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Fascite Plantar: mais comum do que se imagina

Fisgadas na sola do pé, sensação de facada ou de estar pisando em agulhas – essas são algumas descrições de quem sofre com a chamada “fascite plantar” (também conhecida como “fasceíte”ou “fasciose plantar”). O que isso significa? Um processo de inflamação ou degeneração da fáscia plantar, uma lâmina de tecido fibroso que envolve toda a planta do pé, do calcanhar até os dedos.

Aproximadamente 10% das pessoas desenvolvem fascite plantar em algum momento da vida, segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). A condição também é responsável por 80% das queixas de dor no calcanhar, segundo estudos. Com esses números, dá para se ter uma ideia do quão frequente é o problema.

fascite plantar pode gerar dor na sola dos pes e calcanhar

Para compreender o que é esta patologia, é preciso entender o que é a fáscia plantar, consiste em uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé, composta por tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé.

Assim, a Fascite Plantar ocorre quando há processo inflamatório no tecido fibroso (fáscia plantar) do pé, a inflamação pode surgir em decorrência de estresse excessivo dessa região, em outras palavras, devido ao estiramento excessivo da fáscia plantar, ou por causas externas.

Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. A dor piora pela manhã ao iniciar a marcha e melhora depois. Também pode ocorrer inchaço no local. Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas, no entanto a causa mais frequente é a lesão por esforço repetitivo da fáscia plantar a um mau amortecimento de impacto, sobrecarregando a estrutura.

A fascite plantar, muitas vezes relacionada ao esporão do calcâneo, é uma patologia cada vez mais comum. Apesar de ser predominar em pessoas de 40 a 70 anos de idade, é também um distúrbio frequente em atletas de qualquer idade.

Mesmo sem dados específicos sobre o número de acometidos pelo transtorno, a comunidade médica afirma receber um número crescente de casos. Estima-se que 1 a cada 10 pessoas passará pelo problema.

Juntamente com a idade e o excesso de esforço físico, o sobrepeso, o uso de salto alto e o sedentarismo estão entre os fatores de risco.

Acredita-se que o distúrbio tenha relação com o coxim gorduroso do calcanhar, estrutura responsável pela absorção de impacto. Com o passar do tempo, ocorre desgaste da região, sendo de maneira ainda mais acentuada após os 40 anos de idade. Por isso, o tecido adiposo torna-se amolecido e fino, o que sobrecarrega as estruturas adjacentes.

A medida que o estado vai se agravando, o paciente passa a sofrer de progressivas limitações, podendo apresentar dificuldades para caminhar.

O tratamento produz ótimos prognósticos. Cerca de 90% dos pacientes sentem-se completamente restaurados após os devidos cuidados.

Quer saber mais?

O que é fascite plantar?

Fascite plantar dor na sola dos pes

A fáscia plantar é uma camada de tecido fibroso localizada sobre o osso do calcanhar na região da sola do pé.

Este tecido exerce função importantíssima, protegendo a região dos grandes impactos, já que o pé é quem transmite o peso do corpo ao chão. Além de amortecer, a estrutura coopera para o movimento de caminhada, sendo apoio para impulsão do corpo.

Devido ao trabalho constante, a inflamação desta fáscia é bastante comum. Tal distúrbio recebe o nome de fascite plantar.

Este é um dos problemas mais comuns a atingir os pés e a principal causa de dores no calcanhar.

Padrão típico de dor da fascite plantar

– Dor intensa na sola do pé, com frequência no calcanhar ou perto dele

– A dor costuma ser mais forte pela manhã, ao se levantar. Também pode surgir após atividade física intensa ou muitas horas em pé

– Sensação de formigamento ou sensibilidade reduzida (apenas em alguns casos)

– A dor costuma ser intermitente, ou seja, diminui com repouso

– É comum que o paciente não consiga realizar o movimento de dorsiflexão (flexionar o pé em direção à canela)

– Em alguns casos, pode haver um leve inchaço na região inflamada

– A dor pode durar apenas alguns dias, ou então tornar-se crônica, arrastando-se por meses

– Em casos mais graves e menos comuns, a fáscia pode sofrer uma ruptura, causando dor intensa e uma espécie de estalido

O sintoma característico da fascite plantar é uma dor forte, em facada, perto do calcanhar.

