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Bloqueio do nervo occipital para dor de cabeça

Uma injeção de anestésico na base do crânio, junto aos nervos occipitais, que alivia dores da nuca e do couro cabeludo e ajuda a confirmar qual nervo está gerando a dor.

Resposta direta
  • O bloqueio do nervo occipital é uma injeção de anestésico local, isolado ou associado a um corticoide, aplicada na base do crânio, junto ao nervo occipital maior (e, quando indicado, ao occipital menor). Alivia dores que se originam nesses nervos, na nuca e no couro cabeludo.
  • Tem dois papéis que andam juntos: é terapêutico, porque reduz a dor por semanas a meses; e é diagnóstico, porque uma boa resposta ao bloqueio ajuda a confirmar que aquele nervo era, de fato, o gerador da dor.
  • Ajuda mais na neuralgia occipital, é útil na cefaleia cervicogênica e serve como recurso adjuvante em crises de enxaqueca com dor na nuca. O alívio dura de semanas a meses e costuma ser feito em série, junto da fisioterapia.
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Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Ilustração abstrata da região occipital e nucal
A região tratada: os nervos occipitais na base do crânio, origem de parte das dores na nuca e no couro cabeludo.

O que é o bloqueio do nervo occipital

O bloqueio do nervo occipital é um procedimento simples de consultório: uma pequena quantidade de anestésico local, às vezes combinada a um corticoide, é depositada junto ao trajeto do nervo occipital, na região da nuca, logo abaixo da linha do crânio. O objetivo é interromper temporariamente a condução da dor por esse nervo — e, com isso, aliviar dores que se irradiam da base do pescoço para o couro cabeludo.

Vale separar desde o início a condição do procedimento. A neuralgia occipital é o diagnóstico — uma dor específica, em pontadas ou choques, no território dos nervos occipitais. O bloqueio é uma das ferramentas para tratá-la e para confirmá-la.

Quem quer entender a doença em si (causas, sintomas, como diferenciar de enxaqueca e de dor cervical) encontra o quadro completo no guia sobre neuralgia occipital: causas, sintomas e tratamentos. Aqui o foco é estreito e prático: o bloqueio — o que ele faz, em que dores ajuda, como é aplicado e o que a evidência sustenta.

Um ponto que costuma surpreender é que o bloqueio não trata apenas a neuralgia occipital “pura”. Ele é usado em três cenários vizinhos que compartilham a mesma região anatômica: a neuralgia occipital, a cefaleia cervicogênica (dor de cabeça que nasce na coluna cervical alta) e a enxaqueca com dor e sensibilidade na nuca. São diagnósticos diferentes, mas que convergem para o mesmo alvo — os nervos que emergem na base do crânio —, e é isso que torna o bloqueio uma ferramenta transversal no manejo das dores de cabeça de origem posterior.

Nuca
O ponto de aplicação, na base do crânio
Anestésico ± corticoide
O que é injetado junto ao nervo
Duplo
Papel terapêutico e diagnóstico ao mesmo tempo
Semanas a meses
Duração do alívio, variável entre pessoas

A anatomia por trás do bloqueio

Entender onde ficam esses nervos é o que explica por que o bloqueio funciona e por que a dor se distribui como se distribui. Dois nervos interessam aqui, e vale nomeá-los com precisão.

O nervo occipital maior é o principal alvo. Ele é o ramo dorsal (posterior) da segunda raiz cervical, o C2. Depois de emergir da coluna, faz um trajeto característico: perfura primeiro a musculatura profunda da nuca, passando entre o músculo oblíquo inferior da cabeça e o semiespinal da cabeça, e depois atravessa a inserção do trapézio, perto de onde os músculos se fixam na linha nucal do occipital.

É justamente nesse ponto de passagem por entre os músculos e a fáscia que o nervo pode ser comprimido ou irritado — e é nesse mesmo ponto, medialmente, próximo à protuberância occipital, que o anestésico costuma ser depositado. Dali, o occipital maior se abre em ramos que sobem pelo couro cabeludo, inervando desde a nuca até o alto da cabeça, às vezes chegando perto do vértice.

O nervo occipital menor tem outra origem: vem do plexo cervical (fibras de C2 e C3, por via ventral) e sobe mais lateralmente, ao longo da borda posterior do músculo esternocleidomastóideo, inervando a região atrás e acima da orelha e a parte lateral do couro cabeludo. Quando a dor tem esse padrão mais lateral, o bloqueio pode incluir também esse nervo.

