CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Agendar avaliação
Mãos e punho · Artrose da base do polegar

O que é rizartrose e quais são as suas características?

Rizartrose é a artrose da articulação na base do polegar, com dor à pinça e fraqueza para abrir potes ou girar chaves, comum em mulheres após a menopausa.

Resposta direta
  • Rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpiana (a base do polegar), uma das formas mais comuns de artrose nas mãos, sobretudo em mulheres após a menopausa.
  • O sintoma típico é dor na base do polegar ao fazer pinça e força, com fraqueza para abrir potes, girar chaves e apertar objetos. O diagnóstico é clínico, confirmado por radiografia.
  • O tratamento é não-cirúrgico na grande maioria dos casos: órtese da base do polegar, ajuste de atividade, reabilitação com proteção articular, técnicas para a dor e, quando preciso, infiltração. A cirurgia fica para os casos refratários.
4,9Google5,0Doctoralia

40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é rizartrose

Ilustração editorial de uma mão idosa segurando uma xícara, com a base do polegar destacada em terracota.
A rizartrose é o desgaste da articulação na base do polegar, comum com a idade e o uso repetitivo.

Rizartrose é o nome dado à artrose que acomete a articulação na base do polegar, a articulação trapézio-metacarpiana (também chamada de carpometacarpiana do polegar, ou primeira CMC). É o desgaste da cartilagem dessa articulação específica, e uma das localizações mais frequentes de artrose nas mãos.

A articulação trapézio-metacarpiana une o primeiro metacarpo, o osso longo do polegar, ao trapézio, um pequeno osso do punho. O encaixe entre os dois lembra uma sela, com superfícies em dupla curvatura. Essa geometria é o que dá ao polegar sua enorme mobilidade: permite abrir, fechar, rodar e, principalmente, fazer a oposição, o movimento de tocar a ponta do polegar nos outros dedos que está por trás de quase toda preensão fina. O preço dessa liberdade de movimento é a baixa estabilidade óssea: a articulação depende muito de ligamentos e músculos para se manter congruente sob carga.

Toda vez que se faz uma pinça com força, a carga real sobre a base do polegar é várias vezes maior que a força exercida nas pontas dos dedos, por um efeito de alavanca. Repetida milhões de vezes ao longo da vida, essa sobrecarga, somada à frouxidão ligamentar e a fatores hormonais e genéticos, leva à degeneração da cartilagem, ao desgaste do osso subcondral e à formação de osteófitos. A articulação tende então a subluxar, o polegar se aduz (encosta na palma) e, em fases avançadas, a base do polegar ganha um aspecto “quadrado” característico.

A articulação da base do polegar em uma olhada
ItemDescrição
Nome da articulaçãoTrapézio-metacarpiana (carpometacarpiana do polegar, 1ª CMC)
Ossos envolvidosPrimeiro metacarpo (polegar) e trapézio (osso do punho)
FormatoTipo sela, de alta mobilidade e baixa estabilidade óssea
Função-chaveOposição e pinça do polegar, base da preensão fina
Por que desgastaCarga ampliada por alavanca a cada pinça, somada a frouxidão, hormônios e genética

Vale separar a rizartrose de outras causas de dor na mesma região. A tenossinovite de De Quervain inflama os tendões na borda do punho do lado do polegar e dói mais ao desviar o punho do que ao fazer pinça pura. A artrose pode também atingir as articulações das pontas dos dedos (os nódulos de Heberden) e as do meio dos dedos (nódulos de Bouchard), parte do mesmo espectro de artrose nas mãos, mas em locais diferentes da base do polegar.

Vista em ângulo baixo da sala de fisioterapia com fileiras de macas de madeira na clínica
Reabilitação na clínica Sala de fisioterapia com fileiras de macas

Sintomas: como a rizartrose se manifesta

A queixa que abre o quadro é quase sempre a mesma: dor na base do polegar, profunda, que aparece ao usar a mão com força. A pessoa percebe a dor ao abrir um pote ou uma garrafa, girar uma chave na fechadura, virar a maçaneta, apertar o gatilho de um borrifador, torcer um pano, costurar ou escrever por tempo prolongado. Todos esses gestos têm em comum a pinça com carga, exatamente o que mais sobrecarrega a trapézio-metacarpiana.

No começo, a dor vem só com o esforço e passa com o repouso. Com a evolução, pode tornar-se mais constante e incomodar até em repouso ou à noite. Outros achados típicos compõem o quadro:

  • Fraqueza de pinça e preensão. A mão “falha” e deixa cair objetos; abrir potes fica cada vez mais difícil. Parte é dor que faz o gesto ser interrompido; parte é perda real de força, porque a articulação instável não transmite bem a carga da pinça.
  • Dor localizada e reproduzível. A dor concentra-se na base do polegar e costuma ser reproduzida ao pressionar a articulação ou ao girá-la sob leve compressão.
  • Rigidez e crepitação. Pode haver rigidez após repouso e uma sensação de atrito ou estalido ao mover o polegar.
  • Deformidade em fases avançadas. A base do polegar ganha aspecto proeminente e “quadrado”, o polegar se aproxima da palma e a articulação seguinte pode hiperestender para compensar.

