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Coluna · Doença degenerativa

Artrose na coluna: o que é, por que nem todo desgaste dói e como tratar

Artrose na coluna é o desgaste das articulações e dos discos vertebrais. Nem todo desgaste no exame causa dor: muita gente com sinais na imagem não sente nada.

Resposta direta
  • Artrose na coluna (espondiloartrose) é o desgaste progressivo das articulações facetárias e dos discos da coluna; é um processo ligado à idade, e não uma doença rara.
  • Nem todo desgaste dói: muitas pessoas têm artrose lombar ou na coluna torácica na imagem sem qualquer sintoma. O que se trata é a pessoa com dor, não o laudo.
  • Não existe cura no sentido de reverter o desgaste, mas a dor costuma ser bem controlada com tratamento conservador multimodal, com base em exercício.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é artrose na coluna

Render 3D do tronco humano em tons de azul, com a coluna torácica e lombar destacada em vermelho ao longo das vértebras
A artrose vertebral atinge as articulações ao longo de toda a coluna, gerando dor que acompanha o eixo afetado

Artrose na coluna é o desgaste das articulações e dos discos que unem as vértebras, um processo degenerativo que a literatura também chama de espondiloartrose, osteoartrose da coluna ou, de forma mais ampla, doença degenerativa da coluna. Não é uma inflamação destrutiva como a artrite reumatoide: é o resultado, ao longo de décadas, da carga mecânica sobre estruturas que envelhecem.

A coluna é uma sucessão de segmentos móveis. Em cada nível há, à frente, o disco intervertebral entre dois corpos vertebrais e, atrás, um par de articulações facetárias (zigapofisárias), que são pequenas articulações sinoviais, com cartilagem e cápsula, exatamente como o joelho ou o quadril. Quando a cartilagem dessas facetas se desgasta, o organismo responde com osteófitos (os chamados “bicos de papagaio”), espessamento da cápsula e do ligamento amarelo e, às vezes, cistos.

Em paralelo, o disco perde água, reduz de altura e transfere mais carga para as facetas, num ciclo em que disco e articulação se desgastam juntos. Por isso a artrose facetária quase nunca caminha sozinha: ela costuma acompanhar a discopatia degenerativa.

Os termos confundem, e vale ordená-los. Espondilose é o nome genérico do envelhecimento da coluna (disco + osso + ligamentos). Espondiloartrose ou osteoartrose facetária destaca o componente das articulações facetárias. Osteoartrose lombar e artrose lombar são o mesmo quadro localizado na região lombar, de longe a mais sintomática por suportar mais carga; artrose na coluna torácica é menos comum como fonte de dor, pela menor mobilidade do segmento. Já a artrite reumatoide na coluna lombar é outra doença, autoimune e inflamatória, que poupa a lombar na maioria dos casos e tem tratamento próprio: não confundir com a artrose, que é degenerativa.

Espondiloartrose
Artrose das articulações facetárias da coluna; sinônimo de osteoartrose facetária.
Osteófito
Crescimento ósseo na borda da articulação desgastada, o “bico de papagaio”; é resposta à sobrecarga, não um tumor.
Estenose
Estreitamento do canal ou dos forames por onde passam os nervos, consequência possível da artrose avançada.
Doença degenerativa
Termo guarda-chuva para o conjunto disco + faceta + ligamentos que envelhecem.
Disco +faceta
Desgastam-se em conjunto
L4/L5
Nível lombar mais acometido
>80%
Dos idosos com sinais na imagem
Multi
Plano de tratamento indicado
Dr. Marcus Yu Bin Pai ministrando aula médica sobre dor
Ensino e formação Aula médica sobre dor

Por que nem todo desgaste dói: a correlação clínico-radiológica

Diagrama comparando duas colunas: a saudável com vértebra e disco intervertebral preservados, e a com artrose mostrando esporão ósseo e disco reduzido
O desgaste reduz a altura do disco e forma esporões ósseos, o que estreita o espaço entre as vértebras

Esta é a parte que mais gera angústia em quem recebe um laudo. A pergunta certa não é “tenho artrose?”, e sim “essa artrose é a fonte da minha dor?”. As duas coisas se confundem porque o desgaste é quase universal com a idade, mas a dor não acompanha o desgaste de forma linear.

Estudos de imagem em pessoas sem dor mostram isso de maneira eloquente. A degeneração discal já aparece em cerca de um terço das pessoas na faixa dos 20 anos e passa de 90% após os 50 a 60 anos, mesmo em quem nunca teve lombalgia. Osteófitos, redução do espaço discal e artrose facetária seguem a mesma curva: são achados esperados do envelhecimento, não doenças por si. Encontrar “artrose lombar” ou “espondiloartrose” num exame de alguém com dor, portanto, não prova que aquela seja a causa, da mesma forma que cabelo branco não explica uma dor de cabeça.