O mecanismo do bloqueio, então, é direto no plano local: o anestésico local interrompe temporariamente a condução dos sinais de dor por esses nervos, silenciando o disparo doloroso enquanto dura seu efeito. Mas há um segundo nível, que explica por que o alívio às vezes dura muito mais do que a farmacologia do anestésico permitiria. A base do crânio é uma região de convergência sensitiva: as fibras dos nervos occipitais (C2–C3) fazem sinapse, no tronco encefálico, no mesmo núcleo que recebe as fibras do trigêmeo — o chamado complexo trigeminocervical. Bombardeado por dor occipital contínua, esse núcleo fica sensibilizado, o que amplifica e espalha a dor (inclusive para a frente da cabeça e para trás dos olhos).

Ao cortar temporariamente o influxo doloroso vindo da nuca, o bloqueio dá a esse sistema uma janela para “dessensibilizar”, e é essa modulação central que ajuda a explicar por que uma injeção de efeito anestésico de horas pode render semanas de alívio. Quando se acrescenta o corticoide, soma-se ainda uma ação anti-inflamatória local, que pode prolongar o benefício onde há um componente inflamatório em torno do nervo.

O nervo occipital maior

Ramo dorsal de C2

Emerge entre o oblíquo inferior e o semiespinal da cabeça, atravessa o trapézio e sobe pelo couro cabeludo, da nuca ao alto da cabeça.

Por que o alívio dura

Complexo trigeminocervical

As fibras occipitais convergem, no tronco, para o mesmo núcleo do trigêmeo. Interromper a dor da nuca ajuda a dessensibilizar esse circuito.

Em quais dores o bloqueio costuma ajudar

O bloqueio do nervo occipital mira um território anatômico preciso: os nervos occipitais, na sua passagem pela base do crânio. A indicação surge quando a dor nasce nesse trajeto ou traz ali um componente forte. Três cenários concentram as indicações.

Neuralgia occipital

A indicação mais direta. Dor em pontadas, choques ou queimação no trajeto do occipital maior ou menor, muitas vezes com sensibilidade à palpação do nervo na nuca. É onde o bloqueio tem seu melhor desempenho, terapêutico e diagnóstico.

Cefaleia cervicogênica

Dor de cabeça que se origina na coluna cervical alta e se irradia da nuca para a frente. O bloqueio occipital ajuda como parte da abordagem, aliviando o componente que passa pelos nervos occipitais.

Enxaqueca com dor occipital

Em crises de enxaqueca com dor e sensibilidade marcadas na nuca, o bloqueio entra como recurso adjuvante, para abortar ou reduzir a crise, somado ao tratamento preventivo da enxaqueca.

O padrão de dor que mais se beneficia é aquele em que existe um ponto de gatilho palpável sobre o nervo: pressionar a região occipital reproduz ou intensifica a dor habitual do paciente, e por vezes há alteração de sensibilidade (formigamento, dormência ou hipersensibilidade) no couro cabeludo do território correspondente. Esse sinal físico, colhido no exame, é o que mais orienta a indicação — a decisão pelo bloqueio parte desse raciocínio clínico, e não de um protocolo aplicado a toda dor de cabeça. A definição de quem é candidato, de quais nervos bloquear e de com o quê depende de uma avaliação médica que confirme o diagnóstico e afaste causas que peçam outra conduta.

  • Sensibilidade sobre o nervo. Dor reproduzida ao palpar o occipital maior ou menor na base do crânio.
  • Dor de distribuição neural. Trajeto que sobe da nuca para o couro cabeludo, em vez de dor difusa por toda a cabeça.
  • Componente posterior claro. A dor começa ou se concentra na nuca, mesmo quando também é sentida na frente.
  • Resposta insuficiente a medidas iniciais. Quando medicação e reabilitação não bastaram para controlar a dor localizada.

Onde o bloqueio ajuda mais

O bloqueio ajuda mais na neuralgia occipital, onde funciona como tratamento e como teste diagnóstico. Depois vem a cefaleia cervicogênica, em que soma como parte de uma abordagem que também trata a coluna cervical de origem. Na enxaqueca é um recurso adjuvante, de efeito modesto, que soma ao tratamento preventivo. O alívio dura de semanas a meses e costuma ser feito em série, junto da fisioterapia.

O bloqueio que também diagnostica

O traço que distingue o bloqueio occipital de um analgésico comum é o seu valor diagnóstico. Quando a dor melhora de forma expressiva logo após a injeção, isso é uma informação clínica: confirma que aquele nervo participava da geração da dor. Uma resposta pobre, ao contrário, sugere procurar outra origem. Assim, mesmo quando o alívio é curto, o bloqueio pode ter cumprido um papel — apontar o alvo certo e orientar os próximos passos do tratamento.