A intensidade dos sintomas nem sempre acompanha o que se vê na radiografia: há pessoas com grande desgaste e pouca dor, e o contrário também ocorre. Por isso o que orienta o tratamento é o impacto na função e na dor do dia a dia. A radiografia confirma e estadia o desgaste; quem decide a conduta é a queixa de quem está com o polegar dolorido.

Pérola clínica

Quando alguém relata que “não consegue mais abrir potes” e localiza a dor na base do polegar, e não no punho, a rizartrose sobe ao topo das hipóteses. Esse detalhe simples da história já separa a maioria dos casos da tendinite de De Quervain, em que a dor mora mais na borda do punho.

Quem tem mais risco e por que é comum em mulheres

A rizartrose é nitidamente mais frequente em mulheres, em especial a partir da menopausa. Há vários fatores por trás disso. A queda do estrogênio influencia a cartilagem, o osso e a frouxidão dos ligamentos, e os ligamentos que estabilizam a base do polegar tendem a ser naturalmente mais frouxos na mulher, o que reduz a congruência da articulação sob carga. Sobre esse terreno, somam-se a idade, a predisposição genética (é comum haver mãe ou irmãs com o mesmo quadro) e a sobrecarga repetida.

Profissões e atividades que exigem pinça e força repetidas, costura, trabalhos manuais, uso intenso de ferramentas, e o próprio uso prolongado de celular e teclado contribuem como fatores de sobrecarga em quem já tem predisposição. Trauma prévio na base do polegar, como uma fratura antiga, e doenças que afetam a frouxidão articular também aumentam o risco.

Pósmeno
Pico de incidência nas mulheres
1ª CMC
Articulação acometida na rizartrose
Pinça
Gesto que mais sobrecarrega e dói
Não cir.
Linha de tratamento na maioria

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da rizartrose é, antes de tudo, clínico. A história típica de dor na base do polegar ao fazer força, com fraqueza de pinça, já direciona bastante. No exame, a articulação trapézio-metacarpiana costuma ser dolorosa à palpação, e duas manobras ajudam a confirmar.

No grind test (teste de moagem), aplica-se leve compressão axial no polegar enquanto se faz um movimento de rotação na base; dor e crepitação reforçam o diagnóstico. A dor reproduzida na pinça contra resistência completa o quadro. O exame também avalia se há subluxação, deformidade e perda de mobilidade, e procura afastar a tendinite de De Quervain e a síndrome do túnel do carpo, que podem coexistir.

A radiografia da mão e do polegar confirma e estadia o desgaste: estreitamento do espaço articular, esclerose do osso subcondral, osteófitos, cistos e graus variados de subluxação. Usa-se com frequência uma classificação em estágios (do tipo Eaton-Littler), útil para conversar sobre prognóstico e opções. Ressonância e ultrassom não são necessários na maioria dos casos; ficam reservados para dúvidas específicas, como avaliar tendões ou outras articulações.

Dor na base do polegar: o que diferencia
CondiçãoOnde dóiPista que diferencia
Rizartrose (trapézio-metacarpiana)Base do polegar, profundaPiora à pinça e à força; grind test positivo; aspecto “quadrado” em fases avançadas
Tenossinovite de De QuervainBorda do punho, lado do polegarDor ao desviar o punho; teste de Finkelstein positivo; ver página dedicada
Síndrome do túnel do carpoPalma e dedos (polegar a anelar)Formigamento e dormência, pior à noite; pouca relação com a pinça
Artrose dos dedos (Heberden / Bouchard)Articulações das pontas e do meio dos dedosNódulos endurecidos nos dedos, não na base do polegar
Mito

“Artrose na base do polegar significa que vou perder o uso da mão e acabar precisando operar.”

Fato

A grande maioria das pessoas com rizartrose controla a dor e mantém a função com tratamento não-cirúrgico bem conduzido. A cirurgia fica reservada aos casos que não respondem a esse plano.

O meio do caminho entre conviver com a dor e operar

A decisão na rizartrose não é binária entre conviver com a dor ou operar. A artrose da base do polegar costuma ser controlada por anos com duas medidas simples e baratas: uma órtese usada nas horas em que a mão faz força e a mudança de como se pinça e se segura (proteção articular), bem antes de cogitar cirurgia.

