Raio-X na coluna lombar: o que é e para que serve
O raio-X da coluna lombar mostra bem o osso e as fraturas, mas não o disco, o nervo e o músculo.
- O raio-X lombar, também pedido como radiografia da coluna lombossacra, avalia o osso da parte baixa das costas, da 1ª vértebra lombar até o sacro: alinhamento e curvatura, altura dos corpos vertebrais, fraturas e achatamentos, escorregamento de uma vértebra sobre a outra (espondilolistese) e sinais indiretos de desgaste, como osteófitos (bico de papagaio) e redução do espaço discal.
- Ele não mostra disco, raiz nervosa, medula nem músculo. Para suspeita de hérnia, nervo comprimido ou canal estreito (estenose), o exame indicado é a ressonância magnética.
- Como é feito: com o pedido médico e sem jejum, você tira objetos de metal e fica em pé ou deitado para imagens de frente e de perfil. Leva poucos minutos. Avise se houver chance de gravidez.
- Achados degenerativos crescem com a idade e estão presentes na maioria das pessoas sem dor: degeneração discal em cerca de 37% aos 20 anos e mais de 90% aos 70 (Brinjikji, 2015). Por isso não se pede imagem de rotina nas primeiras 4 a 6 semanas de uma lombalgia sem sinais de alerta.
- O que fazer hoje: na dor lombar comum, calor local por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia, e caminhadas curtas por 1 a 2 semanas; sem melhora, consulta. Perda de controle de urina ou fezes, dormência entre as pernas ou fraqueza que piora em horas: pronto-socorro.
40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual
Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.
Atendimento particular · muitos planos reembolsam a consulta: veja como funciona.
Se a dúvida é pedir um raio-X para a dor lombar, ou você já tem um laudo na mão, estes pontos ajudam a decidir os próximos passos:
- Sem sinal de alerta, trate primeiro. Nas primeiras quatro a seis semanas de uma dor lombar comum, o tratamento conservador costuma vir antes do exame, porque a imagem precoce raramente muda a conduta.
- Um laudo com “desgaste” não é, sozinho, o diagnóstico. Osteófitos e redução do espaço discal são achados comuns com a idade, presentes até em quem nunca sentiu dor; o que importa é a combinação do achado com a sua história e o seu exame físico, em consulta.
- Se a dor irradia para a perna ou não melhora, o exame que costuma responder é a ressonância, porque ela mostra o disco e a raiz nervosa.
- Leve o laudo à consulta, em vez de interpretá-lo sozinho: é o médico que combina a imagem, a história e o exame físico para decidir o que o achado significa e qual é o próximo passo.
Os sinais que pedem exame sem esperar estão na lista de quando a imagem muda a conduta.
Para que serve o raio-X lombar
O raio-X, ou radiografia, é o exame de imagem mais antigo e disponível da coluna. Um feixe de raios X atravessa o corpo e chega a um detector; o osso, rico em cálcio, absorve mais radiação e aparece branco, os tecidos moles ficam em tons de cinza sobrepostos e o ar aparece preto. Por isso a imagem tem excelente definição do osso e baixa definição dos tecidos moles.
O exame padrão da coluna lombar é feito em duas incidências, a frontal (anteroposterior, ou AP) e a de perfil (lateral), por vezes com incidências oblíquas para ver as pequenas articulações de trás da vértebra (facetas) e a ponte de osso que pode trincar na espondilólise. Nessas projeções, a radiografia mede e mostra o que é ósseo: o número e o formato das cinco vértebras lombares, a altura e a simetria dos corpos vertebrais, as curvaturas no plano frontal (escoliose) e sagital (lordose lombar), a altura dos espaços entre as vértebras, a presença de fraturas ou achatamentos, o escorregamento de uma vértebra sobre a outra (espondilolistese) e os sinais de artrose, como os osteófitos, conhecidos popularmente como bicos de papagaio. É um exame rápido, barato, de amplo acesso e que pode ser feito com a pessoa em pé, o que permite avaliar a coluna sob carga, sustentando o peso do corpo, algo que a ressonância, feita deitado, não reproduz.
Essas vantagens fazem do raio-X uma boa primeira ferramenta em situações específicas: investigar uma fratura após trauma, medir o alinhamento e a curvatura, calcular o ângulo da curva numa escoliose e acompanhá-la ao longo do tempo, ou documentar a estabilidade de uma espondilolistese. O ponto mais importante do exame: a radiografia descreve a forma do osso. A causa da dor lombar se define juntando a imagem com a história e o exame físico.
Coluna lombar ou lombossacra: é o mesmo exame?
