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Fibromialgia e gravidez: Principais dúvidas

São poucos os estudos sobre fibromialgia e gravidez, por isso, ainda não temos informações sólidas sobre de que maneira a doença afeta a condição, e vice e versa. 

Por um lado, algumas pesquisas demonstram um aumento dos sintomas da doença durante a gestação, de forma que pacientes fibromiálgicas parecem sofrer mais dores do que mulheres saudáveis. Além disso, observou-se, em alguns casos, intensificação de outros sintomas, principalmente fadiga e estresse psicológico.

Por outro lado, muitos estudiosos obtiveram resultado contrário, percebendo uma melhoria dos sintomas da fibromialgia em mulheres grávidas, inclusive a redução da dor e da fadiga, problemas típicos da doença. 

Saiba mais sobre a fibromialgia em “Fibromialgia: sintomas, causas e tratamento”

Ao longo deste artigo discorreremos mais sobre a complexa relação entre fibromialgia e gravidez ao responder as dúvidas mais frequentes sobre o assunto.

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Como a gravidez afeta os sintomas da Fibromialgia?

Em geral, as mulheres não enfrentam a gravidez da mesma maneira e não é diferente em relação às mulheres com fibromialgia. 

Como vimos, algumas delas experimentam um aumento dos sintomas da doença, em especial da dor. Isso acontece principalmente no último trimestre da gestação, ao que parece pelas condições normais desse período: 

  • A mulher está a ganhar peso rapidamente
  • O crescimento do bebê é mais rápido.
  • Há aumento da pressão sobre a região lombar

 

Porém, algumas grávidas relatam sentir-se melhor do que antes da gravidez a respeito dos sintomas da fibromialgia. Ao que tudo indica essa melhora pode ser explicada pela liberação de diversos hormônios, como a relaxina, produzida em maior intensidade durante a gravidez. 

Tais alterações hormonais ajudam a relaxar a musculatura de todo o corpo, produzindo efeito benéfico em quadros de fibromialgia.

Novamente reforçamos não haver consenso. Sendo assim, é essencial realizado um rígido acompanhamento médico envolvendo cuidados tanto com a fibromialgia como com a gestação. 

De acordo com a Fibromyalgia Action UK, esses são os principais impactos da fibromialgia na gravidez conforme cada trimestre: 

  • Trimestre 1: Não apenas o corpo está tentando lidar com os hormônios flutuantes, mas a mulher pode ter simplesmente parado de tomar a medicação para fibromialgia. Náusea e fadiga podem aumentar os desafios durante esses três meses ou mais.
  • Trimestre 2: Muitas mulheres têm uma sensação de bem-estar durante os meses intermediários, e isso também pode ser verdade para aquelas com fibromialgia. O efeito dos hormônios naturais do corpo pode significar que a mulher tem mais energia e sente menos dor.
  • Trimestre 3: Desconforto, fadiga, azia e dificuldade para dormir podem ser problemas nas semanas anteriores ao parto. Para uma mulher com fibromialgia, isso pode ser particularmente desafiador.

 

Por último, no que diz respeito a fertilidade, não há evidências que a patologia afete negativamente quão fértio é a mulher. No entanto, algumas mulheres relatam desconforto durante as atividades sexuais, o que pode reduzir a sua frequência. Mais uma vez, a intervenção de profissionais especializados pode ajudar.

A fibromialgia pode causar intecorrências? 

Um estudo feito em Israel observou 112 mulheres grávidas com fibromialgia em busca de responder a essa questão. Os resultados revelaram uma maior propensão a: 

  • bebês menores
  • abortos recorrentes (cerca de 10 por cento das mulheres)
  • níveis anormais de açúcar no sangue
  • excesso de líquido amniótico

A mesma pesquisa constatou também um menor risco de bebês prematuros. Além disso, não houve nenhum indício de que essas mamães estivessem mais propensas a precisar de uma cesariana ou qualquer outro procedimento especial.

Os medicamentos para a Fibromialgia são seguros durante a gravidez?

Há sempre uma grande preocupação a respeito de quais medicamentos podem ser utilizados durante a gestação. Quando o assunto é fibromialgia e gravidez esse tema também entra para discussão. 

Em geral, nenhum fármaco para tratamento da fibromialgia é completamente seguro durante a gravidez. Inclusive, recomenda-se que, quando a mulher deseja engravidar, ela pare de tomar suas medicações, analgésicos e antidepressivos, antes de engravidar. Assim, seu corpo é capaz de eliminar qualquer vestígios das substâncias do organismo. 

