição com frequência e evitar longos períodos parado na mesma posição. Ajustes de postura, junto com movimento regular, ajudam a distribuir melhor a carga sobre a coluna e as articulações.
Veja também Ergonomia Amplitude de movimento Dor miofascial
Prednisona
MedicamentoÉ um corticoide em comprimido, empregado em crises inflamatórias mais intensas para reduzir dor e inchaço. Costuma ser usado por períodos definidos e, quando o tempo é maior, a dose é retirada aos poucos conforme orientação médica. Merece atenção em quem tem diabetes, pressão alta ou osteoporose, pela chance de efeitos indesejados.
Ver remédioVeja também Corticoide Osteoporose Analgesia multimodal
Pregabalina
MedicamentoDa mesma classe da gabapentina, usada na dor neuropática e em quadros de sensibilização, também com ajuste gradual da dose.
Ver remédioPropriocepção
TratamentoÉ a percepção que o corpo tem da posição das próprias articulações e músculos, mesmo sem olhar para eles. Quando essa percepção está reduzida, aumenta o risco de desequilíbrios e novas lesões, especialmente em pessoas idosas. Exercícios de equilíbrio e estabilidade fazem parte da reabilitação justamente para treinar essa capacidade.
Veja também Reabilitação Fortalecimento Condicionamento físico
Protrusão discal
Exame e laudoÉ um achado de imagem em que o disco entre duas vértebras projeta-se um pouco além do seu limite normal, sem se romper. É uma forma inicial e comum de alteração do disco, muitas vezes encontrada mesmo em pessoas sem dor. Quando causa sintomas, pode contribuir para dor nas costas ou pressão sobre uma raiz nervosa.
Veja também Disco intervertebral Abaulamento discal Extrusão discal
Q
Quadrado lombar
AnatomiaÉ um músculo situado na parte de trás e lateral da cintura, ligando a última costela, a coluna lombar e a bacia. Por participar da postura e dos movimentos de inclinar o tronco, é uma causa frequente de dor na lateral da lombar, sobretudo após ficar muito tempo sentado ou carregar peso.
Veja também Dor miofascial Ponto-gatilho Músculo iliopsoas
R
RPG (reeducação postural global)
TratamentoA RPG é uma técnica de fisioterapia que trabalha o corpo como um conjunto, usando posturas de alongamento mantidas para reequilibrar cadeias musculares encurtadas. Ela é usada em dores relacionadas à postura, à coluna e a tensões musculares crônicas. O objetivo é melhorar o alinhamento e a consciência corporal, sempre de forma gradual e orientada por um profissional.
Veja também Fisioterapia Pilates clínico Exercício terapêutico
Radiculopatia
Tipo de dorÉ o comprometimento de uma raiz nervosa ao sair da coluna, que pode causar dor irradiada, formigamento, dormência ou fraqueza no trajeto daquele nervo, como no braço ou na perna. Costuma estar relacionada a hérnia de disco, artrose ou estreitamento do canal. Localizar o nível afetado orienta tanto os exames quanto o tratamento.
Veja também Raiz nervosa Hérnia de disco Dor irradiada
Radiofrequência
TratamentoA radiofrequência é um procedimento que usa uma corrente de calor controlado para atuar sobre pequenos nervos que transmitem a dor, geralmente das articulações da coluna ou do joelho. Ela costuma ser indicada quando bloqueios de teste mostraram que aquele nervo é a origem do incômodo. O objetivo é reduzir os sinais de dor por um período de meses, ajudando o paciente a se movimentar e a fazer reabilitação com mais conforto.
Veja também Bloqueio Denervação facetária Articulação facetária
Raio-X
Exame e laudoImagem boa para avaliar osso, alinhamento e articulações, feita em pé quando o objetivo é ver a coluna sob carga. Não mostra bem disco e nervo, que ficam para a ressonância.
Raiz nervosa
AnatomiaNervo que sai da coluna entre duas vértebras e leva os sinais para uma região do corpo. Quando é comprimida ou irritada, causa dor, formigamento ou fraqueza no trajeto correspondente.
