Ondas de choque para tendinite de Aquiles
A terapia por ondas de choque ajuda na tendinopatia do tendão de Aquiles que não responde só ao repouso, sobretudo combinada ao exercício de carga, que segue sendo a base.
- A terapia por ondas de choque para a tendinite de Aquiles costuma funcionar para a dor crônica que persiste apesar do tratamento inicial, com melhor resposta quando somada ao exercício de carga, e não usada de forma isolada.
- O protocolo habitual é de 3 a 5 sessões, em geral uma por semana, com melhora ao longo de semanas, não de imediato; um leve desconforto durante a aplicação é esperado.
- A tendinopatia do corpo do tendão (midportion) tende a responder melhor à terapia por ondas de choque do que a insercional; em ambas, o exercício excêntrico ou de carga progressiva é a base do tratamento.
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Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.
Tendinopatia do Aquiles: insercional x do corpo
Antes de falar de tratamento, é preciso localizar a lesão. A tendinopatia do tendão de Aquiles, o termo atual para o que muita gente ainda chama de “tendinite de Aquiles”, se divide em dois quadros distintos, e essa diferença muda diretamente a resposta às ondas de choque.
O tendão de Aquiles é o mais espesso e forte do corpo, e liga os músculos da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo) ao osso do calcanhar (calcâneo). A dor pode se concentrar em dois pontos. Na tendinopatia do corpo, também chamada de midportion ou não insercional, o problema fica de 2 a 6 cm acima do calcanhar, na porção média do tendão; é a forma mais comum, típica de corredores e de quem aumentou a carga de atividade depressa. Na tendinopatia insercional, a dor está exatamente onde o tendão se prende ao calcâneo, muitas vezes associada a um esporão ou a uma calcificação dentro do próprio tendão.
Apesar do nome popular, raramente se trata de uma “inflamação” clássica. O que se observa no tendão crônico é uma tendinose: desorganização das fibras de colágeno, microlesões que não cicatrizaram bem, aumento de substância fundamental e o crescimento anormal de novos vasos e de terminações nervosas para dentro do tendão (a chamada neovascularização com neoinervação), que ajuda a explicar a dor. Entender isso é o que torna lógico o tratamento: o objetivo não é apenas “desinflamar”, e sim estimular o tendão a se reorganizar e tolerar carga de novo.
| Característica | Do corpo (midportion) | Insercional |
|---|---|---|
| Onde dói | 2 a 6 cm acima do calcanhar | Na inserção, junto ao osso do calcâneo |
| Perfil típico | Corredor, aumento rápido de carga | Pode ocorrer em menos ativos; ligada a esporão e calcificação |
| Exercício de base | Excêntrico clássico, com o calcanhar descendo abaixo do degrau | Carga progressiva sem descer o calcanhar (sem dorsiflexão máxima), para não comprimir a inserção |
| Resposta ao tratamento | Costuma responder bem, sobretudo combinada ao exercício | Resposta mais variável; a terapia por ondas de choque é uma opção relevante quando o exercício isolado falha |
A localização exata da dor (no corpo do tendão ou na inserção) define tanto o tipo de exercício quanto a expectativa de resposta às ondas de choque. Por isso o exame clínico vem antes de qualquer aplicação.
Quando indicar as ondas de choque
A terapia por ondas de choque para o tendão de Aquiles não é o primeiro recurso. Ela mais ajuda na dor crônica, e a tendinopatia crônica responde, na maioria dos casos, a um programa de exercício de carga bem conduzido ao longo de semanas a meses. A terapia por ondas de choque entra quando a dor persiste apesar de um tratamento conservador adequado, em geral após cerca de três meses de reabilitação ativa, ou quando o exercício sozinho estagna a evolução. Ela acelera e potencializa esse processo, mas não substitui a carga.
As melhores respostas aparecem quando a terapia por ondas de choque é somada ao exercício excêntrico, e não quando é usada como atalho isolado. Indicar ondas de choque a um tendão que nunca passou por um programa de carga adequado é pular uma etapa. Na prática, a decisão considera o tempo de sintoma, a resposta ao que já foi feito, o tipo de tendinopatia e o objetivo do paciente, sobretudo no atleta que precisa retomar treino.
