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Coluna · Hérnia de disco · Procedimento

Injeção para dor na coluna por hérnia de disco

A injeção para hérnia de disco costuma ser um bloqueio radicular transforaminal ou peridural com corticoide, indicada na dor irradiada. Ela não conserta o disco, alivia por semanas e abre uma janela para reabilitar com mais intensidade.

Resposta direta
  • A injeção para dor na coluna por hérnia de disco costuma ser um bloqueio radicular transforaminal ou uma peridural com anestésico e corticoide, dirigida à raiz nervosa inflamada que causa a dor irradiada.
  • O objetivo é controlar a dor da radiculopatia por semanas, não dissolver a hérnia. Ela soma ao tratamento conservador e abre uma janela para reabilitar.
  • Indicada sobretudo na dor radicular intensa ou que não cede à reabilitação e à medicação; não é primeira escolha para dor lombar sem irradiação.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é a injeção para hérnia de disco

Comparação entre um disco saudável e uma hérnia de disco comprimindo a raiz nervosa
A hérnia ocorre quando o disco se desloca e pressiona a raiz nervosa, gerando a dor irradiada que motiva a injeção.

Quando se fala em injeção para hérnia de disco, fala-se de um grupo de procedimentos guiados por imagem que depositam medicamento perto da raiz nervosa irritada pela hérnia. Não é uma injeção dentro do disco nem na musculatura: o alvo é o nervo inflamado que está gerando a dor que desce pela perna ou pelo braço.

A hérnia de disco dói, na maioria das vezes, não pela compressão mecânica pura, mas pela inflamação química que o material do núcleo pulposo provoca ao vazar para perto da raiz nervosa. Esse núcleo é rico em substâncias inflamatórias que sensibilizam o nervo, e é justamente essa inflamação que a injeção mira. Por isso o corticoide, um potente anti-inflamatório, é o componente central do procedimento, em geral combinado a um anestésico local que dá alívio rápido e ajuda a confirmar que a raiz tratada é mesmo a fonte da dor.

É importante separar dois quadros, porque eles mudam toda a indicação. A dor axial é a dor concentrada na coluna, na lombar ou no pescoço, sem descer pelo membro. A dor radicular (a radiculopatia, popularmente ciática quando atinge a perna) é a dor que segue o trajeto de uma raiz, como L5 ou S1, frequentemente com formigamento, queimação ou fraqueza.

A injeção dirigida à raiz tem seu melhor papel na dor radicular da hérnia, e não na lombalgia axial isolada. Para entender a hérnia como um todo, vale a leitura do guia sobre hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e tratamentos, e do detalhamento da radiculopatia e dor irradiada.

Pérola clínica

Na prática, a hérnia que mais se beneficia da injeção é aquela com dor irradiada clara, em trajeto de raiz, e ressonância que mostra a hérnia comprimindo exatamente aquela raiz, do lado e no nível que explicam o sintoma. Quando imagem e exame coincidem, o bloqueio é mais preciso e mais útil.

Dr. Marcus Yu Bin Pai ministrando palestra no congresso VIII CINDOR ao lado de slide sobre patologias da coluna
Em congressos Dr. Marcus Pai em aula sobre patologias da dor no CINDOR

Tipos de injeção e os nomes dos medicamentos

Ilustração dos estágios do disco intervertebral: degeneração, protrusa, extrusa e sequestrada, ao lado de uma vértebra com hérnia em destaque.
O grau da hérnia, da protrusão à sequestração, orienta qual injeção e qual alvo trazem mais benefício.

Há mais de uma técnica, e a escolha depende do nível da hérnia, da raiz envolvida e da anatomia de cada pessoa. Todas são feitas com orientação por imagem (radioscopia ou tomografia, por vezes ultrassom) para depositar o medicamento no ponto certo com segurança. Quem procura por “injeção para hérnia de disco nomes” costuma estar perguntando duas coisas diferentes: o nome do procedimento e o nome do remédio injetado. Vale separar as duas.

