O que são os pontos de acupuntura?
Os pontos de acupuntura são locais precisos do corpo, ricos em terminações nervosas, onde a agulha desencadeia respostas que modulam a dor. Veja onde ficam, como atuam e como usamos esse recurso dentro de um plano multimodal.
- Os pontos de acupuntura são regiões anatômicas definidas, com alta densidade de nervos, vasos e fáscia, e não estruturas invisíveis ou místicas.
- A agulha nesses pontos ativa nervos sensoriais e desencadeia analgesia por mecanismos do sistema nervoso, não por uma energia que se possa medir.
- Na medicina da dor, os acupontos são uma das ferramentas de um plano multimodal, somados a exercício, procedimentos e, quando indicado, medicação.
- É um recurso seguro nas mãos de um médico treinado, com indicações claras: o objetivo é controlar a dor e recuperar a função.
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- 361 clássicosPontos de acupuntura nos meridianos descritos pela tradição
- 14 trajetosDoze meridianos principais mais dois vasos da linha média
- 6 a 10Sessões num ciclo inicial típico, com reavaliação ao final
- 0,25 mmCalibre comum da agulha filiforme, fina e estéril, de uso único
O que são os pontos de acupuntura

Pontos de acupuntura são locais anatômicos específicos da superfície do corpo, mapeados ao longo de trajetos chamados meridianos, onde a estimulação por agulha produz efeitos terapêuticos mensuráveis sobre a dor e a função. A pergunta “acupuntura, o que é” tem, hoje, uma resposta que une a descrição clássica desses pontos a uma base neurofisiológica bem documentada.
Na medicina tradicional chinesa, os pontos da acupuntura são descritos como locais por onde circula o qi, distribuídos sobre uma rede de meridianos. Essa é a linguagem histórica, útil para localizar e nomear cada ponto, e é assim que muitos textos antigos sistematizaram um conhecimento empírico de séculos. A medicina contemporânea olha para o mesmo mapa por outra lente: cada acuponto corresponde a uma região com características anatômicas e fisiológicas particulares, e o efeito da agulha se explica pela forma como o sistema nervoso responde a esse estímulo.
O ponto de acupuntura não é um portal invisível nem guarda uma energia que se possa captar num aparelho. É um lugar do corpo onde a agulha encontra, de modo concentrado, os elementos que o sistema nervoso precisa para disparar respostas analgésicas. A acupuntura é uma intervenção médica com mecanismo, indicação e limites definidos.
Os termos variam conforme o texto: acupontos, pontos para acupuntura, pontos na acupuntura. Todos se referem ao mesmo conjunto de locais. A tradição clássica cataloga 361 pontos nos meridianos, além dos chamados pontos extras e dos pontos sensíveis que aparecem na palpação, os ashi, que muitas vezes coincidem com os pontos-gatilho miofasciais que tratamos na dor.
“O ponto de acupuntura é um ponto de energia que só o terapeuta sente, sem base no corpo físico.”
Estudos de anatomia e de imagem mostram que a maioria dos acupontos coincide com feixes neurovasculares, septos de fáscia e zonas de maior inervação. O efeito é biológico e dependente do sistema nervoso.

O que existe sob um acuponto

Quando se dissecam as regiões dos pontos de acupuntura clássicos, encontra-se um padrão que se repete. Os acupontos tendem a se localizar onde a anatomia oferece um alvo rico para a agulha: feixes de nervo e vaso atravessando a fáscia, septos entre músculos, entradas de nervos no ventre muscular (as placas motoras) e pontos em que um nervo cruza um relevo ósseo. Não é coincidência: é justamente onde a estimulação tem mais a quem recrutar.
- Terminações nervosas. Densidade aumentada de fibras sensoriais, incluindo as fibras finas que conduzem a informação relevante para a analgesia.
- Feixe neurovascular. Muitos pontos ficam sobre o trajeto de um nervo acompanhado de artéria e veia, o que explica a sensação característica que a agulha provoca.
- Fáscia e tecido conjuntivo. A agulha engata e gira o colágeno da fáscia, gerando um sinal mecânico que se propaga às células ao redor.
- Placas motoras e pontos-gatilho. Vários acupontos coincidem com as zonas de maior atividade da junção neuromuscular, as mesmas dos pontos-gatilho da dor miofascial.