O grau de desgaste na radiografia não define a dor nem a indicação de operar. Há radiografias assustadoras em mãos que funcionam, e desgastes discretos com dor importante. A imagem confirma e estadia a artrose; quem decide a conduta é o quanto a dor limita a vida e o quanto a função melhora com as medidas conservadoras, não a “nota” do raio-x.

Assista: HERNIA DE DISCO, PROTRUSÃO DISCAL, ARTROSE – Entenda porque sua Coluna doi!

Tratamento da rizartrose

O tratamento da rizartrose é, na imensa maioria dos casos, não-cirúrgico, multimodal e individualizado. Como não existe técnica que regenere a cartilagem já desgastada da trapézio-metacarpiana, o objetivo não é apagar o achado da radiografia, e sim reduzir a dor, proteger a articulação da sobrecarga e preservar a função da pinça. A base do plano combina órtese e ajuste de atividade com reabilitação e proteção articular; as demais técnicas se somam conforme a dor e a resposta. A cirurgia é reservada aos casos refratários.

ReabilitaçãoProcedimentosMedicamentos

Órtese da base do polegar

Imobiliza parcialmente a trapézio-metacarpiana e descarrega a articulação dolorida nos gestos de pinça.

ForteSob demanda + à noite

Ajuste de atividade

Cabos grossos, abridores de pote, chaves com pegador ampliado e duas mãos no que é pesado.

ModeradaContínuo

Reabilitação e proteção articular

Fortalece a tenar e o 1º interósseo dorsal para centrar o metacarpo e conter a subluxação.

ModeradaSemanas

Acupuntura e eletroacupuntura

Camada de controle da dor combinando pontos do antebraço com a tenar e a tabaqueira anatômica.

ModeradaSessões espaçadas

Agulhamento seco

Inativa pontos-gatilho do adutor do polegar, 1º interósseo e antebraço (componente miofascial).

LimitadaAdjuvante

Infiltração da articulação

Corticoide ou ácido hialurônico quando a dor não cede ao plano de base; abre janela para o trabalho ativo.

ModeradaCrises / fases iniciais

Medicação adjuvante

Anti-inflamatório tópico como primeira escolha; analgésicos e anti-inflamatório oral por ciclos curtos. Detalhada na seção própria.

ModeradaCiclos curtos
Primeira linhainiciar aqui
Órtese da base do polegarAjuste de atividadeReabilitação e proteção articular
Segunda linhase a dor persistir
Acupuntura / eletroacupunturaAgulhamento secoanti-inflamatório tópico, ciclo curtoInfiltração
Refratáriocasos selecionados e avançados
Avaliação do cirurgião de mão
Da prática clínica

A história quase se repete: a dor aparece em gestos muito específicos, abrir a tampa de um pote, girar a chave na porta, torcer o pano, apertar o gatilho do borrifador. São todos pinças com torção, e é frequente a pessoa ter parado de fazê-los um a um sem perceber, até a queixa virar “minha mão não serve mais para nada”.

O que mais surpreende quem chega temendo cirurgia é o quanto uma órtese bem ajustada da base do polegar, usada só nas tarefas que doem e à noite, somada a trocar a forma de pegar as coisas, tira dor antes de qualquer agulha ou bisturi. É barato, reversível e costuma ser o passo que muda o dia a dia. Na palpação, é comum a musculatura do primeiro espaço e da eminência tenar doer mais do que a própria articulação, sinal do componente miofascial por cima do desgaste; tratar essa tensão costuma dar um alívio que a pessoa não esperava de “uma artrose”. A radiografia “feia” assusta, mas não é ela que decide: vejo polegares com desgaste avançado funcionando bem com órtese e proteção, e o caminho começa sempre por aí.

Órtese da base do polegar e ajuste de atividade

O que é
Órtese que imobiliza parcialmente a articulação trapézio-metacarpiana, em geral poupando o punho e a ponta do polegar, somada ao ajuste de atividade (cabos grossos e macios, abridores de pote, chaves com pegador ampliado, evitar a pinça de força repetida).
Mecanismo
Ao restringir a pinça e a rotação na base, reduz-se a carga ampliada por alavanca sobre a cartilagem inflamada, o que diminui a dor e quebra o ciclo de sobrecarga.
Evidência
A órtese está entre as intervenções com melhor sustentação para a rizartrose, com redução de dor a médio prazo.
O que esperar
Muitas pessoas usam a órtese sob demanda, nas atividades que pioram a dor e à noite, e percebem alívio ao longo de semanas. O ajuste de atividade caminha junto e tira pressão da articulação sem privar a pessoa de usar a mão.
Indicações
Primeira linha em praticamente todos os casos; uma das medidas mais eficazes e o ponto de partida do plano.
Limitações
Não “enfraquece” a mão quando usada de forma orientada, mas não regenera a cartilagem; é uma medida de proteção, combinada ao fortalecimento.

