CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Labirintite: O que é? Como tratar?

O termo “labirintite” é frequentemente usado de maneira imprecisa para descrever qualquer episódio de tontura ou vertigem. No entanto, essa é apenas uma entre várias condições que podem causar tais sintomas.

A labirintite verdadeira é uma inflamação do labirinto, uma estrutura dentro do ouvido interno responsável pela audição e pelo equilíbrio. Geralmente, é um problema agudo que se resolve em alguns dias ou semanas, mas requer atenção médica adequada.

Continue lendo para entender melhor essa condição, reconhecer seus sintomas e conhecer as opções de tratamento disponíveis.

O que é labirintite?

1 8

A labirintite é uma inflamação do labirinto, uma estrutura complexa localizada no ouvido interno que é essencial tanto para a audição quanto para o equilíbrio corporal.

Na maioria dos casos, essa inflamação é consequência de uma infecção viral ou bacteriana, como uma otite (infecção no ouvido) ou meningite. Embora seja uma condição conhecida, a labirintite verdadeira é relativamente rara e pode afetar pessoas de qualquer idade, sendo mais comum após os 40 anos.

A anatomia do labirinto

labirinto

O labirinto é dividido em duas partes principais: a cóclea (responsável pela audição) e o vestíbulo (responsável pelo equilíbrio). Quando inflamado, essa estrutura envia sinais confusos ao cérebro, causando os sintomas característicos.

Dentro do labirinto, há um líquido chamado endolinfa que se move de acordo com a posição da cabeça. Esse movimento é detectado por células sensoriais que informam ao cérebro sobre nossa orientação no espaço. Na labirintite, a inflamação perturba esse processo, levando à tontura e à perda de equilíbrio.

Diagrama Interativo: Anatomia do Ouvido Interno

Labirinto Ouvido Médio

Visualize a localização do labirinto no ouvido interno. A inflamação nesta área causa os sintomas.

Tonturas relacionadas ao labirinto

Várias condições podem causar tontura sem ser labirintite. É importante diferenciá-las, pois o tratamento varia. Abaixo, as mais comuns:

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

É a causa mais comum de vertigem. Ocorre quando pequenos cristais de carbonato de cálcio no ouvido interno se deslocam, enviando sinais incorretos ao cérebro sobre o movimento da cabeça. Pode ser desencadeada por movimentos específicos, como virar na cama.

Síndrome de Ménière

Caracterizada por episódios de vertigem intensa, zumbido e perda auditiva flutuante. Está relacionada ao acúmulo excessivo de líquido (endolinfa) no ouvido interno.

Migrânea Vestibular

Pessoas com enxaqueca podem apresentar tontura ou vertigem como parte da crise, mesmo sem dor de cabeça intensa. A conexão exata entre a enxaqueca e o sistema vestibular ainda é estudada.

Cinetose (Mal do Movimento)

Ocorre quando há um conflito entre as informações sensoriais (visão, ouvido interno e propriocepção). Comum em viagens de carro, barco ou avião.

Fluxograma: Investigando a Tontura

Você sente tontura ou vertigem?
A tontura piora com movimentos da cabeça?

Se SIM, pode ser Vertigem Posicional (VPPB). Se NÃO, considere outras causas.

Há perda auditiva ou zumbido?

Se SIM, pode ser Síndrome de Ménière ou Labirintite. Se NÃO, avalie outros sintomas.

A tontura vem com dor de cabeça ou aura visual?

Se SIM, pode ser Migrânea Vestibular. Se NÃO, pode ser Cinetose ou outras causas.

Este é um guia simplificado. Apenas um médico (otorrinolaringologista ou neurologista) pode fornecer um diagnóstico preciso.

Sintomas da labirintite

3 6

Os sintomas da labirintite surgem repentinamente e podem ser intensos. Eles incluem:

  • Vertigem intensa: a sensação de que você ou o ambiente está girando.
  • Tontura e desequilíbrio: dificuldade para ficar em pé ou caminhar.
  • Náuseas e vômitos: frequentemente desencadeados pela vertigem.
  • Zumbido no ouvido (acufeno).
  • Perda auditiva (parcial ou total) no ouvido afetado.
  • Sudorese e palidez.

