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Dor no cotovelo: Epicondilite lateral

É uma lesão tendinopática envolvendo os músculos extensores do antebraço.

Cotovelo de tenista, ou epicondilite lateral, é a síndrome de uso excessivo mais comum no cotovelo. É uma lesão tendinopática envolvendo os músculos extensores do antebraço. Jogar tênis ou outros esportes com raquete pode causar esta condição. No entanto, vários outros esportes e atividades (como carpinteiros, pintores e manicures) podem também causar o aumento de dor e sensibilidade na região lateral do cotovelo, ocasionado pelo uso excessivo da musculatura extensora do punho e da mão.

A epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões que unem os músculos do antebraço do lado de fora do cotovelo. Os músculos do antebraço e os tendões tornam-se danificados do uso excessivo — repetir os mesmos movimentos de novo. Isto leva a dor e a inflamação do lado de fora do cotovelo. 

É importante lembrar que apenas 5% das pessoas que sofrem de cotovelo de tênis relacionam a lesão ao tênis!

Sobrecargas contráteis que estressam cronicamente o tendão próximo à inserção no úmero são a principal causa de epicondilite.

Esse problema acomete principalmente pessoas entre 35 e 50 anos, que fazem uso em excesso dessa musculatura.

Existem muitas opções de tratamento para epicondilite lateral. Na maioria dos casos, o tratamento envolve uma abordagem de equipe.

Um diagnóstico diferencial importante da epicondilite lateral é a epicondilite medial (ou cotovelo do golfista), devido principalmente à sobrecarga da musculatura flexora do antebraço. 

Apesar do nome complicado, a epicondilite lateral é uma patologia comum dos cotovelos de pessoas que fazem determinados movimentos. E como todas as doenças que envolvem nossos músculos e nervos, deve ser diagnosticada e tratada para que o problema não evolua, causando mais prejuízos no futuro. Como, por exemplo, o aumento da dor e do desconforto até a limitação ou impossibilidade completa de movimentos.

Um pouco da anatomia do cotovelo

A articulação do cotovelo é formada pelo osso do braço (o úmero) e os ossos do antebraço (a ulna e o rádio).  Na extremidade inferior do úmero existem duas saliências ósseas, chamadas de epicôndilos lateral e medial. O epicôndilo lateral é o mais externo e recebe os tendões de alguns músculos do antebraço, responsáveis pela extensão do punho. Com o uso excessivo dos músculos extensores do punho e da mão, a dor inicia gradualmente, na lateral do cotovelo, na parte externa e aumenta ao levantar objetos pesados.

O que é Epicondilite Lateral

A epicondilite lateral é classificada como uma lesão de uso excessivo que pode resultar em degeneração hialina da origem do tendão extensor. O uso excessivo dos músculos e tendões do antebraço e cotovelo, juntamente com contracções repetitivas ou tarefas manuais, pode colocar demasiada tensão nos tendões do cotovelo. Estas contracções ou tarefas manuais requerem a manipulação da mão que causa mal-adaptações na estrutura do tendão que levam à dor sobre o epicôndilo lateral. Principalmente, a dor é localizada anterior e distal do epicôndilo lateral.

Essa lesão é frequentemente relacionada ao trabalho, qualquer atividade que envolva extensão, pronação ou supinação do punho durante o trabalho de parto manual, trabalhos domésticos e hobbies são considerados fatores causais importantes.

A epicondilite lateral é igualmente comum em ambos os sexos. Entre as idades de 30-50 anos, a doença é mais prevalente. A obtenção da condição no epicôndilo lateral é rara, sendo que o braço dominante tem maior chance de ocorrência de epicondilite lateral. Vinte por cento dos casos persistem por mais de um ano.

O que causa a Epicondilite lateral

Para entender as causas da Epicondilite lateral, é necessário imaginar o interior dos seus braços. Na parte lateral do cotovelo há uma proeminência óssea conhecida como epicôndilo lateral. Dela se originam vários músculos que se estendem até os punhos e os dedos. Quando realizamos alguma atividade com o punho voltado para a cima os tais músculos permanecem contraídos, o que gera tensão no seu local de origem. Caso ocorra uma sobrecarga excessiva exatamente nessa região, pode ocorrer um processo inflamatório. Ele acontece justamente para cicatrizar as pequenas lesões causadas pela sobrecarga de tensão. Essa inflamação pode vir a ser a causa de tendinites, algo que ocorre bastante no antebraço e que podem confundir com o diagnóstico da Epicondilite.

