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Tratamentos · Nervos periféricos

Infiltração perineural com dextrose 5%

Injeção de água com glicose a 5% ao redor de um nervo comprimido, guiada por ultrassom. O líquido separa o nervo do tecido que o aperta e, ao mesmo tempo, atua sobre a inflamação que mantém a dor — sem corticoide.

Resposta direta
  • A infiltração perineural com dextrose a 5% em água (D5W) deposita glicose diluída no espaço ao redor de um nervo periférico comprimido ou irritado, sob orientação de ultrassom. Também é chamada de terapia de injeção perineural.
  • Age por dois caminhos. O volume injetado abre o plano ao redor do nervo e o separa mecanicamente das aderências que restringem seu deslizamento — a hidrodissecção propriamente dita. E a glicose parece reduzir a neuroinflamação local, hipótese sustentada por estudo laboratorial em células neuronais.
  • A evidência é específica para neuropatias compressivas periféricas. Metanálise de intervenções guiadas por ultrassom na síndrome do túnel do carpo mostrou que o D5W supera a injeção controle, e que volume maior supera volume menor. Em neuropatia ulnar no cotovelo, um ensaio randomizado duplo-cego encontrou desempenho igual ao do corticoide no início e superior a partir do terceiro mês. Não há base para usá-la em dor axial da coluna.
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Ilustração abstrata de um nervo periférico circundado por líquido, separado do tecido ao redor
No trecho central, o líquido circunda o nervo e afasta as fibras que o comprimiam; nas extremidades, o tecido permanece aderido a ele.

O que é a infiltração perineural com dextrose

Um nervo periférico precisa deslizar. Ao longo do seu trajeto ele atravessa túneis osteofibrosos, passa entre músculos e cruza fáscias, e a cada movimento do membro ele escorrega alguns milímetros dentro desse leito. Quando esse deslizamento se perde — por espessamento do retináculo, por aderências, por edema crônico —, o nervo passa a ser tracionado e comprimido a cada movimento, e é isso que produz a dor em queimação, o formigamento e a perda de força das síndromes compressivas.

A infiltração perineural com dextrose age exatamente nesse ponto. Sob ultrassom, a agulha é levada até o plano imediatamente ao redor do nervo, e o líquido é injetado de modo a circundá-lo por completo. Na tela, vê-se o nervo se destacar do tecido vizinho, cercado por um halo anecoico. A solução usada é dextrose a 5% em água, sem anestésico e sem corticoide, o que permite repetir a aplicação sem os efeitos cumulativos que limitam o uso repetido de corticosteroide.

D5W
Dextrose a 5% em água, sem corticoide
Halo
O nervo circundado por líquido na tela
Volume
Volume maior superou volume menor em metanálise
Repetível
Sem os limites de dose do corticosteroide

Como a dextrose atua sobre o nervo

São dois efeitos que acontecem juntos, e vale separá-los porque têm graus de comprovação diferentes.

Efeito mecânico

A separação do nervo do tecido que o comprime

O volume injetado abre o plano perineural e desfaz aderências entre o nervo e a fáscia, o retináculo ou o músculo vizinho. O nervo recupera excursão, e a tração repetida a cada movimento diminui. Esse efeito é direto, visível em tempo real na tela do ultrassom, e explica por que a metanálise encontrou vantagem do volume maior sobre o menor.

Efeito sobre a inflamação

A hipótese da neuroinflamação

A glicose parece reduzir a inflamação neurogênica que acompanha o aprisionamento crônico. Em estudo laboratorial com células neuronais humanas expostas a TNF-α, a exposição a glicose em concentração alta reduziu de forma marcada a elevação de IL-6, IL-1β, COX-2 e NF-κB e restaurou o metabolismo celular. É um resultado in vitro: sustenta a hipótese, não a converte em mecanismo estabelecido.

Os próprios autores que mais publicaram sobre a técnica registram que o mecanismo farmacológico da glicose sobre o nervo permanece não esclarecido, e que a redução da inflamação neurogênica é uma das hipóteses em investigação. Essa é a posição correta hoje: o efeito clínico está medido em ensaios, o mecanismo ainda está sendo construído.