Essa anatomia explica a chamada sensação de deqi, descrita pelo paciente como peso, formigamento ou um latejar surdo no ponto. Não é dor de lesão: é o sinal de que a agulha alcançou o tecido inervado e está estimulando as fibras certas. Em termos clínicos, a presença dessa sensação costuma indicar que o ponto foi tecnicamente bem abordado.
Vale uma observação técnica: a localização dos pontos não é arbitrária nem aproximada. Usamos referências anatômicas e uma medida proporcional ao corpo de cada pessoa, o cun, que ajusta a posição do ponto à estatura do paciente. É o mesmo rigor de localização que aplicamos, por exemplo, ao mapear um ponto-gatilho antes de uma infiltração de ponto-gatilho.
Tecido inervado
Nervo, vaso e fáscia concentrados num ponto. É daí que parte o sinal que o sistema nervoso traduz em analgesia.
Não há “energia” medível
Não existe estrutura mística no ponto. O efeito é biológico, reprodutível e estudado por imagem e eletrofisiologia.
Como os pontos de acupuntura atuam na dor

A estimulação de um ponto de acupuntura não trata a dor por sugestão. Ela ativa fibras nervosas sensoriais que, por sua vez, acionam circuitos analgésicos em três níveis do sistema nervoso, descritos em décadas de pesquisa. Conhecer esses níveis ajuda a entender por que escolhemos certos pontos para certas dores.
- Nível local
A agulha libera mediadores no próprio tecido, entre eles a adenosina, que reduz o disparo das fibras de dor ao redor do ponto, e modula a microcirculação local.
- Nível segmentar (medula)
No corno dorsal da medula, o estímulo do acuponto fecha parcialmente a “comporta” da dor, inibindo a transmissão dos sinais nocivos que chegam pelo mesmo segmento, na linha da teoria das comportas.
- Nível supraespinhal (cérebro e tronco)
Ativam-se vias inibitórias descendentes que partem do tronco cerebral, com liberação de opioides endógenos (endorfinas e encefalinas), serotonina e noradrenalina, que reduzem a dor de forma mais ampla.
É por isso que a acupuntura usa pontos perto da dor (efeito local e segmentar) e pontos distantes, em pontos para acupuntura nos membros, por exemplo, para recrutar o efeito que vem de cima, do cérebro e do tronco. Estudos de neuroimagem mostram que estimular determinados acupontos altera de forma reprodutível a atividade de áreas cerebrais ligadas ao processamento da dor, o que dá sustentação a essa lógica de combinar pontos próximos e distais.
A liberação de opioides endógenos é um dos pilares mais bem estabelecidos: experimentos clássicos mostraram que o efeito analgésico da acupuntura pode ser revertido por uma substância que bloqueia os receptores de opioides, o que indica que parte do alívio depende mesmo desse sistema. Em paralelo, na dor crônica a acupuntura parece reduzir a sensibilização do sistema nervoso, aquele estado em que o corpo passa a amplificar sinais dolorosos, fenômeno central em quadros como a fibromialgia e a dor neuropática.
O ponto de acupuntura é um endereço; quem entrega a analgesia é o sistema nervoso. A agulha apenas toca a campainha certa.
Mapa e tipos de pontos de acupuntura

Os pontos da acupuntura se organizam ao longo de doze meridianos principais, que correm de forma simétrica nos dois lados do corpo, mais dois vasos na linha média (o Vaso Concepção, à frente, e o Vaso Governador, atrás). Cada meridiano leva o nome de um órgão da tradição e numera seus pontos em sequência, o que dá a notação que aparece nas buscas, como “e25 acupuntura”: a letra indica o meridiano e o número, a posição do ponto naquele trajeto.
Há uma lógica anatômica por trás de cada escolha de ponto. A tabela abaixo resume os grupos de pontos mais usados na prática da dor, com a função clínica de cada um. A notação serve à organização do conhecimento, não a uma autoaplicação: localizar e estimular pontos é ato médico.