Na prática, sim. O pedido de raio-X da coluna lombossacra (ou lombo-sacra) inclui as cinco vértebras lombares, de L1 a L5, e a junção com o sacro, o osso em forma de triângulo na base da coluna. É entre L5 e S1 que aparecem muitos dos achados do laudo. A coluna toracolombar é outro pedido, que inclui também as últimas vértebras do tórax. A anatomia de cada trecho está na página sobre anatomia da coluna vertebral.
Como é feito o raio-X da coluna lombar
- Preparo: não precisa de jejum nem de suspender remédio. Alguns serviços pedem um preparo do intestino na véspera, para reduzir os gases; siga a orientação do local. Leve o pedido médico e, se tiver, exames anteriores para comparar.
- Na sala: você veste um avental e tira cinto, joias, piercings e o que tiver metal entre o peito e o quadril.
- Posições: uma imagem de frente e outra de perfil, em pé ou deitado; às vezes oblíquas, ou com o tronco inclinado para a frente e para trás (raio-X dinâmico). O técnico pede para ficar imóvel e prender a respiração por alguns segundos.
- Tempo e laudo: o exame todo leva poucos minutos. O laudo é do médico radiologista e costuma sair em poucos dias, conforme o serviço.
- Gravidez: avise antes. Com gravidez confirmada ou possível, o pedido é revisto.
- Custo: é um dos exames de imagem mais baratos. Planos de saúde e o SUS cobrem com pedido médico; o preço particular varia conforme o serviço.

O que ele mostra e o que não mostra

A melhor forma de entender o exame é separar o que ele enxerga bem do que escapa à sua física. Como só o osso absorve bem a radiação, a radiografia é, em essência, um exame da estrutura óssea. O disco intervertebral, as raízes nervosas, o saco dural e a medula e a musculatura paravertebral têm densidade semelhante e se confundem numa mesma sombra cinzenta, sem contraste entre si.
Osso, alinhamento e fraturas
Formato e altura dos corpos vertebrais, alinhamento e curvaturas (escoliose, lordose), fraturas e achatamentos por compressão, espondilolistese e seu grau (I a IV), osteófitos, endurecimento do osso das facetas e redução do espaço discal como sinal indireto de desgaste do disco.
Disco, raiz, medula e músculo
O conteúdo e a hidratação do disco, uma hérnia ou protrusão, a compressão de uma raiz nervosa, o estreitamento do canal ou da saída do nervo, o inchaço do osso junto ao disco (alterações de Modic), os ligamentos e os músculos das costas. Para todas essas perguntas, o exame é a ressonância magnética.
Repare numa sutileza que costuma gerar confusão. O raio-X pode sugerir que um disco está mais baixo, porque mede a distância entre dois corpos vertebrais. Mas isso é um sinal indireto: ele vê o espaço, não o disco. Não distingue um disco apenas desidratado de uma hérnia, não diz se uma raiz está comprimida nem se há inflamação.
A ressonância faz exatamente o que a radiografia não faz: mostra o grau de desgaste do disco, identifica protrusões e hérnias, mostra a raiz comprimida na saída da coluna e detecta as alterações de Modic. São essas informações que costumam importar na dor que desce para a perna.
| Exame | O que avalia melhor | Quando costuma ser indicado |
|---|---|---|
| Raio-X (radiografia) | Osso: alinhamento, fraturas, escorregamento, artrose; coluna em pé, sob carga; sem detalhe de tecido mole | Suspeita de fratura, avaliação de alinhamento e escoliose, dúvida sobre instabilidade |
| Ressonância magnética (RM) | Tecidos moles: disco, raízes, medula, canal estreito, inchaço do osso e Modic; sem radiação | Dor que desce pela perna (ciática), suspeita de hérnia, sinais de alerta, dor que não responde ao tratamento bem conduzido |
| Tomografia computadorizada (TC) | Detalhe ósseo fino e fraturas complexas; melhor que a ressonância para a arquitetura do osso | Trauma com fratura complexa, planejamento de procedimento, quando a ressonância não pode ser feita |
| Raio-X dinâmico (flexão e extensão) | Translação e angulação entre as vértebras ao inclinar o tronco para a frente e para trás | Suspeita de instabilidade ou de espondilolistese que se move com a postura |
Raio-X é o exame do osso. Quando a pergunta clínica é sobre o disco, a raiz ou o canal, o exame que responde é a ressonância.