O aumento das taxas de sobrepeso e obesidade é uma das explicações possíveis para o aumento das queixas de dores nos pés. Levantamentos estimam que 70% dos pacientes com fascite plantar estejam acima do peso.

envelhecimento da população é outro fator que justifica muitos casos, uma vez que, com o passar da idade, estruturas envolvidas no amortecimento de impacto podem sofrer um processo de degeneração natural.

Embora correr seja um ótimo exercício para emagrecer e manter a saúde, é fundamental receber orientação adequada e usar o tênis correto para evitar lesões – não é à toa que a fascite plantar tornou-se um problema recorrente entre alguns corredores.

Alterações biomecânicas nos pés (pé “chato” ou cavo), pernas com tamanhos diferentes, pisada incorreta ou encurtamento do tendão de Aquiles (que liga o calcanhar à batata da perna) também podem gerar tensão excessiva sobre a fáscia, bem como o uso excessivo de salto alto e ocupações que envolvem passar muito tempo de pé.

Mulheres são vítimas frequentes de fascite plantar porque são mais propensas a usar calçados inadequados, principalmente ao passar muito tempo de salto alto ou mesmo pessoas que usam calçados com solas muito macias, estão no grupo de risco. Por não trazerem um bom apoio a curvatura do pé, tais calçados propiciam o problema.

ocupação pode influenciar. Pessoas que ficam em pé ou mesmo que carreguem peso com frequência, também devem se cuidar, pois, tais coisas podem causar a inflamação da fáscia plantar devido à maior exigência sobre a região.

Causas comuns de dor nas pernas e pés

Vamos discutir um pouco sobre a anatomia do pé e tornozelo e a fisiopatologia de dor no calcanhar.

Ossos ~ 27+ ossos no pé (tálus, calcâneo, Navicular, cubóide, cuneiforme [3], metatarsos [5], falanges [14] osso sesamóide [+ 1]).

Músculos, tendões, ligamentos e articulações: no pé, há uma variedade de músculos, tendões, ligamentos e articulações

Existem várias camadas de músculos na parte de baixo de nossos pés.

A primeira camada profunda da pele é a fáscia plantar. Em seguida, há 3 camadas de músculos, sendo que 14 de 18 destes músculos encontram-se em pé. Os outros 4 músculos se originam em algum lugar na perna e estendem-se para baixo para o pé através de tendões.

Tenha em mente; Isto é apenas a parte inferior do pé.

Existem 4 músculos ligado ao osso do calcanhar significantes para dor no calcanhar. Também há o tendão de Aquiles que liga-se a parte de trás do osso do calcanhar (região calcânea), com os músculos gastrocnêmio e sóleo no extremo oposto do tendão.

Em relação aos ligamentos, há diversos ligamentos entre os ossos do pé e tornozelo. Cada ligamento age para neutralizar as forças entre os ossos.

Articulações: a primeira que vem à mente é “articulação do tornozelo”, também conhecido como articulação talocrural, que é formada pela tíbia, fíbula e tálus.

Anatomicamente, esta articulação talocrural age como um tipo de dobradiça da articulação sinovial. As outras articulações (a articulação transversa do tarso e articulações tarsometatarsal) são cruciais para a formação e a funcionalidade do arco do pé.

Biomecânica do arco do pé: mecanismo

As estruturas que conhecemos anteriormente são fundamentais para a coordenação da biomecânica do pé e para manter a altura, rigidez e flexibilidade do arco plantar.

O movimento biomecânico envolve os dedos do pé, estendendo-se para cima, puxando a tensão aos músculos e ligamentos na parte inferior do pé. Esta tensão puxa todos os ossos juntos firmemente para manter a altura do arco, convertendo o pé em uma estrutura rígida e transferindo as forças para impulsionar o corpo do chão.