| Tipo de ponto | Onde fica / o que é | Para que usamos |
|---|---|---|
| Pontos locais | Sobre ou ao redor da região dolorosa | Analgesia local e segmentar direta no foco da dor |
| Pontos distais | Em mãos, pés e antebraços, longe da dor | Recrutar a inibição descendente que vem do cérebro e do tronco |
| Pontos-gatilho / ashi | Bandas musculares tensas e dolorosas à palpação | Tratar a dor miofascial; coincidem com o alvo do agulhamento seco |
| Pontos do couro cabeludo | Áreas que se projetam sobre regiões funcionais do cérebro | Dor e reabilitação neurológica, como na recuperação após AVC |
| Pontos auriculares | Na orelha, mapeada como um microssistema | Adjuvante por auriculoterapia, com estímulo prolongado |
Alguns pontos têm uso tão consolidado que aparecem com frequência nas próprias buscas dos pacientes. O ponto entre o polegar e o indicador, por exemplo, é um clássico para dores de cabeça e dores da face; já a região do estômago no abdome e na perna é usada em queixas digestivas. A escolha final, porém, nunca é por “receita”: parte do diagnóstico, do exame e do padrão de dor de cada pessoa, e é ajustada sessão a sessão.
Existe ainda a discussão sobre especificidade do ponto. Boa parte das pesquisas sugere que acertar o ponto certo importa, mas que parte do efeito vem do próprio ato de estimular tecido inervado. Na prática clínica, combinamos a precisão da localização clássica com o raciocínio neurofisiológico e medimos o resultado na dor e na função do paciente.
Origem e padronização dos pontos de acupuntura
O mapa dos pontos de acupuntura não surgiu de uma só vez: foi sistematizado ao longo de séculos na medicina chinesa clássica. O Huangdi Neijing (Clássico Interno do Imperador Amarelo), compilado por volta do século II a.C., organizou a noção de meridianos e da circulação do qi. Séculos depois, o Zhenjiu Jiayi Jing, de Huangfu Mi (cerca de 282 d.C.), reuniu no primeiro tratado dedicado à acupuntura e à moxabustão a localização e o uso dos pontos. Desse acúmulo veio o cânone de 361 pontos clássicos distribuídos pelos meridianos.
Para que pesquisa e ensino pudessem falar a mesma língua entre países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) padronizou esse conhecimento. A Standard Acupuncture Nomenclature (OMS, 1991) fixou os códigos alfanuméricos dos meridianos, e as WHO Standard Acupuncture Point Locations (OMS, 2008) definiram por consenso a posição anatômica dos 361 pontos. É dessa padronização que vêm tanto a notação internacional (ST, LI, GB) quanto a abreviação usada no Brasil (E, IG, VB): a sigla indica o meridiano e o número aponta a posição do ponto naquele trajeto. Por isso “E25” e “ST25” indicam exatamente o mesmo ponto.
No Brasil, a acupuntura é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 (Resolução CFM nº 1.455/1995) e hoje figura como área de atuação médica, com prática orientada pela medicina baseada em evidências.
A tabela a seguir reúne os doze meridianos principais e os dois vasos da linha média, com a abreviação brasileira, o código internacional padronizado pela OMS e o número de pontos de cada trajeto.
| Meridiano | Sigla (BR) | Código (intl.) | Nº de pontos |
|---|---|---|---|
| Pulmão | P | LU | 11 |
| Intestino grosso | IG | LI | 20 |
| Estômago | E | ST | 45 |
| Baço-pâncreas | BP | SP | 21 |
| Coração | C | HT | 9 |
| Intestino delgado | ID | SI | 19 |
| Bexiga | B | BL | 67 |
| Rim | R | KI | 27 |
| Pericárdio (circulação-sexo) | CS | PC | 9 |
| Triplo aquecedor | TA | TE | 23 |
| Vesícula biliar | VB | GB | 44 |
| Fígado | F | LR | 14 |
| Vaso concepção (linha média anterior) | VC | CV | 24 |
| Vaso governador (linha média posterior) | VG | GV | 28 |
| Total de pontos clássicos nos meridianos | 361 | ||
Esses números organizam o conhecimento e ajudam a entender as siglas que aparecem nas buscas. Localizar e estimular cada ponto, por sua vez, é ato médico, guiado pelo diagnóstico e pelo exame, e não por autoaplicação.
Como usamos os pontos no tratamento da dor
Na medicina da dor, a acupuntura é uma peça de um plano multimodal, não-cirúrgico e individualizado, e não um tratamento isolado. A base do cuidado costuma ser ativa, com exercício e reabilitação; as técnicas com agulha e os procedimentos se somam conforme o tipo de dor e a resposta de cada pessoa. O objetivo é reduzir a dor, recuperar a função e diminuir o uso crônico de medicação. A acupuntura é uma área de atuação médica reconhecida no Brasil, e na clínica é conduzida por médicos com formação específica, dentro da tradição de ensino e pesquisa iniciada pelo Prof. Hong Jin Pai.