Reabilitação
TratamentoPrograma de exercícios e educação para recuperar força, mobilidade e tolerância ao movimento. É a base do tratamento da maioria das dores persistentes.
Relaxante muscular
MedicamentoÉ uma classe de remédios que reduz a tensão e o espasmo dos músculos, aliviando dores em que a contratura tem papel importante. Costuma ser usada por períodos curtos, junto de fisioterapia e outras medidas, e pode causar sonolência. A ciclobenzaprina é um exemplo bastante utilizado nesses quadros.
Veja também Ciclobenzaprina Dor miofascial Fisioterapia
Ressonância magnética
Exame e laudoExame de imagem detalhado das partes moles, como disco, nervo, tendão e edema. É muito sensível e mostra muitos achados, por isso precisa ser lido junto da história e do exame físico, nunca isolado.
Retorno gradual ao movimento
TratamentoÉ a estratégia de voltar às atividades aos poucos, aumentando esforço e tempo de forma progressiva, em vez de ficar em repouso prolongado. O repouso muito longo tende a enfraquecer músculos e piorar a rigidez, enquanto a retomada gradual ajuda o corpo a recuperar confiança e função. O ritmo é ajustado à sua tolerância, respeitando as crises e evitando saltos bruscos de carga.
Veja também Condicionamento físico Crise de dor Reabilitação
Rizotomia
TratamentoA rizotomia é um procedimento que atua sobre pequenos ramos nervosos responsáveis por levar a dor de uma articulação, com o objetivo de interromper esses sinais. Na coluna, costuma ser feita nas articulações facetárias, muitas vezes com uso de radiofrequência, após bloqueios de teste confirmarem a origem da dor. O alívio tende a durar meses e serve para permitir mais movimento e reabilitação.
Veja também Radiofrequência Denervação facetária Articulação facetária
S
Sacroileíte
Exame e laudoÉ a inflamação da articulação sacroilíaca, que fica entre a base da coluna e a bacia. Pode causar dor na região dos glúteos ou na parte baixa das costas e às vezes é identificada em ressonância ou cintilografia. Suas causas variam, incluindo sobrecarga mecânica e algumas doenças inflamatórias, o que orienta a investigação.
Veja também Ressonância magnética Cintilografia óssea Dor referida
Sarcopenia
Tipo de dorÉ a perda progressiva de massa e força muscular que acompanha o envelhecimento e pode ser acelerada pela inatividade e pela má alimentação. Ela reduz a força, o equilíbrio e a disposição, aumentando o risco de quedas e dificultando as atividades do dia a dia. Reconhecê-la é importante porque a atividade física orientada e a nutrição adequada podem ajudar a preservar a musculatura.
Veja também Reabilitação Osteoporose Fisioterapia
Sensibilização central
Tipo de dorEstado em que o sistema nervoso fica mais reativo e passa a amplificar a dor, respondendo demais a estímulos que antes não incomodavam. Ajuda a entender por que a dor persiste mesmo depois de o tecido cicatrizar.
Sensopatia
Tipo de dorÉ um termo usado para alterações da sensibilidade, em que a pessoa percebe sensações anormais como formigamento, dormência, queimação ou desconforto ao toque. Essas alterações costumam indicar que os nervos ou o modo como o corpo processa os estímulos estão envolvidos no quadro. Descrever bem essas sensações ajuda a orientar a avaliação e o plano de cuidado.
Veja também Disestesia Parestesia Dor neuropática
Sinal de alerta
Tipo de dorSintoma que pede avaliação mais rápida: febre, trauma importante, perda de força, alteração de urina ou intestino, dor que piora à noite ou perda de peso sem explicação.
Síndrome do desfiladeiro torácico
Tipo de dorÉ um conjunto de sintomas causado pela compressão de nervos ou vasos sanguíneos na região entre o pescoço e a axila, por onde eles passam até o braço. Costuma provocar dor, formigamento, dormência ou sensação de peso no ombro, no braço e na mão, muitas vezes piorando ao levantar o braço ou carregar peso. Reconhecer a origem ajuda a orientar exercícios de postura e outras medidas de alívio.
