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Coluna · Medicação

Remédio para hérnia de disco: o que serve e o que não trata

Não existe remédio único para a hérnia de disco: os medicamentos aliviam a dor e a inflamação, mas nenhum reabsorve a hérnia.

Resposta direta
  • A medicação na hérnia de disco é sintomática: alivia a dor e a inflamação durante a fase aguda, mas não corrige, encolhe nem reabsorve o disco. Quem reabsorve a hérnia, na maioria dos casos, é o próprio corpo, ao longo de semanas a meses.
  • As classes usadas têm alvos diferentes: anti-inflamatórios e analgésicos simples para a dor mecânica e inflamatória, neuromoduladores para a dor que desce em queimação ou choque pela perna, relaxantes por tempo curto no espasmo e, em casos selecionados, um ciclo curto de corticoide oral.
  • Cada classe tem riscos e contraindicações. Dose, escolha e duração são definidas pelo médico, após o diagnóstico.
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Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Para que serve o remédio na hérnia de disco

A busca por um remédio para hérnia de disco quase sempre nasce de uma dor intensa e da pergunta: existe um comprimido que resolva isso? A medicação tem um papel real, porém limitado e bem definido.

A dor da hérnia tem dois ingredientes. Há um componente inflamatório e mecânico, da própria coluna sobrecarregada, e há, em parte dos casos, um componente neuropático, quando o material do disco comprime e inflama uma raiz nervosa e a dor passa a descer pelo trajeto do nervo, em queimação, choque ou formigamento. Esse padrão que desce para a nádega e a perna é o que se conhece como dor ciática. Remédios diferentes atuam sobre ingredientes diferentes da dor, e é por isso que não existe um único medicamento que sirva para tudo.

O objetivo do tratamento medicamentoso é claro: controlar a dor na fase mais aguda, permitir que a pessoa volte a se mover e viabilizar a reabilitação ativa. Ele compra tempo enquanto a história natural favorável da hérnia segue seu curso. A medicação não é o tratamento da hérnia; é uma camada de alívio dentro de um plano que mira a causa, assunto aprofundado em remédios para dor na coluna.

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Ingredientes da dor: inflamatório/mecânico e neuropático (radicular)
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Remédios que reabsorvem ou encolhem a hérnia: nenhum faz isso
curto
A maioria das classes é de uso por período curto, na fase aguda
médico
Escolha, dose e duração definidas após o diagnóstico
Estacionamento no subsolo do prédio com plataforma giratória para veículos
Nossa estrutura Estacionamento próprio no subsolo, com plataforma giratória para manobra de veículos.

As classes usadas, uma a uma

Ilustração em quatro estágios do disco intervertebral: degeneração, protusa, extrusa e sequestrada, ao lado de uma vértebra com hernia em destaque
O estágio da hernia, da protrusão ao fragmento sequestrado, ajuda a definir qual classe de remédio faz sentido

Conhecer as classes ajuda a entender por que o médico escolhe uma e não outra, e por que a indicação depende do tipo de dor. A combinação e a sequência variam conforme o quadro e cabem ao médico.

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

São, com frequência, a primeira linha na fase aguda da hérnia. Os anti-inflamatórios (como ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, cetoprofeno, entre outros) reduzem a inflamação ao inibir as enzimas ciclo-oxigenase (COX) e a produção de prostaglandinas. Aliviam tanto a dor mecânica quanto o componente inflamatório ao redor da raiz nervosa. São usados pelo menor tempo e na menor dose eficaz, porque o uso prolongado eleva o risco gástrico (gastrite, úlcera, sangramento), renal e cardiovascular.

Analgésicos simples

O paracetamol e a dipirona atuam mais na transmissão e na percepção da dor do que na inflamação. Têm um perfil de segurança gastrointestinal mais favorável que o dos anti-inflamatórios e por isso são úteis para quem não pode usar anti-inflamatório, ou em associação para reduzir a dose deste. O paracetamol exige atenção à dose máxima diária e cautela na doença hepática; a dipirona, embora muito usada no Brasil, pede atenção a reações alérgicas e a alterações raras do sangue.

Neuromoduladores para a dor que desce na perna

Quando há dor radicular clara, em queimação, choque ou formigamento descendo pelo membro, entram os neuromoduladores. Os gabapentinoides (gabapentina e pregabalina) ligam-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio e reduzem a hiperexcitabilidade do nervo irritado. Antidepressivos com ação analgésica, como a amitriptilina, a nortriptilina e a duloxetina, modulam as vias descendentes de controle da dor e ajudam também no sono e no humor.

