Bloqueio do eretor da espinha e do quadrado lombar
Dois bloqueios de plano fascial guiados por ultrassom. O anestésico é depositado entre camadas musculares e se espalha por vários níveis, alcançando os ramos que saem da coluna sem que a agulha precise chegar perto deles.
- São bloqueios de plano fascial: o anestésico local não é depositado sobre um nervo, e sim no espaço entre duas camadas musculares. Dali ele se difunde e alcança os nervos que atravessam aquele plano — o que permite cobrir vários dermátomos com uma única punção.
- O bloqueio do eretor da espinha (ESP) deposita o anestésico abaixo do músculo eretor da espinha, na ponta do processo transverso. Estudos em cadáver mostram que ele age sobre os ramos dorsal e ventral do nervo espinhal. O bloqueio do quadrado lombar deposita o anestésico ao redor desse músculo; na abordagem anterior, a dispersão alcança as raízes de L1, L2 e L3.
- A evidência é desigual conforme o cenário. Na analgesia perioperatória de cirurgias torácicas e abdominais, é sólida. Na dor crônica, o que existe são relatos e séries de casos: uma revisão de escopo reuniu apenas 43 pacientes, e um ensaio randomizado com 120 pacientes não encontrou redução de dor crônica após cirurgia lombar. É uma técnica adjuvante em casos selecionados.
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O que é um bloqueio de plano fascial
Um bloqueio de nervo periférico clássico depende de encontrar o nervo: a agulha é levada até ele, sob ultrassom, e o anestésico é depositado ao seu redor. Um bloqueio de plano fascial funciona por outro caminho. A agulha é levada até um espaço virtual entre duas fáscias, e o volume injetado abre esse espaço e se espalha ao longo dele, por cima e por baixo do nível puncionado, alcançando os nervos que o atravessam.
A consequência prática é a cobertura. Uma punção única pode produzir anestesia em vários dermátomos consecutivos, porque a dispersão é longitudinal. A contrapartida é que essa dispersão varia entre pessoas e não é inteiramente previsível — ponto que a literatura reconhece de forma explícita e que pesa na hora de indicar a técnica.
Onde cada bloqueio deposita o anestésico
Os dois bloqueios tratam dor do tronco e da região lombar, mas ocupam planos anatômicos distintos, e é essa diferença que define o que cada um alcança.
Abaixo do eretor da espinha, na ponta do processo transverso
A agulha atravessa a massa muscular do eretor da espinha até tocar o processo transverso, e o anestésico é depositado no plano imediatamente profundo ao músculo. Dali difunde para o espaço paravertebral, atingindo os ramos dorsal e ventral do nervo espinhal — o que explica a anestesia multidermatomal descrita desde os primeiros casos.
Ao redor do músculo quadrado lombar
Descrito em quatro abordagens — anterior (transmuscular), lateral, posterior e intramuscular —, cada uma com padrão próprio de dispersão. Na abordagem anterior, entre o quadrado lombar e o psoas maior, o corante alcança as raízes de L1, L2 e L3, além dos próprios ventres musculares.
O bloqueio ESP pode ser realizado em qualquer nível da coluna, do torácico alto ao lombar, o que o torna versátil: a escolha do nível define a faixa coberta. Foi essa característica que levou o Regional Anaesthesia UK a incluí-lo entre os bloqueios básicos do seu conjunto de técnicas fundamentais.
Como o bloqueio produz analgesia
O anestésico local bloqueia os canais de sódio das fibras nervosas com que entra em contato, interrompendo a condução. No bloqueio ESP, a investigação anatômica e radiológica em cadáveres frescos, feita já na descrição original, localizou o sítio de ação nos ramos dorsal e ventral dos nervos espinhais torácicos: o ramo dorsal responde pela musculatura paravertebral, pelas articulações facetárias e pela pele do dorso; o ramo ventral segue como nervo intercostal.
Há um ponto que a literatura trata com honestidade e que vale reproduzir: o mecanismo preciso permanece incompletamente compreendido, e a dispersão sensitiva observada em estudos clínicos e de imagem é variável. Parte do efeito vem da difusão para o espaço paravertebral, parte da ação direta sobre os ramos dorsais, e a proporção entre esses componentes muda conforme o nível puncionado e o volume injetado. Isso não invalida a técnica — significa que a resposta de cada paciente precisa ser verificada, e não presumida.
No bloqueio do quadrado lombar, o anestésico depositado no plano fascial anterior pode alcançar o espaço paravertebral lombar e o plexo lombar. É por essa via que se explica a cobertura sensitiva descrita entre T11-T12 e L4-L5 em séries que confirmaram a dispersão com contraste sob fluoroscopia.