“A onda de choque resolve a tendinite de Aquiles sozinha, sem precisar fazer exercício.”
A evidência mais forte é do tratamento combinada ao exercício de carga. O exercício excêntrico ou progressivo continua sendo a base; a onda de choque potencializa esse trabalho, não o dispensa.
Como a terapia por ondas de choque funciona e o plano completo de tratamento
A terapia por ondas de choque, ou terapia por ondas de choque, aplica ondas acústicas de alta energia sobre o tendão por meio de um aplicador apoiado na pele. Não é “choque elétrico”: são pulsos de pressão mecânica que penetram no tecido. O tratamento do tendão de Aquiles, porém, não se resume ao aparelho.
Ele é multimodal, individualizado e não-cirúrgico, com o exercício como base ativa e as demais técnicas somando-se a ela conforme o quadro e a resposta. A seguir, cada peça desse plano, começando pela própria terapia por ondas de choque.
O mecanismo: mecanotransdução, neovascularização e analgesia
A onda de choque atua por mais de uma via ao mesmo tempo, e nenhuma delas é “anti-inflamatória” no sentido clássico. A principal é a mecanotransdução: a energia mecânica do pulso é convertida pelas células do tendão (os tenócitos) em sinais bioquímicos que estimulam a síntese e a reorganização do colágeno, favorecendo o reparo de um tecido que estava em tendinose. Em paralelo, o tratamento estimula a neovascularização controlada e fatores de crescimento, melhorando o aporte de sangue a uma região que costuma ser mal vascularizada e em que a cicatrização travou.
O terceiro mecanismo é o efeito analgésico. A onda de choque atua sobre as terminações nervosas livres da região, reduzindo a densidade de fibras nociceptivas e interferindo na transmissão da dor (com hipóteses que incluem a depleção de mediadores como a substância P). É por isso que muitos pacientes notam alívio da dor antes mesmo de o tendão estar “remodelado”: o componente analgésico e o componente regenerativo seguem ritmos diferentes. Esse duplo efeito, analgésico e de estímulo ao reparo, é o que sustenta o uso da técnica na tendinopatia crônica.
Radial x focal: não são a mesma coisa
Existem dois tipos de ondas de choque, e a escolha depende do alvo. As ondas radiais (tecnicamente ondas de pressão balísticas) têm a energia máxima na superfície e se dispersam à medida que penetram; alcançam bem estruturas mais superficiais e uma área mais ampla, sendo muito usadas em tendinopatias de localização rasa e na dor miofascial associada da panturrilha. As ondas focais concentram a energia em um ponto profundo e definido, atingindo com mais precisão uma lesão pontual ou uma calcificação dentro do tendão.
Na prática clínica, a tendinopatia do Aquiles pode ser tratada com qualquer um dos dois conforme a profundidade e o tipo de lesão; calcificações na inserção, por exemplo, podem se beneficiar da precisão da onda focal. A definição cabe ao médico, de acordo com o exame e, quando útil, com a imagem.
Tendinopatia do Aquiles: ondas de choque na evidência
Quando se estuda a tendinopatia do Aquiles e ondas de choque, revisões e ensaios apontam benefício da terapia por ondas de choque, em especial na forma do corpo (midportion) e quando associada ao exercício de carga, com magnitude variável entre estudos. Na forma insercional a resposta é mais heterogênea, mas o tratamento permanece uma opção relevante quando o exercício isolado não basta. A técnica é recomendada em diretrizes de tendinopatia como adjuvante, não como substituta da reabilitação ativa.
Ver referências →Exercício excêntrico e carga progressiva: a base
Esta é a intervenção com a melhor relação entre evidência e segurança na tendinopatia de Aquiles, e o eixo de todo o resto. O exercício excêntrico (a fase em que o músculo trabalha enquanto se alonga, descendo o calcanhar de forma controlada a partir da ponta do pé) impõe ao tendão uma carga organizada que estimula a remodelação do colágeno e a tolerância progressiva à tração, o mesmo alvo biológico que a onda de choque potencializa. Programas estruturados de descida do calcanhar, feitos de forma diária e progressiva ao longo de semanas, são o tratamento de primeira linha.
