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Como a terapia por ondas de choque pode aliviar a fascite plantar crônica

Se você pratica esportes, em especial o basquete, o futebol ou o atletismo; ou se envolve em outras atividades contínuas em superfície dura, você pode em algum momento experimentar essa condição dolorosa conhecida como fascite plantar. A lesão ocorre quando a fáscia plantar, uma faixa espessa de tecido fibroso que começa no calcanhar e se divide em segmentos individuais que terminam na base de cada dedo do pé, fica inflamada.

Isso pode, por sua vez, estimular esporões ósseos no seu calcanhar. O resultado é uma dor aguda na base do seu calcanhar. É ainda mais doloroso de manhã, e espera-se que a dor diminua de intensidade à medida que o dia passe e pode até desaparecer por completo durante a prática de exercícios.

Infelizmente, porém, tende a voltar com força na manhã seguinte.

Alguns novos tratamentos, como o tratamento por ondas de choque, podem ser interessantes para casos crônicos e recorrentes de fascite plantar.

As ondas de choque são ondas acústicas sonoras de pulso único, que se propagam rapidamente em um espaço tridimensional gerando um aumento rápido e súbito de pressão, dissipando energia mecânica na interface de 2 substâncias com impendância acústica diferentes, resultando na desintegração dos cálculos.

A partir de 1990, pesquisadores da Alemanha iniciaram a publicação de relatos científicos de uso de ondas de choque em diversas patologias musculoesqueléticas, como pseudoartroses, tendinites calcificadas do ombro, epicondilite lateral e medial, e também Fasceíte Plantar.

Vários estudos clínicos controlados, randomizados e duplo cego publicados nos últimos anos vêm demonstrando a eficácia do Tratamento por Ondas de Choque Extra Corpóreas / Extracorporeal Shock Wave Therapy (TOC/ESWT) em diversas patologias médicas, tais como em algumas dores crônicas, epicondilite medial e lateral do cotovelo, síndrome dolorosa miofascial, e fasceíte plantar.

Não se conhece ainda o mecanismo pelo qual as Ondas de Choque tratam doenças musculoesqueléticas.

Tratamentos comuns para fascite plantar

fascite plantar esporao tratamento

Se você tiver sorte, será capaz de se livrar desta condição irritante através de técnicas como colocar gelo na região da planta dos pés, fazer alongamento da musculatura, e muito repouso das atividades enquanto complementa o tratamento com anti-inflamatórios como o ibuprofeno e naproxeno.

No entanto, tomar esses medicamentos por longos períodos não é recomendado, e é comum que a recuperação leve meses. Em muitos casos, esse regime de tratamento conservador não é suficiente para acabar com a inflamação causada pela fascite plantar.

Então, o que fazer em seguida?

Recomenda-se exercícios destinados a fortalecer os músculos da perna, bem como alongar a fáscia plantar e a do tendão de Aquiles, a fim de estabilizar o tornozelo e o calcanhar.

Seu médico pode recomendar que você tente usar um certo tipo de tala que servirá para alongar sua panturrilha e o arco do seu pé enquanto você dorme.

O objetivo aqui é esticar sua fáscia plantar por um bom tempo durante a noite para reduzir a inflamação. Há também suportes de arco feitos sob medida que podem ajudar a distribuir a pressão em seus pés de maneira mais uniforme.

Infelizmente, a fascite plantar pode ser bastante refratária, com evolução lenta em alguns casos, e mesmo esses tratamentos mais ativos podem não aliviar o problema.

A essa altura, você pode escolher entre injeções dolorosas de algum anti-inflamatório esteroide aplicado em seu calcanhar ou cirurgia para separar a fáscia plantar do calcanhar, o que pode enfraquecer o arco do pé.

Agora, no entanto, existe uma terapia de ponta, minimamente invasiva, que pode ajudar.

Tratamento por Ondas de Choque Extra Corpóreas

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O tratamento por ondas de choque é um tratamento não invasivo, altamente eficaz para desordens neuromusculares. Esta tecnologia patenteada baseia-se num conjunto único de ondas de pressão que estimulam o metabolismo, melhoram a circulação sanguínea e aceleram o processo de recuperação. O tecido danificado se regenera de forma gradual e, por fim, a cura acontece.

No caso da fascite plantar, o tratamento por ondas de choque criam novos capilares que melhoram a circulação da região do calcanhar. Isso faz com que seu corpo trabalhe para substituir os vasos sanguíneos danificados por novos, o que aumenta o suprimento de sangue para a área. Por fim, resulta em aumento de oxigênio, que estimula a cicatrização.

Ondas de choque também podem reduzir a inflamação causada pela fascite plantar, acredite ou não, ao aumentar as substâncias em seu corpo que causam inflamação. Acontece assim já que ocorre um estímulo dos mastócitos, que produzem substâncias inflamatórias como citocinas e quimiocinas. Essas substâncias também conseguem ajudar o corpo a curar e regenerar células saudáveis.

Esse tratamento também pode fazer com que seu corpo produza mais colágeno, o que é vital para os tendões espessos e fortes.

Evidências científicas do uso do tratamento por ondas de choque

Um estudo canadense publicado em 2005 na Revista Orthopaedic Research Society (Randomized, Placebo-Controlled, Double-Blind Clinical Trial Evaluating the Treatment of Plantar Fasciitis with an Extracorporeal Shockwave Therapy (ESWT) Device: A North American Confirmatory Study) avaliou 114 pacientes com fasceíte plantar crônica (ou seja, tinham dor nos pés há mais de 6 meses), que não obtinham melhora com o tratamento conservador (medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e corticóides). Os pacientes foram divididos em dois grupos: um grupo recebeu o tratamento real por Terapia por Ondas de Choque, e o segundo grupo recebeu um tratamento placebo.

Os participantes do grupo de tratamento real por Terapia por Ondas de Choque apresentaram uma melhora estatisticamente significativa (p = 0,0124) em suas dores. As dores foram avaliadas pela Escala Visual Analógica, que avalia a dor do paciente de 0 a 10 (0 = nada de dor, 10 = maior dor já sentida). As notas médias dos participantes que receberam o tratamento por Ondas de Choque caiu de 7.5 para 3.9, três meses após o tratamento, com uma melhora de mais de 49% em sua dor.

Além de uma melhora na intensidade dolorosa, os pesquisadores também encontraram melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes, habilidade de andar e realizar atividades de vida diária. Os efeitos adversos relatados foram raros e mínimos, com poucos pacientes relatando inchaço local temporário (edema), pequenos hematomas e dor leve após a aplicação.

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