Como o bloqueio é feito

O bloqueio do nervo occipital é um procedimento ambulatorial e rápido, feito em consultório, sem necessidade de internação ou sedação. A aplicação consiste em identificar, pela anatomia e pela palpação, o ponto sobre o nervo occipital na base do crânio, e depositar ali, com agulha fina, uma pequena quantidade de anestésico local — associado, conforme o caso, a um corticoide. O passo a passo, do que acontece antes ao que acontece depois, é este:

Antes: exame e localização

A consulta confirma o diagnóstico e localiza, pela palpação, o ponto de maior sensibilidade sobre o nervo occipital maior (medialmente) ou menor (mais lateral), que reproduz a dor habitual.

Durante: a injeção

Com agulha fina, o anestésico (isolado ou com corticoide) é depositado junto ao trajeto do nervo. Costuma durar poucos minutos; pode-se sentir uma pressão breve e, muitas vezes, um alívio quase imediato pela ação do anestésico.

Depois: retorno à rotina

Sem repouso obrigatório. A área pode ficar dormente por algumas horas e sensível no dia seguinte. O efeito diagnóstico se avalia nas primeiras horas; o terapêutico, ao longo dos dias e semanas.

Série: repetição conforme a resposta

Se o bloqueio ajuda mas o alívio é parcial ou temporário, pode ser repetido em série, com intervalos definidos, para consolidar o benefício e reduzir a irritabilidade do nervo.

O que se injeta merece uma palavra. O anestésico local (do grupo dos anestésicos amida, como a lidocaína ou a bupivacaína) é o responsável pelo efeito imediato e pelo teste diagnóstico. O corticoide, quando associado, entra para prolongar o efeito onde há inflamação em torno do nervo — mas não é obrigatório em toda aplicação, e seu uso repetido tem limites, pela possibilidade de efeitos locais como afinamento da pele e alteração de coloração no ponto. A escolha entre anestésico isolado ou com corticoide, assim como a dose e o volume, é individualizada.

Bloqueio do nervo occipital

O que trata
Dor da neuralgia occipital, da cefaleia cervicogênica e crises de enxaqueca com dor occipital, quando a dor tem origem ou forte componente nos nervos occipitais.
Como é feita
Injeção de anestésico local, isolado ou com corticoide, com agulha fina, junto ao trajeto do nervo occipital na base do crânio, em ambiente ambulatorial.
Mecanismo
Interrupção temporária da condução da dor pelo nervo, com dessensibilização do complexo trigeminocervical; o corticoide soma ação anti-inflamatória local.
Duração da sessão
Poucos minutos; sem anestesia geral, sem repouso obrigatório, retorno à rotina no mesmo dia.
O que esperar
Alívio muitas vezes imediato pelo anestésico; efeito terapêutico de semanas a meses, com duração variável; pode ser repetido em série.
Recuperação
Praticamente imediata; possível dormência local por horas e sensibilidade no ponto por um a dois dias.
Orientação
Registrar a intensidade e a duração do alívio para orientar a série; manter o tratamento de base da condição de origem.
Limitações
Controla a dor e abre janela para a reabilitação; a causa de origem segue exigindo tratamento próprio; duração variável; uso repetido de corticoide tem limites; contraindicações locais e sistêmicas devem ser avaliadas.

Segurança e contraindicações

O bloqueio do nervo occipital tem, em geral, bom perfil de segurança. Por ser uma injeção superficial de pequeno volume, os efeitos mais comuns são locais e passageiros: dor ou pressão no ponto durante a aplicação, sensibilidade por um a dois dias, um pequeno hematoma (equimose) e, com o corticoide, a possibilidade de afinamento da pele ou alteração de cor no local. Tonteira breve ou uma sensação de dormência que se espalha pelo couro cabeludo enquanto dura o anestésico também podem ocorrer, e são esperadas. Ainda assim, como todo procedimento, tem situações que exigem cautela ou o contraindicam, e por isso depende de avaliação médica prévia.

Cautela ou contraindicação · informe sempre o médico

Situações que pedem avaliação antes do bloqueio

  • Uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação, pelo risco de sangramento e hematoma no local da injeção.
  • Infecção ativa ou lesão na pele da nuca, onde a agulha seria aplicada.
  • Alergia conhecida ao anestésico local ou ao corticoide a ser utilizado.
  • Gravidez, em que a indicação e a escolha das substâncias devem ser avaliadas com cuidado.
  • Dor de cabeça com sinais de alerta (febre, início súbito e explosivo, déficit neurológico, dor após trauma) que pedem investigação antes de qualquer bloqueio.