Como é um raio-X lombar normal
Num laudo normal, o radiologista costuma escrever que o alinhamento e a lordose estão preservados, que os corpos vertebrais têm altura e forma normais, que os espaços entre as vértebras estão preservados e que não há fratura nem escorregamento. Na imagem de perfil, as cinco vértebras aparecem como blocos brancos empilhados numa curva suave, com espaços regulares entre elas. Depois dos 40 anos, “discretos osteófitos” ou “alterações degenerativas incipientes” ainda estão dentro do esperado para a idade. Manchas escuras sobre a coluna costumam ser gás do intestino, que aparece preto no raio-X.
| Termo do laudo | O que quer dizer | O que costuma significar |
|---|---|---|
| Retificação da lordose | A curva da lombar está menos acentuada | Comum; muda com a posição e com a contratura muscular. Veja lordose |
| Osteófitos (bico de papagaio) | Pontas de osso na borda da vértebra | Desgaste da idade; sozinho, raramente explica a dor. Veja bico de papagaio |
| Redução do espaço discal (pinçamento) | O disco está mais baixo | Sinal indireto de desgaste do disco, comum com a idade |
| Artrose facetária | Desgaste das pequenas articulações de trás da vértebra | Pode doer ao inclinar o tronco para trás. Veja dor facetária |
| Espondilolistese grau I | Uma vértebra escorregou até um quarto sobre a de baixo | Costuma ser estável. Veja espondilolistese |
| Escoliose | Curva da coluna para o lado, medida em graus | Curvas pequenas são comuns. Veja escoliose |
| Osteopenia | Osso menos denso que o esperado | Quem mede é a densitometria. Veja osteoporose |
Por que o desgaste no laudo nem sempre explica a dor

Quase todo raio-X de coluna lombar de um adulto traz alguma alteração: redução do espaço discal, osteófitos marginais, esclerose das facetas. O laudo soa preocupante, mas esses achados descrevem, na maioria das vezes, a degeneração relacionada à idade, o equivalente, na coluna, dos cabelos brancos e das rugas. São tão comuns que aparecem em grande parte das pessoas que nunca sentiram dor nenhuma.
Os números são consistentes. Na revisão sistemática de Brinjikji e colaboradores (2015), feita em pessoas sem qualquer sintoma, a degeneração do disco já aparecia em cerca de 37% aos 20 anos e em mais de 90% aos 70; a perda de altura do disco e o desgaste das facetas seguiam a mesma curva ascendente com a idade. Em outras palavras, encontrar desgaste na imagem depois de certa idade é quase a regra e não é, por si só, a explicação para o que você sente. O achado só ganha peso clínico quando coincide com a sua história e com o seu exame: a faixa da perna por onde a dor desce, o reflexo que mudou, a força que falhou, o teste que reproduz o sintoma.
“O raio-X mostrou bico de papagaio e desgaste, então é isso que está causando a minha dor nas costas.”
Osteófitos e redução do espaço discal são achados de degeneração presentes na maioria das pessoas sem dor. Sozinhos, raramente explicam o sintoma. A causa é definida pela combinação entre a imagem, a história e o exame físico.
Esse descompasso entre imagem e sintoma tem um efeito conhecido e medido. Pedir o exame cedo demais, sem necessidade, não melhora os desfechos: a imagem precoce na lombalgia comum não reduz a dor nem a incapacidade, e tende a aumentar custos, exposição à radiação, encaminhamentos e até cirurgias, porque revela achados de idade que assustam e disparam uma cascata de novos exames. A abordagem ampla da dor lombar, com causas, sinais de alerta e tratamento, está detalhada no guia de tratamento da lombalgia ou dor lombar; e a estrutura da coluna, vértebra a vértebra, na página sobre anatomia da coluna vertebral.
Observações de consultório sobre o raio-X lombar:
O pedido mais comum no consultório é o oposto da diretriz: a pessoa chega com uma dor lombar de poucos dias, sem sinal de alerta, e quer “tirar um raio-X para ver o que tem”. Costumo explicar que, nessa situação, o exame quase nunca muda o que vamos fazer, e que o caminho mais seguro é tratar e reavaliar em algumas semanas. A maior dificuldade é dar segurança de que não pedir a imagem agora é a conduta correta.
Quando a pessoa já traz um raio-X na mão, a confusão mais frequente é achar que ele “viu o disco” ou “viu o nervo”. Mostro que a radiografia enxerga osso, e que aquilo que ela imagina como hérnia simplesmente não aparece ali; se a pergunta for sobre disco ou raiz, o exame seria a ressonância, e mesmo essa fica reservada a quem tem sinal de alerta ou dor na perna que não cede.