As crises podem durar de minutos a horas e, em casos persistentes, os sintomas podem se estender por dias. Se a labirintite for causada por uma infecção bacteriana, pode haver febre e dor de ouvido.

O que fazer durante uma crise: Sente-se ou deite-se imediatamente em um local seguro para evitar quedas. Evite movimentos bruscos da cabeça. Fixar o olhar em um ponto parado pode ajudar a reduzir a sensação de giro. Não dirija ou opere máquinas.

Atenção: Sintomas como fraqueza muscular, dificuldade para falar, visão dupla ou dor de cabeça muito intensa NÃO são típicos de labirintite e exigem atendimento médico de urgência, pois podem indicar um AVC ou outras condições graves.

O que causa labirintite?

A causa mais comum é uma infecção viral, como a do resfriado comum, herpes ou gripe, que se espalha para o ouvido interno. Infecções bacterianas são menos comuns, mas podem ocorrer após uma otite média ou meningite.

Outros fatores que podem desencadear ou estar associados incluem:

  • Traumatismo craniano.
  • Reações a certos medicamentos (como alguns antibióticos ou diuréticos).
  • Doenças autoimunes que afetam o ouvido interno.
  • Estresse extremo e fadiga (podem agravar os sintomas).

O mecanismo é sempre o mesmo: a inflamação no labirinto interfere na transmissão correta dos sinais nervosos sobre a posição do corpo, levando ao desequilíbrio e à vertigem.

Diagnóstico da Labirintite

4 5

O diagnóstico é clínico, feito por um médico otorrinolaringologista ou neurologista. Ele se baseia na história dos sintomas e no exame físico, que pode incluir testes para avaliar o equilíbrio e os movimentos oculares.

Para descartar outras condições e confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames como:

  • Audiometria: avalia a capacidade auditiva.
  • Videonistagmografia: analisa os movimentos involuntários dos olhos (nistagmo), que são comuns na vertigem.
  • Tomografia ou Ressonância Magnética da cabeça: para excluir problemas no cérebro, como tumores ou AVC.

É importante levar para a consulta informações sobre o início dos sintomas, fatores que pioram ou melhoram, histórico de infecções no ouvido e todos os medicamentos em uso.

Tratamento da Labirintite

O tratamento visa aliviar os sintomas e tratar a causa subjacente, se identificada. Na maioria dos casos virais, a condição melhora sozinha em algumas semanas.

Medicamentos (sempre sob prescrição médica)

Para controlar os sintomas agudos, o médico pode prescrever:

  • Vertigem e náusea: medicamentos como a betaistina, dimenidrinato ou meclizina.
  • Náusea e vômito: metoclopramida ou ondansetrona.
  • Inflamação: corticosteroides (como a prednisona) para reduzir a inflamação do nervo vestibular.
  • Infecção bacteriana: antibióticos específicos.
  • Ansiedade: em alguns casos, ansiolíticos podem ser usados por um curto período.

Nunca se automedique. O uso incorreto de medicamentos pode mascarar sintomas importantes ou causar efeitos colaterais.

Reabilitação Vestibular

Para casos persistentes ou para pessoas com tontura residual, a reabilitação vestibular é altamente eficaz. Trata-se de uma série de exercícios personalizados, prescritos por um médico e conduzidos por um fonoaudiólogo ou fisioterapeuta especializado, que ajudam o cérebro a se adaptar e compensar o desequilíbrio do ouvido interno.

Tratamentos Complementares

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, além do acompanhamento médico especializado, oferecemos terapias não cirúrgicas que podem auxiliar no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida para quadros de tontura crônica ou labirintite de difícil controle. Nossa equipe de médicos especialistas em Dor, vinculados ao Hospital das Clínicas da USP, pode integrar ao tratamento:

  • Acupuntura Médica e Dry Needling: para controle da dor associada e modulação do sistema nervoso.
  • Terapias de estimulação: como eletroestimulação e PENS, que podem modular a atividade nervosa.
  • Ondas de choque e Laser de alta intensidade: para estímulo e regeneração tecidual.
  • Botox para dor crônica: em casos específicos onde há tensão muscular cervical associada.