Esses medicamentos exigem introdução gradual, podem causar sonolência e tontura, e têm dose ajustada ao longo de semanas. Não agem na dor mecânica comum: o seu alvo é o nervo.

Relaxantes musculares, por tempo curto

O espasmo da musculatura paravertebral acompanha muitas crises de hérnia e contribui para a dor e a rigidez. Relaxantes musculares (como a ciclobenzaprina, a carisoprodol e a tizanidina, entre outros) podem ajudar nesse componente, sempre por período curto. O efeito colateral mais marcante é a sonolência, com cautela ao dirigir, no idoso e na associação com outros sedativos. Têm papel adjuvante, e não de base.

Corticoide oral, em ciclo curto e selecionado

Em casos selecionados de dor radicular intensa, o médico pode considerar um ciclo curto de corticoide oral (como a prednisona), pela sua ação anti-inflamatória sobre a raiz nervosa. É uma medida pontual, de poucos dias, e não um tratamento contínuo. O corticoide tem efeitos próprios (elevação da glicemia e da pressão, retenção de líquido, alterações do humor e do sono) e contraindicações que precisam ser pesadas caso a caso. Não é uma conduta de rotina nem de automedicação.

As classes usadas na hérnia de disco, por tipo de dor
ClasseOnde costuma ajudarPontos de atenção
Anti-inflamatórios (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco)Dor inflamatória e mecânica da fase agudaRisco gástrico, renal e cardiovascular; uso por tempo curto
Analgésicos simples (paracetamol, dipirona)Dor leve a moderada; alternativa ou complemento ao anti-inflamatórioDose máxima do paracetamol; cautela hepática e alérgica
Gabapentinoides (gabapentina, pregabalina)Dor radicular: queimação, choque, formigamento na pernaSonolência, tontura, edema; ajuste na doença renal e no idoso
Antidepressivos analgésicos (amitriptilina, duloxetina)Dor neuropática crônica; também sono e humorIntrodução gradual; efeitos anticolinérgicos; reavaliação
Relaxantes musculares (ciclobenzaprina, tizanidina)Espasmo muscular agudo, por tempo curtoSonolência; cautela ao dirigir e no idoso; papel adjuvante
Corticoide oral curto (prednisona)Dor radicular intensa, em ciclo de poucos dias selecionadoGlicemia, pressão, humor, sono; não é uso de rotina
Dor mecânica e inflamatória

Anti-inflamatório, analgésico, relaxante

A dor que piora ao movimento e melhora ao repousar a coluna responde melhor a anti-inflamatórios e analgésicos, com relaxante no espasmo agudo, por tempo curto.

Dor neuropática (radicular)

Neuromoduladores

A dor em queimação, choque ou formigamento que desce para a perna, como na ciática, é o terreno dos gabapentinoides e dos antidepressivos analgésicos, não do anti-inflamatório simples.

Por que o remédio é sintomático e não reabsorve a hérnia

Este é o ponto que mais gera confusão. Nenhum dos medicamentos acima atua sobre o disco. Eles não recolocam o disco no lugar, não diminuem o tamanho da hérnia e não desfazem a protrusão ou a extrusão. O que fazem é reduzir a dor e a inflamação que a hérnia provoca, abrindo uma janela para o corpo se recuperar e para a reabilitação avançar.

A boa notícia está na história natural da hérnia. Na maior parte dos casos, a dor melhora com tratamento conservador ao longo de semanas, e o próprio organismo costuma reabsorver parte do material herniado por mecanismos de inflamação e reparo, com as extrusões maiores tendendo a reabsorver mais. Ou seja, quem trata a hérnia é o tempo somado a um plano ativo. O remédio ajuda a atravessar a fase mais dolorosa em melhores condições, e a entender isso muda a expectativa de quem busca uma cura no comprimido.

Mito

“Existe um remédio forte que cura a hérnia de disco e dispensa o resto do tratamento.”

Fato

Nenhum medicamento reabsorve a hérnia nem corrige a causa. A medicação alivia o sintoma na fase aguda; quem resolve, na maioria dos casos, é o corpo somado à reabilitação ativa, ao longo de semanas a meses.

Há ainda uma armadilha prática. Confiar só no remédio e adiar o diagnóstico e a reabilitação tende a prolongar o problema e a expor a pessoa, sem necessidade, aos riscos do uso contínuo de anti-inflamatórios e de outras classes.