O que mais assusta quem lê o laudo são os termos “bico de papagaio”, “redução do espaço discal” e “artrose”. Vale repetir em consulta que esses achados são, na maioria das vezes, o desgaste esperado para a idade, presente em muita gente sem dor nenhuma, e que um laudo cheio de palavras não significa uma coluna em pedaços. O alívio no rosto de quem entende isso costuma ser tão grande quanto o de qualquer tratamento.
O outro lado também surpreende: há momentos em que insisto na imagem que a pessoa não esperava, porque algo na história acende um alerta, trauma importante, febre, perda de peso, dor que piora à noite, histórico de câncer. Nesses casos o raio-X, ou direto a ressonância, deixa de ser excesso e passa a ser necessário.
Quando a imagem muda a conduta
A pergunta que mais importa é se o exame vai mudar a conduta. Para a lombalgia comum, recente (aguda) e sem sinais de alerta, a resposta costuma ser não. As diretrizes do American College of Physicians (Chou e cols., 2011, base do Choosing Wisely) e o consenso brasileiro recomendam não solicitar radiografia, tomografia ou ressonância de rotina nas primeiras quatro a seis semanas, porque a maioria desses quadros melhora com tratamento conservador e a imagem precoce não acelera a recuperação nem muda o que se faz.
A exceção são os sinais de alerta: dados da história e do exame que apontam para uma causa específica e potencialmente grave, que muda a conduta e justifica investigar sem esperar. São poucos, mas decisivos, porque cada um corresponde a um diagnóstico que a imagem ajuda a confirmar ou afastar.
Preciso de exame agora? Marque o que você tem
- Dificuldade para urinar, perda do controle de urina ou fezes, ou dormência em sela (entre as pernas e na parte interna das coxas). É emergência: a ressonância é imediata (síndrome da cauda equina).
- Fraqueza nas pernas que surge de repente ou piora em horas ou dias.
- Dor forte depois de trauma significativo (queda, acidente).
- Febre com dor nas costas, sobretudo com uso de drogas injetáveis, imunidade baixa ou procedimento recente na coluna.
- História de câncer ou perda de peso inexplicada.
- Dor que não alivia com repouso e piora à noite, ou que começou depois dos 50 anos.
- Dor forte após queda leve ou esforço em quem tem osteoporose ou uso prolongado de corticoide.
- Início antes dos 40 anos, dor que piora com o repouso e melhora com o movimento, rigidez matinal por mais de 30 minutos (espondiloartrite, uma inflamação da coluna).
- Dor que desce pela perna e não melhora em 1 a 2 semanas.
Nada marcado? O exame pode esperar. Calor local, caminhadas curtas e o movimento possível por 1 a 2 semanas; sem melhora, consulta. A imagem entra se a dor passar de 4 a 6 semanas apesar do tratamento.
Marcou um ou dois? Consulta nesta semana. Na consulta, o médico decide se o exame é raio-X, ressonância ou exame de sangue.
Marcou item em destaque? Pronto-socorro agora ou ligue 192. Três ou mais? Consulta em até 2 dias: juntos, esses sinais pedem investigação rápida.
Quando a investigação é necessária, a escolha do exame segue a pergunta clínica. Cada modalidade responde a uma pergunta diferente.
- Raio-X simples (AP e perfil)
Primeira escolha para avaliar o osso: suspeita de fratura após trauma, alinhamento, escoliose e o ângulo da curva, ou uma visão inicial da estrutura da coluna em pé.
- Raio-X dinâmico (flexão e extensão)
Quando se suspeita de instabilidade ou de uma espondilolistese que se desloca com a postura. As radiografias com o tronco inclinado para a frente e para trás revelam translação anormal entre as vértebras que a incidência única não mostra.
- Ressonância magnética
Exame de escolha quando a suspeita está nos tecidos moles: dor que desce pela perna no trajeto de um nervo (ciática), suspeita de hérnia com compressão de raiz, estenose, qualquer sinal de alerta ou dor que não responde ao tratamento bem conduzido.
- Tomografia computadorizada
Reservada ao detalhe ósseo fino, a fraturas complexas, ao planejamento de procedimentos ou quando a ressonância não pode ser feita, por exemplo na presença de certos dispositivos metálicos.
O fio condutor é sempre o mesmo: trata-se o paciente, com a imagem como apoio ao exame. A imagem é uma ferramenta poderosa quando responde a uma pergunta definida pela história e pelo exame, e uma fonte de ansiedade e de exames em cascata quando pedida sem essa pergunta. O passo a passo do manejo, com técnicas e indicações, está no guia de tratamento da lombalgia ou dor lombar.