O processo é diferente na Epicondilite lateral. Ocorre uma degeneração das fibras de colágeno contidas nos tendões e isso geralmente ocorre logo depois da inflamação inicial. Se a pessoa não sente nenhum desconforto e a sobrecarga continua acontecendo, essa degeneração não consegue melhorar. Podem se formar cicatrizes de fibrose o que causará a diminuição da sua força, além de uma dor crônica aguda.

Sobrecarga da musculatura extensora do cotovelo

Estudos recentes mostram que o cotovelo de tenista é muitas vezes devido ao dano a um músculo do antebraço específico. O músculo extensor radial curto ajuda a estabilizar o pulso quando o cotovelo está reto. Isso ocorre durante um groundstroke de tênis, por exemplo. Quando esse músculo é enfraquecido pelo uso excessivo, lesões microscópicas se formam no tendão que é ligado ao epicôndilo lateral. Isto leva a inflamação e dor.

Lesões do músculo extensor radial curto também podem apresentar um risco maior para danos por causa de sua posição. Como o cotovelo se dobra e se endireita, o músculo se esfrega contra saliências ósseas. Isso pode causar o desgaste gradual do músculo ao longo do tempo.

Atividades em risco para dores no cotovelo

Atletas não são as únicas pessoas que apresentam o cotovelo de tenista. Muitas pessoas com cotovelo de tenista realizam trabalhos ou actividades recreativas que exigem o uso repetitivo e vigoroso da musculatura do antebraço.

Pintores, encanadores e carpinteiros são particularmente propensos a desenvolver o cotovelo de tenista.

Estudos têm mostrado que auto trabalhadores, cozinheiras e açougueiros mesmo obter cotovelo de tenista mais frequentemente do que o resto da população. Acredita-se que a repetição e levantamento de peso exigido nessas ocupações leva à lesão.

Sintomas da Epicondilite lateral

O sintoma mais comum da epicondilite lateral é a dor, que pode ser produzida pela palpação dos músculos extensores originários do epicôndilo lateral.

A dor pode irradiar para cima ao longo do antebraço e para baixo ao longo do exterior do antebraço e, em casos raros, até ao terceiro e quarto dedos. Além disso, verifica-se frequentemente que a flexibilidade e a força dos músculos extensores do punho e dos ombros posteriores são deficientes.

Nos atletas, a lesão pode ocorrer com um início súbito, em um único momento de esforço, com algum gesto brusco ou com início tardio, dentro de 24 a 72 horas, após um intenso período de extensão do punho, ocorrendo principalmente com atletas despreparados, como um jogador de fim de semana que fez um esforço excessivo ou um jogador de tênis com uma nova raquete.

Realizar a atividade de forma apropriada e com os acessórios adequados é fundamental para evitar o “cotovelo de tenista”.

A epicondilite lateral é caracterizada como uma inflamação dos músculos e tendões do cotovelo e apresenta os seguintes sintomas:

  • Dor intensa ou sensibilidade na lateral externa do cotovelo que pode irradiar para o antebraço, sendo agravada com a realização de esforços
  • Dor ao estender o punho ou a mão
  • Aumento da dor ao levantar objetos pesados
  • Queimação na lateral do cotovelo
  • Redução de força para extensão do punho e dos dedos
  • Dificuldades para segurar objetos

Como é feito o diagnóstico da Epicondilite lateral

O principal sintoma da Epicondilite lateral é a dor. Ela causa essa sensação principalmente na parte lateral do cotovelo, mas o desconforto pode se irradiar também para o antebraço.

O diagnóstico começa com perguntas sobre o nível de atividade, fatores de risco de ocupação, participação em esportes recreativos, medicação e outros problemas médicos. Durante o exame físico, o medicamento vai sentir a estrutura do cotovelo e outras articulações. Também são examinados os nervos, músculos, ossos e pele. É importante saber quais atividades causam sintomas e onde no seu braço os sintomas ocorrem.

Os exames de imagem geralmente são necessários quando há a possibilidade de o paciente apresentar outras doenças ou problemas que tenham sintomas muito semelhantes. Nesse caso, são pedidos principalmente radiografia simples e/ou ultrassonografia, que podem ajudar em um diagnóstico diferencial. Alguns especialistas também costumam pedir a ressonância magnética, um exame mais específico que permite observar tanto a Epicondilite lateral quanto outros problemas que podem estar afetando o local.

Eles não são exames de rotina. São solicitados apenas quando o exame físico não é suficiente para se ter certeza do diagnóstico e há dúvidas dos especialistas.