Se esta função do arco do pé é perdida, ele deixa de funcionar como uma alavanca eficiente, este déficit do mecanismo biomecânico acarretará em tensão adicional gerado para as estruturas do pé e, por fim, poderá causar lesão e inflamação tecidual, gerando dor!

Causas

Apesar dos sinais de inflamação encontrados, alguns autores defendem que esta pode não ser a real causa da fascite plantar.

O problema se manifesta ainda por alterações a nível estrutural na fáscia. Além das respostas inflamatórias, os exames microscópios demonstram degenerações, depósito de cálcio e desordem das fibras de colágeno.

Porém, uma coisa se sabe, movimentos mecânicos alterados são o principal motivo da tensão excessiva sobre o tecido. Adicionalmente, estão as ações repetitivas de grande impacto.

A origem das alterações geralmente estão relacionadas a:

  • Movimentos repetitivos
  • Aumento repentino da carga ou volume de exercícios
  • Falta de acompanhamento profissional
  • Excesso de treinos de corrida
  • Falta de alongamento
  • Atividades físicas de alto impacto
  • Diminuição da dorsiflexão do tornozelo
  • Retração dos músculos gastrocnêmio-solear e isquiotibiais
  • Doenças inflamatórias sistêmicas

Em muitos casos a fascite plantar está associado ao esporão do calcâneo. Por causa disso, um distúrbio é frequentemente confundido com o outro. O esporão do calcâneo é uma protuberância óssea que se desenvolve graças a processos inflamatórios no osso calcâneo, próximo ao ponto de fixação do famoso tendão de aquiles.

Fascite plantar e esporão de calcâneo

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Algumas pessoas com dores na sola do pé podem acabar descobrindo que têm um “esporão calcâneo”, uma pequena saliência em forma de espora (ou crista de galo) no osso do calcanhar. Em geral, esse depósito de cálcio se forma após algum traumatismo ou sobrecarga, como um processo de cicatrização.

A fascite plantar, ou a sobrecarga que leva ao problema, pode aumentar o risco de uma pessoa vir a ter o esporão. Mas muita calma nesta hora! As condições são diferentes uma da outra. O esporão, em si, quase nunca provoca sintomas – apenas 5% dos pacientes com a alteração sentem dor.

Ou seja: o incômodo só aparece quando o tecido ao redor da saliência se inflama. Na prática, portanto, a fascite é uma causa muito mais frequente de dores na sola do pé que o esporão.

Diagnóstico da fascite plantar

A fascite plantar é identificada pelo médico após análise do histórico do paciente e exame físico do pé. A radiografia não é capaz de mostrar problemas na fáscia, mas pode ser solicitada para descartar outros problemas, como microfraturas. O esporão pode ser visualizado no raio-X, mas nem sempre é o culpado pela dor, como explicado acima. Em alguns casos, a ressonância magnética pode ajudar no diagnóstico.

Outros exames podem ser solicitados para descartar suspeitas, como o estudo eletroneuromiográfico (para avaliar hipóteses como a neuropatia periférica ou a síndrome do túnel do tarso), ou exames laboratoriais (para verificar a presença de biomarcadores de artrite, espondilite ou gota, entre outras doenças autoimunes ou metabólicas).

Vale lembrar que, mesmo quando o problema é de origem biomecânica, o paciente deve ser sempre examinado de forma integral, uma vez que alterações na coluna vertebral, no joelho ou mesmo no tipo de pisada podem resultar em dores nos pés.