Um ponto técnico importante: na tendinopatia insercional, o exercício costuma ser adaptado para não descer o calcanhar abaixo do plano do degrau, evitando a compressão dolorosa da inserção contra o osso. A carga é ajustada por um profissional ao seu caso, e mantida mesmo depois do alívio para reduzir recorrência.
Fisioterapia, terapia manual e fatores de carga
A reabilitação vai além do exercício isolado. A fisioterapia individualizada corrige fatores que sobrecarregam o tendão: rigidez da panturrilha, fraqueza dos músculos do quadril e do core, erros de progressão de treino e questões de calçado e de superfície. Trabalha-se mobilidade do tornozelo, controle motor e fortalecimento de toda a cadeia posterior, com terapia manual como adjuvante.
No atleta, esse ajuste de carga e de gesto esportivo é decisivo para o retorno seguro; o tema é detalhado na página sobre fisioterapia para atletas. Sem corrigir o que sobrecarregou o tendão, qualquer técnica passiva, inclusive a terapia por ondas de choque, tende a dar resultado parcial.
Agulhamento seco da panturrilha para o componente miofascial
A tendinopatia de Aquiles raramente vem sozinha: a panturrilha que sobrecarrega o tendão costuma trazer junto pontos-gatilho miofasciais no gastrocnêmio e no sóleo, bandas tensas que doem à compressão e que aumentam a tração de repouso sobre o tendão. Tratar o tendão sem tratar essa panturrilha encurtada deixa metade do problema de pé. No agulhamento seco, a agulha fina é dirigida à banda tensa do tríceps sural até disparar a contração local visível; isso reduz a atividade elétrica espontânea da placa motora e devolve comprimento ao músculo, aliviando parte da carga que chegava ao tendão. No Aquiles o efeito esperado é prático: o paciente costuma referir, nos dias seguintes, uma panturrilha menos “puxada” e mais folga ao descer o calcanhar no exercício, com um a dois dias de dor local na picada.
A acupuntura médica e a eletroacupuntura entram quando há dor mais difusa ou quando se quer reduzir analgésico, agindo por modulação segmentar e ativação das vias inibitórias descendentes. Esse trabalho miofascial não disputa espaço com as ondas de choque: enquanto o tratamento mira a tendinose no próprio tendão, o agulhamento solta a panturrilha que o sobrecarrega, e os ciclos são curtos e reavaliados pela folga ganha na dorsiflexão, não repetidos por hábito.
Ondas de choque e laser no tendão de Aquiles
O tendão de Aquiles é pouco vascularizado e cicatriza devagar, e é por isso que as duas frentes se somam bem aqui. A onda de choque entrega energia mecânica ao tendão e reativa a cascata de reparo, com neovascularização e reorganização do colágeno. O laser de alta intensidade age por fotobiomodulação: a luz é absorvida pelas mitocôndrias, aumenta o ATP disponível e reduz prostaglandinas, substância P e edema peritendíneo.
A vantagem prática é a tolerância. O exercício excêntrico e o trabalho de carga progressiva são o que realmente remodela o Aquiles, e ambos exigem um tendão que aguente ser usado entre as sessões. O laser, indolor e sem carga mecânica, ajuda a manter a dor num nível que permite treinar, inclusive nos dias seguintes à aplicação das ondas, quando a região costuma ficar sensível. Fazemos os dois na mesma sessão ou intercalados durante o ciclo, conforme a resposta.
Cada técnica tem sua própria base de evidência na tendinopatia do Aquiles, e ensaios das duas combinadas ainda são escassos. Mais sobre a tecnologia na página de laser de alta intensidade para dor.
Infiltrações no Aquiles: papel restrito
As infiltrações têm papel restrito aqui: a injeção de corticoide dentro do tendão de Aquiles é evitada, pelo risco de fragilizar o tendão e favorecer ruptura, e fica reservada, quando indicada, a alvos peritendíneos selecionados. A escolha de qualquer infiltração é feita pelo médico, ponderando risco e benefício para esse tendão específico.
Protocolo e o que esperar das sessões
Uma das dúvidas mais frequentes é quantas sessões de ondas de choque são necessárias. O protocolo habitual para o tendão de Aquiles é de 3 a 5 sessões, em geral com intervalo de uma semana entre elas. Cada sessão dura poucos minutos por região.