A presença de qualquer um desses fatores não descarta o procedimento de forma automática, mas muda a conversa e, por vezes, a escolha da técnica ou das substâncias. Comunicar o uso de medicamentos, alergias e condições de saúde é parte de uma indicação segura.

O que esperar depois: alívio, duração e a série

A experiência mais comum após um bloqueio bem indicado é um alívio quase imediato, ainda no consultório, à medida que o anestésico age. Esse alívio inicial é importante em dois sentidos: melhora a dor na hora e funciona como o teste diagnóstico — se a dor habitual some ou cai muito, é forte indício de que o nervo bloqueado participava dela. Nas horas seguintes, quando o anestésico perde o efeito, a dor pode retornar em parte; é a partir daí que se avalia o efeito terapêutico, mais duradouro, atribuído à modulação do sistema e, quando usado, ao corticoide.

O alívio dura de semanas a meses e costuma ser feito em série, junto da fisioterapia. Quando a primeira aplicação ajuda mas o efeito é parcial ou temporário, repeti-la em intervalos definidos tende a consolidar o ganho e a reduzir a irritabilidade do nervo ao longo do tempo. Quando não ajuda, repetir não faz sentido, e a conduta é rever o diagnóstico ou o alvo.

Primeiras horas

Efeito anestésico e teste

Alívio imediato pela ação do anestésico; a resposta nas primeiras horas é o principal sinal diagnóstico de que o nervo estava envolvido.

Dias a semanas

Efeito terapêutico

Após o anestésico passar, avalia-se o benefício mais duradouro; a dor pode ficar reduzida por semanas, com duração variável entre pessoas.

Conforme a resposta

Decisão sobre a série

Se ajudou mas foi parcial, repete-se em série; se não ajudou, revê-se o diagnóstico e o alvo em vez de insistir.

O bloqueio dentro de um plano multimodal

O bloqueio do nervo occipital raramente é a única medida, e rende mais quando é uma camada dentro de um plano não-cirúrgico, individualizado, que também trata a causa de fundo da dor. Ele alivia e ajuda a diagnosticar; o que sustenta o resultado ao longo do tempo é o conjunto.

Da prática clínica

Boa parte dessas dores tem um componente na coluna do pescoço, e ignorá-lo faz o alívio do bloqueio durar menos. Por isso o procedimento quase nunca vem sozinho: caminha com o trabalho sobre a musculatura e a mobilidade cervical.

Reabilitação e a parceria com a fisioterapia

Quando a dor tem um componente cervical relevante — o que é a regra na cefaleia cervicogênica e frequente na neuralgia occipital —, o trabalho sobre a coluna cervical alta é o que dá durabilidade ao alívio do bloqueio. Mobilidade dos segmentos cervicais superiores, controle motor e liberação da musculatura suboccipital, do trapézio e do elevador da escápula reduzem a tração e a irritação sobre os nervos occipitais na sua passagem pelos músculos. A fisioterapia é uma parceira valiosa nesse ponto.

À fisiatria cabem a estratégia médica e o bloqueio, que baixam a dor; à fisioterapia, o trabalho paciente de mobilizar os segmentos cervicais altos e liberar a musculatura suboccipital. É essa reabilitação que faz o alívio do bloqueio durar além das primeiras semanas.

Agulhamento e infiltração de pontos-gatilho

A musculatura suboccipital e cervical costuma abrigar pontos-gatilho miofasciais que somam dor referida à cabeça e ajudam a perpetuar o quadro. O agulhamento seco (dry needling) e a infiltração de pontos-gatilho com anestésico atuam sobre essa camada muscular, complementando o bloqueio do nervo — enquanto o bloqueio trata o nervo, essas técnicas tratam o músculo que o irrita. A abordagem dos pontos-gatilho é detalhada em inativação e agulhamento de pontos-gatilho. Vale a distinção, aliás, entre bloquear um nervo e infiltrar um ponto-gatilho: são alvos diferentes (o nervo versus a banda tensa do músculo), muitas vezes usados juntos no mesmo plano.

Como a musculatura cervical e suboccipital participa dessas dores, o bloqueio costuma andar junto do trabalho sobre os pontos-gatilho — a abordagem por agulha que a nossa equipe estuda no Grupo de Dor do HC-FMUSP. É um recurso complementar, de alvo miofascial.