Tipos de injeção para a dor da hérnia de disco
ProcedimentoOnde o medicamento é depositadoQuando costuma ser preferido
Bloqueio radicular seletivo (transforaminal)No forame, junto à raiz nervosa específica, no trajeto da hérniaDor radicular de uma raiz bem definida; também ajuda a confirmar qual raiz dói
Peridural (epidural) interlaminarNo espaço peridural, banhando uma ou mais raízes vizinhasDor irradiada com mais de uma raiz ou nível envolvidos
Peridural por via caudalNo espaço peridural pela base do sacroHérnias baixas (L5-S1), cirurgia lombar prévia ou anatomia difícil

Quanto ao que é injetado, o conteúdo costuma ser a combinação de um corticoide (anti-inflamatório de depósito, em nomes de princípio ativo como dexametasona, triancinolona, metilprednisolona ou betametasona) com um anestésico local (como lidocaína ou ropivacaína). O anestésico produz o alívio imediato e ajuda no diagnóstico; o corticoide sustenta o efeito anti-inflamatório por semanas. As doses, o tipo de corticoide e a via são decisões médicas, individualizadas para cada caso, e por isso este texto usa nomes de princípio ativo, e nunca marcas comerciais.

Uma confusão comum merece nota: a injeção para hérnia de disco não é a mesma coisa que infiltração de ponto-gatilho, nem que bloqueio facetário. A infiltração de ponto-gatilho trata a musculatura; o bloqueio facetário trata a articulação entre as vértebras. Quando a dor da hérnia é radicular, o alvo é a raiz, e não o músculo. Essa distinção entre os diferentes procedimentos está detalhada na página que reúne os tipos de injeção para dor na coluna.

Mito

“A injeção para hérnia de disco dissolve a hérnia e resolve o problema de vez.”

Fato

A injeção reduz a inflamação ao redor da raiz e controla a dor por um período. A hérnia em si tende a regredir por reabsorção natural ao longo de meses, processo que independe da injeção. O procedimento compra tempo e conforto para reabilitar.

Quando a injeção é indicada

Duas ressonâncias magnéticas sagitais da coluna lombar com setas vermelhas apontando uma hérnia de disco que comprime o canal vertebral.
A ressonância confirma o nível e o tamanho da hérnia, definindo se a injeção guiada por imagem é indicada.

A injeção tem um lugar definido na sequência do tratamento, e esse lugar quase nunca é o primeiro. A grande maioria das hérnias de disco com dor irradiada melhora ao longo de semanas com tratamento conservador bem conduzido, porque a hérnia tende a ser reabsorvida pelo próprio organismo e a inflamação cede. A injeção entra quando esse curso natural está sendo intoleravelmente doloroso ou lento.

Em termos práticos, ela costuma ser considerada quando há dor radicular intensa que não cede ao manejo inicial com medicação e reabilitação após algumas semanas, quando a dor limita muito o sono e a função, ou quando se quer reduzir o uso de analgésicos mais fortes. Também tem um papel diagnóstico: ao aliviar a dor de uma raiz específica, o bloqueio seletivo ajuda a confirmar qual nível é o responsável, informação útil sobretudo quando a ressonância mostra mais de uma hérnia.

Por outro lado, a injeção não é primeira linha para dor lombar axial sem irradiação, não trata a degeneração do disco em si e não está indicada quando os sintomas já estão melhorando de forma consistente com o tratamento conservador. E há situações em que a dor não pede injeção, mas avaliação urgente, descritas nos sinais de alerta a seguir.

Costuma fazer sentido

Dor irradiada que não cede

Radiculopatia intensa, em trajeto de raiz, persistente apesar de medicação e reabilitação, com imagem que corresponde ao quadro.

Costuma não ser o caminho

Dor só na coluna

Lombalgia axial sem irradiação, quadro já em franca melhora, ou sintomas que não correspondem à imagem.

Sinais de alerta · não espere por procedimento eletivo

Procure avaliação sem demora se houver

  • Dificuldade ou incapacidade de urinar, perda do controle da urina ou das fezes.
  • Dormência na região da sela (entre as pernas, ao sentar), sugerindo síndrome da cauda equina.
  • Fraqueza importante ou progressiva na perna ou no pé (por exemplo, dificuldade para levantar o pé).
  • Febre, perda de peso sem explicação ou história de câncer associadas à dor.

Esses sinais mudam a conduta: a síndrome da cauda equina e o déficit motor que progride são situações em que a avaliação cirúrgica é prioritária, e nenhuma injeção deve atrasar esse atendimento. Na ausência deles, há tempo para conduzir o tratamento de forma planejada.

O que esperar do procedimento

O procedimento é ambulatorial e costuma durar poucos minutos. É feito em sala apropriada, com a pessoa posicionada e a pele anestesiada no ponto de entrada. A agulha é guiada por imagem até o alvo, e às vezes um contraste confirma a posição antes de injetar o medicamento. A pessoa em geral vai para casa no mesmo dia.

