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Tendinopatia de Quervain: causas, sintomas e tratamento

A tendinopatia de Quervain é uma inflamação que acomete os tendões do punho na base do polegar.

 

A tendinopatia de Quervain é uma das classificações da doença chamada de tendinite, e recebe esse nome por ser descrita pelo cirurgião suiço, Fritz De Quervain.

A doença acomete a região do punho e possui vários sintomas diferentes, assim como causas.

Hoje em dia existem muitas opções de tratamento, as quais possibilitam uma escolha mais adequada para cada tipo de paciente. 

É sobre isso que vamos falar neste artigo. O que é a doença, quais são as causas, os seus sintomas e como é realizado o tratamento são alguns dos assuntos deste post.

A tendinopatia de Quervain, síndrome de Quervain, tenossinovite ou tendinite, é uma doença inflamatória que atinge os tendões do abdutor longo e extensor curto localizados no punho, estendendo-se até o polegar.

Nesse local do pulso, uma bainha fibrosa espessa compõe o primeiro compartimento extensor do punho, responsável por limitar o movimento dos tendões e permitir seus deslizamentos.

A tendinite pode ocorrer em qualquer tendão, porém, na De Quervain, ela afeta esses dois tendões específicos, responsáveis pelos movimentos do polegar, que passam dentro de um túnel onde a inflamação ocorre quando os tendões são comprimidos.

Ainda não se tem certeza de quais são as verdadeiras causas da doença.

As causas da tendinopatia de Quervain

Apesar da tendinopatia normalmente ser descrita como uma LER, lesão por esforço repetitivo, não existe uma prova concreta de que a realização de movimentos repetitivos, como digitar no celular ou computador, escrever ou até mesmo realizar atividades do dia a dia possam causar a doença.

O que se pode observar é que o uso excessivo das mãos e dos dedos podem sim agravar a situação, mas apenas naquelas pessoas que já possuem a lesão.

Mesmo assim, ainda não se tem certeza de quais são as verdadeiras causas da doença, existem sim algumas teorias que foram descritas para tentar explicar a lesão, e muitas delas estão ligadas à anatomia dos tendões

No caso de uma gravidez, por exemplo, é muito comum o surgimento dessa patologia, principalmente entre a quarta e a sexta semana após o parto. 

A teoria é que a causa da lesão esteja associada às alterações hormonais, juntamente aos movimentos de carregar a bebê, amamentá-lo e trocar a fralda, dentre outros.

Resumindo, apesar da doença ainda não possuir uma causa específica, seu agravamento geralmente está ligado às atividades repetitivas que realizamos no cotidiano, e ela pode surgir após um parto por conta de alterações hormonais e uso do punho, além de

normalmente aparecer depois de uma fratura prévia no pulso.

Os sintomas da tendinopatia

tendinopatia de quervain

Em alguns casos de tendinopatia de Quervain os sintomas aparecem subitamente, em outros eles surgem devagar, começando por um pequeno desconforto no punho ou no polegar.

O principal sintoma da tendinopatia é a dor na lateral externa do pulso, ou seja, no lado do polegar. Essa dor se intensifica conforme o punho é movimentado e, principalmente, nos movimentos laterais com o polegar dobrado.

Pode haver aumento de volume do local por conta da intensificação da produção do líquido sinovial, bem como o aparecimento de cistos e, nos casos mais graves, a sensação de travamento quando o polegar é esticado

Nesses casos mais agravados, o paciente pode não conseguir carregar objetivos ou mover o punho e o polegar, sendo necessária a imobilização do membro afetado.

Então, entre os principais sintomas da tendinopatia de Quervain, os mais comumente relatados são:

  • Dor intensa na região do punho, nas mãos e no polegar
  • Edema consequente do aumento de líquido sinovial
  • Surgimento de cistos na região lesionada

Diagnóstico de tendinopatia de Quervain

O diagnóstico da tendinopatia geralmente é feito por meio de exames clínicos, onde o médico faz uma análise completa do paciente, solicitando exames de imagens como o raio-x, a ultrassonografia e a ressonância magnética, e realizando exames físicos com a pessoa lesionada.

Os exames de imagens não são solicitados para entregar o diagnóstico exato da doença, mas sim para descartar outras possíveis lesões e ajudar o especialista na entrega de uma diagnóstico mais conciso.

Um dos testes mais usados para o diagnóstico da tendinopatia de Quervain é o teste de Finkelstein, que consiste em realizar uma manobra com o polegar dobrado na palma da mão, desviando lateralmente o punho em direção ao dedo mindinho.

Uma pessoa com tendinopatia de Quervain ligeiramente irá sentir uma dor e desconforto no punho ao realizar essa manobra.

Aqui vai uma pequena lista, resumindo quais tipos de exames podem ser solicitados para descobrir a doença e confirmar o diagnóstico da mesma.

  • Exame físicos, onde há o toque do médico e alguns exercícios que o paciente deve realizar, como o teste de Finkelstein
  • Raio-x para confirmar diagnóstico
  • Ultrassonografia para confirmar diagnóstico
  • Ressonância magnética também para confirmar o diagnóstico

A tendinopatia de Quervain tem cura?

Sim, a tendinopatia de Quervain tem cura, porém, precisa ser tratada adequadamente. 

O tratamento mais adequado para a doença é aquele que vai eliminar as inflamações dos tendões afetados, reduzindo as dores e recuperando as funções essenciais do punho e do polegar.

Então, o importante a se saber sobre a cura da tendinopatia é que só é possível que ela ocorra caso um médico especializado seja consultado e o tratamento mais eficaz, seja realizado no paciente.

