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O que é rizartrose e quais são as suas características?

A rizartrose é um termo usado para designar a artrose, ou osteoartrose, quando a mesma acomete a articulação da base do polegar, chamada de articulação trapeziometacarpiana.

A doença, que antes pensávamos surgir de acordo com a idade, hoje possui entre suas causas mais comuns as condições do paciente e as atividades repetitivas do cotidiano.

Hoje, no Brasil e no mundo, muitas pessoas têm enfrentado problemas com dores intensas causadas por essa patologia. 

A rizartrose afeta de 6% a 12% dos brasileiros, em sua maioria, mulheres na pós-menopausa.

Continue lendo este artigo se você quiser saber todos os detalhes da doença, como: o que ela é, quais são as suas causas e sintomas, e como é realizado o tratamento.

A rizartrose é um tipo específico de artrose que afeta, propriamente, a articulação do dedo polegar.

A trapeziometacarpiana (a articulação) é formada por um pequeno osso localizado no punho, chamado de trapézio, e a base do primeiro metacarpo, ou seja, um dos ossos que ficam entre os dedos e o pulso.

Se trata de uma articulação essencialmente instável, responsável por proporcionar uma extensa variedade de movimentos do polegar. Por suas importantes funções, ela tende a se desgastar precocemente, se degenerando.

Por essas razões, essa é uma das articulações da mão que mais são atingidas pela artrose, o que leva a condição aqui explicada, a rizartrose, que acontece quando esses ossos da articulação do polegar começam a se desgastar.

Diferença entre uma articulação saudável e doente

Quando a articulação está saudável, a superfície dos ossos se mantém revestida por uma camada de cartilagem lubrificada que permite a movimentação das mãos sem o atrito dos ossos.

Assim, essa articulação pode realizar movimentos e as duas superfícies podem deslizar entre si sem que se prejudiquem.

Ao ocorrer uma rizartrose, essa cartilagem que reveste a articulação fica desgastada, deixando os ossos expostos ao atrito, sem estarem protegidos.

Dessa forma, na lesão é possível se notar o desgaste progressivo da cartilagem, sendo uma fonte de dor, deformando os ossos e limitando a mobilidade do polegar.

Atualmente sabe-se que a lesão está, muitas vezes, diretamente ligada ao modo de vida da modernidade.

Por que ela recebe o apelido de “doença do mundo moderno”?

Hoje em dia,a rizartrose é classificada como uma doença do mundo moderno. Mas o porquê dela ser chamada assim, você já deve imaginar.

No passado, pensava-se que a doença surgia apenas naturalmente, de acordo com a idade da pessoa.

Porém, atualmente sabe-se que a lesão está, muitas vezes, diretamente ligada ao modo de vida da modernidade.

Estudos recentes apontam os hábitos atuais, como a vida na internet, atividades repetitivas que usam excessivamente os dedos e o uso excessivo de aparelhos eletrônicos como grandes contribuintes para o surgimento da rizartrose.

As principais atividades desse tipo, que podem ser a causa do número crescente dos casos de rizartrose, são:

  • Uso excessivo de aparelhos celulares e tablets;
  • Digitação em teclados de computador.

Para se ter ideia de como os casos da doença ainda podem crescer significativamente no mundo, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças EUA (CDC) recentemente fez uma pesquisa sobre essa patologia.

No estudo, fizeram um levantamento que explicava que, em um futuro próximo, cerca de 4 entre 10 pessoas mundo poderão desenvolver a rizartrose.

Causas

A causa exata da rizartrose ainda é desconhecida, porém, existem alguns fatores que geralmente estão ligados ao surgimento da doença.

O que se sabe é que a articulação do dedo polegar possui uma grande predisposição para desenvolver desgaste precocemente, seja de forma isolada ou associada com osteoartroses em outras articulações.

Analisando tudo isso, as possíveis causas de rizartrose podem ser divididas e classificadas como inflamatórias, traumáticas ou idiopáticas, sendo que a última é geralmente encontrada em mulheres na pós-menopausa.

Observa-se que o surgimento precoce da rizartrose pode ser causado por:

  • Predisposição genética: histórico familiar;
  • Traumas, fraturas e outras lesões nas mãos;
  • Uso excessivo e movimentação intensa do polegar;
  • Idade, a pessoa pode desenvolver um desgaste natural das articulações.

O uso ilimitado das mãos e dos dedos pode comprometer a estrutura das articulações, gerando uma inflamação, conhecida como artrite, podendo chegar a um quadro degenerativo.

Quais são os sintomas?

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Em várias outras doenças os sintomas normalmente dependem da gravidade da lesão, e o mesmo acontece na rizartrose.

Mas, o principal sintoma, que é relatado em praticamente todos os casos, são as dores na base do polegar, que se intensificam com a realização de atividades repetitivas, como torcer, agarrar, pinçar, entre outras.