Medicação e tratamento de base da condição

Conforme a condição de origem, o bloqueio se soma ao tratamento de fundo. Na neuralgia occipital, medicamentos para dor neuropática — como certos antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina, duloxetina) e gabapentinoides (gabapentina, pregabalina) — podem compor o manejo, sempre com indicação, dose e duração definidas pelo médico. Na cefaleia cervicogênica, o eixo é tratar a coluna cervical.

E na enxaqueca com dor occipital, o bloqueio é adjuvante ao tratamento preventivo da enxaqueca; a doença em si, seus gatilhos e o leque de tratamentos estão no guia sobre enxaqueca: o que é, causas e tratamentos. Para o quadro específico de dor que nasce na nuca e sobe, vale ainda o texto sobre dor suboccipital e cefaleia cervicogênica e o guia sobre cefaleia cervicogênica.

A clínica

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC. É também listada pelo CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

Conheça a clínica
SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque
CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

O bloqueio do nervo occipital dói?

A aplicação é feita com agulha fina e costuma provocar apenas uma picada e uma pressão breve no ponto, na base do crânio. Muitas pessoas sentem alívio da dor quase imediato, pela ação do anestésico, ainda durante o procedimento. Pode haver dor leve ou sensibilidade no local por um a dois dias, e uma dormência passageira no couro cabeludo enquanto dura o anestésico. Não requer anestesia geral nem repouso, e o retorno às atividades é no mesmo dia.

Quanto tempo dura o alívio?

A duração é variável de pessoa para pessoa. O alívio imediato vem do anestésico e dura horas; o efeito terapêutico mais duradouro pode se estender por semanas e, em parte dos casos, por alguns meses, sobretudo quando se associa o corticoide. Não é possível prometer um tempo fixo, e há quem responda pouco. Por isso o bloqueio costuma ser pensado em série, e a duração observada em cada aplicação orienta o intervalo e a decisão sobre repetir.

Quantas vezes o bloqueio pode ser repetido?

Não há um número único para todos. Quando o bloqueio ajuda mas o alívio é parcial ou temporário, ele pode ser repetido em série, com intervalos definidos pelo médico conforme a resposta. O que limita a repetição, principalmente, é o uso do corticoide, que em excesso pode causar efeitos locais como afinamento da pele e alteração de cor no ponto; o anestésico isolado tem menos restrições. A decisão de manter, espaçar ou suspender a série é individualizada e guiada pela resposta de cada pessoa.

Qual a diferença para a infiltração de ponto-gatilho?

São procedimentos com alvos diferentes. O bloqueio do nervo occipital deposita anestésico junto a um nervo, para interromper a dor que ele conduz. A infiltração de ponto-gatilho injeta anestésico dentro de uma banda tensa e dolorosa de um músculo, para desativar esse ponto. Um trata o nervo; o outro, o músculo. Como a dor occipital costuma ter os dois componentes, é comum que as duas técnicas sejam usadas de forma complementar, dentro do mesmo plano.

O bloqueio serve para enxaqueca?

Pode ajudar como recurso adjuvante, sobretudo nas crises de enxaqueca em que há dor e sensibilidade marcadas na nuca. Nesses casos, o bloqueio do nervo occipital maior é estudado para reduzir a intensidade e a frequência das crises, com efeito, em geral, modesto e transitório. Ele não substitui o tratamento preventivo da enxaqueca, e sim se soma a ele em situações selecionadas, o que é definido na avaliação médica.

Quem realiza o bloqueio do nervo occipital?

O bloqueio do nervo occipital é realizado pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523), médico especialista em Fisiatria com área de atuação em Dor e colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP. A indicação é definida em avaliação individual, antes do procedimento.

Posso fazer o bloqueio do nervo occipital no mesmo dia da avaliação?

Na maioria dos casos, sim. É um procedimento ambulatorial, feito em consultório, que costuma levar de uma a duas horas contando o preparo e um período de observação. A confirmação depende da avaliação médica no dia.

Preciso de internação? Volto para casa no mesmo dia?

Não é necessária internação. É um procedimento ambulatorial: depois de um breve período de observação, você recebe alta e vai para casa no mesmo dia.

Preciso evitar atividade física depois?

Convém evitar esforço intenso e atividade física de impacto nos primeiros dias. As orientações específicas de repouso e de retorno às atividades são passadas pelo médico após o procedimento, de acordo com o seu caso.

Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências5 fontes citadas neste artigoVerOcultar
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Atualizado em 3 jul 2026 Leitura 11 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação do bloqueio do nervo occipital, a escolha das substâncias e a condução da série são decisões individualizadas, que dependem do exame e do diagnóstico de cada caso. A indicação de qualquer procedimento ou medicamento cabe exclusivamente ao médico assistente.

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