Mito

“O laudo mostra artrose avançada, então minha coluna está se desfazendo e vai só piorar.”

Fato

O grau de artrose na imagem se correlaciona mal com a intensidade da dor. Muita gente com desgaste importante não sente nada, e a dor costuma responder ao tratamento mesmo sem mudar o que aparece no exame.

Por que então uma pessoa dói e outra, com a mesma imagem, não? A dor depende de vários fatores além da estrutura: a presença de inflamação ativa na articulação (sinovite facetária), a sensibilização do sistema nervoso, o condicionamento da musculatura que estabiliza o segmento, o sono, o estresse e o medo do movimento. Por isso a conduta moderna parte da correlação clínico-radiológica: o achado de imagem só vira diagnóstico quando bate com o que a história e o exame mostram. Tratar o laudo, e não a pessoa, leva a exames repetidos, preocupação desnecessária e, às vezes, procedimentos que não mudam o curso.

Pérola clínica

Na prática, dois pacientes com a mesma “artrose na coluna lombar” no laudo podem ter desfechos opostos: um melhora em semanas com exercício e ajuste de carga; o outro, com sinovite facetária ativa e medo do movimento, precisa de um plano mais longo. A imagem é a mesma; o que muda é a clínica. É a clínica que comanda.

A artrose na coluna é, na prática, um achado quase universal a partir de certa idade, e não uma doença que algumas pessoas “têm” e outras não. Após os 60 anos, a grande maioria das colunas mostra algum grau de espondiloartrose na imagem, e boa parte dessas pessoas nunca terá dor por causa disso. Por isso a frase “tenho artrose na coluna” diz tão pouco sozinha: o que separa quem sofre de quem não sofre não é a presença do desgaste no exame, mas se aquele desgaste está gerando dor agora, num corpo específico, com aquela musculatura, aquele nível de sensibilização e aquele histórico. É a diferença entre ter cabelo branco e ter uma doença.

Da prática clínica

Algumas observações que se repetem no consultório. A primeira é o tamanho do descompasso entre o laudo e a pessoa: é comum atender alguém aterrorizado por palavras como “artrose avançada” e “bicos de papagaio” cuja dor, ao exame, vem sobretudo da musculatura paravertebral, não da articulação que o assustou; nomear isso já costuma reduzir o sofrimento.

A segunda é o quanto o padrão de extensão ajuda na cabeceira: quem piora ao estender as costas, ao levantar de uma cadeira baixa ou ao ficar muito tempo em pé e melhora ao sentar ou inclinar-se para a frente, com frequência tem um componente facetário, e esse mesmo padrão orienta tanto o exame quanto a escolha dos exercícios.

A terceira é quem de fato responde a quê: a pessoa mais velha, com várias comorbidades e dor difusa, costuma ganhar mais com a redução de remédios e o ganho de movimento do que com qualquer procedimento; já o paciente com dor facetária bem localizada, que falhou na reabilitação, é o que mais se beneficia de um bloqueio diagnóstico e, eventualmente, da radiofrequência. O que mais surpreende quem chega é descobrir que o objetivo realista não é limpar a artrose do exame, e sim voltar a se mover sem dor com a mesma imagem.

O padrão de dor da artrose na coluna

Render 3D das costas e pescoço de um homem em azul, com as vértebras cervicais iluminadas em vermelho intenso
Quando a artrose predomina na região cervical, a dor e a rigidez se concentram no pescoço e podem irradiar para os ombros

Quando a artrose facetária é de fato a fonte da dor, ela tem um padrão razoavelmente reconhecível, que ajuda a diferenciá-la de outras causas. É uma dor de característica mecânica: piora com o uso e a posição, melhora com o repouso relativo.

  • Pior à extensão. Estender a coluna para trás e girar o tronco fecha as facetas e costuma acentuar a dor; inclinar-se para a frente tende a aliviar.
  • Rigidez matinal curta. Sensação de coluna “travada” ao acordar ou após ficar parado, que melhora ao se movimentar, em geral em menos de 30 minutos.
  • Dor axial e referida. Concentra-se na linha da coluna e nas costas, podendo irradiar para a nádega ou a coxa, mas em geral não passa do joelho, diferente da dor de raiz nervosa.
  • Piora ao fim do dia. O acúmulo de carga ao longo do dia e ficar muito tempo em pé tendem a intensificar o quadro.