O que a evidência mostra

A literatura se concentra em três nervos, com desenhos de estudo de qualidade crescente ao longo da última década.

Principais estudos da infiltração perineural com dextrose 5%
EstudoDesenhoResultado
Metanálise de intervenções guiadas por ultrassom no túnel do carpo (2023)60 estudos revisados, 20 ensaios randomizados em 6 metanálisesD5W superou a injeção controle; hidrodissecção com volume alto superou volume baixo; nenhum evento adverso grave relatado.
Neuropatia ulnar no cotovelo (2020)Ensaio randomizado duplo-cego, 33 pacientes analisados, seguimento de 6 mesesD5W e corticoide equivalentes na maior parte dos momentos; a partir do terceiro mês, o grupo dextrose teve redução maior da intensidade dos sintomas e da área de secção transversa do nervo ulnar.
Túnel do carpo persistente ou recorrente após cirurgia (2022)Retrospectivo, 36 pacientes, seguimento médio de 33 meses61,1% com alívio de pelo menos 50% após média de 3,1 aplicações. Resultado excelente (melhora acima de 70%) em 61,6% dos casos recorrentes contra 13% dos persistentes.

Dois detalhes desses achados têm peso clínico direto. O primeiro é a redução da área de secção transversa do nervo no estudo da neuropatia ulnar: não é apenas o paciente relatando menos sintoma, é o nervo medido por ultrassom ficando menos edemaciado. O segundo é o comportamento no tempo — o corticoide vence no início e a dextrose o alcança e ultrapassa a partir do terceiro mês, padrão compatível com um efeito que se constrói em vez de se esgotar.

O terceiro estudo aborda um cenário difícil: o paciente que já operou o túnel do carpo e continua com sintomas, ou que voltou a ter sintomas depois de um período bom. Não há diretriz consolidada para esse caso, e a revisão cirúrgica tem resultado incerto. Que quase dois terços tenham obtido alívio de metade ou mais dos sintomas, com benefício mantido por anos, faz da técnica uma opção razoável antes de considerar reoperar.

Onde a evidência não alcança

Toda a base de dados acima trata de neuropatias compressivas de nervo periférico. Para dor lombar crônica, a revisão sistemática mais recente sobre proloterapia com dextrose encontrou achados heterogêneos — alguns estudos com redução significativa da dor, outros com melhora mínima ou nenhuma — e concluiu que a evidência permanece inconclusiva. A infiltração perineural é indicada quando existe um nervo identificável, com sinal clínico e ultrassonográfico de aprisionamento, e é isso que separa a indicação bem posta da extrapolação.

Em quais quadros costuma ser indicada

Síndrome do túnel do carpo

A indicação com melhor evidência. Compressão do nervo mediano no punho, com dormência nos três primeiros dedos, despertar noturno e piora com flexão sustentada. Inclui os casos persistentes ou recorrentes após cirurgia.

Neuropatia ulnar no cotovelo

Compressão do nervo ulnar no túnel cubital, com formigamento no quarto e quinto dedos e perda de força de pinça. Foi o quadro do ensaio randomizado que comparou dextrose e corticoide.

Meralgia parestésica

Aprisionamento do nervo cutâneo femoral lateral junto ao ligamento inguinal, com queimação na face lateral da coxa. Alternativa ao bloqueio anestésico do mesmo nervo quando se busca efeito mais prolongado.

Túnel do tarso e neuroma de Morton

Compressões do pé e do tornozelo, em que o nervo pode ser identificado e circundado com precisão sob ultrassom.

  • Nervo identificável ao ultrassom. A indicação exige ver o nervo, medir sua área de secção transversa e localizar o ponto de compressão — a técnica não se aplica a dor difusa sem alvo definido.
  • Sintoma neuropático no território daquele nervo. Queimação, formigamento, choque ou dormência que respeitam o trajeto, e não uma distribuição em faixa segmentar.
  • Compressão leve a moderada. Perda axonal avançada na eletroneuromiografia, atrofia muscular instalada ou déficit motor progressivo mudam a conduta e pedem avaliação cirúrgica.
  • Preferência por evitar corticosteroide. Diabetes, necessidade de aplicações repetidas ou aplicação prévia recente de corticoide no mesmo local.

