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Dor no pescoço: Compressa quente ou fria?

As compressas, quentes ou frias, são muito utilizados para alívio de dores, principalmente pelos atletas, já que se trata de um método comum para o tratamento de lesões. 

Contudo, muitas pessoas não usam esse artifício de maneira correta. Você saberia dizer quando é indicado cada tipo de compressa?

Ao longo deste artigo você irá entender como avaliar a melhor opção para aliviar dor no pescoço. 

Leia mais sobre dor no pescoço, tipos comuns, tratamentos e como evitar.

Tensões musculares

As tensões musculares são, sem dúvidas, as causas mais comuns de dor no pescoço. Por trás delas estão problemas como má postura e o uso excessivo de computadores e smartphones.

Torcicolo

O torcicolo geralmente acontece durante a noite, embora a pessoa possa sentir a dor no pescoço também ao tentar olhar de forma rápida para o lado. Além do desconforto, o indivíduo apresenta dificuldades para mexer o pescoço.

Juntas desgastadas

Esse é um problema comum com o avançar da idade. Assim como as demais articulações do corpo, as articulações do pescoço podem se desgastar, causando dor.

Lesões

Lesões dos mais diversos tipos estão entre as principais causas de dor no pescoço. As lesões em chicote são as mais comuns, aquelas em que a cabeça é puxada para trás e depois para frente.

Artrose

A artrose é uma das doenças que podem afetar o pescoço, mais especificamente a coluna cervical. Também conhecida como osteoartrite ou espondiloartrose, é marcada pelo desgaste das cartilagens articulares.

Hérnia de disco cervical

A hérnia de disco, quando afeta o disco cervical, também causa dor no pescoço. O quadro se caracteriza pelo deslocamento de parte do disco intervertebral, o que causa compressão de nervos próximos.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune que não tem cura e causa dor nas articulações. A doença pode ser controlada por meio de tratamentos específicos que reduzem os sintomas e evitam o agravamento da condição.

Compressa quente ou compressa fria?

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A compressão quente estimula o fluxo sanguíneo

A terapia com calor faz exatamente o oposto da com o frio, até por isso você não pode errar na hora definir qual utilizar em casos de dor no pescoço. 

Enquanto as compressas frias restringem o fluxo sanguíneo, as quentes aceleram esse fluxo, uma maneira útil de estimular o corpo a dar início ao processo de cura. 

Sua ação muscular também é relevante. O calor proporciona relaxamento muscular, o que produz efeito analgésico em casos de dores como tensões musculares e torcicolos.

Há ainda aumento do fluxo de ácido láctico, importante para melhorar a amplitude de movimento e diminuir a dor. 

A compressa fria reduz a inflamação

Você provavelmente já utilizou bolsa de gelo para aliviar algum tipo de dor. Usar o frio para aliviar a dor não é uma ideia nova. As compressas frias ajudam no alívio da inflamação, e consequentemente no controle do inchaço, da vermelhidão e da dor. 

O efeito é anestésico, além disso, ajuda a reduzir o acúmulo de líquido no local, o que pode acelerar a recuperação do ferimento e prevenir o surgimento de hematomas. 

Isso acontece porque a baixa temperatura leva os vasos a se contraírem, reduzindo o fluxo sanguíneo no local da lesão. 

Dor no pescoço: Quando usar compressa quente?

As compressas quentes aumentam o fluxo sanguíneo local, a mobilidade do pescoço e promovem o relaxamento.

Por isso, são recomendadas para casos de dores musculares e torcicolos. Também ajudam em casos de inflamações com formação de pus. Além disso, contribuem no tratamento de edemas e hematomas que se formaram por um trauma não tratado nas primeiras 48 horas.

Dor no pescoço: Quando usar compressa fria?

As compressas frias são a escolha certa quando a dor tem origem em quedas, pancadas ou lesões articulares, devendo ser aplicadas nas primeiras 48 horas após o ocorrido. 

Traumas como os exemplificados costumeiramente levam ao rompimento de vasos sanguíneos e linfáticos, produzindo sintomas comuns como hematoma e inchaço. Os vasos afetados, ao entrarem em contato com a baixa temperatura sofrem contração, o que reduz o fluxo dos líquidos e previne o seu acúmulo na região.

Procurar ajuda médica é sempre uma boa opção.

Quando se preocupar?

Embora as compressas quentes e frias possam ajudar a aliviar a dor no pescoço ou até mesmo a evitar que uma determinada lesão se torne mais grave, procurar ajuda médica é sempre uma boa opção. 

Apenas o especialista poderá dizer realmente o que está acontecendo e direcionar o melhor tratamento para cada caso. 

Além disso, existem alguns sintomas de agravamento para os quais você deve ficar atento. 

Primeiramente se você tiver uma dor de garganta muito forte após a lesão. Nesse caso, o pescoço deve ser imobilizado e uma ambulância acionada imediatamente. 

Pensando em situações mais rotineiras, você deve procurar atendimento médico quando a dor no pescoço: 

  • For grave e implacável
  • Durar mais de uma semana 
  • Afetar as glândulas do pescoço (que ficam doloridas e inchadas)
  • Surgir acompanhada de dormência e formigamento 
  • For acompanhada de fraqueza em uma ou ambas as mãos ou braços
  • Tornar o pescoço extremamente rígido (você não puder tocar o queixo no peito)
  • Surgir acompanhada de dor de cabeça intensa e febre (que podem indicar meningite) 

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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