A janela de reabsorção e o papel do remédio

A pergunta de quase toda lista de remédios é qual comprimido escolher, como se em algum lugar existisse o medicamento certo que dissolve, recoloca ou reabsorve o disco. Esse medicamento não existe, e essa é a informação que muda tudo. A hérnia diminui sozinha ao longo de meses, por um processo de inflamação e reparo do próprio corpo, e isso acontece independentemente do que você toma; as extrusões maiores, as que mais assustam no exame, costumam ser as que mais reabsorvem. Logo, o remédio não está ali para tratar a hérnia, e sim para controlar a dor e manter você se movendo durante essa janela de reabsorção. É por isso que o tratamento que dura não é encontrar a pílula certa, e sim a soma de tempo com cuidado ativo: ao escolher um medicamento, a pergunta útil deixa de ser qual é o mais forte e passa a ser qual controla o seu tipo de dor com o menor risco, pelo menor tempo, até o corpo concluir o serviço.

Segurança e interações

Todo medicamento útil tem o outro lado: contraindicações, efeitos adversos e interações. É por isso que a escolha e a dose precisam de avaliação individual, e não de uma indicação de balcão ou de uma sobra de receita de outra pessoa. Os anti-inflamatórios concentram boa parte dos riscos e merecem atenção especial.

Cautela médica · avalie antes de usar

Converse com o médico antes de qualquer remédio se houver

  • Úlcera, gastrite, refluxo ou sangramento digestivo prévio: os anti-inflamatórios elevam o risco gástrico.
  • Doença renal ou cardiovascular, hipertensão ou insuficiência cardíaca: os anti-inflamatórios podem piorar a função renal, reter líquido e elevar a pressão.
  • Doença hepática: cautela com o paracetamol e com a dose máxima diária.
  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes: associação a anti-inflamatórios aumenta o risco de sangramento.
  • Asma ou alergia a anti-inflamatórios; gestação, sobretudo no terceiro trimestre, e amamentação.
  • Idade avançada, diabetes ou uso de outros sedativos, que pesam na escolha de relaxantes, neuromoduladores e corticoide.

As interações são um motivo central para não combinar medicamentos por conta própria. Anti-inflamatórios somados a anticoagulantes aumentam o risco de hemorragia; associados a anti-hipertensivos e a diuréticos, reduzem o efeito sobre a pressão e sobrecarregam o rim. Relaxantes e neuromoduladores potencializam o efeito sedativo do álcool, dos opioides e dos benzodiazepínicos, com risco de sonolência intensa e, em casos extremos, de depressão respiratória. Por isso a lista completa do que a pessoa já usa, incluindo medicamentos de venda livre, faz parte da avaliação.

Ponto importante

Tomar anti-inflamatório por conta própria, em dose alta e por semanas, é uma das causas evitáveis de sangramento digestivo e de piora da função renal. Mais remédio não significa mais alívio da hérnia; significa mais risco. A potência de um medicamento precisa casar com o diagnóstico e ser definida pelo médico.

O remédio é uma camada: o primeiro passo é o diagnóstico

Duas ressonâncias magneticas sagitais da coluna lombar com setas vermelhas apontando o disco herniado que invade o canal vertebral
A ressonância confirma o nível e a gravidade da hernia antes de escolher o tratamento medicamentoso

Se a sua busca é remédio para hérnia de disco, o ponto de partida não é escolher um comprimido, e sim entender a sua dor. É o diagnóstico que define se há um componente neuropático que justifique um neuromodulador, se a dor é predominantemente inflamatória e mecânica, e se existe algum sinal que mude a conduta. A partir daí, o medicamento entra com alvo, dose e prazo, dentro de um plano que mira a causa.

  1. Definir a origem e o tipo da dor

    História e exame, com avaliação dos reflexos, da força por miótomo e da sensibilidade por dermátomo, além de manobras como a elevação da perna estendida, para distinguir dor mecânica de dor radicular. Veja o que é a hérnia de disco e a dor ciática.

  2. Tratar a causa, não só o sintoma

    A base é ativa, com exercício orientado e fisioterapia individualizada, um paciente por sala. Somam-se, conforme o caso, a acupuntura e a eletroacupuntura e a mobilização neural para o componente neuropático, e procedimentos como o bloqueio radicular ou peridural e a estimulação percutânea (PENS) em quadros selecionados.