A energia aplicada é ajustada pelo médico de acordo com a tolerância e o objetivo (níveis mais altos costumam ser mais eficazes em algumas indicações, mas exigem dosagem cuidadosa). Durante a aplicação, é normal sentir um desconforto proporcional à energia usada, que costuma ser tolerável e diminui ao longo do tratamento.
A resposta é progressiva. Não se espera melhora imediata: no Aquiles o alívio costuma aparecer ao longo de semanas, inclusive depois de terminado o ciclo, à medida que o tendão se reorganiza. É comum um leve aumento da dor nas 24 a 48 horas após cada sessão, que cede.
Durante todo o tratamento, mantém-se o exercício de carga, que é o que de fato remodela o tendão, e evitam-se os anti-inflamatório perto das sessões. Ao fim do ciclo reavalia-se pela dor e pela função (descer o calcanhar, ficar na ponta do pé, correr): se o tendão respondeu mas estacionou, considera-se complementar a carga ou um novo ciclo; se não houve qualquer mudança, revê-se o diagnóstico antes de insistir na mesma técnica.
Diagnóstico e ajuste de carga
Definir se é do corpo ou insercional, corrigir progressão de treino, calçado e fatores que sobrecarregam o tendão.
Exercício de carga progressivo
Base do plano: excêntrico clássico no tendão do corpo, carga adaptada sem descer o calcanhar na forma insercional.
Ondas de choque e adjuvantes
Terapia por ondas de choque quando a dor persiste apesar do exercício; agulhamento seco, acupuntura e laser para o componente de dor associado.
Reavaliação por metas
Resposta medida por dor e função; casos refratários são reavaliados antes de se pensar em conduta cirúrgica.
A meta é reduzir a dor a um nível que não limite a atividade e devolver ao tendão a capacidade de tolerar carga, com retorno gradual ao esporte. A maioria dos quadros de tendinopatia de Aquiles é controlada sem cirurgia, que fica reservada a casos muito selecionados e persistentes apesar de tratamento conservador completo e prolongado.
Algumas observações de consultório que orientam como conduzo esses casos:
Onde dói muda o plano antes de qualquer aparelho. A primeira coisa que defino é se a dor está no corpo do tendão ou na inserção. A insercional costuma ser a que chega frustrada ao consultório, porque vinha fazendo o excêntrico clássico, descendo o calcanhar abaixo do degrau, e isso comprime justamente a parte doída contra o osso. Só tirar essa amplitude já costuma destravar o caso, às vezes antes de cogitar ondas de choque.
Indico a terapia por ondas de choque quando a carga estagnou, não no lugar dela. Reservo as ondas de choque para o tendão que já fez carga bem-feita por uns três meses e empacou, em especial nas insercionais teimosas. Quando ofereço como atalho para quem ainda não treinou direito o tendão, o resultado decepciona; quando entra sobre uma base de carga, soma de verdade.
Mantemos o exercício durante as sessões. Surpreende o paciente ouvir que não vai parar de carregar o tendão durante o tratamento. A onda de choque estimula o reparo, mas é a carga que reorganiza o colágeno; quem para de treinar achando que o aparelho “faz o serviço” costuma render menos.
Antes de aplicar, descarto ruptura, sempre. Diante de dor súbita com sensação de pedrada, falha palpável ou dificuldade de empurrar o chão, nada de energia sobre o tendão: isso é investigação de ruptura, não sessão de ondas de choque.
A forma do corpo e a insercional se comportam de modos diferentes, e a insercional responde menos ao excêntrico clássico, justamente porque o gesto de descer o calcanhar comprime a inserção. E a onda de choque é uma camada de segunda linha por cima da carga para os casos teimosos, não um substituto da carga. Ela estimula o tendão a cicatrizar e tem boa evidência sobretudo combinada ao exercício, mas o trabalho que de fato remodela o tendão continua sendo a carga progressiva, que se mantém durante e depois das sessões.
Contraindicações: quando não usar ondas de choque
O tratamento é, em geral, um procedimento seguro e de consultório, sem anestesia. Ainda assim, há situações em que ela não deve ser aplicada, ou só com cautela, e o rastreio dessas condições faz parte da avaliação antes da primeira sessão.
