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Artrite de joelho – Causas, sintomas e como tratar

A artrite no joelho pode ter diferentes causas, mas como sintomas destacam-se a dor, vermelhidão e febre local, características de um processo inflamatório na articulação. 

Um diagnóstico precoce junto à realização do tratamento necessário são as melhores formas do paciente evitar complicações mais graves e limitadoras para o organismo como um todo.

O que é?

Artrite

A artrite do joelho é uma inflamação da articulação que apresenta, portanto, sinais típicos como dor e inchaço local. Porém, em diversas situações, os pacientes não costumam dar atenção a dores no joelho, pelo menos não quando elas começam a aparecer. 

A preocupação costuma surgir quando movimentos básicos como caminhar e levantar de uma cadeira, por exemplo, tornam-se difíceis de serem executados, ou quando o sono é comprometido por causa de desconfortos durante a noite, mesmo com o corpo em total repouso. 

Enfim, quando isto acontece, a progressão do quadro já está em andamento, o que, inclusive, é bastante comum quando se trata de artrite no joelho. Uma vez que ela evolui, o comprometimento da articulação pode ser irreversível e impossível de ser curado. 

Diante desta situação, o que ocorre mais frequentemente é uma adaptação dos hábitos e estilo de vida do paciente, para que este consiga amenizar os sintomas e conviver com eles da melhor maneira. 

Por isso, é muito importante compreender quais as causas e os sintomas de uma artrite, e estar atento caso algum sinal surja, pois assim pode-se buscar suporte médico e tratamento ainda nos primeiros estágios da doença. 

Causas comuns

Existem três principais causas associadas à artrite no joelho que são: artrite reumatoide, osteoartrite ou trauma nessa articulação. 

A primeira é uma doença autoimune; a segunda caracteriza-se pelo desgaste da cartilagem que protege estruturas ósseas do joelho; e a última acontece devido à lesões locais ocasionadas por quedas, pancadas ou excesso de trabalho articular, por exemplo.

Além disso, alguns fatores de risco costumam facilitar o processo de desenvolvimento da patologia, na sequência elencamos alguns: 

  • Idade superior a 60 anos
  • Ser mulher
  • Histórico familiar da doença
  • Lesões prévias no joelho 
  • Infecções 
  • Sobrepeso

É preciso ressaltar que no caso de ausência de tratamento, a artrite tende a evoluir e pode desencadear danos maiores nas cartilagens, nos ligamentos, nos tendões e nos ossos que formam a estrutura do joelho. 

A identificação do quadro de artrite no joelho é feita a partir de um exame físico, bem como de alguns exames complementares.

Diagnóstico

A identificação do quadro de artrite no joelho é feita a partir de um exame físico, bem como de alguns exames complementares. Estes, em geral, são de imagem e, em algumas situações, podem ser de sangue também – principalmente quando há suspeita de outras doenças relacionadas. 

No exame físico, o médico além de observar a área para identificar vermelhidão e inchaço, busca pontos de dor através de técnicas de palpação, e faz a verificação da amplitude do movimento articular. A seguir, a partir de suas primeiras observações clínicas, pode pedir outros exames complementares. 

Dentre os exames de imagem mais frequentes destacam-se a radiografia, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada. 

No caso de suspeita de outras patologias, os exames de sangue também são de extrema relevância, pois detectam, ou não, a presença de alguns indicadores fisiológicos de doenças comumente relacionadas à artrite. 

Há também uma última forma de diagnóstico para a artrite de joelho conhecida como artroscopia. Em tal procedimento, uma microcâmera é inserida na articulação do paciente, e favorece a observação imediata das estruturas que compõem o joelho como ligamentos, tendões, músculos, etc.  

Uma vez completado o diagnóstico, passa-se para a etapa seguinte de escolha do tratamento. Vale lembrar que é a causa da artrite do joelho que determina qual a melhor maneira para tratá-la. 

Sintomas

artrite de joelho

Independente da causa, os sintomas da atrite nessa articulação são semelhantes. São eles: dor, vermelhidão e calor no local. Destacamos que a dor pode tanto ser repentina e de curta duração, como evoluir gradualmente. 

Além disso, a articulação costuma tornar-se rígida e enfraquecida com a progressão do quadro, bem como pode desenvolver perda gradual de sua mobilidade. 

O resultado para o paciente é o surgimento de dificuldade na realização de atividades cotidianas básicas como caminhar, manter-se em pé, levantar da cama, entre outras. 

E tem mais, dormir pode ser difícil e sintomas como insônia, cansaço e enfraquecimento do sistema imunológico aparecem em diversas situações associados à artrite, o que também pode desencadear depressão

Portanto, é ideal realizar um tratamento precoce, evitando-se assim o comprometimento da qualidade de vida e bem-estar do paciente. 

Tratamento

Os tratamentos para a artrite de joelho têm como objetivos principais minimizar as dores e evitar a progressão da doença. 

Nesse sentido, é primordial compreender que quando o diagnóstico não é realizado precocemente, não há cura para tal ocorrência médica. Porém, o paciente consegue conviver com a artrite e realizar todas as atividades cotidianas essenciais. 

Primeiramente, visando aliviar as dores, são recomendados fármacos analgésicos e/ou anti-inflamatórios. Porém, como em muitas situações a progressão da inflamação pode incapacitar o paciente, outros medicamentos mais específicos podem ser utilizados. Citamos os corticoides e antirreumáticos como exemplos. 

Conjuntamente, abordagens como a fisioterapia são frequentemente utilizadas no tratamento dessa artrite, pois por meio de diferentes técnicas consegue-se reduzir os sintomas dolorosos e reabilitar as funções da articulação ao mesmo tempo. 

Em geral, a abordagem do fisioterapeuta inclui exercícios de flexibilidade e fortalecimento articular, junto à termoterapia, eletroterapia e massagens. 

Mas é preciso saber que para os casos em que um alto dano já foi causado à articulação, é provável que uma cirurgia seja a única opção de tratamento. Nestes casos, a intervenção pode ser para a reconstrução do joelho ou para a sua substituição por próteses. 

Logo, com o objetivo de não permitir um dano articular excessivo, o ideal é cuidar da articulação o máximo possível, seguindo algumas condutas como: 

  • Evitar sobrecarga sobre o joelho
  • Manter uma dieta nutritiva e equilibrada 
  • Realizar atividades físicas constantemente, de forma saudável
  • Incorporar uma rotina diária de alongamentos
  • Reduzir ao máximo a influência do estresse do dia-a-dia sobre o organismo

Enfim, cuidar de si mesmo e estar atento aos sinais que o corpo apresenta são as maneiras mais adequadas para reduzir as possibilidades de desenvolver patologias como as artrites, bem como as consequências destas que podem ser altamente debilitantes. 

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).
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