CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Dor no Quadríceps

O uso excessivo e o estresse repetido nos músculos do quadríceps podem causar dor e inflamação local nos tendões. Esta condição é conhecida como tendinite. Os sintomas de tendinite de quadríceps incluem: Dor na frente ou atrás da coxa, geralmente perto do joelho ou quadril[1]Kary JM. Diagnosis and management of quadriceps strains and contusions. Current reviews in musculoskeletal medicine. 2010 Oct;3(1):26-31.

Ao praticar algum exercício físico, seja um esporte, musculação ou mesmo caminhadas, é comum sentir dores musculares, principalmente quando se está começando ou aumentando a intensidade dos treinos.

Um dos músculos mais atingidos por dores e lesões é o quadríceps, conhecido popularmente como “músculo da coxa”, e que provê grande parte da sustentação da perna[2]Slemenda C, Brandt KD, Heilman DK, Mazzuca S, Braunstein EM, Katz BP, Wolinsky FD. Quadriceps weakness and osteoarthritis of the knee. Annals of internal medicine. 1997 Jul 15;127(2):97-104..

Entretanto, essas dores tendem a ser de baixa intensidade, e diminuem com o passar do tempo. Mas e se a dor no quadríceps não melhorar, ou for mais forte que o esperado, o que significa?

 

O QUE É A DOR MUSCULAR?

A mialgia, chamada popularmente de dor nos músculos ou dor muscular, é um tipo de dor que atinge um ou mais músculos, normalmente em decorrência do esforço físico, embora outros fatores possam desencadeá-la.

intensidade da dor muscular varia bastante de pessoa para pessoa, tanto pela gravidade das lesões ou problemas de saúde que possam causá-la, quanto pela sensibilidade individual[3]Young A, Stokes M, Crowe M. Size and strength of the quadriceps muscles of old and young women. European journal of clinical investigation. 1984 Aug;14(4):282-7..

Assim, é importante procurar atendimento médico em casos onde a dor não melhore com o repouso, ou que sua intensidade, duração e frequência atrapalhem os afazeres do dia a dia.

Anatomia do Músculo Quadríceps

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O MÚSCULO QUADRÍCEPS

O quadríceps é um dos maiores músculos do corpo humano, localizado na parte posterior da coxa, e é composto por quatro partes que possuem uma inserção em comum na patela:

  • Vasto medial;
  • Vasto lateral;
  • Vasto intermédio;
  • Reto femoral.

 

Por ser um músculo tão grande, com inserção em diferentes pontos e que abrange duas grandes articulações (quadril e joelho), é comum que ele seja atingido por lesões de diferentes graus de gravidade. Essas lesões atingem principalmente o reto femoral, uma vez que é justamente ele que está ligado a duas articulações, sendo considerado um músculo biarticular[4]Maffiuletti NA, Jubeau M, Munzinger U, Bizzini M, Agosti F, De Col A, Lafortuna CL, Sartorio A. Differences in quadriceps muscle strength and fatigue between lean and obese subjects. European journal … Continue reading.

CAUSAS DE DOR NO QUADRÍCEPS

Sendo o quadríceps um musculo tão grande, que recebe tanta carga e que possui uma grande área de contato, ele é mais suscetível a algumas lesões físicas, como:

 

Além disso, a prática regular de atividades como a musculação podem causar dores musculares. Mas nesses casos, a dor é algo esperado, além de ser de baixa intensidade e que se resolve rapidamente, sem a necessidade de tratamento.

LESÕES QUE ATINGEM O QUADRICEPS

Como dito anteriormente, a dor no quadríceps pode ser causada por algum tipo de lesão muscular. Essas lesões podem causar sintomas como:

  • Dor na coxa;
  • Dificuldade para andar, correr ou realizar outros movimentos com a perna;
  • Edema;

 

Entretanto, é importante ressaltar que esses sintomas podem não estar presentes em lesões mais leves, e que a sua intensidade irá variar a depender do grau do problema.

Podemos então classificar as lesões do quadríceps de acordo com a sua gravidade:

musculo quadriceps 1
  • 01.Grau 1 ou leve

    Chamada também de distensão muscular, esse tipo de lesão atinge poucas fibras musculares (até 5%), não costuma causar hemorragias e se resolve rapidamente;
  • 02.Grau 2 ou moderada

    Nesse caso há lesão em 5% a 50% das fibras musculares, com hemorragia significativa e dificuldade de realizar movimentos com o membro;
  • 03.Grau 3 ou severo

    Aqui a lesão atinge mais de 50% das fibras musculares, há a formação de grandes hematomas, com a possibilidade de ruptura muscular;
  • 04.Desinserção muscular

    Quando a inserção do músculo no osso, que é feita por tendões, é rompida.

DIAGNÓSTICO

Normalmente os quadros de dor no quadríceps se resolvem sem a necessidade de tratamentos mais elaborados, apenas com o repouso, aplicação de compressas frias e elevação do membro.

Mas em alguns casos, nos quais a dor se mantém e começa a atrapalhar a rotina diária, é importante consultar um médico para avaliar o problema.

Isso pode é feito a partir do exame clínico e, quando necessário, realização de exames de imagem.

Os mais comuns são:

TRATAMENTO DAS LESÕES NO QUADRÍCEPS

Uma vez realizado o diagnóstico de lesão no quadríceps, pode-se então iniciar o tratamento do problema, que será definido pelo médico (normalmente um ortopedista).

Os tratamentos para a dor no quadríceps visam a melhora do quadro doloroso, a prevenção de danos secundários, e a redução da hemorragia, quando ela existir. Assim, eles podem ser divididos em dois grandes grupos:

Tratamento conservador, que pode incluir:

 

O objetivo desse tipo de tratamento é permitir que o músculo se cure sozinho, ao mesmo tempo em que há o alívio da dor e de outros incômodos associados à lesão.

 

Tratamentos invasivos, que incluem:

  • Punção do hematoma;
  • Cirurgias, reservada para casos mais graves.

 

Nesses casos, não há a possibilidade de resolução do problema sem a intervenção médica invasiva, devido à gravidade da lesão ou de características individuais do paciente.

TEMPO DE RECUPERAÇÃO

Com relação ao tempo de tratamento e de retorno à prática esportiva, deve-se levar em conta a gravidade das lesões e o tipo tratamento realizado.

Mas, de forma geral, podemos dizer que os tempos de recuperação são:

  • Lesões de grau 1: Uma a duas semanas;
  • Lesões de grau 2: Quatro a seis semanas;
  • Lesões de grau 3: Dois a três meses;
  • Desinserção muscular: O tempo é definido pelo cirurgião.
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RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas
1 Kary JM. Diagnosis and management of quadriceps strains and contusions. Current reviews in musculoskeletal medicine. 2010 Oct;3(1):26-31
2 Slemenda C, Brandt KD, Heilman DK, Mazzuca S, Braunstein EM, Katz BP, Wolinsky FD. Quadriceps weakness and osteoarthritis of the knee. Annals of internal medicine. 1997 Jul 15;127(2):97-104.
3 Young A, Stokes M, Crowe M. Size and strength of the quadriceps muscles of old and young women. European journal of clinical investigation. 1984 Aug;14(4):282-7.
4 Maffiuletti NA, Jubeau M, Munzinger U, Bizzini M, Agosti F, De Col A, Lafortuna CL, Sartorio A. Differences in quadriceps muscle strength and fatigue between lean and obese subjects. European journal of applied physiology. 2007 Sep;101(1):51-9.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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