Muitos pacientes possuem dificuldade em escrever ou realizar algumas atividades como digitar, usar o telefone, usar o mouse do computador, tocar instrumentos, abrir uma garrafa, usar tesouras e até mesmo rodar uma chave.

No início, os sintomas são menos intensos e não causam tanta preocupação ao doente, mas aos poucos a patologia começa a gerar sinais mais preocupantes.

É possível que, com o passar dos dias, o paciente comece sentir a falta de lubrificação nas articulações, quando percebe que elas começam a inchar e travar.

Quando a doença avança, começam a surgir os primeiros sinais de dor, que aparecem na base do polegar.

Nos quadros mais graves as condições são bem mais extremas.

A intensas dores surgem mesmo quando o dedo está em repouso limitando a mobilidade e causando fraqueza e algumas deformidades no polegar.

Diagnóstico

Para realizar o diagnóstico são suficientes o histórico e os exames clínicos do paciente.

Esse diagnóstico é feito por meio de consultas médicas, onde o especialista verifica a lesão e aponta as possíveis doenças.

Na consulta, o médico pede para que o paciente faça movimentos com o dedo e diga o que sente.

Quando o médico suspeita de patologias específicas, como artrite reumatóide e gota, ele pode solicitar exames de sangue para conseguir confirmar o diagnóstico.

Além disso, exames complementares podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico, são eles:

  • Raio-x
  • Ultrassom
  • Ressonância magnética

Esses exames ajudam principalmente a afastar as hipóteses de outras possíveis doenças, como a tendinopatia de Quervain.

Exames como a radiografia são essenciais para confirmar o diagnóstico e também para analisar qual é a gravidade da lesão, e quando o tratamento deve ser iniciado.

A rizartrose tende a se agravar progressivamente.

A rizartrose tem cura?

Como acontece em qualquer outra doença de artrose, a rizartrose tende a se agravar progressivamente.

Dessa forma, uma vez que ela surja na articulação, o único meio de se obter a cura definitiva da doença é optando pelo tratamento cirúrgico da mesma.

Porém, existem alguns casos onde a patologia se agrava em um ritmo muito lento, assim os sintomas são pouco frequentes e os pacientes conseguem desenvolver meios de adaptação, recorrendo apenas ao método de tratamento conservador para controlar a doença.

Tratamento

O tipo de tratamento utilizado para curar uma rizartrose vai depender dos sintomas que o paciente apresenta, bem como da gravidade da doença.

Mas, normalmente o tratamento conservador é adotado como uma primeira tentativa, e seu sucesso depende do estágio da doença.

O tratamento cirúrgico só é necessário quando o primeiro não obtém sucesso.

Vamos saber um pouco mais sobre as opções de tratamento?

Tratamento conservador

No início da rizartrose, os sintomas ainda não são muito intensos, por isso é possível se considerar o uso de anti-inflamatórios juntamente a uma órtese que inclua o polegar.

O tratamento conservar consiste basicamente na aplicação de gelo local e na imobilização do polegar, devendo ser evitadas atividades que possam agravar a situação.

Outra coisa que também pode ser útil para parar a evolução da osteoartrose é o uso de suplementos de glucosamina e condroitina, e a infiltração intra-articular de ácido hialurônico.

Tratamento cirúrgico

Existem diversos métodos e procedimentos cirúrgicos que podem ser utilizados para realizar o tratamento de uma rizartrose.

Para definir o melhor método para o paciente deve-se considerar a experiência do cirurgião, a gravidade da lesão e a idade do paciente.

Esses processos cirúrgicos basicamente se baseiam na remoção total do osso trapézio, que pode se associar à estabilização da articulação trapeziometacarpiana utilizando parte de um tendão local e interposição do mesmo no local onde estava o osso removido.

Para realizar a cirurgia, que pode ser feita a nível ambulatorial, normalmente é utilizada a anestesia geral.

O pós-operatório

Por ser uma lesão no dedo, o período pós-operatório de uma rizartrose é relativamente tranquilo.

No início o dedo deve ser imobilizado com gesso, e assim precisa permanecer durante as primeiras três semanas.

Depois disso, por volta do primeiro mês de pós-operatório, o paciente deve começar a mobilização progressiva do polegar, com a ajuda de sessões de fisioterapia.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia de rizartrose é indicada quando a lesão não responde ao método conservador de tratamento.

A necessidade de se fazer a cirurgia é perceptível quando os sintomas da rizartrose não desaparecem mesmo após ela já ter sido tratada.

Quando isso acontece, é importante conversar com um médico para entender todo o procedimento e o porquê da cirurgia ser tão necessária nesses casos.

Quando procurar um médico?

É extremamente importante que você procure um médico quando perceber uma dor persistente no dedo ou que surgiram deformidades.

Dores ou inchaços que surgiram sem um motivo aparente não são normais e isso deve ser relatado a um especialista. Esse é o caminho para proteger sua saúde e resguardar a sua qualidade de vida.

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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