Reabilitação, fortalecimento e proteção articular

O que é
Reabilitação da mão, eixo ativo do tratamento, conduzida individualmente e calibrada ao estágio e à rotina de cada pessoa.
Mecanismo
Fortalecer a musculatura que estabiliza dinamicamente o polegar, em especial os músculos da eminência tenar e o primeiro interósseo dorsal, melhora a congruência da articulação sob carga e reduz a tendência à subluxação; o trabalho de mobilidade e dessensibilização ajuda a usar a mão com menos dor.
Evidência
Programas de exercício e de proteção articular reduzem dor e melhoram função na rizartrose; o exercício é a base do tratamento conservador, à semelhança de outras artroses.
O que esperar
Resposta gradual, ao longo de semanas, com ganho mantido pela continuidade. A proteção articular é decisiva: distribuir a carga por articulações maiores, usar as duas mãos para tarefas pesadas, fazer pausas e poupar a pinça de força. Calor antes da atividade completa o plano.
Indicações
Primeira linha, junto da órtese; sustenta o ganho obtido com as demais medidas.
Limitações
Não regenera a cartilagem; exercício de pinça mal dosado na fase muito dolorosa pode aumentar a dor de forma transitória, o que reforça a supervisão e a progressão individualizada.

Acupuntura médica e eletroacupuntura

O que é
Camada de controle da dor somada à base; ato médico, integrado à mesma avaliação que define órtese, reabilitação e eventual infiltração.
Mecanismo
A inserção de agulhas finas modula a dor por mecanismos segmentares no corno dorsal da medula, ativa vias inibitórias descendentes e estimula opioides endógenos; na eletroacupuntura, a corrente de baixa frequência tende a recrutar mais esses sistemas. Combina acupontos a distância no antebraço com pontos sobre a musculatura tensa da tabaqueira anatômica e da eminência tenar.
Evidência
Há evidência de benefício na dor de osteoartrose e em dores musculoesqueléticas crônicas, com recomendação de diretrizes em contextos selecionados; útil quando se busca reduzir o uso de anti-inflamatório oral.
O que esperar
Como a base do polegar é uma articulação pequena e superficial, costuma-se trabalhar com poucas agulhas e sessões espaçadas, reavaliando dor e força de pinça a cada duas ou três aplicações; o alívio é progressivo.
Indicações
Segunda linha, sobretudo em público mais velho com estômago ou rins sensíveis ao anti-inflamatório oral.
Limitações
Não dispensa a órtese nem o fortalecimento da mão; cada agulha tem um alvo dentro do plano, e não um protocolo fixo.

Agulhamento seco no primeiro espaço e no antebraço

Quase ninguém com rizartrose tem só a articulação dolorida. Para proteger o polegar instável, a pessoa contrai cronicamente os músculos que o seguram, e essa musculatura desenvolve pontos-gatilho que somam um componente miofascial à queixa. Os alvos típicos são o adutor do polegar e o primeiro interósseo dorsal, no primeiro espaço, a eminência tenar e os flexores e extensores do antebraço, que muitas vezes doem mais ao toque do que a própria base do polegar.

No agulhamento seco, uma agulha fina é inserida diretamente no ponto-gatilho, sem injetar substância, para desfazer a banda tensa, reduzir a atividade da placa motora e a liberação local de substâncias que sensibilizam a dor. O alívio costuma ser percebido logo após a sessão ou nos dias seguintes, com possível dor leve no local por um ou dois dias; é um adjuvante que torna o fortalecimento e o uso da órtese mais toleráveis, não um substituto deles.

Infiltração: corticoide ou ácido hialurônico

Quando a dor não cede ao plano de base, a infiltração da articulação trapézio-metacarpiana é uma opção, por vezes guiada por ultrassom para maior precisão. A infiltração com corticoide controla a inflamação local e costuma trazer alívio de semanas a alguns meses, especialmente nas fases iniciais e nas crises de dor; é usada com parcimônia, sem repetições frequentes. A viscossuplementação com ácido hialurônico busca melhorar a viscoelasticidade do líquido articular; a evidência nessa pequena articulação é mais variável que no joelho, e o recurso é considerado caso a caso.

Em ambos, a infiltração não substitui a reabilitação: ela abre uma janela de menos dor para que o trabalho ativo e a proteção articular avancem. A escolha do produto, da dose e do momento cabe ao médico.