O alívio tem dois tempos. O anestésico local pode trazer melhora nas primeiras horas, que depois costuma recuar; o efeito do corticoide tende a se instalar em alguns dias e a se manter por semanas. É comum haver leve desconforto no local por um a dois dias. A magnitude e a duração do alívio variam bastante entre pessoas.

Dia 0

Procedimento

Injeção guiada por imagem, ambulatorial. Alívio inicial pelo anestésico, que pode recuar nas horas seguintes.

Dia 1 a 7

Instalação do efeito

O corticoide começa a agir. A dor irradiada costuma ceder de forma progressiva. Retomada gradual das atividades.

Semana 2 a 6

Janela para reabilitar

Com menos dor, intensifica-se o exercício e a reabilitação. É a fase que define o resultado a longo prazo.

O ponto mais importante, e o mais negligenciado, é o que se faz com essa janela de alívio. A injeção não é um fim em si: o período de menos dor existe para que a reabilitação avance, ganhe força e controle motor e devolva à coluna a capacidade de tolerar carga. Quem usa bem essa janela tende a sustentar o ganho; quem trata a injeção como solução isolada costuma ver a dor retornar quando o efeito passa.

A injeção age sobre a inflamação da raiz, não sobre o disco

Quase todo material descreve a injeção como se ela agisse sobre o disco. Não age. O corticoide trata a inflamação química ao redor da raiz nervosa, que é o que dói; o disco herniado segue exatamente como estava no dia do procedimento. O detalhe que muda a leitura é o tempo: a hérnia tende a ser reabsorvida pelo próprio organismo ao longo de meses, de forma independente da injeção. Ou seja, a injeção não cura nem acelera essa reabsorção, ela compra um trecho de tempo confortável enquanto o corpo desinflama a raiz e reabsorve o disco. É uma ponte, não um conserto, e é a reabilitação feita dentro dessa janela que transforma o alívio temporário em recuperação que se mantém.

Quanto à repetição, há um limite real. O procedimento pode ser repetido em casos selecionados, mas com intervalo entre as aplicações e um teto de aplicações por ano definidos pelo médico, justamente para limitar a carga acumulada de corticoide e seus efeitos sistêmicos. Não se trata de uma série indefinida: se duas ou três injeções bem indicadas não sustentam o benefício, isso é informação clínica, e o plano passa por revisão. Repetir uma quarta ou quinta vez uma estratégia que já se mostrou pouco eficaz costuma render mais efeito do corticoide do que alívio.

Revisão sistemáticaEvidência moderada

Injeção peridural de corticoide na radiculopatia da hérnia

Revisões apontam que a injeção peridural/transforaminal de corticoide pode reduzir a dor radicular da hérnia de disco no curto e médio prazo, com benefício de magnitude variável e efeito que tende a diminuir com o tempo. O impacto sobre a necessidade de cirurgia a longo prazo é modesto. A leitura prática é que se trata de um recurso de alívio que abre janela para reabilitar, e não de uma cura. A indicação é individual.

Ver referências →
Da prática clínica

Observações de consultório.

  • O que costuma surpreender é a relação entre imagem e dor: pessoas com hérnias grandes na ressonância às vezes têm pouca dor, e hérnias pequenas podem doer muito. Por isso a injeção é indicada pelo padrão da dor radicular e pelo exame, não pelo tamanho da hérnia na imagem.
  • O melhor uso que vejo da injeção é como abertura de janela: ela tira a dor irradiada do nível incapacitante por algumas semanas, e é nesse intervalo que a reabilitação finalmente consegue progredir. Quando a pessoa entende que esse é o objetivo, o resultado tende a ser melhor do que quando ela espera que a agulha resolva tudo.
  • Reforço sempre dois limites: a injeção não diminui a hérnia e não substitui a cirurgia quando esta é mesmo necessária; e há um teto de aplicações por ano, então ela não é um recurso para repetir sem fim a cada recaída.
  • Os sinais de cauda equina, dificuldade para urinar, perda de controle de urina ou fezes, dormência em sela, ou uma fraqueza que avança na perna, são a parte que eu mais insisto: diante deles, ninguém deve aguardar um procedimento eletivo, é avaliação no mesmo dia.
Assista: HERNIA DE DISCO, PROTRUSÃO DISCAL, ARTROSE – Entenda porque sua Coluna doi!