O que a evidência mostra
A força da evidência muda conforme o cenário clínico, e essa distinção é o que mais importa para quem procura o procedimento por dor persistente.
| Cenário | O que a literatura sustenta |
|---|---|
| Analgesia após cirurgia torácica e abdominal | Evidência consistente, com redução do consumo de opioide e da dor pós-operatória. É a indicação melhor estabelecida. |
| Analgesia após cirurgia de membros | Resultados inconsistentes entre estudos. |
| Dor crônica | Relatos e séries de casos. Uma revisão de escopo de 2021 reuniu 43 pacientes: todos tiveram algum grau de alívio, mas a variação entre os estudos impediu conclusão sobre eficácia e segurança. Em uma revisão narrativa de 98 relatos, apenas 12 tratavam de dor crônica. |
| Prevenção de dor crônica pós-operatória | Ensaio randomizado com 120 pacientes submetidos a descompressão lombar posterior: dor crônica em 3 meses de 37,5% com bloqueio contra 48,3% sem — diferença sem significância estatística. Houve, porém, menor consumo de morfina e retorno mais precoce à deambulação. |
A leitura dessa tabela orienta a indicação de forma direta. Como analgesia de uma dor aguda ou de uma crise de dor lombar intensa que impede a reabilitação, o bloqueio tem base para ser oferecido. Como tratamento isolado de uma dor lombar crônica instalada, a evidência disponível ainda é de nível de série de casos, e o procedimento entra como adjuvante dentro de um plano, com resposta reavaliada a cada aplicação.
O que sustenta o uso da técnica apesar da evidência limitada em dor crônica é o perfil de risco. A punção é feita sob visão direta de ultrassom, e o alvo é um plano muscular superficial em relação à pleura, ao neuroeixo e aos grandes vasos. As revisões descrevem a técnica como de execução simples, curva de aprendizado curta e baixa taxa de complicações. Em um paciente que já não tolera anti-inflamatórios ou opioides, essa relação entre risco baixo e benefício possível é o que justifica a tentativa.
Em quais quadros costuma ser indicado
Dor lombar e toracolombar em crise
Episódio de dor axial intensa que impede a reabilitação e não cede à medicação. O bloqueio abre uma janela de analgesia que permite retomar movimento e exercício.
Dor neuropática torácica
O cenário da descrição original: dor de fraturas de costela consolidadas em má posição e de lesões da parede torácica, mal responsiva a medicação oral e tópica.
Dor da parede abdominal e da região lombar lateral
Território do bloqueio do quadrado lombar, incluindo dor após cirurgia abdominal e quadros de dor da parede que se confundem com dor visceral.
Dor pós-operatória de coluna selecionada
Como parte de um plano de analgesia multimodal, com redução documentada do consumo de morfina e retorno mais precoce à deambulação.
- Dor axial ou de parede. O bloqueio cobre território somático do tronco; dor com trajeto radicular definido em membro pede outra abordagem.
- Falha ou intolerância à medicação. Especialmente quando anti-inflamatórios estão contraindicados por doença renal, gástrica ou cardiovascular.
- Reabilitação travada pela dor. Quando a intensidade impede a progressão do exercício, e a janela analgésica tem função definida no plano.
- Necessidade de cobertura multinível. Quando a dor abrange vários dermátomos e bloqueios ponto a ponto seriam pouco práticos.
Os procedimentos e o plano em que entram
Nenhum desses bloqueios trata a causa da dor lombar. Cada um interrompe a transmissão por um período e cria condições para o que efetivamente modifica o quadro — o reganho de movimento, força e tolerância à carga. As modalidades abaixo compõem esse plano, e a escolha entre elas parte do exame.
Bloqueio do plano do eretor da espinha
- O que é
- Injeção de anestésico local no plano fascial profundo ao músculo eretor da espinha, sobre a ponta do processo transverso, guiada por ultrassom.
- Mecanismo
- Difusão longitudinal do anestésico pelo plano fascial e para o espaço paravertebral, com ação sobre os ramos dorsal e ventral dos nervos espinhais — sítio confirmado em estudo anatômico e radiológico em cadáveres frescos.
- Evidência
- Consistente em analgesia perioperatória torácica e abdominal. Em dor crônica, relatos e séries de casos (revisão de escopo com 43 pacientes, sem conclusão definitiva). Ensaio randomizado com 120 pacientes não mostrou redução de dor crônica após cirurgia lombar.
- Como é feito
- Paciente sentado ou em decúbito ventral, sob ultrassom, com agulha em plano até o contato com o processo transverso. Pode ser punção única ou cateter para infusão contínua. Poucos minutos por lado.
- O que esperar
- Analgesia que começa em minutos e cobre vários dermátomos; duração de horas a dias conforme o anestésico. A extensão da faixa anestesiada é conferida logo após, porque varia entre pessoas.