Evitar ou reavaliar a aplicação se houver
- Suspeita de ruptura parcial ou total do tendão de Aquiles, que muda completamente a conduta.
- Gravidez (aplicação evitada na região).
- Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, pelo risco de hematoma.
- Infecção ativa, ferida aberta ou tumor sobre a área a ser tratada.
- Aplicação sobre tecido pulmonar, grandes vasos, áreas de trombose ou sobre cartilagem de crescimento em crianças e adolescentes.
- Dor de causa não esclarecida, sem diagnóstico definido, antes de uma avaliação adequada.
A principal preocupação é descartar uma ruptura do tendão antes de aplicar energia sobre ele. Dor súbita e intensa na panturrilha, sensação de “pedrada” no calcanhar, dificuldade de ficar na ponta do pé ou de empurrar o chão ao caminhar são sinais que pedem avaliação imediata, porque sugerem ruptura e contraindicam o tratamento naquele momento.
Perguntas frequentes
As ondas de choque funcionam para a tendinite de Aquiles?
Sim. A terapia por ondas de choque (Aquiles) costuma funcionar para a tendinopatia crônica do tendão que não respondeu ao tratamento inicial, com melhor resultado quando combinada ao exercício de carga. A forma do corpo (midportion) tende a responder melhor que a insercional. A técnica não substitui a reabilitação ativa.
Quantas sessões de ondas de choque são necessárias?
O protocolo habitual é de 3 a 5 sessões, em geral uma por semana. A melhora costuma ser progressiva, ao longo de semanas, e pode continuar depois do fim do ciclo. O número exato e a energia aplicada são ajustados pelo médico conforme o tipo de tendinopatia e a resposta.
A terapia por ondas de choque no Aquiles dói?
Sente-se um desconforto durante a aplicação, proporcional à energia usada, em geral tolerável e sem necessidade de anestesia. Pode haver um leve aumento da dor nas 24 a 48 horas seguintes, que cede. A intensidade é ajustada à sua tolerância.
Qual a diferença entre onda de choque radial e focal?
A onda radial tem energia máxima na superfície e cobre uma área mais ampla, útil em lesões mais rasas e na musculatura associada. A onda focal concentra a energia em um ponto profundo e definido, com mais precisão para uma lesão pontual ou uma calcificação. A escolha depende da profundidade e do tipo de lesão, definida pelo médico.
Posso tomar anti-inflamatório durante o tratamento com ondas de choque?
Em geral, evitam-se anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) nos dias próximos às sessões, porque parte do efeito da terapia por ondas de choque depende de uma resposta biológica de reparo no tendão que esses fármacos podem atenuar. Qualquer medicação deve ser orientada pelo médico.
Preciso parar de correr durante o tratamento?
Nem sempre, mas a carga de treino costuma ser ajustada, não interrompida por completo, já que o tendão precisa de carga organizada para se recuperar. Um profissional define o quanto manter ou reduzir, dentro de uma progressão segura. O retorno pleno ao esporte é gradual e guiado pela resposta.
Quem realiza o tratamento por ondas de choque?
O tratamento por ondas de choque é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730). Usamos apenas aparelhos importados de alta energia, das marcas BTL e Storz; não utilizamos aparelhos de baixa energia.
Preciso de internação ou anestesia?
Não. É um tratamento ambulatorial e não invasivo, feito em sessões curtas em consultório; você retorna às atividades no mesmo dia, seguindo as orientações passadas para a região tratada.
Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.
Ver a biblioteca científica completaReferências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
- Majidi et al. The effect of extracorporeal shock-wave therapy on pain in patients with various tendinopathies: a systematic review and meta-analysis of randomized control trials. BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation. 2024. doi:10.1186/s13102-024-00884-8.
- Dedes et al. Effectiveness and Safety of Shockwave Therapy in Tendinopathies. Materia Socio-Medica. 2018. doi:10.5455/msm.2018.30.141-146.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação das ondas de choque no tendão de Aquiles, a escolha entre onda radial ou focal e o número de sessões dependem do exame, do tipo de tendinopatia (do corpo ou insercional) e do estágio da reabilitação, e devem ser individualizados em consulta, sempre após descartar ruptura. Qualquer medicação deve ser orientada pelo médico assistente.