Os tratamentos convencionais são realizados com medicamentos, terapias por ondas de choque, infiltração de corticóides, fisioterapia e em último caso a cirurgia.

Também outra opção, muitas vezes mais eficiente são as terapias como a acupuntura. O tratamento é realizado pela infiltração de finas agulhas (da espessura de um fio de cabelo) em pontos específicos na pele, visando efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular. Massagens também são bem vindas, adicionadas aos exercícios de alongamento progressivo dos extensores do punho e fortalecimento muscular dos extensores.

Formas de prevenir a Epicondilite lateral

Algumas mudanças simples no cotidiano das pessoas podem prevenir o aparecimento da Epicondilite lateral.

Uma delas, e essencial já que o número de pessoas que usam o computador aumentou muito, é melhorar sua postura diante da tela. Vale a pena observar alguns detalhes e realizar algumas mudanças, seja em casa ou no local de trabalho. O antebraço, por exemplo, deve estar completamente apoiado na mesa. O uso de apoios para o mouse e o teclado também são amplamente recomendados pelos especialistas.

quem usa o computador por muitas horas precisa fazer pausas periódicas durante a atividade. Aproveite essa pausa para fazer alongamentos com as mãos, dedos e braços.

Uma boa opção é procurar modelos de mouse cujo design permite que o punho permaneça lateralizado. Eles costumam prevenir os problemas. Além disso, quem usa o computador por muitas horas precisa fazer pausas periódicas durante a atividade. Aproveite essa pausa para fazer alongamentos com as mãos, dedos e braços. Isso vai ajudar não só na prevenção da doença, como no seu tratamento, se ela já estiver instalada.

Quem gosta de praticar tênis, mesmo de forma amadora, também pode-se prevenir da Epicondilite lateral. Aliás, deve, já que as medidas recomendadas são simples. Uma delas, bastante eficaz, é melhorar os seus movimentos esportivos na hora de realizar a atividade (alteração da biomecânica do movimento).

Uma das principais causas da Epicondilite lateral nos tenistas – e o que costuma dar o nome de cotovelo de tenista para a doença – é o movimento conhecido como “backhand”. Principalmente quando ele é feito com o uso excessivo do punho com o objetivo de aumentar a potência ou para causar algum efeito específico na bola. Além disso, quando ocorre da bola estar “atrasada”, como se diz nos jargões do jogo, a tendência do jogador é utilizar o seu punho para rebatê-la de forma mais eficaz, o que aumenta o problema. Por último, trocar o encordoamento da raquete e do grip podem ajudar em seus movimentos e prevenir a Epicondilite lateral.

Para prevenir a epicondilite lateral, é fundamental aquecer, antes e depois de jogar tênis ou praticar atividades, a musculatura envolvida do braço e do cotovelo.

Compressas de gelo no cotovelo após exercício ou trabalho. Em atividades relacionadas ao trabalho, é importante adotar uma postura correta e garantir que a posição dos braços, durante o trabalho, não causem excesso de uso do seu cotovelo ou músculos do braço.

Adotando posturas adequadas para a realização de quaisquer atividades, seja em casa, no trabalho ou na prática de esportes, realizando pausas associadas a alongamentos durante a realização dessas tarefas, fará com que o “cotovelo de tenista” passe bem longe de você.

Como tratar a Epicondilite lateral

O tratamento consiste primeiramente em identificar a origem dos sintomas, verificando o que ocasionou a lesão. Evitar atividades que coloquem pressão sobre o cotovelo ou que exijam esforço muscular dos músculos extensores do punho, aplicar compressas de gelo na área lesada e analgésicos e anti-inflamatórios ajudam no alívio da dor e melhora do quadro. A tira para o cotovelo também pode ser uma aliada nesse momento.

Para tratar a Epicondilite lateral, o médico vai trabalhar em duas frentes: diminuir a dor e o desconforto e reduzir a sobrecarga nas atividades que originaram o problema ou podem piorá-lo. Existem várias maneiras de diminuir a dor, como aplicações com gelo, medicações com anti-inflamatórios e analgésicas, fisioterapia e acupuntura, que vem sendo usado com bastante eficácia também para a prevenção. Algumas vezes, quando o paciente passa por uma fase especialmente dolorida, o especialista pode sugerir o uso de infiltrações para aliviar a dor. Mas nesse caso, procure conversar com o seu médico sobre os riscos e benefícios da infiltração, para avaliar se é o caso de realiza-las. De qualquer maneira, é bom lembrar que a infiltração é apenas mais uma etapa do tratamento para que a doença melhore.

