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Jornal do Povo: Fibromialgia

SAIBA MAIS SOBRE FIBROMIALGIA


O que é


É uma doença reumática crônica, sem causa definida, que provoca dores musculares e no tecido fibroso (ligamentos e tendões)

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Sintomas


Dor generalizada pelo corpo por, pelo menos, três meses
Sono inquieto, superficial e não restaurador
Cansaço, perda de energia e diminuição da resistência a exercícios físicos
Formigamento e dormência nos braços, nas pernas, no rosto e, sobretudo, nas mãos e nos pés
Disfunções intestinais
Depressão e ansiedade crônicas
Dificuldade de concentração e de realizar tarefas cotidianas
Cefaléia
Sensação de inchaço nas articulações
Rigidez muscular
Desconforto diante de mudanças bruscas de temperatura e sensibilidade a frio e calor intensos

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Tipos de tratamento


Uso de antidepressivos tricíclicos para aumentar a vida útil da serotonina. A dosagem é menor que a dada a pacientes com depressão e tem efeito analgésico e de relaxante muscular
Uso de analgésico leve para interromper o ciclo da dor. Indicado em casos de crises agudas, tem efeito temporário
Exercícios físicos de baixo impacto (sobretudo caminhadas ou natação) para aumentar a produção de endorfina e melhorar a oxigenação muscular
Alongamento para aliviar a sensação de dor provocada pela contração muscular excessiva, comum em pacientes com fibromialgia
Acupuntura para melhorar a qualidade do sono, estimular a produção de serotonina e endorfina e combater a depressão e a ansiedade
Redução das situações de estresse, procurando fazer pequenas pausas de descanso ao longo do dia para evitar a fadiga
Técnicas de relaxamento: ioga, meditação, massagem e hidroterapia (a água também ameniza a dor)

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Caminhada pode ajudar os doentes


Um estudo realizado por pesquisadores da Unifesp mostra que uma caminhada de apenas 40 minutos pode ajudar portadores de fibromialgia. O exercício, de acordo com o trabalho, mostrou ser mais eficaz do que o alongamento, prática mais indicada no tratamento convencional, cuja eficácia já foi relatada na literatura médica. As participantes da pesquisa, 80 mulheres com a doença, foram divididas em dois grupos: um fazia alongamento três vezes por semana e o outro caminhava, com a mesma freqüência.
Segundo Jamil Natour, que orientou o trabalho, de autoria de Valéria Valin, o grupo de mulheres da caminhada teve uma melhora maior que o grupo do alongamento, diferença medida por uma escala de dor. Além disso, outros problemas associados à doença diminuíram, como o cansaço, a depressão e a ansiedade. A próxima etapa do estudo será comparar os resultados das caminhadas com os de exercícios realizados na piscina. A idéia é verificar se a água causa alguma alteração nos resultados.

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Diagnóstico é difícil


Como os sintomas da fibromialgia são parecidos com os de outras doenças (osteoporose, tendinite, artrite reumatóide, hipotireoidismo, esclerose múltipla, entre outras), muitos médicos não conseguem diagnosticá-la. Além do subdiagnóstico, Natour teme que haja um superdiagnóstico da síndrome e que os médicos ignorem as outras possíveis doenças associadas, que precisam de tratamentos específicos.
Morton Scheinberg tem a mesma opinião. Segundo ele, é preciso pelo menos duas consultas para dar um diagnóstico correto de fibromialgia. “Nem tudo o que dói é fibromialgia”, afirma. De acordo com ele, antes do diagnóstico, o médico precisa se certificar, por meio de exames laboratoriais e de imagem, de que não existem alterações que possam sugerir outras doenças.

A causa da doença não é conhecida, mas existem tratamentos que podem garantir a qualidade de vida do paciente. Os especialistas indicam antidepressivos em baixas doses e analgésicos, além da prática de exercícios de alongamento e caminhadas, acompanhados por fisioterapeutas. De acordo com o acupunturista Hong Jin Pai, do Centro da Dor do Hospital das Clínicas, os fibromiálgicos têm menos neurotransmissores do que as outras pessoas.

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Fatores de risco


Falta de condicionamento físico
Mudanças hormonais
Estresse e traumas emocionais
Doenças infecciosas
Hereditariedade