Veja também Parestesia Dor irradiada Fisioterapia
Síndrome do impacto
Tipo de dorÉ uma dor no ombro que surge quando os tendões e a bursa ficam comprimidos entre os ossos ao levantar o braço, gerando atrito e inflamação. Costuma provocar dor ao erguer o braço acima da cabeça, ao dormir sobre o lado afetado ou ao fazer movimentos repetidos. Identificar esse mecanismo ajuda a direcionar o repouso relativo, os exercícios e outras medidas.
Veja também Manguito rotador Bursite Tendinopatia
Síndrome do túnel do tarso
Tipo de dorOcorre quando um nervo é comprimido em um canal estreito no lado interno do tornozelo, semelhante ao que acontece no punho na síndrome do túnel do carpo. Os sintomas incluem dor em queimação, formigamento e dormência na planta do pé e nos dedos, que podem piorar ao caminhar ou ficar muito tempo em pé. Entender a causa orienta o uso de palmilhas, ajustes no calçado e outras estratégias de alívio.
Veja também Dor neuropática Parestesia Fáscia plantar
Síndrome dolorosa regional complexa
Tipo de dorÉ uma condição em que uma dor intensa e persistente aparece em um braço ou perna, geralmente após uma lesão, cirurgia ou imobilização, sendo desproporcional ao que se esperaria. Além da dor, pode haver inchaço, mudança de cor e temperatura da pele, sudorese e sensibilidade exagerada ao toque. O reconhecimento precoce é importante porque orienta a reabilitação e o cuidado com o membro afetado.
Veja também Alodínia Sensibilização central Reabilitação
Sinovite
Exame e laudoÉ a inflamação da membrana que reveste o interior das articulações, chamada de membrana sinovial. Pode causar dor, inchaço e sensação de calor local, e às vezes aparece descrita em ultrassom ou ressonância. Pode surgir por sobrecarga, artrose ou doenças inflamatórias, e sua identificação orienta o tratamento.
Veja também Derrame articular Ultrassonografia musculoesquelética Bursite
Somação temporal
Tipo de dorÉ o fenômeno em que estímulos dolorosos repetidos, aplicados em sequência, vão sendo somados pelo sistema nervoso e passam a ser sentidos como uma dor cada vez mais intensa. Também chamado de wind-up, reflete um sistema de dor que se torna mais reativo com a repetição. Compreendê-lo ajuda a entender por que movimentos repetidos podem piorar a dor em alguns quadros.
Veja também Sensibilização central Hiperalgesia Dor crônica
Sono reparador
TratamentoÉ o sono de qualidade que permite ao corpo descansar e se recuperar de fato, saindo da cama com sensação de descanso. Noites mal dormidas tendem a aumentar a percepção de dor e a fadiga no dia seguinte, enquanto um sono melhor costuma tornar a dor mais tolerável. Cuidar dos horários, do ambiente do quarto e dos hábitos antes de deitar faz parte do tratamento da dor crônica.
Veja também Fadiga Dor crônica Estresse e dor
T
TCC (terapia cognitivo-comportamental)
TratamentoA terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem psicológica que ajuda a lidar com pensamentos, emoções e comportamentos ligados à dor, como o medo de se mover ou a sensação de desamparo. Ela não significa que a dor seja imaginária; trabalha ferramentas práticas para reduzir o sofrimento e retomar a vida. Costuma ser usada em conjunto com exercício, educação em dor e o tratamento médico.
Veja também Educação em dor Dor crônica Fibromialgia
TENS
TratamentoO TENS é um aparelho que envia pequenos estímulos elétricos através de eletrodos colados na pele, próximos à área dolorida. Esses estímulos suaves podem reduzir temporariamente a percepção da dor e são usados como apoio durante sessões de fisioterapia ou em casa. É um recurso complementar, que costuma ser combinado com exercício e outras medidas, e não substitui o tratamento da causa.