 

 

Diagnóstico diferencial 

Dores nos pés também podem ter origem em outras condições. Confira algumas possibilidades, ou “diagnósticos diferenciais”:

– fraturas: ossos como o do calcanhar podem sofrer pequenos traumas durante a prática de esportes, pisada incorreta ou mesmo em função da oesteoporose, condição caracterizada pela perda progressiva de massa óssea. Algumas dessas fraturas podem ser difíceis de ser visualizadas numa radiografia

– atrofia do coxim gorduroso: abaixo do osso calcâneo existe uma camada extra de gordura que funciona como amortecedor. Lesões traumáticas ou processos degenerativos podem diminuir essa “almofada”, causando dor no centro do calcanhar

– fibromatose plantar: presença de protuberâncias abaixo da pele que podem ser vistas quando a pessoa flexiona os pés e a panturrilha, mas nem sempre causam dor

– lesões musculares: assim como em outras partes do corpo, os músculos do pé podem sofrer estiramento (lesão nas fibras) ou distensão durante atividades físicas

– artrites: doenças inflamatórias ou processos degenerativos que causam dores, inchaço e, às vezes, deformidades nas articulações também podem afetar os pés, como a artrite reumatoide, a artrite psoriática, e a artrose (desgaste da cartilagem). Pacientes com espondilite anquilosante (doença que afeta as articulações, especialmente da coluna), podem ser mais predispostos a quadros de fascite plantar.

– gota: doença inflamatória provocada pelo excesso de ácido úrico, pode gerar dores e inchaço nos joelhos e dedos do pé

– síndrome do túnel do tarso: um dos nervos do pé (chamado “tibial posterior”) percorre um canal fibroso. Quando há inflamação em tecidos ao redor desse túnel, o nervo pode ser comprimido, gerando dor em queimação ou formigamento

– doença de Sever: principal causa de dores nos pés em crianças e adolescentes, trata-se da inflamação das chamadas “placas de crescimento” que, mais tarde, viram osso sólido

– pé diabético: alterações vasculares e nos nervos (neuropatia) deflagradas pelo excesso de glicose no sangue tornam os pés uma região do corpo que demanda extrema atenção por parte dos pacientes com diabetes

– metatarsalgia: inflamação na “bola do pé”, que pode ser provocada pelo uso de saltos altos ou por algumas condições, como a doença de Freiberg e a artrite

– neuroma de Morton: irritação do nervo que passa entre o terceiro e o quarto dedo do pé, com frequência deflagrada pelo uso de calçados impróprios

– tendinites: sobrecarga e esforço repetitivo sobre os pés podem causar inflamações em tendões do pé, como o calcâneo

– bursites: a bursa é uma pequena bolsa com líquido que recobre articulações e que pode ficar inflamada após alguma lesão. Algumas pessoas podem ter bursite na região do calcanhar, o que costuma causar latejamento, inchaço e calor no local.

Prevenção da fascite plantar

Sabemos que a melhor forma de tratamento é a prevenção!

Para prevenir a fascite plantar, é de suma importância a mudança de hábitos e a melhora da saúde global, veja quais atitudes:

  • Controle do peso (e nesse caso não só para a fascite, mas para a saúde em geral);
  • Readaptação à prática esportiva;
  • Alongamento dos músculos da panturrilha antes e após a corrida;
  • Alongamento da fáscia plantar;
  • Corrigir as alterações nos casos de pé chato ou cavo e a hiperpronação (excessiva rotação do pé de dentro para fora);
  • Optar por calçados de maior amortecimento e suporte;
  • Usar palmilhas adequadas para ajustar ou compensar as alterações biomecânicas, causadoras da fascite plantar.

Tratamento para fascite plantar

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Em cerca de 90% dos casos, o tratamento da fascite plantar é conservador, ou seja, não envolve cirurgia. As recomendações mais frequentes são:

– exercícios de alongamento e fortalecimento feitos pelo paciente em casa várias vezes ao dia, principalmente de manhã*

– recomendações para aliviar o impacto sobre os pés, como evitar andar descalço (mesmo em casa), uso de palmilhas prontas ou confeccionadas sob medida, calçados adequados e adaptação das atividades físicas

– aplicação de gelo sob a sola do pé por cerca de 20 minutos (uma boa ideia é congelar uma garrafinha d`água e depois rolar sob a planta do pé)

– fisioterapia para alongamento e fortalecimento (que pode incluir aplicação de ultrassom ou infravermelho para analgesia)

– acupuntura ou eletroacupuntura, para aliviar a dor e a inflamação

– uso de analgésicos ou anti-inflamatórios por período limitado. Quando a dor é muito intensa, a injeção de corticosteroide (infiltração) pode ser um recurso necessário, mas usado com cuidado devido ao risco de complicações a longo prazo, como ruptura da fáscia e lesão permanente no coxim gorduroso. A iontoforese é outra técnica que pode ser utilizada para aplicação tópica de medicamentos com ajuda de corrente elétrica.