Na lombar, a artrose costuma se manifestar como lombalgia mecânica que piora ao levantar de uma cadeira, ao caminhar muito tempo em pé ou ao estender as costas, com a chamada dor referida facetária irradiando para a nádega e a face posterior da coxa. Esse padrão é tema do guia de lombalgia e da página dedicada à dor facetária. Quando a artrose avança e estreita o canal (estenose), pode surgir a claudicação neurogênica: dor e peso nas pernas ao caminhar ou ficar em pé, que aliviam ao sentar ou inclinar o tronco para a frente, como ao se apoiar num carrinho de supermercado.

Na coluna torácica, a artrose é menos comum como fonte de dor, porque o segmento é mais rígido e protegido pelas costelas; quando dói, costuma ser uma dor mais localizada entre as escápulas, abordada em alterações degenerativas da coluna dorsal e na espondilose dorsal. Um sinal importante: se a dor deixa de ser mecânica e passa a doer em repouso, à noite, com febre, perda de peso ou déficit neurológico, ela não tem mais a cara da artrose e precisa de investigação.

Sinais de alerta · não espere

Procure avaliação sem demora se houver

  • Fraqueza progressiva, dormência em sela ou alteração para urinar e evacuar.
  • Dor que piora em repouso e à noite, sem alívio com nenhuma posição.
  • Febre, perda de peso não explicada ou história de câncer.
  • Dor após trauma significativo, sobretudo em quem tem osteoporose.
  • Dor que desce abaixo do joelho com perda de força, sugerindo raiz nervosa comprimida.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de artrose sintomática da coluna é principalmente clínico: a história e o exame definem se a dor tem padrão facetário e mecânico, e a imagem entra para confirmar e, sobretudo, para excluir outras causas. A sequência importa, porque pedir imagem cedo demais quase sempre revela desgaste e desvia a atenção do que de fato gera a dor.

  1. História dirigida

    Caracteriza-se o padrão mecânico, o que piora (extensão, ficar em pe) e o que alivia (sentar, fletir), o tempo de evolução e a presença de bandeiras vermelhas.

  2. Exame da coluna

    Avalia-se a mobilidade, a dor à extensão e à rotação, a palpação das facetas e da musculatura paravertebral, em busca de pontos-gatilho associados.

  3. Exame neurológico

    Força, reflexos e sensibilidade nas pernas para descartar componente de raiz nervosa ou estenose com repercussão.

  4. Imagem quando indicada

    Radiografia mostra redução do espaço discal, osteófitos e artrose facetária; ressonância detalha disco, facetas, canal e raízes quando há suspeita de estenose ou compressão.

A radiografia é suficiente para documentar artrose lombar e osteoartrose facetária na maioria dos casos, e ainda mostra o alinhamento em pé. A ressonância fica reservada para quando há suspeita de estenose, radiculopatia ou bandeiras vermelhas, ou quando a dor não responde ao tratamento. Vale lembrar, de novo, que a ressonância vai encontrar desgaste em quase todo mundo após certa idade: o laudo precisa ser lido junto da clínica, nunca isolado. Em casos selecionados, quando se cogita um procedimento sobre a faceta, o bloqueio diagnóstico guiado por imagem ajuda a confirmar se aquela articulação é mesmo a origem da dor.

Diagnóstico diferencial da dor lombar de origem degenerativa
QuadroPista que diferenciaPadrão da dor
Artrose facetária (espondiloartrose)Piora à extensão e à rotação; rigidez matinal curtaAxial, referida à nádega/coxa, não passa do joelho
Dor discogênicaPiora ao fletir, sentar e tossir; melhora ao estenderAxial profunda, central na lombar
Radiculopatia (raiz comprimida)Dor irradia abaixo do joelho, com formigamento ou fraquezaSegue o trajeto do nervo, tipo choque
Estenose de canalDor nas pernas ao caminhar e em pé, alivia ao sentar/fletirClaudicação neurogênica bilateral
Artrite inflamatória (ex.: reumatoide, espondiloartrite)Rigidez matinal longa (>1h), dor noturna, melhora com exercícioInflamatória, não mecânica

Distinguir esses quadros muda o tratamento. A artrose facetária responde a um caminho conservador centrado em exercício e controle da dor; a radiculopatia e a estenose pedem atenção ao nervo e, em alguns casos, procedimentos específicos; a artrite inflamatória, como a artrite reumatoide, é uma doença autoimune com tratamento medicamentoso próprio e não deve ser tratada como desgaste. É por isso que o diagnóstico não pode parar no laudo: ele precisa nomear o gerador da dor.