- Limitações
- Mecanismo ainda incompletamente compreendido e dispersão sensitiva variável. Não trata a causa da dor, e a evidência em dor crônica não sustenta uso isolado. Requer ultrassom e operador treinado.
Bloqueio do quadrado lombar
- O que é
- Injeção de anestésico local nos planos fasciais ao redor do músculo quadrado lombar, em uma de quatro abordagens: anterior (transmuscular), lateral, posterior ou intramuscular.
- Mecanismo
- Dispersão pelo plano fascial em direção ao espaço paravertebral lombar. Na abordagem anterior, entre o quadrado lombar e o psoas maior, o anestésico alcança as raízes de L1, L2 e L3.
- Evidência
- Estabelecida como ferramenta analgésica em cirurgia abdominal e de quadril. Séries com confirmação da dispersão por contraste descrevem cobertura entre T11-T12 e L4-L5. A melhor abordagem entre as quatro ainda não está definida.
- Como é feito
- Decúbito lateral ou ventral, sob ultrassom, com identificação do quadrado lombar e do plano escolhido. A abordagem define a profundidade e o padrão de cobertura.
- Indicações
- Dor da região lombar lateral e da parede abdominal, dor pós-operatória abdominal e de quadril, e quadros de dor de parede que simulam dor visceral.
- Limitações
- Plano mais profundo que o ESP, com proximidade de rim e peritônio — exige ultrassom e experiência. Evidência em dor crônica menor do que em uso perioperatório. Pode causar fraqueza transitória do quadríceps quando alcança o plexo lombar.
Bloqueio paraespinhal de Fischer
- O que é
- Infiltração superficial de lidocaína nos tecidos paraespinhais do segmento sensibilizado, guiada pela palpação da banda tensa. Detalhado na página sobre o bloqueio de Fischer.
- Mecanismo
- Interrompe a entrada nociceptiva do ramo dorsal no corno posterior daquele segmento, reduzindo a hiperexcitabilidade segmentar.
- Evidência
- Ensaio randomizado com sham e 378 pacientes com lombalgia crônica, no HC-FMUSP: 71,4% de respondedores contra 53,9% no tratamento padrão. É a técnica com melhor evidência específica em dor lombar crônica entre as descritas aqui.
- O que esperar
- Série de três aplicações semanais, com limiar de dor à pressão aferido antes e depois de cada uma.
- Indicações
- Lombalgia crônica com hiperalgesia paravertebral distribuída em faixa segmentar.
- Limitações
- Alcance superficial; não atinge estruturas profundas da coluna. Ganho moderado sobre o tratamento padrão.
Reabilitação e progressão de carga
- O que é
- Programa dirigido ao controle motor da região lombar e do tronco: ativação de multífidos e transverso do abdome, resistência dos extensores e progressão gradual de carga e amplitude.
- Mecanismo
- Restaura tolerância mecânica e distribui a carga que se concentrava no segmento doloroso. É o que converte a analgesia temporária do bloqueio em ganho que permanece.
- Evidência
- Base do tratamento da lombalgia crônica em todas as diretrizes atuais, com efeito sustentado superior ao de qualquer intervenção isolada.
- O que esperar
- Ganho progressivo ao longo de semanas, com melhora de função frequentemente antes da redução completa da dor.
- Indicações
- Todos os casos. O bloqueio é indicado quando a dor impede essa progressão.
- Limitações
- Exige adesão e continuidade; ganhos regridem com a interrupção prolongada.
Segurança e situações que pedem cautela
As revisões descrevem baixa taxa de complicações para o bloqueio ESP, atribuída ao alvo superficial em relação à pleura, ao neuroeixo e aos grandes vasos, e à realização sob visão direta de ultrassom. O bloqueio do quadrado lombar ocupa plano mais profundo e exige atenção adicional à proximidade do rim e do peritônio.
Situações que pedem avaliação antes do bloqueio
- Uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação.
- Infecção ativa na pele do local de punção ou infecção sistêmica.
- Alergia conhecida a anestésicos locais do grupo amida.
- Fraqueza transitória de quadríceps após bloqueio do quadrado lombar, que exige cuidado com quedas nas primeiras horas.
- Dor com trajeto radicular, déficit motor, alteração de reflexos ou sinais de mielopatia, que pedem investigação antes de qualquer procedimento.
- Febre, perda de peso não explicada, história de câncer ou trauma recente associados à dor.
O que esperar do procedimento
Punção sob ultrassom
Poucos minutos por lado, com o paciente acordado. A pele é anestesiada no ponto de entrada e a dispersão do anestésico é acompanhada em tempo real na tela.