A infiltração dentro do plano de tratamento

Uma neuropatia compressiva tem sempre dois componentes: o nervo, que está edemaciado e aderido, e a causa mecânica que produziu essa compressão. A infiltração trata o primeiro. O que impede a recidiva é o tratamento do segundo. As modalidades abaixo compõem esse plano.

Infiltração perineural com dextrose 5%

O que é
Injeção de dextrose a 5% em água no plano imediatamente ao redor do nervo comprimido, guiada por ultrassom, de modo a circundá-lo completamente.
Mecanismo
Separação mecânica do nervo das aderências, com recuperação da excursão; e provável redução da neuroinflamação local, hipótese sustentada por estudo in vitro em que glicose alta reduziu IL-6, IL-1β, COX-2 e NF-κB em células neuronais.
Evidência
Metanálise no túnel do carpo: superior à injeção controle, com volume alto superando volume baixo. Ensaio randomizado duplo-cego em neuropatia ulnar: superior ao corticoide a partir do terceiro mês, com redução da área de secção do nervo.
Como é feita
Ambulatorial, poucos minutos, com anestesia apenas da pele. O nervo é localizado e medido, e a solução é depositada ao seu redor até o halo circunferencial aparecer na tela.
O que esperar
Série de aplicações espaçadas por semanas — a média nos estudos foi de cerca de 3 aplicações. Resposta avaliada por sintoma e por nova medida da área do nervo; benefício descrito como durável em seguimentos de anos.
Limitações
Mecanismo farmacológico ainda não esclarecido. Evidência restrita a neuropatias compressivas periféricas, sem base para dor axial da coluna. Exige ultrassom e operador treinado. Não corrige a causa mecânica da compressão.

Hidrodissecção de nervo com volume maior

O que é
A mesma técnica com ênfase no componente mecânico, empregando volume maior para abrir o plano perineural em toda a extensão do segmento comprimido. Detalhada na página sobre hidrodissecção de nervo guiada por ultrassom.
Mecanismo
Liberação das aderências ao longo de um trecho maior do nervo, restaurando o deslizamento em toda a zona de conflito.
Evidência
A metanálise de intervenções guiadas por ultrassom no túnel do carpo encontrou superioridade da hidrodissecção com volume alto sobre a de volume baixo — achado que sustenta diretamente a escolha do volume.
O que esperar
Sensação de pressão e distensão durante a injeção, mais perceptível que na aplicação de volume pequeno; sem repercussão além de algumas horas.
Indicações
Aprisionamento com zona de aderência extensa, e casos em que aplicações de volume pequeno deram resposta parcial.
Limitações
Requer espaço anatômico que comporte o volume; em túneis muito estreitos a distensão é limitada pela própria compressão.

Infiltração perineural com corticosteroide

O que é
Injeção de corticosteroide, isolado ou diluído em anestésico, no mesmo plano perineural.
Mecanismo
Ação anti-inflamatória potente e direta sobre o edema perineural, com redução rápida da pressão dentro do túnel.
Evidência
Bem estabelecida no túnel do carpo, com desempenho melhor quando guiada por ultrassom do que por referências anatômicas, e melhor com dose mais alta. No cotovelo, equivalente à dextrose nos primeiros meses e inferior a partir do terceiro.
O que esperar
Alívio tipicamente mais rápido que o da dextrose nas primeiras semanas.
Indicações
Quadros com componente inflamatório exuberante e necessidade de alívio rápido.
Limitações
Número de aplicações limitado pelos efeitos cumulativos sobre tendão e tecido conjuntivo. Elevação transitória da glicemia, relevante no diabético — justamente o paciente com maior prevalência de neuropatia compressiva.