É preciso diminuir ou mesmo cessar temporariamente.

A terapia por ondas de choque é um novo método não invasivo para o tratamento e alívio da dor e funcionalidade para pacientes com epicondilite lateral. As ondas de choque (que apesar do nome, não emitem choques), atuam por meio de ondas mecânicas de elevada pressão, que agem diretamente no tendão e estruturas ósseas lesadas, estimulando processos analgésicos e anti-inflamatórios.

Quando o objetivo é diminuir a sobrecarga de suas atividades, também existem diversas medidas que podem ser realizadas. Você já leu aqui sobre as medidas de prevenir a Epicondilite lateral e todas elas são muito importantes. Além disso é preciso diminuir ou mesmo cessar temporariamente todos os movimentos repetitivos que você realiza diariamente. Essa decisão vai depender do grau dos seus sintomas e como você está fisicamente.

Quando o objetivo é diminuir a sobrecarga de suas atividades, também existem diversas medidas que podem ser realizadas. Você já leu aqui sobre as medidas de prevenir a Epicondilite lateral e todas elas são muito importantes. Além disso é preciso diminuir ou mesmo cessar temporariamente todos os movimentos repetitivos que você realiza diariamente. Essa decisão vai depender do grau dos seus sintomas e como você está fisicamente.

Muitas vezes, usar órteses na região do punho ou cintas na região do cotovelo também ajudam bastante a diminuir a tensão local e, consequentemente, o desconforto que a Epicondilite lateral causa.

Depois dessa etapa, o importante é fortalecer os tendões e o antebraço. Para isso, é iniciado um tratamento feito com exercícios, que ocorre de forma progressiva. Para quem é esportista, é necessário rever seus movimentos durante a atividade física e garantir uma orientação dos gestos para evitar que a dor retorne e o problema também. É necessário fazer tudo com muita calma e ter paciência pois nem sempre a dor desaparece de forma imediata. E a resolução total da Epicondilite lateral pode, em média, levar até um ano, dependendo do caso e do comprometimento do paciente com o tratamento.

Existem alguns estudos sendo feitos para diversificar os tratamentos da Epicondilite lateral. Um deles é o uso de infiltrações com diferentes substâncias que seriam melhores do que as tradicionais. Médicos e especialistas estão avaliando o uso de substâncias como o vasoesclerosante, bastante usado no tratamento de varizes. A também quem acredite na utilização do sangue do próprio paciente ou de plasma rico em plaquetas. Por enquanto os resultados variam bastante e as evidências mostram que os sintomas melhoram a curto prazo. Mas ainda não foram comparadas aos tratamentos convencionais a longo prazo.

Como mostrado no estudo anterior citado neste artigo, a Acupuntura é uma excelente forma de tratamento das dores da epicondilite lateral, e também medial. A acupuntura, com sua ação analgésica, anti-inflamatória e relaxante muscular, permite auxiliar na recuperação das crises dolorosas, com melhora de funcionalidade e amplitude de movimento dos cotovelos.

Quando é necessário um tratamento cirúrgico

A maioria dos pacientes que apresentam a Epicondilite lateral consegue uma boa resposta ao tratamento normal, sem maiores intervenções. Mas, em alguns casos mais difíceis ou quando não há melhora significativa com o tratamento tradicional, os especialistas sugerem a ideia de uma cirurgia. Para que tudo dê certo, é necessário que todos os tratamentos não operatórios sejam realizados corretamente pelo menos de 3 a 6 meses antes da operação.

A cirurgia pode ser realizada por artroscopia ou via aberta, dependendo do caso e do médico escolhido pelo paciente. De início é feito um desbridamento – uma limpeza na área do tendão no epicôndilo lateral. Em casos mais graves, a parte do tendão que apresenta degeneração das fibras de colágeno – a parte doente – pode ser retirada. Isso, quando realizado de modo cuidadoso e por um especialista experiente, não vai interferir nos movimentos futuros do paciente.

Há ainda vários outros detalhes e informações técnicas tanto da operação quanto do pós-operatório, mas que variam conforme a técnica utilizada pelo médico na cirurgia. Por isso você deve conversar com ele sobre todos os detalhes e tirar suas dúvidas antes de se decidir pela cirurgia. Apenas uma observação: o surgimento de um rompimento de tendão, principalmente do tendão do extensor radial curto do capo, não costuma ser uma indicação obrigatória da necessidade de uma cirurgia. Vale discutir o caso com seu médico do esporte ou médico fisiatra.