Cirurgia, reservada aos casos refratários

A cirurgia entra apenas quando a dor permanece incapacitante e a função fica comprometida apesar de um tratamento conservador completo e bem conduzido, em geral nas fases mais avançadas com grande desgaste e deformidade. Existem diferentes técnicas (como a retirada do trapézio, com ou sem reconstrução ligamentar e interposição, entre outras), e a escolha é individualizada, discutida com o cirurgião de mão. O ponto prático é que a cirurgia não é o primeiro passo: para a maioria das pessoas com rizartrose, o caminho é proteger a articulação, fortalecer e modular a dor sem operar. (Detalhada na seção a seguir.)

O que esperar ao longo do tempo

Semana 1 a 2

Controle inicial

Iniciar a órtese nas atividades que doem, ajustar a forma de pegar objetos e, se preciso, anti-inflamatório tópico por período curto.

Semana 3 a 6

Reabilitação ativa

Fortalecimento da musculatura do polegar, proteção articular e técnicas para a dor; a dor costuma começar a ceder e a pinça a melhorar.

Após 6 semanas

Reavaliação

Sem a resposta esperada, considera-se a infiltração e, em casos refratários e avançados, a avaliação cirúrgica.

Medimos a evolução pela intensidade da dor (escala de 0 a 10), pela força de pinça aferida no consultório e pela capacidade de voltar a abrir um pote ou girar a chave sem dor. Se em algumas semanas a dor não cede e a força de pinça não melhora, a conduta muda: ajusta-se o modelo ou o tempo de uso da órtese, revê-se a progressão dos exercícios e pesa-se a infiltração. A meta é reduzir a dor a um nível que não limite a vida e preservar a função da mão; o desgaste já instalado na radiografia não é revertido pelo tratamento.

Tratamento não farmacológico: RPG, Pilates e fisioterapia

A reabilitação ativa é o eixo do tratamento da rizartrose e a etapa que mais sustenta o resultado ao longo do tempo. As medidas locais e os procedimentos abrem uma janela de menos dor, mas o que mantém o polegar estável, forte e funcional é o trabalho ativo de proteção articular, fortalecimento e controle do movimento. Na clínica, essa etapa é conduzida individualmente, um paciente por sala, dentro de um plano multimodal com indicação médica, e ajustada ao estágio do desgaste e à rotina de cada pessoa.

O alvo da reabilitação não é “regenerar” a cartilagem desgastada, e sim melhorar a estabilidade dinâmica da base do polegar e a forma como a carga se distribui, reduzindo a tendência à subluxação e à dor sob esforço. A isso soma-se a proteção articular: em vez de imobilizar por completo, ensina-se a usar a mão poupando a pinça de força, distribuindo a carga por articulações maiores e reorganizando os gestos do dia a dia. A escolha entre as técnicas e a ordem de introdução dependem da apresentação, das comorbidades e da resposta inicial.

Terapia da mão, órtese e proteção articular

Reabilitação ativa específica da mão (fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional com formação em terapia da mão): fortalece a tenar (oponente e abdutor curto) e o 1º interósseo dorsal para centrar o metacarpo sobre o trapézio e conter a subluxação dorsorradial, trabalha a mobilidade do 1º raio, treina proteção articular e faz o ajuste fino da órtese e da ergonomia das tarefas. É a base ativa que mantém o ganho das medidas locais.

ModeradaEixo do tratamento

Cinesioterapia e fortalecimento do membro superior

Exercício terapêutico progressivo além da mão, incluindo antebraço, punho e cintura escapular, graduado pela tolerância. Um membro superior bem condicionado melhora a mecânica de toda a preensão e reduz a sobrecarga que recai sobre a base do polegar. Acoplada à terapia da mão e à proteção articular, não isolada.

ModeradaSemanas

Reeducação Postural Global (RPG)

Método de fisioterapia que trabalha o corpo por cadeias musculares, com contração isométrica em posição alongada e controle respiratório, atuando sobre a cadeia flexora do antebraço e da mão e a cadeia anterior do ombro e do tronco. Reequilibra tensões que se propagam do tronco até a mão. Complemento, sobretudo em quem tem tensão difusa do membro superior somada à dor da base do polegar; não há evidência específica para a rizartrose.

LimitadaComplemento

Pilates clínico

Exercícios de controle, estabilização e respiração adaptados ao quadro, no solo ou em aparelhos com molas. Enfatiza a estabilização profunda do tronco e a estabilização escapulotorácica, melhorando a distribuição da carga ao longo do braço até a mão e reduzindo padrões de preensão excessiva. Forma estruturada e bem tolerada de exercício, útil para quem adere melhor a esse formato; sem dados específicos para a rizartrose.

LimitadaManutenção

Terapia manual

Mobilização das articulações do polegar e do punho e dos tecidos moles da tenar e do antebraço; técnicas suaves de tração e deslizamento da trapézio-metacarpiana reduzem a dor à mobilização e abrem uma janela para a reabilitação ativa progredir. Adjuvante de curta duração quando isolada; combinada com exercício, complementa o fortalecimento e a proteção articular, sem substituir o tratamento de base.