Neurodinâmica, órtese e correção da causa mecânica

O que é
Exercícios de deslizamento e tensão neural do nervo acometido, órtese noturna em posição neutra quando indicada, e ajuste das posturas e gestos que reproduzem a compressão.
Mecanismo
Mantém a excursão recuperada pela infiltração e reduz a carga compressiva repetida que produziu o aprisionamento.
Evidência
A órtese noturna tem eficácia estabelecida no túnel do carpo leve a moderado; a mobilização neural tem efeito adicional ao tratamento conservador isolado.
O que esperar
Ganho progressivo ao longo de semanas, com maior estabilidade do resultado obtido pela infiltração.
Indicações
Todos os casos, e especialmente aqueles cuja atividade diária reproduz a compressão.
Limitações
Não reverte compressão estrutural avançada nem substitui a cirurgia quando há perda axonal significativa.

Segurança e situações que pedem cautela

A revisão sistemática que reuniu sessenta estudos de intervenções guiadas por ultrassom no túnel do carpo, incluindo os que empregaram dextrose, não relatou eventos adversos graves. A solução não contém corticosteroide nem anestésico, o que elimina de partida os riscos ligados a essas substâncias, e a punção é feita sob visão direta do nervo.

Cautela ou contraindicação · informe sempre o médico

Situações que pedem avaliação antes da infiltração

  • Uso de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação.
  • Infecção ativa na pele do local de punção ou infecção sistêmica.
  • Déficit motor progressivo, atrofia da musculatura tenar ou perda axonal avançada na eletroneuromiografia — quadros que pedem avaliação cirúrgica e não devem ser postergados.
  • Neuropatia de causa sistêmica não tratada, como diabetes descompensado ou hipotireoidismo, em que tratar apenas o ponto de compressão resolve parte do problema.
  • Massa, cisto ou variação anatômica comprimindo o nervo, identificada ao ultrassom, que pede conduta dirigida à lesão.

O que esperar ao longo da série

Durante

Aplicação sob ultrassom

O nervo é localizado e sua área de secção transversa medida. Sente-se a picada na pele e uma sensação de pressão enquanto o líquido circunda o nervo. Poucos minutos, e o retorno à rotina é imediato.

Primeiros dias

Sensibilidade local

Desconforto no ponto de punção por um a dois dias. Sem corticoide, não há a piora transitória que alguns pacientes descrevem após infiltração com esteroide.

Semanas

Aplicações seguintes

A série é conduzida com intervalos de semanas, e a média observada nos estudos foi de cerca de três aplicações. A cada retorno, sintoma e área do nervo são reavaliados.

3 meses em diante

Efeito que se consolida

Foi a partir desse ponto que o grupo tratado com dextrose superou o grupo do corticoide no ensaio da neuropatia ulnar, tanto em sintomas quanto na redução da área do nervo. Seguimentos longos descrevem manutenção do benefício por anos.

Como o procedimento é conduzido na clínica

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, a infiltração perineural com dextrose é realizada pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730 · RQE 102.227), ambos especialistas em Medicina Física e Reabilitação com área de atuação em Dor, sempre com orientação por ultrassom. A avaliação inclui a medida da área de secção transversa do nervo, registrada para comparação ao longo da série.

Reconhecimento

Centro de Dor

Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

Centro de Tratamento por Ondas de Choque

Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)

Clínica listada

Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)

Perguntas frequentes

Por que usar açúcar em vez de corticoide?

Por causa do comportamento no tempo e da possibilidade de repetir. No ensaio randomizado em neuropatia ulnar do cotovelo, as duas substâncias foram equivalentes na maior parte das avaliações, mas a partir do terceiro mês a dextrose apresentou redução maior tanto dos sintomas quanto da área de secção do nervo. Além disso, o corticoide tem número de aplicações limitado pelos efeitos sobre tendão e tecido conjuntivo, e eleva a glicemia — inconveniente justamente no paciente diabético, que é quem mais desenvolve neuropatia compressiva. A dextrose a 5% não tem essas restrições.

Quantas aplicações são necessárias?

Não há número fixo. Na série de pacientes com túnel do carpo persistente ou recorrente após cirurgia, a média foi de 3,1 aplicações para os que obtiveram resultado. As aplicações são espaçadas por semanas e a decisão de continuar parte da resposta observada, que é acompanhada tanto pelo sintoma quanto pela nova medida da área do nervo ao ultrassom.

Serve para dor na coluna?