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Tratamento da artrose na coluna: multimodal e conservador

O tratamento da artrose sintomática da coluna é multimodal, não-cirúrgico e individualizado. A base é ativa, com exercício orientado, e as demais técnicas se somam a ela conforme o quadro e a resposta. O objetivo não é apagar o desgaste do exame, e sim reduzir a dor, recuperar a função e diminuir as recidivas, evitando o uso crônico de medicação e a cirurgia desnecessária. Como nem todo desgaste dói, o tratamento mira os geradores ativos de dor: a inflamação da faceta, a musculatura sobrecarregada e a sensibilização.

ReabilitaçãoProcedimentosMedicamentos

Exercício e reabilitação

Fortalece multífidos, transverso e extensores para distribuir a carga sobre as facetas desgastadas. Base do plano.

ModeradaSemanas

Educação e movimento

Entender que artrose é desgaste comum e tratável reduz o medo; manter-se ativo supera o repouso prolongado.

ForteContínuo

Acupuntura e eletroacupuntura

Modula a dor por mecanismo segmentar e vias descendentes; útil para reduzir a polifarmácia no idoso.

ModeradaSessões semanais

Agulhamento seco e infiltração de ponto-gatilho

Desativa as bandas tensas paravertebrais (multífidos, quadrado lombar, eretores) que somam dor miofascial à articular.

ModeradaAlívio em dias

Ondas de choque e laser de alta intensidade

Adjuvantes quando há componente miofascial ou tendíneo; sem base como tratamento principal da dor facetária axial.

LimitadaSéries de sessões

Toxina botulínica

Reservada à dor miofascial paravertebral refratária; não é primeira linha para a artrose comum da coluna.

Limitada3–4 meses/ciclo
Primeira linhainiciar aqui
Educação e movimentoExercício e reabilitaçãoAjuste de carga
Segunda linhasomar à base ativa
AcupunturaAgulhamento secoInfiltração de ponto-gatilhoLaser / ondas de choque
Refratáriocasos selecionados
Bloqueio facetárioRadiofrequência do ramo medialToxina botulínica

Reabilitação ativa: a base do plano

O que é
Exercício terapêutico prescrito e integrado à avaliação médica, com atendimento individualizado, um paciente por sala. Nenhuma outra modalidade o substitui.
Mecanismo
Ao fortalecer a musculatura profunda que estabiliza cada segmento (multífidos, transverso do abdome) e os extensores da coluna, distribui melhor a carga sobre as facetas desgastadas, reduzindo o estresse mecânico que gera dor; soma-se a dessensibilização ao movimento e a melhora do condicionamento geral.
Evidência
Consistente: o exercício é a base do tratamento conservador da dor lombar crônica de origem degenerativa, com benefício na dor e na função.
O que esperar
Resposta gradual ao longo de semanas, com carga bem dosada. As formas de organizar essa progressão (cinesioterapia, RPG, Pilates clínico e terapia manual) são detalhadas, com mecanismo e evidência, na seção sobre o tratamento não farmacológico.
Indicações
Praticamente toda artrose sintomática da coluna; as técnicas seguintes somam-se a essa base quando há um componente que as justifique.
Limitações
Exige constância; o ganho se mantém enquanto o programa é mantido, porque o desgaste em si não desaparece.

Agulhamento seco e infiltração de ponto-gatilho

O que é
A artrose facetária quase sempre vem acompanhada de sobrecarga da musculatura paravertebral, com pontos-gatilho miofasciais nos multífidos, no quadrado lombar e nos eretores que somam uma camada de dor à do componente articular; essa dor refere-se à nádega e à crista ilíaca e costuma ser a parte do quadro que melhor responde.
Mecanismo
No agulhamento seco, a agulha buscando a banda tensa paravertebral procura a resposta de contração local, que reduz a atividade elétrica espontânea da placa motora e a liberação local de substâncias álgicas. Quando o ponto resiste, a infiltração com anestésico local (ou soro fisiológico) interrompe o ciclo dor-espasmo-dor.
O que esperar
Na dor paravertebral é comum um alívio inicial já na sessão, seguido de dor pós-agulhamento por um ou dois dias antes do efeito sustentado; o ganho dura mais quando o agulhamento abre espaço para progredir nos exercícios.
Limitações
Pela proximidade da pleura, a técnica sobre a paravertebral torácica exige ângulo e profundidade controlados; é recurso adjuvante, não substitui a base ativa e não dispensa o rastreio de bandeiras vermelhas.
Semana 1 a 2

Controle inicial

Reduzir a crise, ajustar a carga e iniciar mobilidade e ativação da musculatura profunda.

Semana 3 a 6

Progressão

Fortalecimento e técnicas em clínica; a dor costuma começar a ceder e a tolerância à atividade aumenta.