A confirmação do diagnóstico também é essencial para que todo o processo de tratamento não seja vão e obtenha bons resultados.

O tratamento da doença

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O tratamento inicial da tendinopatia de Quervain não afeta significativamente o dia a dia do paciente, porém, é necessário que a pessoa faça repouso inicialmente do membro afetado, evitando atividades que agravam os sintomas como movimentos repetitivos, sobrecarga ou posições viciosas com o polegar.

Para isso, é indicado o uso de uma tala que impeça os movimentos do punho e do polegar, deixando a zona da inflamação totalmente imóvel. 

O tratamento medicamentoso deve ser inteiramente prescrito pelo médico, não sendo a automedicação uma opção viável. O médico geralmente indica alguns analgésicos e anti-inflamatórios para amenizar o efeito da dor e ajudar no processo de recuperação.

O tratamento por ondas de choque pode ser indicado para casos com dor aguda e crônica, para alívio da inflamação local dos tendões.

Resumidamente, o tratamento inicial da tendinopatia consiste em:

  • Uso de tala para a imobilização do punho e do polegar
  • Tratamento medicamentos com anti-inflamatórios e analgésicos prescritos por um especialista
  • Pode ser indicada a fisioterapia.
  • Tratamento por ondas de choque

 

E nos casos mais complexos, onde a lesão não responde ao tratamento citado acima, pode ser necessária:

  • Aplicação de medicamentos (infiltrações) no punho, na região dos tendões
  • Cirurgia que permite fazer a liberação do túnel que faz os tendões ficarem comprimidos

 

A cirurgia no tratamento de tendinopatia

A cirurgia não é uma opção de tratamento nos primeiros estágios da doença, porém, acaba se tornando um meio viável quando a lesão não responde ao tratamento conservador e também quando o caos é muito grave e afeta diretamente o cotidiano da pessoa.

A cirurgia é realizada com a abertura da bainha fibrosa espessa e estenosada por onde passam os tendões que dali seguem para o polegar.

Isso permite que a inflamação, causada pela falta de espaço, desapareça e assim os sintomas possam ser aliviados.

A cirurgia ao todo não é muito complexa e não apresenta riscos, podendo ser realizada a nível ambulatorial. 

No procedimento cirúrgico é aplicada anestesia local no punho e na mão, podendo ser dado ao paciente um sedativo leve. Um pequeno corte de cerca de dois centímetros é feito no pulso, na direção do polegar.

Após a abertura do punho é feita a abertura do primeiro compartimento extensor, dando o espaço necessário para o fim da inflamação.

Pós-cirurgia

O período pós-cirúrgico da cirurgia de tendinopatia de Quervain é bem tranquilo, na maioria das vezes não sendo necessário que o paciente permaneça no hospital por muito tempo. Ele pode sair assim que os efeitos da anestesia desaparecerem.

A realização de pensos de uma a duas vezes por semana é necessária, e os pontos do punho podem ser retirados a partir do décimo ou décimo segundo dia de pós-operatório.

É essencial o uso de ortótese imobilizadora que regula os movimentos do punho e do polegar, pelo menos até a remoção das suturas. 

Já as atividades diárias podem voltar a ser realizadas lentamente, e não é recomendada a prática excessiva delas, principalmente daquelas que utilizam muito as mãos.

 

 

A fisioterapia é necessária?

A fisioterapia pode sim ser útil na recuperação da tendinopatia, contudo, na maioria das vezes ela não é necessária.

O que os médicos normalmente fazem é passar uma lista de exercícios para o paciente praticar em casa e assim recuperar mais rápido as funções básicas do polegar.

O tratamento fisioterapêutico normalmente é mais necessário em casos graves, ou em situações em que o paciente não consegue realizar movimentos sozinho por ter ficado muito tempo sem mexer o punho.

Como acelerar o processo de recuperação

Este é um tópico realmente necessário para quem está passando pelo problema e deseja dar uma acelerada na recuperação e deixar mais leve e menos doloroso o processo de cura da lesão.

 

Então, para acelerar a recuperação você pode:

  • Evitar ao máximo a realização de atividades que necessitam das mãos
  • Procurar um especialista o mais cedo possível
  • Consumir adequadamente os medicamentos prescritos pelo médico
  • Não se automedicar
  • Evitar carregar peso
  • Usar uma tala para fazer a imobilização do punho.

3 exercícios básicos para recuperar as funções do punho e do polegar

1. Extensão do pulso e flexão

  • Coloque uma toalha dobrada sobre a beirada de uma mesa
  • Ponha o seu antebraço sobre a toalha, com a palma da mão virada em direção ao chão, na borda da mesa
  • Mova lentamente a sua mão para cima, até sentir um alongamento suave, mas não force muito
  • Repita o processo com as costas da mão viradas para baixo.

2. Alongamento do punho

  • Estique o braço com a palma da mão para o chão.
  • Utilizando o outro membro, pressione a sua mão até sentir que os tendões estão bem esticados
  • Faça o mesmo movimento por dez vezes seguidas
  • Repita o processo durante o decorrer dos dias.

 

3. Deslize do tendão da mão ou do dedo

  • Estenda os dedos para fora, com a mão espalmada
  • Realize um movimento como se o pulso formasse um gancho
  • Retorne para a posição anterior
  • Contraia os dedos, sem fechar a mão por completo
  • Retorne para a posição anterior
  • Feche a mão completamente
  • Retorne para a posição anterior
  • Repita isso por algumas vezes durante o dia.

 

Para descobrir mais exercícios, outras doenças e lesões que causam dor no pulso, clique aqui.

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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