– uso de tala noturna (órtese) para manter o pé um pouco flexionado em direção à canela (movimento de dorsiflexão) durante a noite, para alívio temporário

– redução do peso corporal para os pacientes que apresentam sobrepeso ou obesidade. Estudos indicam que mesmo o emagrecimento discreto pode aliviar bastante a pressão sobre os pés e diminuir a dor

– tratamento por ondas de choque extracorpóreas (ESWP, em inglês), uma terapia não invasiva que melhora a circulação sanguínea e acelera a regeneração dos tecidos lesionados. A indicação é principalmente para os casos em que a dor persiste por mais de três ou seis meses, apesar das medidas anteriores. É fundamental que a terapia seja realizada por profissionais capacitados.

A melhora do quadro pode levar meses e requer paciência. Ainda assim, alguns casos são refratários às medidas conservadoras, e os pacientes podem ser encaminhados para procedimentos cirúrgicos que visam à liberação da fáscia plantar, com índices de sucesso estimados em torno de 95%. A remoção cirúrgica do esporão calcâneo é recomendada apenas em casos muito específicos.

Outros tratamentos têm sido pesquisados, como a terapia com laser de baixo nível (LLLT, em inglês), a ablação por radiofrequência e a injeção de plasma rico em plaquetas guiada por ultrassom. Ainda são necessários mais estudos para confirmar sua eficácia.

Cuide bem dos seus pés

Algumas dicas ajudam a manter os pés saudáveis e a evitar problemas como a fascite plantar:

– Evite o uso de saltos altos e finos.

– Escolha calçados confortáveis, que não apertem e nem sejam muito estreitos. Deixe para comprá-los no fim do dia, quando os pés estão um pouco mais inchados.

– Lembre-se que, com o passar da idade, é comum ter de usar um calçado de número maior ou mais largo.

– Exercícios para alongar e fortalecer os pés e a panturrilha são fáceis e podem ser realizados em qualquer lugar. Incorpore-os à rotina.

– Depois de um dia de caminhadas ou muitas horas de pé, considere massagear os pés com os dedos, ou deslizando uma bolinha de tênis sob a sola, em todas as direções.

– Pratique atividade física sempre, mas procure ser acompanhado por um profissional para evitar lesões.

– Ao praticar esportes como a corrida, utilize um tênis com amortecimento adequado e que respeite a curvatura da planta dos pés.

– Se você tem pé chato ou cavo, busque a orientação de um especialista e considere o uso de palmilhas ou calçados específicos.

– Se você trabalha de pé, programe pausas para se sentar e alongar a panturrilha, ainda mais se você usa salto.

– Procure manter o peso ideal. Alguns quilos a mais já são suficientes para aumentar a sobrecarga sobre os membros inferiores.

Possíveis complicações 

A falta do tratamento pode trazer graves danos. Além da dor se tornar crônica, prejudicando a rotina do acometido, outras complicações podem acabar surgindo.

Por causa da dor, o paciente tende a mudar a maneira como caminha, assumindo uma postura anormal e prejudicando outras partes do corpo. Conforme vimos anteriormente, a articulação do joelho, do quadril e da coluna são as mais afetadas.

A exacerbação da inflamação pode ainda levar a fáscia a um processo de degeneração, agravando o desconforto.

esporão de calcâneo também é uma complicação bastante comum de casos não tratados de fascite plantar.

Diante de tudo isso, deve-se ficar atento aos sintomas e procurar ajuda médica sempre que necessário. Com o diagnóstico realizado, será possível a escolha da melhor forma de tratamento. A grande maioria das pessoas apresenta melhoras significativas em poucos meses de acompanhamento, controlando a dor e evitando o agravamento do distúrbio.