Verificação da faixa anestesiada
A extensão da anestesia é testada por dermátomo. Como a dispersão varia entre pessoas, essa conferência define se a cobertura obtida corresponde ao território doloroso.
Janela de analgesia
A duração depende do anestésico escolhido. É nesse intervalo que a fisioterapia e a progressão de carga devem ser retomadas, porque é o que dá função à janela.
Reavaliação
Compara-se a dor e a capacidade funcional com o momento anterior. A magnitude e a duração da resposta orientam repetir, associar cateter para infusão contínua ou mudar de estratégia.
Como o procedimento é conduzido na clínica
Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, os bloqueios de plano fascial são realizados pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730 · RQE 102.227), ambos especialistas em Medicina Física e Reabilitação com área de atuação em Dor, sempre com orientação por ultrassom. A indicação é definida em consulta, e a extensão da anestesia obtida é conferida por dermátomo após cada aplicação.
A clínica
A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC. É também listada pelo CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.
Conheça a clínica

Perguntas frequentes
O bloqueio ESP resolve a dor lombar crônica?
Ele produz analgesia, e a analgesia pode ser substancial. O que a evidência ainda não sustenta é o uso como tratamento isolado de uma dor lombar crônica instalada: o que existe nesse cenário são relatos e séries de casos, e um ensaio randomizado com 120 pacientes não encontrou redução de dor crônica três meses após cirurgia lombar. O papel do bloqueio é abrir uma janela de menor dor para que a reabilitação avance, e é dentro dessa função que ele é indicado.
Qual a diferença entre o bloqueio ESP e o bloqueio de Fischer?
São planos e objetivos diferentes. O bloqueio ESP é profundo, guiado por ultrassom, deposita o anestésico abaixo do músculo eretor da espinha na ponta do processo transverso e busca cobertura anestésica de vários dermátomos. O bloqueio de Fischer é superficial, guiado por palpação, infiltra os tecidos paraespinhais e busca reduzir a hiperalgesia de um segmento sensibilizado, com o limiar de pressão medido antes e depois. Em dor lombar crônica especificamente, o bloqueio de Fischer é o que tem ensaio randomizado próprio.
Precisa de anestesia geral ou internação?
Não. O procedimento é ambulatorial e feito com o paciente acordado, com anestesia apenas da pele no ponto de entrada. Leva poucos minutos por lado. Após um período de observação e a conferência da faixa anestesiada, o paciente vai para casa no mesmo dia.
Quanto tempo dura o efeito?
Depende do anestésico utilizado e varia de horas a alguns dias com punção única. Quando se pretende uma janela mais longa, existe a opção de deixar um cateter no plano fascial para infusão contínua, técnica descrita e usada sobretudo no contexto perioperatório. A duração observada em cada aplicação orienta a decisão sobre repetir ou mudar de estratégia.
Por que a agulha não precisa chegar perto do nervo?
Porque o alvo é o plano fascial, não o nervo. O volume injetado abre o espaço entre duas fáscias e se difunde ao longo dele, alcançando os nervos que atravessam esse plano acima e abaixo do ponto de punção. É isso que permite cobrir vários dermátomos com uma única punção, e também o que torna a dispersão variável entre pessoas — razão pela qual a faixa anestesiada é conferida depois.
Quem realiza o bloqueio na clínica?
O procedimento é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730 · RQE 102.227), especialistas em Medicina Física e Reabilitação com área de atuação em Dor, com orientação por ultrassom.
O bloqueio do quadrado lombar deixa a perna fraca?
Pode acontecer de forma transitória. Quando o anestésico alcança o plexo lombar — o que ocorre sobretudo na abordagem anterior, a mesma que atinge as raízes de L1 a L3 —, é possível haver fraqueza temporária do quadríceps. Por isso a deambulação nas primeiras horas é feita com cautela e acompanhamento, com atenção ao risco de queda. O efeito cede com a metabolização do anestésico.
E se o bloqueio não aliviar?
Duas explicações precisam ser separadas. A primeira é técnica: a dispersão pode não ter coberto o território doloroso, e é por isso que a faixa anestesiada é testada por dermátomo logo após a aplicação. A segunda é diagnóstica: se a cobertura foi adequada e mesmo assim a dor persistiu, o gerador provavelmente não está no território somático bloqueado, e a conduta é rever o diagnóstico — faceta, disco, articulação sacroilíaca, quadril ou um componente de sensibilização que pede outra abordagem.
Referências8 fontes citadas neste artigoVerOcultar
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Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação dos bloqueios de plano fascial, a escolha da técnica e do nível e a condução do plano são decisões individualizadas, que dependem do exame e do diagnóstico de cada caso. A indicação de qualquer procedimento ou medicamento cabe exclusivamente ao médico assistente.