Após 6 semanas

Reavaliação

Sem a resposta esperada, revê-se o diagnóstico e considera-se procedimento guiado ou nova investigação.

Medimos a intensidade da dor numa escala de 0 a 10, a amplitude e a dor à extensão lombar, um índice de incapacidade e o retorno às atividades que estavam limitadas. Se essas medidas não se movem após um bloco adequado de tratamento, revê-se o diagnóstico, questiona-se se o gerador de dor é mesmo a faceta e considera-se um bloqueio diagnóstico antes de insistir na mesma rota. Para reduzir recidivas, o condicionamento e os ajustes de carga seguem mesmo depois do alívio, porque o gatilho mecânico da artrose continua presente.

Tratamento não farmacológico: RPG, Pilates e fisioterapia

A reabilitação ativa é a coluna do tratamento da artrose e a intervenção com melhor evidência de aliviar a dor, recuperar a função e prevenir recidiva, sem mexer no desgaste do exame. Não é “fazer exercício” de forma genérica: é um programa individualizado, com um paciente por sala, que recupera o controle motor do tronco, corrige déficits de força e dessensibiliza o sistema nervoso ao movimento. As modalidades a seguir são formas diferentes de organizar essa progressão; a escolha depende da apresentação e da preferência de cada pessoa, porque a adesão a longo prazo é o que sustenta o resultado.

Cinesioterapia e exercício terapêutico
Moderada
RPG (reeducação postural global)
Moderada
Pilates clínico
Moderada
Terapia manual (adjuvante)
Limitada

Cinesioterapia e exercício terapêutico

Exercício prescrito e progredido pelo fisioterapeuta, com foco em controle motor do tronco, força e condicionamento, e não em alongamentos isolados. Reeduca a ativação dos estabilizadores profundos (transverso do abdome e multífidos), fortalece glúteos e eretores e melhora a tolerância das facetas desgastadas à carga; soma-se a redução da cinesiofobia por exposição gradual. É a base do tratamento conservador da dor lombar crônica degenerativa; nenhuma modalidade de exercício é claramente superior, o que reforça a regularidade e a progressão. Limitação: exige constância e carga bem dosada (iniciar com carga excessiva pode exacerbar a dor) e não dispensa o rastreio de bandeiras vermelhas.

ModeradaToda artrose sintomática

RPG, a reeducação postural global

Trabalha o corpo por cadeias musculares, não músculo a músculo: posturas de alongamento ativo global, mantidas e progressivas, com contração isométrica de caráter excêntrico contra a tensão da própria cadeia (sobretudo a posterior), usando a respiração para vencer as resistências. Reequilibra encurtamentos e compensações que sobrecarregam facetas e discos. Benefício em dor e função na lombalgia crônica comparável ao de outros programas de exercício, sem superioridade clara. Limitação: exige constância e execução tecnicamente correta, o que torna a supervisão qualificada parte do tratamento.

ModeradaTrabalho postural global

Pilates clínico

Com indicação e supervisão, organiza o ganho de controle motor e estabilização do tronco: recrutamento dos estabilizadores profundos, alinhamento da coluna sob carga controlada e coordenação entre respiração, centro de força e membros, com progressão de solo para aparelhos. Para a artrose é útil por permitir trabalhar força e mobilidade evitando os extremos de extensão e rotação que fecham as facetas e provocam dor. Benefício em dor e função semelhante ao de outras formas de exercício; resposta gradual ao longo de semanas. Limitação: exige regularidade e dosagem adequada, e a fase mais dolorosa pode pedir adaptação antes de progredir a carga.

ModeradaEvita extensão/rotação

Terapia manual e mobilidade

Mobilização articular e liberação miofascial aplicadas pelo fisioterapeuta. O mecanismo provável combina efeitos neurofisiológicos (modulação segmentar da dor, redução transitória do tônus) e melhora momentânea da mobilidade, mais do que um “reposicionamento” de estruturas. Sustenta-se como adjuvante do exercício, com benefício de curto prazo na dor e na mobilidade; serve para abrir uma janela de menos dor dentro da qual a cinesioterapia progride. Limitação: efeito tipicamente transitório e necessidade de combinar com reabilitação. A manipulação de alta velocidade exige critério na coluna do idoso com desgaste avançado ou osteoporose, preferindo-se mobilização mais suave.

LimitadaAdjuvante de curto prazo

Na clínica, a reabilitação é integrada à avaliação médica, de modo que o programa de exercício é ajustado ao gerador de dor predominante (axial mecânico, miofascial ou componente referido) e à tolerância de cada pessoa.