O que realmente trata a hérnia de disco

A injeção é uma peça, não o tratamento inteiro, e quem chega aqui buscando só o procedimento merece o quadro completo. O que de fato resolve a dor da hérnia de disco ao longo do tempo é um plano multimodal, não-cirúrgico e individualizado, com a reabilitação ativa como base e as demais técnicas somando a ela conforme a apresentação e a resposta. A própria história natural ajuda: a hérnia tende a ser reabsorvida pelo organismo ao longo de meses, e o papel do tratamento é controlar a dor e devolver função enquanto isso acontece. Entender cada camada coloca a injeção no lugar certo: ela abre uma janela para que o resto funcione melhor, mas não é o que cura.

Educação e movimento

Entender que a maioria das hérnias melhora com o tempo e que o repouso prolongado piora o quadro; manter-se ativo dentro do conforto.

Reabilitação e fármacos

Exercício orientado como base, somado a medicação para a dor neuropática quando há componente irradiado relevante.

Técnicas em clínica

Acupuntura, eletroacupuntura e agulhamento seco para o componente miofascial e neuropático associado.

Bloqueios e cirurgia

Injeção radicular ou peridural quando a dor não cede; cirurgia reservada a situações específicas.

Reabilitação, fisioterapia e Pilates clínico: a base

É a intervenção com a melhor relação entre evidência e segurança na hérnia com dor irradiada, e o eixo de todo o resto. O foco é o controle motor e a estabilização do tronco: ativação da musculatura profunda (transverso do abdome e multífidos), fortalecimento progressivo de glúteos e cadeia posterior, mobilização neural quando indicada, e dessensibilização ao movimento, para que a pessoa volte a confiar na própria coluna. A Reeducação Postural Global (RPG) e o Pilates clínico, com indicação médica, corrigem padrões que sobrecarregam o disco. Na clínica, o atendimento é individual, um paciente por sala.

A resposta é gradual, ao longo de semanas, e o programa é mantido após o alívio para reduzir recorrências. É exatamente esse trabalho que a injeção busca viabilizar quando a dor está intensa demais para reabilitar.

Medicação para a dor neuropática

A dor radicular da hérnia tem componente neuropático, e responde a uma classe específica de medicamentos. Analgésicos simples e anti-inflamatórios por períodos curtos ajudam na fase aguda; relaxantes musculares têm papel limitado e causam sonolência. Para o componente neuropático, podem-se considerar antidepressivos em dose baixa, como amitriptilina, nortriptilina ou duloxetina, ou gabapentinoides, como gabapentina e pregabalina, sempre com indicação, dose e duração definidas pelo médico, com atenção a efeitos adversos e comorbidades.

A medicação alivia e abre espaço para a reabilitação, mas não substitui a base ativa. O uso racional desses remédios é discutido no guia de remédios para dor.

Acupuntura médica, eletroacupuntura e agulhamento seco

Na radiculopatia da hérnia, a acupuntura médica e a eletroacupuntura têm papel adjuvante: modulam a dor por mecanismos segmentares no corno dorsal da medula, no mesmo nível medular da raiz comprometida (por exemplo, agulhamento paravertebral em L5-S1 para a ciática), pela ativação de vias inibitórias descendentes e pela liberação de opioides endógenos; na eletroacupuntura, a corrente de baixa frequência tende a recrutar mais esses sistemas. A evidência é moderada para a lombalgia e para o componente de dor neuropática, e a técnica é mais útil aqui quando se quer reduzir a dose de gabapentinoide ou de analgésico, ou quando a dor irradiada vem com forte tensão muscular associada. Para a dor radicular específica, ela soma ao bloqueio e à reabilitação, não os substitui.

O número de sessões e o intervalo são definidos na consulta, conforme a resposta de cada pessoa, e o plano é reavaliado em vez de seguido no automático. Na clínica, a acupuntura médica é praticada por médicos com formação específica na técnica, com leitura conjunta da ressonância e do exame neurológico para mirar o segmento certo.

A hérnia de disco quase sempre vem acompanhada de tensão muscular reativa: a musculatura paravertebral no nível da hérnia, o quadrado lombar, os glúteos e o piriforme desenvolvem pontos-gatilho que somam dor à da raiz e perpetuam o ciclo dor-espasmo-dor, às vezes confundindo o quadro (uma dor glútea miofascial pode imitar parte da ciática). No agulhamento seco aplicado a esses pontos paravertebrais e glúteos, a agulha fina, sem medicamento, busca a resposta de contração local da banda tensa e reduz a atividade elétrica espontânea da placa motora, com efeito analgésico local e segmentar sobre essa camada miofascial. É importante a distinção: o agulhamento seco trata o músculo tenso que acompanha a hérnia, não a raiz inflamada (esse é o alvo do bloqueio). O alívio do componente muscular pode ser imediato ou surgir nos dois a três dias seguintes, com dor leve no local por um a dois dias, e costuma exigir mais de uma sessão nas bandas mais reativas.