Avaliação e diagnóstico
Antes de qualquer agulha, definimos a origem da dor (miofascial, articular, neuropática) e os fatores que a mantêm. É isso que guia a escolha dos pontos e do método.
Acupuntura e agulha seca
Estimulação dos pontos para modular a dor e desativar pontos-gatilho, com ou sem estímulo elétrico, conforme o quadro.
Procedimentos e tecnologias
Infiltração de ponto-gatilho em casos selecionados, somada às agulhas.
Exercício e reavaliação
Reabilitação como base e revisão do plano conforme a resposta objetiva.
Acupuntura médica
- Mecanismo
- A inserção da agulha nos acupontos ativa os três níveis de analgesia descritos acima: local, segmentar na medula e descendente a partir do cérebro e do tronco, com participação de opioides endógenos.
- Evidência
- Revisões de boa qualidade apontam benefício da acupuntura em quadros como dor lombar e cervical crônicas, enxaqueca e cefaleia tensional, osteoartrite de joelho e dor miofascial, geralmente como parte de um tratamento mais amplo.
- O que esperar
- Um ciclo inicial costuma ter 6 a 10 sessões, com reavaliação ao final; o alívio é progressivo ao longo das semanas e depende da regularidade. Quem quiser aprofundar pode ver se a acupuntura funciona e os benefícios da acupuntura com base em estudos.
Eletroacupuntura
- Mecanismo
- Acoplamos uma corrente elétrica de baixa intensidade às agulhas já posicionadas nos pontos. A baixa frequência favorece a liberação de endorfinas e tem efeito mais duradouro, enquanto frequências mais altas agem mais rápido sobre a dor; é uma forma de potencializar o estímulo do acuponto.
- Evidência
- A eletroacupuntura tem suporte em dor musculoesquelética crônica e em dores neuropáticas, com analgesia que tende a ser mais consistente que a da agulha isolada em parte dos casos.
- O que esperar
- O paciente percebe uma vibração ou pulsação no ponto, regulada para ser confortável; cada sessão dura cerca de 20 a 30 minutos.
Agulhamento seco (dry needling)
- Mecanismo
- A agulha é inserida diretamente no ponto-gatilho miofascial, provocando uma resposta de contração local e reduzindo a atividade elétrica espontânea da placa motora, o que quebra o ciclo dor-espasmo-dor. Anatomicamente, esses pontos coincidem com muitos acupontos ashi.
- O que esperar
- O alívio costuma aparecer em 24 a 72 horas, com dor muscular leve no local por um a dois dias.
Início
Primeiras sessões, mapeamento dos pontos e dos gatilhos, e ajuste do estímulo ao conforto do paciente.
Resposta
A dor costuma começar a ceder; somam-se exercício e, quando indicado, procedimentos e medicação adjuvante.
Reavaliação
Mede-se o resultado na dor e na função; mantém-se, espaça-se ou revê-se o plano conforme a resposta.
Como é uma sessão com os pontos

A sessão começa pela conversa e pelo exame, que confirmam o diagnóstico e definem os pontos a usar naquele dia. O paciente fica confortavelmente deitado, e a pele é higienizada. As agulhas, finas e estéreis, são de uso único e descartadas após o uso.
- Localização dos pontos por referências anatômicas e palpação, com a medida proporcional do corpo.
- Inserção da agulha filiforme; pode surgir a sensação de deqi (peso ou formigamento surdo no ponto).
- As agulhas permanecem cerca de 20 a 30 minutos; em parte dos casos, acopla-se a eletroacupuntura.
- Retirada das agulhas e orientação para casa, incluindo exercícios quando indicado.
A maioria das pessoas relata a inserção como um leve toque ou pressão, bem diferente de uma injeção. Para entender melhor a sensação, veja se a acupuntura dói.
É comum sentir relaxamento durante e após a sessão. O alívio da dor costuma ser progressivo ao longo do ciclo, e não imediato em uma única visita, embora alguns pacientes percebam melhora já nas primeiras sessões. Acompanhamos o resultado com medidas objetivas, como a intensidade da dor de 0 a 10 e o ganho de função, para decidir manter, ajustar ou espaçar o tratamento.