Procedimentos guiados na clínica: bloqueio facetário e radiofrequência

Os procedimentos minimamente invasivos não competem com o tratamento conservador: eles entram quando a dor facetária bem caracterizada não responde a um período adequado de reabilitação, ou quando a intensidade impede o paciente de participar do próprio tratamento. São recursos pontuais dentro de um plano que continua sendo, na base, ativo.

Bloqueio facetário

Diagnóstico e alívio

Injeção de anestésico (com ou sem corticoide) na articulação ou no ramo medial que a inerva, guiada por imagem. Confirma se a faceta é a fonte da dor e abre uma janela para avançar a reabilitação.

Radiofrequência

Quando o bloqueio responde

Se os bloqueios-teste do ramo medial confirmam a origem facetária, a radiofrequência interrompe a condução de dor daquele ramo, com alívio que pode durar meses. Indicada em casos selecionados.

O caminho costuma ser escalonado: primeiro um bloqueio facetário diagnóstico guiado por imagem; se ele confirma que aquela articulação gera a dor, considera-se a radiofrequência (rizotomia) do ramo medial, que produz alívio mais duradouro ao interromper a condução nociceptiva daquele ramo nervoso, em geral por alguns meses. Em quadros com componente miofascial refratário, a toxina botulínica é uma alternativa. São procedimentos minimamente invasivos, ainda dentro de um plano conservador, e diferentes da cirurgia de coluna: quando a artrose avança para estenose sintomática ou surge déficit neurológico, entra em cena a avaliação cirúrgica, detalhada na seção seguinte.

Tratamento cirúrgico e opções fora da clínica

Convém ser direto, porque este ponto gera medo desnecessário: a cirurgia raramente é necessária para a artrose da coluna por si só. Para a dor facetária mecânica, sem compressão de raiz e sem instabilidade, não há evidência de que operar seja superior a um programa conservador bem conduzido. O desgaste isolado, mesmo “avançado” no laudo, não é indicação de cirurgia.

A operação só faz sentido quando o desgaste produz uma consequência estrutural definida que comprime nervos ou desestabiliza o segmento, e que não respondeu, ou não pode esperar, pelo tratamento conservador. Estas opções não são realizadas em nossa clínica, cujo foco é o manejo não-cirúrgico da dor.

Conservador · 1ª escolha

Manejo não-cirúrgico da dor

  • Exercício e reabilitação como base, com ajuste de carga.
  • Acupuntura, agulhamento seco e infiltração de ponto-gatilho para o componente miofascial.
  • Bloqueio facetário e radiofrequência do ramo medial em casos selecionados (minimamente invasivos, ainda conservadores).
  • Resolve a maior parte da artrose sintomática, sem remover o desgaste.
VS

Cirúrgico · exceção

Avaliação de cirurgião de coluna

  • Síndrome da cauda equina (retenção/incontinência, anestesia em sela, déficit motor bilateral progressivo): emergência cirúrgica.
  • Estenose de canal lombar sintomática e refratária, com claudicação neurogênica que limita a marcha apesar de reabilitação adequada.
  • Radiculopatia compressiva incapacitante, sobretudo com déficit motor relevante ou progressivo.
  • Instabilidade ou deformidade documentada (ex.: espondilolistese degenerativa sintomática) que não respondeu ao conservador.
Descompressão (laminectomia)
Ampliação do canal para aliviar a compressão na estenose lombar com claudicação incapacitante. Melhora a tolerância à marcha; a dor axial da artrose pode persistir em parte, porque o desgaste em si não é removido.
Microdiscectomia
Remoção do fragmento de disco que comprime a raiz, quando há radiculopatia refratária associada. Alivia a dor na perna mais rápido que a espera; não é tratamento para a dor facetária axial isolada.
Artrodese (fusão vertebral)
Fusão de um ou mais segmentos, reservada à instabilidade ou deformidade documentada. É procedimento maior, de recuperação mais longa, sem benefício comprovado para a dor degenerativa inespecífica.

Qualquer déficit neurológico progressivo é sinal para avaliar sem demora. Mesmo quando indicada, a decisão é compartilhada e individualizada: pesam o grau de incapacidade, a presença e a evolução de déficit neurológico, a correlação entre a imagem e o quadro clínico, e as expectativas da pessoa. Vale lembrar que achados de imagem (artrose, osteófitos, redução do espaço discal) são frequentes mesmo em quem não tem dor e, por isso, não bastam sozinhos para indicar cirurgia.

Entre o tratamento conservador e a cirurgia há ainda procedimentos minimamente invasivos conduzidos por serviços de dor intervencionista fora da nossa clínica. O caminho cirúrgico da compressão de raiz é detalhado na página sobre hérnia de disco.