Reabilitação na Epicondilite Lateral

Durante a recuperação da lesão, o esporte anteriormente praticado deve ser substituído por um que não piore a condição. Por exemplo: correr ao invés de jogar tênis. Para jogar tênis o médico, provavelmente, recomendará o uso de uma raquete com uma empunhadura maior e poderá sugerir melhoras na maneira de empunhar ou de realizar os movimentos do jogo com a raquete.

O objetivo da reabilitação na epicondilite lateral é que o retorno da pessoa às atividades do dia-a-dia ou mesmo ao esporte aconteça o mais brevemente possível.

O retorno precoce deve ser evitado pelo risco de agravar lesões, o que pode levar uma lesão aguda a uma lesão crônica. Os graus das lesões são variadas, e a velocidade de recuperação de cada pessoa é diferente, dependendo de diversos fatores como idade, nutrição. Por isso, não há uma resposta exata em relação a quanto tempo o paciente poderá retornar às atividades. O médico especialista em reabilitação e dor (médico fisiatra) ou médico do esporte poderá fazer essa avaliação.

Um dos fatores de retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando a pessoa puder usar força, empunhando a raquete de tênis, taco de basebol, taco de golfe, sem sentir dor. O paciente deverá simular os movimentos com a intensidade que fará no esporte, para avaliarmos a velocidade e a amplitude de movimento da articulação, para avaliar se há inflamações locais.

Outras avaliações incluem trabalhar no teclado do computador, praticar esportes tais como ginástica, suportando o peso do corpo com o cotovelo lesionado, não sendo afetado pela dor. Não havendo mais edema em volta do cotovelo lesionado, ter força normal comparando ao cotovelo não lesionado, tudo será possível novamente quando falamos do “cotovelo de tenista” e a prática dessas atividades sem dor.

Prognóstico da epicondilite lateral

Embora a dor raramente progrida para intensidades maiores, sua persistência pode mudar vidas, forçando mudanças de carreira.

Se você usa com frequência os braços para um trabalho intensivo no computador, o cotovelo de tenista pode ser um grande problema (claro, se você é um esportista sério, a dor pode ser também um grande problema.)

Embora a dor raramente progrida para intensidades maiores, sua persistência pode mudar vidas, forçando mudanças de carreira. Como a síndrome do túnel do carpo, algumas pessoas simplesmente desistem de trabalhos braçais ou de escritório devido à dor incapacitante.

Mas há esperança, e a maioria das pessoas provavelmente não devia largar os empregos — há opções de tratamento que, enquanto quase garantido para trabalhar, são muitas vezes negligenciadas e vale a pena.

Para a maioria das pessoas, a condição é geralmente apenas temporária, com dor e incapacidade por poucas semanas. É a minoria dos casos que cronificam e tornam a condição incapacitante.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).

6 Comentários

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  • Minha epicondilite medial e uma lesao igual e o tanto demorads e preocupante para tratar?
    Gostaria de iniciar acupuntura..qtas sessoes devo.fazer

  • Excelente artigo, Dr. Marcos. No meu caso, a epicondilite surgiu após uma pancada no local que doeu muito. Ao longo de uns 2 ou 3 meses, por distração ou sei lá o que, aconteceram novas pequenas pancadas que doem muito. Creio que preciso fazer uma radiografia para ver se há algum trinco no osso, para o diagnóstico não se confundir com inflamação por esforço repetitivo? Neste caso, o tratamento indicado neste artigo é o mesmo? Obrigado.

    • nossa no meu caso tbm, uma forte batida, e na sequencia fiz flexões, começou a dor, no decorrer da semana ao trabalhar com mouse, piorou muitooo estendendo a dor para o ante braço e punho, ja fazem 3 semanas comecei a tomar um anti-inflamatório e vou usar a cinta de tenista, e esperar a melhora.

  • Oi! Boa tarde, meu nome é Priscila
    tenho 28 anos e hoje venho sentindo dor muito frequente a momento que tenho dificuldade de Farre uma casa , lava louça e até mesmo de vestir minha roupas… está com um mês que venho sentindo essa dor em meu cotovelo e a dias que ela se tornar mais intenca que se tornar issurportavel, eu já tenho um problema no meu ombro esquerdo a tendinite !

  • Estou com muita dor no meu cotovelo a uns 2 meses fiz bastante esforço concretando uma Lage acho que o peso do concreto danificou meus ligamentos não posso nem abrir a mão dói muito.

  • Eu tenho epicondilite nos dois cotovelos e a minha foi por lesão de esforço repetitivo. Isso já a mais de cinco anos

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