Segurança, indicações e limites
Realizada por médico treinado, com agulhas estéreis de uso único e técnica adequada, a acupuntura é um procedimento de baixo risco. Os efeitos mais comuns são leves e passageiros: pequeno hematoma, dor no ponto ou sensação de tontura logo após a sessão. Eventos sérios são raros e, na quase totalidade, evitáveis com formação e cuidado anatômico, como mostra a literatura sobre eventos adversos da acupuntura.
Situações que pedem atenção antes de usar acupuntura
- Uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação, pelo risco de hematoma.
- Gravidez, em que certos pontos são evitados e a indicação deve ser individualizada.
- Marca-passo ou dispositivos eletrônicos implantados, no caso da eletroacupuntura.
- Infecção ou lesão de pele na região onde os pontos seriam aplicados.
- Dor com sinais de alarme (febre, perda de peso, déficit neurológico que progride): investigar a causa primeiro.
A acupuntura controla a dor e reduz a necessidade de medicação em muitos quadros; o objetivo é o controle dos sintomas e a recuperação da função, não a cura. A resposta varia entre as pessoas, e há situações em que o efeito é parcial. Por isso ela entra dentro de um plano que combina diagnóstico, exercício e, quando preciso, procedimentos e medicação, e o plano é revisto conforme o resultado.
Há também um limite de escopo: a acupuntura trata principalmente a dor e os quadros musculoesqueléticos e neuropáticos, que são o foco da clínica. Quando a queixa principal pertence a outra especialidade, o caminho é encaminhar ao profissional adequado e, se fizer sentido, usar a acupuntura como recurso complementar.
Centro de Dor
Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)
Centro de Tratamento por Ondas de Choque
Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)
Clínica listada
Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)
Perguntas frequentes
Afinal, o que são os pontos de acupuntura?
São locais anatômicos específicos do corpo, ricos em terminações nervosas, vasos e fáscia, distribuídos ao longo de meridianos. A agulha nesses acupontos ativa o sistema nervoso e desencadeia respostas que modulam a dor.
Acupuntura, o que é, em poucas palavras?
É uma intervenção médica que usa a estimulação de pontos do corpo, em geral por agulhas finas, para tratar a dor e outras condições, ativando mecanismos analgésicos do próprio sistema nervoso. No Brasil é uma área de atuação médica reconhecida.
Os pontos da acupuntura existem na anatomia?
A maioria dos acupontos coincide com feixes de nervo e vaso, septos de fáscia e zonas de placa motora. O efeito da agulha é biológico e dependente do sistema nervoso, não de uma energia que se possa medir num aparelho.
Quantos pontos de acupuntura existem?
A tradição clássica cataloga 361 pontos nos meridianos, além de pontos extras e dos pontos sensíveis à palpação (ashi), que muitas vezes coincidem com os pontos-gatilho da dor miofascial.
O que significam siglas como “e25” na acupuntura?
A letra indica o meridiano e o número, a posição do ponto naquele trajeto. É uma forma de organizar o mapa dos pontos para acupuntura, e não uma indicação para autoaplicação: localizar e estimular pontos é ato médico.
A escolha dos pontos é igual para todo mundo?
Não. Os pontos na acupuntura são escolhidos a partir do diagnóstico, do exame e do padrão de dor de cada pessoa, combinando pontos próximos da dor com pontos distais, e são ajustados ao longo das sessões.
Em quanto tempo a acupuntura faz efeito?
Costuma ser progressivo. Um ciclo inicial tem em geral 6 a 10 sessões, com reavaliação ao final. Parte dos pacientes percebe melhora já nas primeiras sessões, mas o efeito tende a se consolidar ao longo das semanas.
Estimular os pontos dói?
A inserção costuma ser sentida como leve toque ou pressão, bem diferente de uma injeção. Pode surgir a sensação de peso ou formigamento no ponto (deqi), que indica boa estimulação. Veja mais em a acupuntura dói?.
Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.
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Referências3 fontes citadas neste artigoVerOcultar
- Conselho Federal de Medicina (CFM). Resolução CFM nº 1.455/1995, que reconhece a acupuntura no âmbito da medicina no Brasil.
- World Health Organization. Standard Acupuncture Nomenclature. 2nd ed. Genebra: OMS; 1991.
- World Health Organization. WHO Standard Acupuncture Point Locations in the Western Pacific Region. Manila: OMS; 2008.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A acupuntura é um recurso adjuvante no tratamento da dor, com resposta que varia entre pessoas, e não promete cura nem resultado garantido. A indicação e a condução do tratamento, incluindo qualquer medicação, devem ser feitas por médico.