Tratamento medicamentoso da artrose na coluna

A medicação tem papel adjuvante na artrose da coluna: ajuda a abrir uma janela de alívio para que a pessoa volte a se mover e progrida na reabilitação, mas não muda, sozinha, o curso do problema nem reverte o desgaste. A escolha, a dose e a duração são definidas pelo médico, com atenção redobrada às comorbidades e aos efeitos adversos em pacientes mais idosos, que são justamente os que mais têm artrose. Os fármacos são.

Classes medicamentosas na artrose da coluna
ClassePara quêEvidênciaO que esperar / cautelas
ParacetamolAnalgésico simples para complementar o controle da dor, sobretudo quando os anti-inflamatórios são contraindicados.LimitadaEfeito modesto, bom perfil de tolerância; respeitar a dose máxima diária e cautela na doença hepática.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINE)Crises de dor e inflamação facetária — ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco.ModeradaCiclos curtos, menor dose eficaz; cautela com o risco gastrointestinal, renal e cardiovascular, especialmente no idoso.
DuloxetinaQuando a dor cronifica; modula vias descendentes de controle da dor (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina).ModeradaBenefício consolidado na dor musculoesquelética crônica, incluindo a lombalgia; náusea e sonolência são comuns no início.
Neuromoduladores (se componente radicular)Dor neuropática associada, como na estenose com irritação de raiz — gabapentina, pregabalina, tricíclicos em dose baixa (amitriptilina, nortriptilina).LimitadaBenefício na dor axial isolada é limitado; efeitos adversos (sonolência, tontura, edema) exigem indicação criteriosa.
Relaxantes muscularesEspasmo da fase aguda — ex.: ciclobenzaprina.LimitadaAlívio de curto prazo ao custo de sonolência; uso por poucos dias, não contínuo.

A infiltração facetária e a radiofrequência do ramo medial, descritas na seção de procedimentos guiados, são intervenções, e não comprimidos: entram como recurso pontual quando a dor facetária bem caracterizada não responde ao plano. Algumas situações têm manejo conduzido por outras especialidades: quando a dor tem ritmo inflamatório e aponta para uma espondiloartrite, o tratamento é orientado pelo reumatologista e pode incluir medicamentos modificadores da doença e imunobiológicos, que fogem ao escopo da artrose degenerativa. O papel da clínica da dor é integrar a medicação ao plano multimodal e, sempre que possível, reduzir a polifarmácia à medida que a reabilitação avança.

Artrose na coluna tem cura?

A pergunta “artrose tem cura?”, ou na sua forma mais específica “artrose na coluna lombar tem cura?”, é provavelmente a mais frequente. Não, não existe um tratamento que reverta o desgaste da cartilagem ou faça os osteófitos desaparecerem: nesse sentido literal, a artrose não tem cura, assim como não se desfaz o envelhecimento de qualquer outra articulação. Mas essa não é a pergunta que de fato importa para quem sente dor.

O que importa é que a dor da artrose costuma ser bem controlada, e muitas pessoas voltam a uma vida plena, com pouca ou nenhuma dor, sem que a imagem mude. Isso acontece porque, como vimos, a dor depende de fatores tratáveis (inflamação ativa, condicionamento, sensibilização, hábitos) que respondem ao tratamento, mesmo com o desgaste estrutural inalterado. Por isso a meta realista não é “curar a artrose”, e sim controlar a dor, recuperar a função e manter a coluna forte e em movimento. O prognóstico do controle da dor é, na maioria dos casos, bom.

Tratar artrose na coluna não é fazer o desgaste sumir do exame. É devolver à pessoa uma coluna que se move sem dor, mesmo que a imagem continue a mesma.

Dr. Marcus Yu Bin Pai · Médico fisiatra, área de atuação em Dor

A clínica

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC. É também listada pelo CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

Conheça a clínica
SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque
CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

Artrose na coluna tem cura?

Não no sentido de reverter o desgaste, que faz parte do envelhecimento da coluna. A dor, porém, costuma ser bem controlada com tratamento conservador multimodal, e muitas pessoas ficam sem sintomas mesmo sem mudar o que aparece na imagem. A meta é controlar a dor e recuperar a função, não apagar a artrose do exame.

Artrose na coluna lombar tem cura?

A artrose lombar (osteoartrose lombar) também não se reverte, mas é a localização que melhor responde ao tratamento, porque a musculatura do tronco pode ser fortalecida para distribuir a carga. Com exercício e controle da dor, a maioria das pessoas com artrose na coluna lombar melhora de forma significativa.