LimitadaAdjuvante
Órtese + exercício + educação em proteção articular
Moderada
Cinesioterapia do membro superior
Moderada
RPG na rizartrose
Limitada
Pilates clínico na rizartrose
Limitada
Terapia manual isolada
Limitada

O que esperar e limitações. A resposta é gradual, ao longo de semanas, e o programa é mantido depois do alívio para consolidar o resultado e reduzir as crises. Exercício de pinça mal dosado na fase muito dolorosa pode aumentar a dor de forma transitória, o que reforça a supervisão e a progressão. A literatura sustenta que a combinação de órtese, exercício e educação em proteção articular reduz a dor e melhora a função a médio prazo, sem que nenhum protocolo isolado de exercício se mostre claramente superior. O que mais importa é a adesão e a individualização.

A reabilitação não regenera a cartilagem nem substitui a infiltração quando indicada ou a cirurgia nos casos refratários avançados; é o componente que sustenta o que as outras medidas conquistam. Na clínica, a reabilitação é integrada à avaliação médica, ajustada ao estágio do desgaste e à tolerância de cada pessoa.

Tratamento cirúrgico e opções fora da clínica

A cirurgia da rizartrose tem papel restrito e bem definido, e a maioria dos casos não chega a ela. Estas opções não são realizadas em nossa clínica; o quadro completo e o momento de procurá-las estão descritos a seguir, com o que está fora do nosso escopo e quando encaminhar. A cirurgia é considerada quando a dor permanece incapacitante e a função fica comprometida apesar de um tratamento conservador completo e bem conduzido (órtese, proteção articular, reabilitação e, quando indicada, infiltração), em geral nas fases mais avançadas, com grande desgaste, subluxação e deformidade. A decisão é compartilhada com o cirurgião da mão e leva em conta o estágio radiográfico, o impacto na função, a idade, a demanda manual e as expectativas da pessoa.

Conservador · 1ª escolha

Proteger, fortalecer e modular a dor

  • Resolve a grande maioria dos casos de rizartrose.
  • Órtese da base do polegar e ajuste de atividade.
  • Reabilitação e proteção articular como eixo ativo.
  • Acupuntura, agulhamento seco e infiltração conforme a dor.
  • Barato, reversível e sem o risco de um procedimento.
VS

Cirúrgico · exceção

Casos refratários e avançados

  • Dor incapacitante apesar do conservador completo.
  • Fases avançadas com grande desgaste, subluxação e deformidade.
  • Decisão compartilhada com o cirurgião da mão.
  • Alívio bom e duradouro, mas força de pinça retorna em semanas a meses.
  • Fora do escopo da nossa clínica; encaminhamos.

Não existe uma única operação para todos os casos: há um leque de técnicas, e a escolha é individualizada. O objetivo comum é aliviar a dor da articulação desgastada e devolver uma pinça funcional, aceitando que cada técnica troca dor por algum grau de mobilidade, força ou estabilidade. As mais usadas partem da retirada do trapézio (a trapeziectomia), com ou sem reconstrução, e vão até a substituição por prótese ou a fusão da articulação.

Trapeziectomia (com ou sem suspensão e interposição)
Retirada do trapézio, o osso desgastado, isolada ou associada a reconstrução ligamentar e interposição de tendão (a chamada LRTI). É uma das técnicas de referência na rizartrose avançada, com bom alívio da dor a longo prazo. Estudos comparativos sugerem que acrescentar a suspensão e a interposição à trapeziectomia simples não traz vantagem clara de dor ou função e adiciona tempo e possíveis complicações, o que mantém ambas as variantes em uso conforme a preferência do cirurgião. A recuperação envolve imobilização inicial e reabilitação por semanas a meses até a força retornar.
Artroplastia da articulação (prótese)
Substituição da articulação trapézio-metacarpiana por um implante. Pode oferecer recuperação da força e da mobilidade mais rápida em casos selecionados, ao custo de riscos próprios de material, como soltura e desgaste do implante ao longo do tempo. Indicação, modelo e momento são decisão do cirurgião da mão, ponderando idade, demanda e estágio.
Artrodese da trapézio-metacarpiana (fusão)
Fusão da articulação, que elimina o movimento doloroso e prioriza estabilidade e força de pinça. É considerada sobretudo em pessoas mais jovens e com alta demanda de força manual, com a contrapartida da perda de mobilidade do polegar e do risco de não consolidação. Reservada a casos específicos, discutidos individualmente.
Avaliação do cirurgião da mão
Encaminhamento para definir técnica, momento e particularidades, sobretudo em casos avançados, com deformidade fixa, hiperextensão da articulação seguinte ou quando há outras patologias da mão associadas, como túnel do carpo ou tendinite de De Quervain.