A evidência que sustenta a técnica é de neuropatias compressivas de nervo periférico — mediano, ulnar, cutâneo femoral lateral, nervos do pé. Para dor lombar crônica, a revisão sistemática mais recente sobre proloterapia com dextrose encontrou resultados heterogêneos e concluiu que a evidência permanece inconclusiva. Para dor da coluna existem outras técnicas com base própria, discutidas nas páginas sobre bloqueio de Fischer e bloqueio facetário.

Qual a diferença entre isso e a hidrodissecção?

São o mesmo procedimento visto por ângulos diferentes. “Hidrodissecção” nomeia o efeito mecânico — o líquido separando o nervo do tecido aderido. “Infiltração perineural com dextrose” nomeia a substância escolhida e o efeito biológico que se busca dela. Na prática, uma aplicação de D5W ao redor de um nervo faz as duas coisas ao mesmo tempo, e a diferença de ênfase aparece sobretudo na escolha do volume: quando o objetivo é predominantemente mecânico, usa-se volume maior — o que a metanálise mostrou ser superior.

Funciona depois de uma cirurgia de túnel do carpo que não resolveu?

É um dos cenários estudados, e o resultado foi favorável. Em 36 pacientes com sintomas persistentes ou recorrentes após a cirurgia, tratados com 10 mL de dextrose a 5% guiada por ultrassom, 61,1% obtiveram alívio de pelo menos metade dos sintomas, com seguimento médio de 33 meses. Os casos recorrentes — que ficaram bem e voltaram a piorar — responderam melhor que os persistentes, que nunca melhoraram após a cirurgia. É uma opção razoável antes de considerar uma reoperação, que tem resultado incerto nesse contexto.

Dói?

A pele é anestesiada no ponto de entrada. Durante a injeção sente-se pressão e distensão, mais perceptível quando se usa volume maior, porque o líquido está abrindo um plano que estava colabado. O desconforto cessa junto com a aplicação, e resta sensibilidade local por um a dois dias.

Quem realiza o procedimento na clínica?

O procedimento é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730 · RQE 102.227), especialistas em Medicina Física e Reabilitação com área de atuação em Dor, com orientação por ultrassom.

E se não funcionar?

A ausência de resposta após uma série adequada, sobretudo quando a área de secção do nervo não diminui, sugere que a compressão é estrutural demais para ser resolvida por hidrodissecção, ou que o gerador do sintoma não é aquele ponto de aprisionamento. As duas hipóteses levam a caminhos diferentes: revisar a eletroneuromiografia e a imagem em busca de compressão em outro nível, ou encaminhar para avaliação cirúrgica quando há perda axonal progressiva.

Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências6 fontes citadas neste artigoVerOcultar
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  3. Chao TC, Reeves KD, Lam KHS, Li TY, Wu YT. The effectiveness of hydrodissection with 5% dextrose for persistent and recurrent carpal tunnel syndrome: a retrospective study. Journal of Clinical Medicine. 2022;11(13):3705. doi:10.3390/jcm11133705. acessar
  4. Wu YT, Chen YP, Lam KHS, Reeves KD, Lin JA, Kuo CY. Mechanism of glucose water as a neural injection: a perspective on neuroinflammation. Life. 2022;12(6):832. doi:10.3390/life12060832. acessar
  5. Shen YP, Li TY, Chou YC, et al. Comparison of perineural platelet-rich plasma and dextrose injections for moderate carpal tunnel syndrome: a prospective randomized, single-blind, head-to-head comparative trial. Journal of Tissue Engineering and Regenerative Medicine. 2019;13(11):2009 a 2017. doi:10.1002/term.2950. acessar
  6. Mociu SI, Nedelcu AD, Lupu AA, et al. Prolotherapy as a regenerative treatment in the management of chronic low back pain: a systematic review. Medicina. 2025;61(9):1588. doi:10.3390/medicina61091588. acessar
Atualizado em 25 jul 2026 Leitura 13 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação da infiltração perineural, a escolha da substância e do volume e a condução da série são decisões individualizadas, que dependem do exame, do ultrassom e do diagnóstico de cada caso. A indicação de qualquer procedimento ou medicamento cabe exclusivamente ao médico assistente.

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