Quando pensar em cirurgia

A cirurgia tem papel restrito na hérnia de disco e é a exceção, não a regra. Ela é considerada, com decisão compartilhada entre paciente e equipe, sobretudo diante de síndrome da cauda equina (uma urgência), déficit motor importante ou progressivo, ou dor radicular incapacitante e persistente apesar de um tratamento conservador completo e bem conduzido, no qual a injeção já foi tentada quando indicada. A maioria das pessoas com hérnia, mesmo com dor irradiada, não chega a precisar de cirurgia, porque a hérnia tende a ser reabsorvida e a dor cede com o tratamento. A decisão cirúrgica leva em conta o quadro clínico e a correspondência com a imagem, nunca a imagem isolada.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

Qual é a injeção para hérnia de disco e quais os nomes?

O procedimento costuma ser um bloqueio radicular transforaminal ou uma peridural (epidural). O que se injeta é, em geral, um corticoide (em nomes de princípio ativo como dexametasona, triancinolona, metilprednisolona ou betametasona) combinado a um anestésico local (como lidocaína ou ropivacaína). O tipo, a dose e a via são escolhas médicas, individualizadas. Usamos nomes de princípio ativo, não marcas, e o medicamento deve ser sempre prescrito pelo médico.

A injeção para hérnia de disco dói?

A pele é anestesiada no ponto de entrada, e o procedimento costuma durar poucos minutos. Pode haver desconforto durante a injeção e dor leve no local por um a dois dias depois. A intensidade varia entre pessoas.

A injeção para hérnia de disco lombar funciona? Quanto dura?

Na dor radicular (irradiada) da hérnia lombar, a injeção peridural ou transforaminal de corticoide pode reduzir a dor no curto e médio prazo, com benefício variável e que tende a diminuir com o tempo. Costuma dar alívio por semanas, suficiente para avançar a reabilitação. Não funciona da mesma forma na dor lombar sem irradiação.

A injeção dissolve ou cura a hérnia de disco?

Não. A injeção reduz a inflamação ao redor da raiz nervosa e controla a dor. A hérnia em si tende a regredir por reabsorção natural ao longo de meses, um processo do próprio organismo que independe da injeção. O procedimento alivia e abre uma janela para reabilitar.

Quantas vezes posso repetir a injeção?

Pode ser repetida em casos selecionados, com intervalo e número definidos pelo médico, considerando a resposta e os efeitos do corticoide. Não é uma série indefinida: se injeções bem indicadas não trazem benefício sustentado, o plano é revisto.

Injeção ou cirurgia para a hérnia de disco?

São coisas diferentes na linha de tratamento. A injeção é um recurso conservador de alívio; a cirurgia é reservada a situações específicas, como síndrome da cauda equina, déficit motor progressivo ou dor incapacitante persistente apesar do tratamento completo. A maioria das hérnias não chega a precisar de cirurgia.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Quraishi NA. Transforaminal injection of corticosteroids for lumbar radiculopathy: systematic review and meta-analysis. European spine journal: official publication of the European Spine Society, the European Spinal Deformity Society, and the European Section of the Cervical Spine Research Society. 2012. doi:10.1007/s00586-011-2008-y. PMID:21892774.
  2. Verheijen EJA; Bonke CA; Amorij EMJ; Vleggeert-Lankamp CLA. Epidural steroid compared to placebo injection in sciatica: a systematic review and meta-analysis. European spine journal: official publication of the European Spine Society, the European Spinal Deformity Society, and the European Section of the Cervical Spine Research Society. 2021. doi:10.1007/s00586-021-06854-9. PMID:33974132.
Atualizado em 31 mai 2026 Leitura 10 min

Este texto tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação de um bloqueio radicular ou peridural, a escolha da via e o número de aplicações dependem do exame, da imagem e do quadro de cada pessoa, e a conduta é individualizada na consulta.

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  • Acho que é de boa avalía, apresentação do médico dando um ótimo pacerecer ao apaciente dando um resultado final.

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