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Hipertrofia dos ligamentos amarelos – Aprenda mais

A hipertrofia do ligamento amarelo está geralmente envolvida na patogênese da estenose espinal lombar.

A hipertrofia do ligamento amarelo pode reduzir o diâmetro do canal espinhal e comprimir o saco dural e raízes nervosas, resultando em sintomas, mesmo na ausência de um anel fibroso protuberante ou hérnia de disco, ou esporão ósseo (osteófito).

Acredita-se que ocorra pela fibrose causada pelo acúmulo de estresse mecânico com o processo de envelhecimento, especialmente ao longo da face dorsal do ligamento amarelo.

A espessura do ligamento amarelo aumenta com a idade e esse aumento é maior nos níveis lombares inferiores.

O que são ligamentos amarelos?

O cérebro e a coluna vertebral são recobertos pela membrana dura-máter. Entre a dura-máter e a camada mais superficial do osso, o periósteo, existe um tecido adiposo que recebe o nome de ligamento amarelo ou ligamentum flavum.

As paredes laterais e a porção posterior do canal das vértebras também são cobertas por esse tecido. De coloração amarelada, o ligamento amarelo exerce um papel importante na elasticidade da coluna vertebral. Ao flexionarmos a coluna para, por exemplo, pegar algo abaixo de nós e ao reposicionarmos a mesma, contamos com as fibras elásticas dos ligamentos amarelos.

No interior do canal vertebral, os ligamentos amarelos estão em contato próximo com raízes dos nervos espinhais. Portanto, alterações anatômicas na coluna vertebral estimulam esses terminais nervosos. Eles lançam impulsos que são interpretados pelo sistema nervoso central como dor.

HIPERTROFIA LIGAMENTO AMARELO

Aspectos relevantes da hipertrofia dos ligamentos amarelos

A espessura dos ligamentos amarelos pode ser quantificada através da análise de imagens obtidas por ressonância magnética. Usando essa técnica, uma equipe médica mediu porções dos ligamentos amarelos da região lombar de 63 pacientes que tinham entre 20 e 59 anos. Os pacientes foram divididos em dois grupos: os que sentiam dor lombar de modo recorrente e os assintomáticos. Os resultados apontaram uma espessura média dos ligamentos amarelos significativamente maior nos pacientes com dor lombar do que nos assintomáticos.

Existe um debate em torno do meio pelo qual se dá a modificação anatômica dos ligamentos amarelos. Alguns pesquisadores acreditam que a alteração é devida ao aumento do volume das fibras do tecido, ou seja, pela hipertrofia.

Outros descartam a hipertrofia e apostam na modificação dos ligamentos por deformação estrutural, chegando a propor que a área do ligamento amarelo, e não seu comprimento, deva ser a unidade preferencial a ser mensurada.

Mais essencial do que reunir evidências de modificação por hipertrofia ou por deformação é conhecer as causas da alteração nos ligamentos amarelos. No entanto, esse tema também é alvo de debate entre equipes de pesquisadores.

Uma pesquisa sugere que a flexão excessiva e inadequada da coluna provocaria traumas nos ligamentos amarelos, levando à inflamação e por fim à fibrose. No entanto, a natureza multifatorial da origem desse problema é reconhecida por muitos.

É certo que fatores como envelhecimento e degeneração dos discos vertebrais estão associados ao problema, embora não devam ser tratados como causas.

Enfim, ligamentos amarelos mais expandidos provocam uma compressão no saco dural, a lâmina de dura-máter que forra o canal vertebral. Evidências indicam que essa compressão é um traço patológico importante no desenvolvimento da estenose espinhal.

A estenose espinhal

Atingindo preferencialmente as vértebras lombares L4 e L5, a estenose é uma patologia com prevalência relativamente alta (27,2%).

Ela acarreta dor lombar crônica e dificuldades motoras.

A estenose é tradicionalmente tratada com medicamentos anestésicos, relaxantes musculares e exercícios fisioterápicos. Esses visam o fortalecimento da musculatura em torno das vértebras e do quadril.

Tratamentos cirúrgicos podem ser adotados (por exemplo, com objetivo de aliviar a compressão dos terminais nervosos), mas destinados a casos refratários às intervenções tradicionais.

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Referências

Munns, J. J., Lee, J. Y., Orías, A. A. E., Takatori, R., Andersson, G. B., An, H. S., & Inoue, N. (2015). Ligamentum flavum hypertrophy in asymptomatic and chronic low back pain subjects. PLoS One, 10(5), e0128321.

Sairyo, K., Biyani, A., Goel, V., Leaman, D., Booth, R. Jr, Thomas, J. et al. (2005). Pathomechanism of ligamentum flavum hypertrophy: a multidisciplinary investigation based on clinical, biomechanical, histologic, and biologic assessments. Spine, 30(23), 2649–56.

Suh, J. H., & Pungnap-dong, S. G. (2017). The role of the ligamentum flavum area as a morphological parameter of lumbar central spinal stenosis. Pain Physician, 20, E419-E424.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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