Como avaliamos aqui
Traga o laudo e, se puder, as imagens. Na consulta, o médico pergunta quando a dor começou, o que piora, o que alivia e se ela desce para a perna. Depois examina: o movimento do tronco para a frente, para trás e para os lados; a musculatura e as articulações da lombar e da bacia; a força dos pés e tornozelos, os reflexos do joelho e do tornozelo e a sensibilidade das pernas; e eleva a perna esticada para ver se a dor desce, sinal de nervo irritado. Com isso dizemos se o achado do laudo explica a sua dor e se falta algum exame.
Quando a dor vem do músculo ou de um ponto-gatilho, o agulhamento seco, a acupuntura ou a infiltração podem começar no mesmo dia da consulta. Se vem das facetas, o bloqueio facetário, feito na clínica, pode aliviar a dor para permitir a reabilitação. A reabilitação fica com o fisioterapeuta da equipe, e o plano é revisto em 3 a 6 semanas.
Centro de Dor
Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

Centro de Tratamento por Ondas de Choque
Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)
Clínica listada
Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)
Perguntas frequentes
O raio-X mostra hérnia de disco?
Não. O raio-X mostra o osso, e o disco é um tecido mole que não aparece com clareza na radiografia. Ele pode, no máximo, sugerir que o espaço entre duas vértebras está reduzido, um sinal indireto de desgaste, mas não enxerga a hérnia nem a compressão de uma raiz. Para isso, o exame indicado é a ressonância magnética, que mostra o disco, a raiz e o canal.
Qual é a diferença entre raio-X e ressonância da coluna?
O raio-X usa radiação e mostra bem o osso: alinhamento, fraturas e desgaste, e pode ser feito em pé, sob carga. A ressonância não usa radiação e mostra os tecidos moles: disco, raízes nervosas, medula, canal e músculo. São exames complementares: o raio-X responde a perguntas sobre o osso e o alinhamento; a ressonância, a perguntas sobre o disco e o nervo.
O raio-X mostrou bico de papagaio e desgaste. É grave?
Na grande maioria das vezes, não. Osteófitos, os bicos de papagaio, e a redução do espaço discal são achados de degeneração da coluna, presentes em boa parte das pessoas que nunca sentiram dor. Sozinhos, raramente explicam a dor. O significado vem da combinação do achado com a sua história e o seu exame, em consulta.
Preciso fazer raio-X logo que começa a dor nas costas?
Em geral, não. Para uma dor lombar recente e sem sinais de alerta, as diretrizes recomendam não pedir imagem de rotina nas primeiras quatro a seis semanas, porque a maioria dos casos melhora com tratamento conservador e o exame precoce não acelera a recuperação nem muda a conduta. A imagem é indicada quando há sinais de alerta ou quando a dor não responde ao tratamento bem conduzido.
O que é raio-X dinâmico da coluna?
São radiografias feitas com o tronco inclinado para a frente (flexão) e para trás (extensão). Elas medem se há translação ou angulação anormal entre duas vértebras e são úteis quando se suspeita de instabilidade ou de um escorregamento (espondilolistese) que se desloca conforme a postura, algo que o raio-X numa única posição pode não revelar.
O raio-X da coluna faz mal? Tem muita radiação?
A dose de radiação de uma radiografia lombar é baixa e considerada segura quando o exame tem indicação, parecida com a que recebemos do ambiente em alguns meses. A razão para não repeti-lo sem necessidade é o risco da dose somada ao longo da vida e o fato de que imagens sem uma pergunta clínica clara costumam revelar achados de idade que geram preocupação e exames desnecessários, sem mudar o tratamento. Em gestantes, qualquer exame com radiação é avaliado com cautela adicional; avise antes do exame. Se fez o raio-X antes de saber da gravidez, a dose de um exame lombar fica abaixo do nível associado a dano ao bebê; conte ao obstetra.
Referências3 fontes citadas neste artigoVerOcultar
- Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, et al. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. AJNR Am J Neuroradiol. 2015;36(4):811 a 816. doi:10.3174/ajnr.A4173 acessar
- Chou R, Qaseem A, Owens DK, Shekelle P; Clinical Guidelines Committee of the American College of Physicians. Diagnostic imaging for low back pain: advice for high-value health care from the American College of Physicians. Ann Intern Med. 2011;154(3):181 a 189. doi:10.7326/0003-4819-154-3-201102010-00008 acessar
- American Academy of Family Physicians. Imaging for low-back pain: rarely indicated, often harmful (Choosing Wisely). Am Fam Physician. 2012. acessar
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.








