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Saiba quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão

Você provavelmente já ouviu dizer que colocar compressas, frias ou quentes, em áreas lesionadas pode ajudar no alívio de dores. A fisioterapeuta Gizelle Martins do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), defende a indicação da medida para casos de traumas provocados principalmente por quedas e pancadas. 

Mas, você sabe quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão?

O gelo tem ação anestésica, e ajuda na redução do hematoma, por exemplo. Por outro lado, a compressa de água quente aumenta a circulação sanguínea, o que contribui para recuperação de distensões musculares e dores crônicas

Embora se trate de tratamentos bastante eficazes e baratos, até por isso tão populares, é preciso saber o momento certo de utilizar cada um deles. 

Além disso, é importante estar atento aos cuidados para evitar complicações. Mesmo tratamentos tão simples, que podem ser realizados em casa, requerem uma certa cautela. A aplicação do gelo diretamente na pele, por exemplo, ou por tempo além do recomendado, pode gerar queimaduras. 

Fique tranquilo, você está prestes a descobrir quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão e como fazer isso de maneira segura e efetiva. Acompanhe.

A compressa fria é recomendada para traumas causados por quedas e pancadas, e lesões nas articulações. O tratamento deve ser realizado nas primeiras 48 horas do ocorrido, aponta o  Dr. Francisco Collet, médico assistente da Divisão de Emergência Cirúrgica Geral e do Trauma do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Esses tipos de traumas normalmente levam ao rompimento de alguns vasos, deixando sangue, o que causa hematomas e vermelhidão, ou linfa, relacionada a edemas e inchaços, extravasar.

A baixa temperatura causa espasmos e contrações desses vasos, reduzindo assim o fluxo dos líquidos para fora deles, evitando, dessa forma, o acúmulo de líquidos e os sintomas decorrentes disso. 

Podemos citar entre outras ações importantes da compressa fria sobre a área lesionada: 

  • Alteração do metabolismo local
  • Restrição do fluxo sanguíneo
  • Prevenção contra lesão primária mais extensa 
  • Controle do inchaço
  • Prevenção de hematomas
  • Diminuição da dor 

Quando fazer compressa fria

Se sua dúvida era quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão, agora ela será esclarecida de uma vez por todas. 

As compressas frias, como vimos, são indicadas para controle do fluxo sanguíneo, reduzindo a dor e a inflamação local. Por isso, devem ser usadas: 

  • Após pancadas e quedas
  • Após torções
  • Após injeção ou vacina
  • Na dor de dente
  • Na tendinite
  • Após a atividade física
  • Na enxaqueca
  • Na Hemorróida

Os benefícios já são comprovados. Alguns estudos apontam que a aplicação de frio por 20 minutos reduz cerca de 30% da transmissão dos impulsos nervosos de dor, e que tais efeitos duram por até 30 minutos após as compressas. 

Você pode fazer uma compressa fria com o que tiver em casa, usando, por exemplo, legumes congelados envoltos em sacos plásticos. Aplique o objeto sobre a área de dor por 15 a 20 minutos, sempre utilizando uma toalha ou pano entre a compressa e a pele para prevenir queimaduras. 

Compressa quente

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 A compressa quente, ao invés de contrair os vasos, irá dilatá-los, aumentando o fluxo sanguíneo. Por isso, é muito utilizada em casos de infecções, como àquelas onde há formação de pus, a exemplo do furúnculo e do terçol. 

Também ajuda a minimizar edemas e hematomas, mas nesse caso, já formados após um trauma não tratado em 48 horas. 

Como podemos ver, o calor tem função oposta ao frio, até por isso é tão importante sabermos quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão.

Por aumentar o fluxo sanguíneo, a bolsa quente contem o processo inflamatório, afinal, há uma grande quantidade de sangue correndo pelos vasos e um intenso recolhimento dos líquidos que vazaram e se acumularam na região do trauma. 

Sua ação muscular também é relevante aqui. O calor proporciona relaxamento muscular, o que produz efeito analgésico em casos de dores como torcicolos. Pode ser usada ainda para aliviar desconfortos comuns como dor de dente e cólicas abdominais provocadas pela famosa TPM, tensão pré-menstrual.

Quando fazer compressa quente

Agora que você já sabe o que faz a compressa morna, aumenta o fluxo sanguíneo local, aumenta a mobilidade e promove o relaxamento, fica fácil pensarmos em quais situações devemos a utilizar. 