  3. Usar a medicação como apoio, com metas e prazo

    O anti-inflamatório por tempo curto, o analgésico, o relaxante no espasmo e o neuromodulador na dor radicular entram para viabilizar a reabilitação, sempre sob orientação, e são reavaliados em vez de renovados por tempo indefinido.

Essa é a lógica do tratamento multimodal e não-cirúrgico: o remédio certo, na dose certa, pelo tempo certo, dentro de um plano que devolve movimento e função. A cirurgia fica reservada a situações específicas, como déficit neurológico progressivo, dor radicular incapacitante que não responde a um tratamento bem conduzido ao longo de semanas, ou a emergência da síndrome da cauda equina. Para a maioria, o caminho conservador resolve.

Nenhum comprimido reabsorve a hérnia. O remédio atravessa a fase de dor; quem trata o problema é o diagnóstico correto somado a um plano que devolve movimento e função.

Princípio do tratamento multimodal da dor

Antes de qualquer remédio, há sinais que não devem ser mascarados. Procure avaliação sem demora diante de perda de força progressiva na perna, dificuldade para controlar a urina ou as fezes, dormência na região entre as pernas (a sela), febre, perda de peso inexplicada, história de câncer ou dor que piora à noite e não alivia em nenhuma posição. Esses sinais pedem investigação imediata, não um analgésico que esconda o problema.

Para levar à consulta

Anote três coisas antes de ir ao médico: onde a dor começa e se ela desce para a perna, se tem caráter de queimação, choque ou formigamento, e o que a melhora e o que a piora. Leve a lista de todos os medicamentos que usa, incluindo os de venda livre, e relate problemas de estômago, rim, fígado, pressão, uso de anticoagulante, gravidez ou alergias. Essas informações orientam a escolha segura da medicação.

Assista: HERNIA DE DISCO – Que doença é essa? Preciso me preocupar?

O lugar do remédio no tratamento da hérnia de disco

Vale fechar com o ponto que muda a expectativa de quem chegou aqui procurando um comprimido: dentro do tratamento da hérnia de disco, o remédio é adjuvante, e não a base. Nenhuma classe reabsorve o disco. O que cada medicamento faz é controlar o sintoma durante a janela em que o próprio corpo vai reabsorvendo parte do material herniado, ao longo de semanas a meses, para que você consiga se mover e reabilitar nesse período.

O posicionamento de cada classe segue o tipo de dor, e não a potência. Na fase aguda, o anti-inflamatório por tempo curto, o analgésico simples e, no espasmo, o relaxante muscular por poucos dias dão conta da dor mecânica e inflamatória. Quando há dor radicular descendo pela perna, consideram-se os neuromoduladores, gabapentinoides ou antidepressivos analgésicos, cujo benefício na dor da hérnia é, na melhor das hipóteses, modesto e cobra o seu preço em sonolência e tontura. Para a ciática em particular, um ensaio de boa qualidade não encontrou benefício da pregabalina sobre o placebo.

O corticoide oral em ciclo curto tem efeito fraco, e os opioides não são primeira linha. O detalhe dessas classes está na página sobre remédios para dor na coluna.

O tratamento que de fato resolve é multimodal, individualizado e dirigido à causa, com o exercício orientado como base e a reabilitação ativa como eixo, ajustados à origem da dor e à presença ou não de componente radicular. O plano completo, com a progressão da reabilitação, está detalhado na página sobre fisioterapia para hérnia de disco; o que cada exame e cada sinal mudam na conduta está na página da hérnia de disco. A medicação entra para reduzir a dor a um nível que permita esse trabalho, com metas e prazo, reavaliada em vez de renovada por inércia.

A resposta a cada remédio depende das comorbidades e das interações de cada pessoa. A meta é dar tempo ao corpo, recuperar movimento e função, e espaçar ou dispensar a medicação à medida que a reabilitação avança.

Reconhecimento

Centro de Dor

Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

Centro de Tratamento por Ondas de Choque

Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)

Clínica listada

Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)

Perguntas frequentes

Qual o melhor remédio para hérnia de disco?

Não há um único melhor remédio, porque a dor da hérnia tem componentes diferentes. Anti-inflamatórios e analgésicos ajudam na dor inflamatória e mecânica; neuromoduladores como a gabapentina e a pregabalina atuam na dor que desce em queimação ou choque para a perna. A escolha depende do diagnóstico e é feita pelo médico.

Existe um remédio que reabsorve ou cura a hérnia de disco?