Porém, em todo caso, não se deve interromper o uso de nenhum remédio sem antes conversar com o médico responsável pelo tratamento, que deve ser avaliado de forma personalizada. 

Existem alguns medicamentos específicos que ajudam a controlar os sintomas da fibromialgia e não geram prejuízos a grávida e ao feto, eles deverão ser ingeridos de acordo com a orientação médica. 

Cada caso será avaliado de forma individualizada e personalizada, permitindo uma gestação saudável e tranquila.

Como é feito o tratamento da fibromialgia durante a gravidez?

É difícil prever como é a relação entre fibromialgia e gravidez, como vimos, não há consenso sobre como a doença afeta o período gestacional e do que a gravidez pode fazer com os sintomas dessa patologia. 

Sendo assim, é essencial buscar estratégias diversas para ajudar a mulher a passar por esse momento tão especial em sua vida mantendo sobre controle a fibromialgia. 

Anteriormente discorremos sobre os cuidados em relação ao uso de medicamentos durante a gestação e necessidade de remoção de alguns medicamentos. 

Para ajudar a futura mamãe a passar pela gravidez sem maiores problemas são orientados tratamentos completares não farmacológicos. Todo o tratamento se dá de forma individualizada, a partir de uma análise de como cada paciente responde às terapias propostas. 

Geralmente são recomendados massagens, exercício físico, yoga, medicação e descanso. 

A aplicação de calor duas vezes ao dia ou uma ducha de banho quente podem ajudar a controlar a dor no dia a dia. Quanto ao banho, alguns cuidados são necessários para não haver prejuízos à saúde da pele. A temperatura da água deve ser de no máximo 37°C e a duração limitada a 15-20 minutos.

A fibromialgia pode interferir no parto?

Muitos pensam que as pacientes com fibromialgia terão um sofrimento significativamente superior ao entrar em trabalho de parto. 

De fato, pode ser que essas mulheres sintam mais dor durante esse momento, contudo, não há evidências sólidas de uma diferença considerável. Além disso, quando a epidural é administrada de forma eficaz ajuda a aliviar a dor nas últimas horas cruciais do parto. 

Como vimos anteriormente, a doença não costuma resultar em partos prematuros. Também, não é motivo para maiores chances de necessidade de cesarianas. 

Concluindo, em geral, que apesar da fibromialgia, é possível tolerar o trabalho de parto como acontece com mulheres que não são portadoras da doença.

Como é feito o tratamento pós-parto?

Os cuidados com a mulher devem continuar após o nascimento do bebê visando prevenir principalmente a dor e a depressão. 

Com o parto e graças às flutuações hormonais comuns ao período, alguns ligamentos e músculos podem estar amolecidos, o que potencializaria a dor. Nesse sentido, é essencial a terapia física e uma rotina saudável de descanso, além do apoio de familiares e amigos. 

A amamentação pode afetar o sono e o uso de medicação das mamães, o que também merece atenção. Para amamentar, a mulher deve conversar com o seu médico sobre quais os medicamentos que está a tomar e o que irá afetar o seu bebé. 

Fibromialgia e gravidez: Dicas que fazem a diferença

fibromialgia e gravidez

Esteja um passo à frente

Se preparar com antecedência é o melhor caminho para todas as mulheres que desejam engravidar, mas isso é especialmente importante para aquelas que sofrem com fibromialgia. 

Estude mais sobre a sua condição e sobre como ela pode afetar uma possível gestação. Além disso, não se esqueça de construir uma base de apoio, recorrendo à familiares, amigos e até mesmo um apoio para o serviço de casa.

Consulte um terapeuta ocupacional

O terapeuta ocupacional terá um papel importantíssimo na vida da mamãe nos primeiros momentos com o seu bebê, orientando, por exemplo, quanto ao uso adequado da força na hora de levantar o bebê, te ajudando a evitar que force os músculos mais do que o necessário.

Prepare todo o ambiente estrategicamente

Procure facilitar a sua vida o máximo possível. Substitua os botões por velcro e escolha as melhores opções de móveis, carrinhos mais leves, berços ajustáveis, etc.

Escolha bons médicos

Você irá precisar de ajuda profissional. Escolha bons médicos, que te passem segurança e te deixem a vontade. O obstetra trabalhará junto ao reumatologista e ao fisiatra acompanhando de perto o seu caso e a relação fibromialgia e gravidez.

Saiba mais sobre a fibromialgia em “Fibromialgia: sintomas, causas e tratamento”

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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