Agende uma avaliação individualizada em nossa clínica, localizada em Al. Jau 687 – São Paulo, pelo WhatsApp: (11) 99160-4480.

Guia de Tratamento: Abordagens para Labirintite

Fase Aguda (Primeiros Dias)

  • Repouso e evitar movimentos bruscos
  • Medicação para vertigem e náusea (prescrita)
  • Hidratação adequada
  • Consulta médica urgente se houver febre ou sintomas neurológicos

Fase de Recuperação (Semanas Seguintes)

  • Retorno gradual às atividades
  • Início da Reabilitação Vestibular, se necessário
  • Controle do estresse e ansiedade
  • Ajustes na dieta (reduzir sal, cafeína, álcool)

Prevenção de Novas Crises

  • Seguimento médico regular
  • Manter tratamento de condições associadas (enxaqueca, hipertensão)
  • Prática regular de exercícios físicos leves
  • Evitar desidratação e longos períodos em jejum
Em casos graves, com desidratação por vômitos intensos, pode ser necessária internação hospitalar para hidratação venosa e controle dos sintomas.

Reabilitação do labirinto (Reabilitação Vestibular)

É uma terapia essencial para quem apresenta tontura persistente após a fase aguda. Consiste em exercícios específicos e progressivos que estimulam a adaptação do sistema nervoso central para compensar o déficit no ouvido interno.

Os exercícios, como os do protocolo Cawthorne-Cooksey, envolvem movimentos oculares, da cabeça e do corpo, inicialmente sentado e depois em pé e andando. O objetivo é dessensibilizar o sistema vestibular aos movimentos que provocam tontura.

Essa reabilitação é conduzida por profissionais habilitados (fonoaudiólogos ou fisioterapeutas com especialização) sob orientação médica e demonstra alta taxa de sucesso na melhora do equilíbrio e na redução do risco de quedas.

Como conviver com a labirintite

2 9

Para pessoas com tendência a crises de labirintite ou tontura, mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir novos episódios e melhorar a qualidade de vida.

Recomendações Gerais:

  • Hidrate-se bem: beba água regularmente ao longo do dia.
  • Alimentação equilibrada: faça refeições leves e frequentes, evitando longos períodos de jejum. Reduza o consumo de sal, açúcar, cafeína e álcool.
  • Controle o estresse: técnicas como meditação, ioga ou respiração profunda podem ajudar.
  • Pratique exercícios físicos regularmente: atividades como caminhada, natação ou pilates ajudam no equilíbrio e na saúde geral.
  • Durma bem: a privação de sono pode piorar os sintomas.
  • Evite tabagismo: o fumo prejudica a circulação sanguínea, inclusive no ouvido interno.

Durante uma Crise:

  • Mantenha a calma. A ansiedade piora a sensação de tontura.
  • Sente-se ou deite-se em um local seguro.
  • Fixar o olhar em um ponto parado à sua frente.
  • Evite movimentos bruscos da cabeça.
  • Se os sintomas forem muito intensos ou acompanhados de outros sinais preocupantes, busque atendimento médico.

Labirintite tem cura?

Sim, na grande maioria dos casos, a labirintite aguda tem cura completa. Os sintomas podem desaparecer em dias ou semanas. A perda auditiva, se ocorrer, também costuma ser temporária.

Em uma minoria de pacientes, principalmente idosos, alguns sintomas como tontura leve ou desequilíbrio podem persistir por mais tempo, exigindo reabilitação vestibular. Crises recorrentes podem indicar outra condição de base, como enxaqueca vestibular ou Síndrome de Ménière, que requerem manejo específico.

O acompanhamento com um médico especialista é a chave para o controle efetivo. Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, contamos com uma equipe multidisciplinar de médicos e especialistas em dor, com formação pelo Hospital das Clínicas da USP, pronta para oferecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado para você. Não conviva com a tontura. Entre em contato e agende sua consulta: WhatsApp (11) 99160-4480.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

1 Comente

Deixe o seu comentário.

Deixe o seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Artigos relacionados