Não. Nenhum medicamento encolhe, recoloca ou reabsorve o disco. A reabsorção de parte da hérnia costuma ocorrer pelo próprio organismo, ao longo de semanas a meses. O remédio alivia o sintoma e ajuda a atravessar a fase mais dolorosa enquanto a reabilitação avança.

Anti-inflamatório resolve a hérnia de disco?

O anti-inflamatório reduz a dor e a inflamação na fase aguda, o que é útil, mas não trata a causa nem corrige a hérnia. Por isso é usado pelo menor tempo e na menor dose eficaz, dada a possibilidade de efeitos gástricos, renais e cardiovasculares, e sempre dentro de um plano mais amplo.

Por quanto tempo posso tomar remédio para a dor da hérnia?

A maioria das classes, em especial os anti-inflamatórios e os relaxantes, é pensada para uso curto, na fase aguda. Os neuromoduladores, quando indicados na dor radicular, têm uso mais prolongado, porém com metas e reavaliação. O tempo correto é definido pelo médico, não pela persistência da dor isolada.

Posso tomar relaxante muscular junto com anti-inflamatório?

Essa associação às vezes é feita por períodos curtos, mas precisa de orientação médica. O relaxante causa sonolência, exige cautela ao dirigir e no idoso, e soma o efeito sedativo do álcool e de outros calmantes.

Quando a hérnia de disco precisa de cirurgia em vez de remédio?

A cirurgia é reservada a situações específicas: déficit neurológico progressivo, dor radicular incapacitante que não responde a um tratamento conservador bem conduzido por semanas, ou a emergência da síndrome da cauda equina, com perda do controle da urina ou das fezes e dormência em sela. A maioria dos casos melhora sem operar. Veja a página da hérnia.

Pode tomar remédio para hérnia por conta própria?

Cada classe tem contraindicações e interações relevantes, e o uso errado pode causar sangramento digestivo, piora do rim e sonolência perigosa. O primeiro passo é o diagnóstico, que define qual remédio, em que dose e por quanto tempo. Veja também remédios para dor na coluna.

Como escolher entre anti-inflamatório, relaxante e neuromodulador?

A escolha segue o tipo de dor, não a potência. A dor inflamatória e mecânica responde a anti-inflamatórios e analgésicos; o espasmo agudo pode pedir um relaxante por tempo curto; já a dor que desce em queimação, choque ou formigamento pela perna é o terreno dos neuromoduladores, como os gabapentinoides e os antidepressivos analgésicos. Por isso a combinação certa depende do diagnóstico e é definida pelo médico, e não de tentar o remédio mais forte.

Quando se indica injeção ou bloqueio em vez do remédio oral?

Procedimentos como o bloqueio radicular ou peridural costumam ser considerados quando a dor radicular é intensa e não cede de forma satisfatória à medicação oral e à reabilitação, ou quando o uso prolongado de medicamento por via oral não é desejável. Eles levam a ação anti-inflamatória mais próxima da raiz nervosa, dentro de um plano que segue ativo, e não substituem o diagnóstico nem a reabilitação. A indicação, a técnica e o momento são definidos pelo médico, caso a caso.

Dra. Celia Yunes Portiolli
Sobre a autora
Dra. Celia Yunes Portiolli
CRM-SP 27.971RQE 5.148 / 19.469

Médica Especialista em Acupuntura, Dor e Pediatria. Atua com tratamentos em acupuntura, laserterapia e ventosaterapia para pacientes adultos e pediátricos.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Dr. Marcus Yu Bin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências4 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Qaseem A, et al. Noninvasive Treatments for Acute, Subacute, and Chronic Low Back Pain: A Clinical Practice Guideline From the American College of Physicians. Annals of Internal Medicine. 2017;166(7):514-530. acessar
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  3. Pinto RZ, et al. Drugs for relief of pain in patients with sciatica: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2012;344:e497. acessar
  4. Mathieson S, et al. Trial of Pregabalin for Acute and Chronic Sciatica. New England Journal of Medicine. 2017;376(12):1111-1120. acessar
Atualizado em 31 mai 2026 Leitura 6 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Nenhuma classe citada aqui reabsorve a hérnia; o texto explica para que cada remédio serve no controle dos sintomas, não funciona como receita e não autoriza a automedicação. Quais medicamentos usar, em que dose e por quanto tempo na sua hérnia é uma decisão individualizada, que depende do tipo de dor, das suas comorbidades e das interações, e cabe ao médico assistente, a quem também compete iniciar, ajustar, trocar ou suspender qualquer um deles.

Equipe médica · Jardim Paulista · 40+ anos

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