Vamos a alguns exemplos: 

 

Você pode utilizar a bolsa de água morna em praticamente qualquer lugar do corpo, costas, peito, tornozelos, pescoço, dentre outras áreas, quando elas necessitarem de um maior fluxo sanguíneo. 

A contraindicação para o seu uso é em casos de febre, pois pode elevar ainda mais a temperatura corporal. 

Da mesma forma que a compressa fria, a quente pode ser utilizada por cerca de 15 a 20 minutos, sempre enrolada em uma fralda ou pano fino para evitar contato direto com a pele, e assim, queimaduras.

Você deve começar a sua avaliação analisando a sua dor e a causa dela.

Avaliando a sua condição

O primeiro passo para saber quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão é avaliar a situação da sua lesão. Após compreender melhor os efeitos de cada tratamento ficará mais fácil tomar uma decisão.

Você deve começar a sua avaliação analisando a sua dor e a causa dela: lesão, queda, esforço excessivo ou algum movimento novo que machucou. Considere também quando e como ela teve início, se é uma dor aguda ou se é recorrente, crônica. 

Além da dor, possivelmente estão presentes ainda outros sintomas. Averígue os sinais de que há inflamação, são eles inchaço, aumento de temperatura no local e vermelhidão.

Depois dessa autoavaliação você saberá em qual das situações descritas ao longo deste artigo se encontra. 

É preciso aqui alertarmos para alguns cuidados importantes quanto a aplicação de compressas frias ou quentes. 

Fique atento a casos de  neuropatias e alterações de sensibilidade que podem mascarar a tolerância ao quente e frio e podem levar a lesões na pele. Além disso, é preciso atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com dificuldade de comunicação ou déficit cognitivo, pois podem ter a pele mais sensível ou mesmo não saber expressar de maneira adequada o que estão sentindo. 

Pacientes com hipersensibilidade ao frio, lesão ou síndrome vasomotora, não devem fazer uso da termoterapia. Para esses, será necessário buscar medidas alternativas, por isso, um especialista deverá ser consultado. 

Outros casos também podem requerer intervenção profissional, principalmente quando os sintomas de um trauma não reduzam, mesmo com a utilização das compressas.

Dicas de como fazer compressas em casa

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Como fazer compressas frias

Existem diversas formas de fazer compressas frias em casa e você não precisa ter uma bolsa própria para isso. Anteriormente usamos como exemplo um saco de legumes congelados, mas você pode usar outros métodos se preferir. 

Contudo, é essencial que lembre-se sempre de envolver o objeto frio em uma toalha ou pano, protegendo sua pele da baixa temperatura, que se em contato direto com o tecido pode causar queimaduras. 

Faça algumas sessões de aplicações, que podem durar entre 15 e 20 minutos e ser repetidas diversas vezes ao longo do dia. Prolongar esse tempo de contato entre o objeto frio, mesmo que coberto, com a pele, também pode ocasionar danos como ulcerações e até paralisias de impulsos em trajetos nervosos.

Saiba que é normal sentir alguma queimação logo ao encostar a compressa fria na pele, mas não se preocupe, a queda da temperatura corporal logo fará com que você se sinta mais confortável. 

Outros sintomas como mudanças na sensibilidade, dormências e analgesia surgem após alguns minutinhos. 

Como fazer compressas quentes

Existem diversas formas de fazer compressas quentes, inclusive, temos algumas bolsas especificamente para isso. 

Você pode utilizar o que tiver em casa. Por exemplo, pegue uma fronha e encha-a com 1kg de grãos secos de arroz ou de feijão. Em seguida, coloque no micro-ondas por 2 a 4 minutos. É importante que fique de olho no aparelho verificando sua capacidade. 

Após o aquecimento, deixe que o objeto amorne por algum tempo e aplique-o em seguida na região dolorida por algo entre 15 e 20 minutos. 

Você pode também aquecer uma toalha utilizando água fervendo, sempre com cuidado de deixando a peça esfriar um pouco antes da aplicação. 

Lembre-se de usar uma fronha ou pano fino para evitar o contato direto entre a pele e a bolsa quente, prevenindo queimaduras. 

Em casos de infecções e inflamações mais graves evite fazer o procedimento por conta própria. Procure um profissional de sua confiança e siga a risca todas as suas orientações.

Agora você já sabe exatamente quando usar bolsa de água quente ou compressa fria em lesão, porém, vale ressaltamos que este é um artigo meramente informativo para te auxiliará no manejo em casa, por isso, não substitui o profissional de saúde, que é essencial para recomendação de um tratamento específico para cada caso. 

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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