Veja também Fisioterapia Analgesia multimodal Eletroacupuntura
Tendão
AnatomiaEstrutura que liga o músculo ao osso e transmite a força do movimento. Sofre quando é sobrecarregado de forma repetida ou sem preparo adequado.
Tendinopatia
AnatomiaSofrimento do tendão por sobrecarga, com dor, perda de força e queda de desempenho. Nem sempre há inflamação clássica, então o tratamento foca em ajustar a carga e reabilitar de forma progressiva.
Saiba maisTerapia manual
TratamentoA terapia manual reúne técnicas em que o profissional usa as mãos para mobilizar articulações, alongar tecidos e liberar áreas tensas de músculo e fáscia. É empregada para reduzir a dor e a rigidez e para facilitar o movimento, geralmente como preparo para o exercício. Costuma ser um recurso complementar dentro de um plano de reabilitação, e não um tratamento isolado.
Veja também Fisioterapia Dor miofascial Ponto-gatilho
Termoterapia
TratamentoA termoterapia é o uso do calor, por meio de bolsas quentes, compressas ou aparelhos, para relaxar a musculatura e melhorar a circulação local. É bastante usada em dores musculares e em rigidez, ajudando a preparar o corpo antes de alongamentos e exercícios. Costuma ser um recurso simples e de apoio, aplicado com cuidado para evitar queimaduras, especialmente em pessoas com sensibilidade reduzida.
Veja também Crioterapia Dor miofascial Terapia manual
Tomografia computadorizada
Exame e laudoÉ um exame de imagem que combina vários raios-X para gerar cortes detalhados dos ossos e de outras estruturas. Costuma ser indicada quando o médico precisa ver bem detalhes ósseos, como fraturas, osteófitos ou o formato dos canais por onde passam os nervos. Diferente da ressonância, mostra melhor o osso do que os tecidos moles.
Veja também Ressonância magnética Osteófito Raio-X
Toxina botulínica
TratamentoMedicamento injetável que reduz a contração muscular excessiva. Além do uso estético, é aplicada na enxaqueca crônica, na espasticidade e em algumas dores miofasciais.
Ver tratamentoTramadol
MedicamentoAnalgésico opioide fraco para dor moderada, usado com cautela e por tempo limitado pelo risco de efeitos e de dependência.
Ver remédioU
Ultrassonografia musculoesquelética
Exame e laudoÉ um exame de imagem que usa ondas de som para observar tendões, músculos, bursas e articulações em tempo real, inclusive durante o movimento. É útil para investigar tendinopatias, bursites e derrames articulares, sem uso de radiação. Também pode guiar procedimentos como infiltrações, tornando-os mais precisos.
Veja também Tendinopatia Bursite Derrame articular
V
VHS e PCR
Exame e laudoSão exames de sangue que funcionam como marcadores de inflamação no corpo, ajudando a indicar se há um processo inflamatório ativo. Quando estão elevados, orientam o médico a investigar causas como infecções ou doenças inflamatórias, mas não apontam sozinhos onde está o problema. São interpretados sempre junto com o exame clínico e outros dados.
Veja também Sinovite Sacroileíte Sinal de alerta
Vértebra
AnatomiaSão os ossos empilhados que formam a coluna vertebral, cada um separado por um disco e conectado ao seguinte por articulações. Elas sustentam o corpo, protegem a medula espinhal e permitem os movimentos do tronco e do pescoço.
Veja também Disco intervertebral Forame de conjugação Medula espinhal
Viscossuplementação
TratamentoA viscossuplementação é a aplicação de ácido hialurônico dentro de uma articulação, com mais frequência o joelho, para melhorar a lubrificação e amortecer o atrito nas superfícies desgastadas. É uma opção considerada em casos de artrose, quando outras medidas já foram tentadas. O intuito é aliviar a dor e facilitar o movimento por alguns meses, sempre acompanhada de exercício e reforço muscular.
Veja também Artrose Cartilagem Infiltração
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A avaliação clínica interpreta o achado dentro do seu quadro e define o próximo passo. Conteúdo educativo: não substitui avaliação médica individual.