Se o exame mostra artrose avançada, vou precisar de cirurgia?

Na grande maioria das vezes, não. O grau de artrose na imagem se correlaciona mal com a dor, e o tratamento conservador resolve a maior parte dos casos. A cirurgia é considerada em situações específicas, como estenose de canal sintomática que limita a marcha ou déficit neurológico progressivo.

Artrose na coluna torácica é perigosa?

A artrose na coluna torácica é menos comum como fonte de dor, porque o segmento é mais rígido. Costuma causar dor localizada entre as escápulas e raramente é grave. Dor torácica nova que não tem padrão mecânico, ou que vem com sintomas sistêmicos, deve ser avaliada para excluir outras causas.

Qual a diferença entre artrose e artrite reumatoide na coluna lombar?

A artrose é degenerativa, por desgaste, com dor mecânica que melhora ao repousar. A artrite reumatoide é uma doença autoimune e inflamatória, com rigidez matinal longa e dor que melhora ao se movimentar; ela costuma poupar a lombar e tem tratamento medicamentoso próprio. São quadros distintos e não devem ser confundidos.

Posso fazer exercício e atividade física com artrose na coluna?

Sim, e é justamente o oposto do repouso prolongado que ajuda. O exercício orientado fortalece a musculatura que protege os segmentos desgastados e é a base do tratamento. A escolha e a progressão devem ser individualizadas, sobretudo se há dor irradiada ou outras condições associadas.

Osteoartrose lombar e espondiloartrose são a mesma coisa?

São termos para o mesmo processo de artrose das articulações da coluna na região lombar. Espondiloartrose enfatiza as articulações facetárias; osteoartrose lombar é o nome mais geral. Ambos descrevem o desgaste degenerativo, diferente da espondilite anquilosante e de outras artrites inflamatórias.

Quando devo procurar um especialista?

Quando a dor não melhora em algumas semanas, recorre com frequência, irradia para a perna com formigamento ou fraqueza, ou diante de qualquer sinal de alerta. Um médico fisiatra ou da dor pode confirmar se a artrose é a fonte da dor e montar um plano individualizado.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Said N; Amrhein TJ; Joshi AB; N NCN; Kranz PG. Facets of facet joint interventions. Skeletal radiology. 2023. doi:10.1007/s00256-022-04184-5. PMID:36245007.
  2. Yoo YM; Kim KH. Facet joint disorders: from diagnosis to treatment. The Korean journal of pain. 2024. doi:10.3344/kjp.23228. PMID:38072795.
Atualizado em 1 jun 2026 Leitura 13 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.

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  • Eu tenho artrose ja faz mais de dez anos no inicio fiz os tratamento certo que o medico mandou fazer para aliviar as dores mas ela nao tem cura mesmo e evitar tudo que for de fazer força ou movimento obscuro ai eu tive que abandonar tudo o tratamento das dores enfim abandonei geral hoje eu estou inprestavel e 24 horas com dor nao sei o que mais fazer mais ela esta tao avançada no meu corpo que dificulta ate a respiraçao e tanta dor que as unhas ate dormece e muito trite e a pior dores absurdas se morrese fosse bom eu pedia para morrer,voce nao cosegue nem dormi direito o maximo 3 horas por noite ai voce vai tentar levantar da cama e nao consegui sozinho tem que ter alguem para ter ajudar,mas faz parte da vida,pelo amor de Deus,quem nao tem se cuide da sua saude.Obrigado.

  • bom dia eutenho todos esses sintomas
    prescrito no texto.

  • Bom dia,
    Eu tenho Hernia de disco e agora estou com tendinite infra espinhal nos dois ombros e nos dois joelhos com desgaste , e osteoartose incipente nos pés , tendinopatia do calcâneo neervo ciatico comprometido. sinto muito dor.qual o melhor exercicio indicado. Grata-Terezza

  • Eu bursite no ombro agora com artrose não sei mais o que fazer

  • Eu tenho bursite no ombro agora com artrose na coluna não sei mais o que fazer

    • Edilene, bom dia. Artrose na coluna tem tratamento. Infelizmente, muitas vezes as alterações degenerativas são permanentes, mas os sintomas de dor, restrição de movimento e melhora da mobilidade podem ser tratadas! Procure um médico especialista em dor, como fisiatra ou reumatologista. Começamos recentemente um Canal no YouTube, e postei mês passado um vídeo falando mais sobre a dor facetária (que pode ser da artrose da coluna). Segue o link, veja se gosta e deixe seu comentário! Abraços, Marcus. https://www.youtube.com/watch?v=jSGR_iB08HY

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