Sobre a recuperação da cirurgia de rizartrose: em geral há um período de imobilização, seguido de reabilitação progressiva da mão; o alívio da dor costuma ser bom e duradouro na maioria das técnicas, mas a recuperação plena da força de pinça leva semanas a alguns meses, e parte das pessoas mantém alguma limitação de força em relação a uma mão normal. As complicações, pouco frequentes, variam com a técnica e incluem dor ou fraqueza residual, instabilidade, irritação de ramos nervosos sensitivos e, nas próteses, problemas do implante; por isso a indicação é criteriosa. A cirurgia atende uma minoria de casos: a grande maioria das pessoas com rizartrose controla a dor e preserva a função sem operar.

Maioria
Controla a dor sem cirurgia, com medidas conservadoras e infiltração
Refratária
Cenário em que a avaliação cirúrgica costuma ser discutida
Semanas a meses
Tempo até a força de pinça retornar após a cirurgia

Quanto às demais opções fora da clínica, não há, na rizartrose, papel estabelecido para terapias promovidas como regeneradoras da cartilagem, como derivados plaquetários ou injeções de células, cuja evidência nessa articulação é insuficiente. A reabilitação permanece como eixo antes e depois de qualquer procedimento, e o encaminhamento é feito no momento em que o tratamento conservador se esgota.

Tratamento medicamentoso

A medicação tem papel adjuvante e por tempo definido na rizartrose: ajuda a controlar a dor para tolerar a reabilitação e a proteção articular, mas não trata o desgaste da cartilagem em si, que é manejado pelas medidas mecânicas, pelo exercício e, quando preciso, pela infiltração. A prescrição, a dose e a duração são definidas pelo médico, com atenção às comorbidades, às interações e ao perfil de efeitos adversos.

Classes medicamentosas na rizartrose
ClassePara quêEvidênciaO que esperar e limites
Anti-inflamatório tópico (diclofenaco em gel/creme)Boa primeira escolha: a base do polegar é superficial, o que dá concentração local com menor exposição do organismo.ModeradaDiretrizes de osteoartrose de mão favorecem essa via; especialmente vantajoso em pessoas mais velhas e em quem tem restrição ao uso oral.
Anti-inflamatório oral (ibuprofeno, naproxeno)Ciclos curtos nas crises de dor, quando o tópico não basta.ModeradaSempre com atenção aos riscos gastrointestinal, renal e cardiovascular; não para uso contínuo.
Paracetamol e dipironaAnalgesia simples; compõem o esquema pela boa tolerância.LimitadaEfeito analgésico modesto; úteis quando o anti-inflamatório está contraindicado.
Infiltração de corticoide (intra-articular)Controla a inflamação local quando a dor não cede ao plano de base; detalhada na seção de tratamento.ModeradaAlívio de semanas a alguns meses, sobretudo nas fases iniciais e nas crises; usada com parcimônia, sem repetições frequentes, pelo risco de fragilizar tecidos.
Viscossuplementação (ácido hialurônico)Busca melhorar a viscoelasticidade do líquido articular.LimitadaEvidência nessa pequena articulação é mais variável que no joelho; considerada caso a caso.
OpioidesSem indicação em dor crônica e benigna como esta.Não indicadoNão fazem parte do manejo da rizartrose.
Condroprotetores orais (glucosamina, condroitina)Promovidos para “proteger” a cartilagem.Não indicadoEvidência de modificar o curso da artrose é fraca e inconsistente; sem papel estabelecido.

Tanto a infiltração de corticoide quanto a viscossuplementação são adjuvantes que abrem uma janela de menos dor para o trabalho ativo, não substitutos da reabilitação. Os neuromoduladores usados na dor neuropática (gabapentinoides, antidepressivos com ação analgésica) pertencem a outros contextos; se houver formigamento ou dormência associados, a hipótese passa a ser de compressão de nervo, como a síndrome do túnel do carpo, que segue investigação e conduta próprias. O essencial é que nenhuma medicação isolada resolve o desgaste: o remédio alivia e abre espaço, mas o resultado vem da combinação de proteção articular, órtese, reabilitação e, quando indicada, infiltração.

Segurança

  • Informe comorbidades (estômago, rins, pressão) e todos os remédios em uso, pelo risco de interações.
  • O anti-inflamatório oral é para ciclos curtos; relate efeitos como dor de estômago, inchaço ou alteração da pressão.

Quando procurar avaliação

A dor da rizartrose é, em si, benigna, e a maioria dos casos é bem conduzida de forma não-cirúrgica. Ainda assim, alguns sinais indicam que vale procurar avaliação sem adiar, seja para confirmar o diagnóstico, seja para afastar outras causas de dor na mão e no punho.