Cuidar bem dos pés evitará uma série de patologias e ajudará no bem estar físico e mental.

Evitar o uso de sapatos fechados, quando possível, é importante, pois os pés precisam respirar e assim a pele não se tornará mais grossa.

Um membro do nosso corpo que muitas vezes não damos atenção, mas que é tão importante e sensível merece atenção e cuidado então vamos lá, de olho neles!

Mitos sobre dor no calcanhar

 

Mito: esporão de calcanhar causa dor no calcanhar e precisa ser removido cirurgicamente.

Fato – há uma correlação pobre de achados radiológicos de esporão de calcanhar, com dor no calcanhar (ou seja, achados incidentais do esporão sem dor ou dor tremenda com nenhum esporão).

Assim, nem sempre quem tem esporão tem dor. Não é aconselhável ter o esporão removido cirurgicamente, pois a cirurgia pode levar a dano tecidual desnecessário, prolongando a resolução da dor.

 

 

Mito ~ Inflamação é a causa da dor no calcanhar.

Fato – Inflamação é um processo de cicatrização natural do corpo. É um ‘sinal’ de tecido danificado e que o corpo está tentando se isolar e curar o tecido danificado.

É o resultado do esforço repetitivo sobre o calcanhar que impede a cicatrização incompleta (microtraumas repetitivos).

 

 

Mito ~ Fascite plantar é a causa da dor no calcanhar.

Fato – é improvável que a fáscia seja o único tecido envolvido. Há um monte de tecidos na área do calcanhar. Muitos deles são muito profundos e muitas vezes, não são abordados/tratados corretamente.

A dor é devido a cicatrizes das camadas de tecido, inibindo a circulação e a flexibilidade da área.

 

 

Mito ~ Descansar é a melhor coisa para a dor no calcanhar.

Fato – descansar só irá minimizar a irritação dos tecidos irritados. Os tecidos de cicatrização não vão desaparecer por conta própria.

A melhor conduta é um tratamento ativo, com uma atitude pró-ativa, com uso de gelo, terapia manual (manipulação fascial, cinesioterapia, terapia por ondas de choque), alongamentos adequados da fáscia plantar e da musculatura do tríceps sural (gastrocnêmio e solear), inativação de pontos gatilhos e por fim, exercícios de fortalecimento.

 

 

Mito ~ o uso de tala noturna irá sumir com a dor no calcanhar.

Fato – a tala (órtese) é um meio muito passivo de abordar a fascite plantar.

A idéia por trás desta ferramenta é manter o tornozelo/pé em uma posição de dorsiflexão durante a noite para minimizar a tensão do tendão de Aquiles & fáscia plantar.

A tala noturna deve ser usada temporariamente ao invés de ser uma solução a longo prazo.

Referências bibliográficas

Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), Sociedade Brasileira de Reumatologia; US National Library of Medicine; American Academy of Orthopaedic Surgeons

Silva RH, Pontin JCB, Costa TR, Chamlian TR. Elaboração de um manual de exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar. Acta fisiatrica.

(http://www.actafisiatrica.org.br/imagebank/pdf/Manual.pdf)

Hilton Menz. Chronic foot pain in older people. Maturitas, 2016

(https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378512216301438)

Why weight matters when it comes to joint pain. Harvard Health Publishing – Harvard Medical School.

(https://www.health.harvard.edu/pain/why-weight-matters-when-it-comes-to-joint-pain)

Andrew J Rosenbaum, John A. DiPreta, David Misener. Plantar Heel Pain. Medical Clinics of North America.

(https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025712513001570?via%3Dihub)

Ricardo Cardenuto Ferreira. Talalgias: fascite plantar. Revista Brasileira de Ortopedia.

(http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n3/pt_0102-3616-rbort-49-03-00213.pdf)

Vinod K Panchbhavi. Plantar Heel Pain Treatment & Management. Medscape.

(https://emedicine.medscape.com/article/1233178-treatment)

 

Atualizado em 04 de abril de 2020

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Colégio Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Cômite de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

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