Sinais de alerta · procure avaliação

Procure avaliação sem demora se houver

  • Dor intensa e perda de força que impedem tarefas básicas do dia a dia, como abrir potes ou segurar objetos.
  • Inchaço importante, calor ou vermelhidão na articulação, ou dor que surge de forma súbita, que podem sugerir inflamação ou outra causa.
  • Formigamento e dormência na palma e nos dedos, sobretudo à noite, que apontam para um possível túnel do carpo associado.
  • Dor após trauma na base do polegar, para afastar fratura ou lesão ligamentar.
  • Várias articulações dos dedos doloridas e inchadas ao mesmo tempo, com rigidez matinal prolongada, que pedem investigação de doença reumatológica.

Na ausência desses sinais, a dor da base do polegar costuma responder bem ao tratamento conservador ao longo de algumas semanas. A avaliação serve justamente para confirmar a rizartrose, estabelecer o estágio e desenhar o plano de proteção, reabilitação e controle da dor mais adequado ao seu caso.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

O que é rizartrose?

Rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpiana, na base do polegar, o desgaste da cartilagem dessa articulação específica. É uma das formas mais comuns de artrose nas mãos e causa dor na base do polegar ao fazer pinça e força, com fraqueza para abrir potes e girar chaves.

Qual é a articulação afetada na rizartrose?

É a articulação trapézio-metacarpiana, também chamada de carpometacarpiana do polegar ou primeira CMC. Ela une o primeiro metacarpo (o osso do polegar) ao trapézio (um pequeno osso do punho) e tem formato de sela, de grande mobilidade e baixa estabilidade óssea, o que a torna suscetível ao desgaste.

Por que a rizartrose é mais comum em mulheres?

A rizartrose é mais frequente em mulheres, sobretudo após a menopausa. A queda do estrogênio influencia cartilagem, osso e frouxidão ligamentar, e os ligamentos da base do polegar tendem a ser mais frouxos na mulher. Somam-se a idade, a predisposição genética e a sobrecarga repetida da pinça.

Rizartrose tem cura? Vou precisar de cirurgia?

Não existe técnica que regenere a cartilagem já desgastada, mas isso não impede o controle da dor. A grande maioria das pessoas com rizartrose melhora com tratamento não-cirúrgico, órtese, ajuste de atividade, reabilitação, proteção articular e, quando preciso, infiltração. A cirurgia fica reservada aos casos que não respondem a esse plano, em geral avançados.

A órtese do polegar enfraquece a mão?

Quando usada de forma orientada, não. A órtese costuma ser usada sob demanda, nas atividades que pioram a dor e à noite, para descarregar a articulação. Ela é combinada com exercícios de fortalecimento da musculatura do polegar, justamente para manter e melhorar a força. O uso e o tempo são ajustados pelo profissional.

Como diferenciar rizartrose de tendinite no polegar?

Na rizartrose, a dor mora na base do polegar e piora ao fazer pinça e força. Na tenossinovite de De Quervain, a dor fica mais na borda do punho do lado do polegar e piora ao desviar o punho. O exame clínico, com manobras específicas, e a radiografia ajudam a distinguir. Veja a página sobre tenossinovite.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

Ver a biblioteca científica completa
Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Kanak M; Rokicki R; Wojna J. Trapeziometacarpal Osteoarthritis Anatomy, Biomechanics, Epidemiology, And Diagnosis. Ortopedia, traumatologia, rehabilitacja. 2022. doi:10.5604/01.3001.0016.2322. PMID:36734658.
  2. Algar L; Naughton N; Ivy C; Loomis K; McGee C; Strouse S; Fedorczyk J. Assessment and treatment of nonsurgical thumb carpometacarpal joint osteoarthritis: A modified Delphi-based consensus paper of the American Society of Hand Therapists. Journal of hand therapy: official journal of the American Society of Hand Therapists. 2023. doi:10.1016/j.jht.2023.08.008. PMID:37798185.
Atualizado em 31 mai 2026 Leitura 9 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Duas pessoas com a mesma imagem de rizartrose podem precisar de condutas diferentes conforme a dor, a força de pinça, a demanda da mão e as comorbidades, e por isso o plano (órtese, reabilitação, infiltração ou cirurgia) deve ser individualizado em consulta.

Equipe médica · Jardim Paulista · 40+ anos

Centro de Tratamento de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica.

Quatro décadas de medicina da dor não cirúrgica, tudo em um só endereço:

Na mídia Globo Folha de S.Paulo Estadão UOL Band SBT IstoÉ ESPN Vogue Marie Claire TV Gazeta