CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

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Dor crônica · Nervo

Dor neuropática: causas, sintomas e tratamentos

A dor neuropática vem de lesão ou doença do próprio sistema nervoso, não de trauma no tecido, e costuma ser em queimação, choque ou agulhada.

Resposta direta
  • O que é dor neuropática: é a dor gerada por uma lesão ou doença do sistema nervoso somatossensitivo, ou seja, dos nervos, das raízes ou das vias da dor no cérebro e na medula, e não de uma agressão direta ao tecido.
  • Costuma se manifestar como queimação, choque, agulhada, formigamento ou dormência, e pode incluir alodinia, quando o simples toque ou o roçar da roupa já dói.
  • O tratamento é multimodal: medicação específica em dose ajustada (não responde bem a anti-inflamatório comum), reabilitação, acupuntura e, em casos selecionados, neuromodulação.
4,9Google5,0Doctoralia

40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é dor neuropática

Ilustração editorial de uma linha de nervo que passa de cinza calmo a um crepitar elétrico em terracota.
A dor neuropática nasce do próprio nervo, com queimação, choques e formigamento.

A dor neuropática é definida como a dor causada por uma lesão ou doença do sistema nervoso somatossensitivo, o sistema que normalmente nos permite sentir o toque, a temperatura e a dor. Quando esse sistema é danificado, ele passa a gerar sinais de dor por conta própria, mesmo sem uma agressão atual ao corpo.

Ela se comporta de forma diferente da dor que a maioria conhece. A dor que sentimos ao bater o dedo ou ao distender um músculo é chamada de dor nociceptiva: existe um tecido sendo agredido, terminações nervosas saudáveis avisam o cérebro e, quando o tecido cicatriza, a dor cede. A dor neuropática inverte essa lógica.

O problema não está no dedo nem no músculo, mas no próprio fio que conduz a informação. O nervo lesado fica eletricamente instável, dispara sozinho e amplifica qualquer estímulo, de modo que a dor persiste mesmo quando não há mais nada a proteger.

Pacientes costumam descrever a sensação como estranha, diferente de qualquer dor anterior, e essa estranheza tem explicação fisiológica. A lesão no nervo gera o que chamamos de sensibilização periférica (o nervo periférico fica hiperexcitável, com canais de sódio em excesso disparando impulsos espontâneos) e sensibilização central (os neurônios da medula e do cérebro amplificam e mantêm o sinal, fenômeno conhecido como wind-up). Com o tempo, vias que deveriam frear a dor, as chamadas vias inibitórias descendentes, ficam menos eficientes. O resultado é um sistema de dor que aprendeu a doer e que se autoalimenta, o que ajuda a entender por que a dor neuropática tende a ser persistente e por que ela não responde bem aos remédios comuns.

Dor nociceptiva

O tecido dói

Há lesão real em pele, músculo, osso ou articulação. O nervo está íntegro e apenas avisa. Costuma ceder quando o tecido cicatriza e responde a analgésico e anti-inflamatório comuns.

Dor neuropática

O nervo dói

A lesão está na via que conduz a dor. Há queimação, choque e alodinia, muitas vezes com dormência na mesma área. Exige medicação específica e abordagem multimodal.

Vale uma observação que confunde muitos pacientes: dor neuropática e dor nociceptiva podem coexistir. Uma hérnia de disco, por exemplo, gera dor nociceptiva no disco e nos músculos travados ao redor e, ao mesmo tempo, dor neuropática quando comprime a raiz nervosa. Esse cenário misto, em que duas dores de natureza diferente convivem e exigem estratégias diferentes na mesma pessoa, é frequente. Reconhecer cada componente muda o tratamento, e essa distinção é uma das primeiras coisas que avaliamos na consulta.

  • Origem. A lesão está no sistema nervoso, não no tecido que parece doer.
  • Caráter. Queimação, choque, agulhada e dormência, muitas vezes na mesma região.
  • Persistência. Tende a durar, porque o sistema de dor se mantém ativado mesmo sem agressão atual.
  • Resposta. Costuma melhorar pouco com analgésico comum e exige medicação neuromoduladora específica.
Fisioterapeuta orientando exercício de perna com aro de pilates em paciente deitada
Reabilitação na clínica Exercício de fortalecimento com aro de pilates na fisioterapia

Causas mais comuns da dor neuropática

A dor neuropática pode surgir em qualquer ponto da via da dor, do nervo mais periférico até o cérebro. Por isso costumamos separar as causas pela altura da lesão: periférica, quando o problema está no nervo, na raiz ou no plexo, e central, quando está na medula espinhal ou no encéfalo. Conhecer a causa orienta tanto o tratamento quanto a expectativa.

Principais causas de dor neuropática, por origem
OrigemExemplos frequentesPista clínica
Radicular (raiz nervosa)Hérnia de disco, estenose, ciatalgia, radiculopatia cervicalDor que desce pelo trajeto do nervo, no membro, com formigamento ou fraqueza
MetabólicaNeuropatia diabética, deficiência de vitamina B12Queimação simétrica em pés e mãos, em “bota e luva”, de predomínio noturno
Pós-infecciosaNeuralgia pós-herpética (após herpes-zóster)Dor em faixa, num só lado, na área onde houve a erupção do “cobreiro”
Compressiva / aprisionamentoSíndrome do túnel do carpo, neuralgia do trigêmeo, notalgia parestésicaDor e formigamento no território de um nervo específico
Pós-cirúrgica / pós-traumáticaLesão de nervo em cirurgia ou trauma, dor do membro fantasmaDor neuropática que surge ou persiste após o procedimento ou a lesão
CentralDor após AVC, esclerose múltipla, lesão medularDor num hemicorpo ou abaixo do nível da lesão, com alteração de sensibilidade

No dia a dia do consultório de dor, as causas mais frequentes são a radiculopatia (a dor de raiz da hérnia de disco e da estenose, que projeta a dor no braço ou na perna), a neuropatia diabética periférica e a neuralgia pós-herpética. Cada uma tem um cuidado próprio: a radiculopatia muitas vezes se beneficia de procedimentos guiados na coluna; a neuropatia diabética exige, antes de tudo, o bom controle da glicemia; e a neuralgia pós-herpética pode ser prevenida em parte pela vacinação e pelo tratamento precoce do herpes-zóster.

Mito

“Dor neuropática só acontece em quem tem diabetes.”

Fato

O diabetes é uma causa muito comum, mas longe de ser a única. Hérnia de disco com compressão de raiz, herpes-zóster, quimioterapia, cirurgias e o AVC também produzem dor neuropática.

Sintomas, e o que é alodinia cutânea

A dor neuropática tem uma assinatura de sintomas que ajuda a reconhecê-la. As pessoas raramente dizem apenas que “dói”: elas descrevem queimação, choque, agulhada, ardência, repuxão ou a sensação de água gelada na pele. Essa qualidade incomum, somada à localização no trajeto de um nervo, é uma das pistas mais úteis para o diagnóstico.

Os sintomas se dividem em dois grupos que costumam aparecer juntos. Há os sintomas positivos, em que o nervo gera sensações a mais: dor espontânea em queimação ou choque, formigamento (parestesia) e sensações desagradáveis ao toque (disestesia). E há os sintomas negativos, em que o nervo lesado conduz de menos: dormência, redução da sensibilidade ao toque e à temperatura, sensação de “área morta”. É comum, e a princípio paradoxal, que a mesma região fique ao mesmo tempo dormente e dolorida, porque parte das fibras está lesada e outra parte está hiperativa.

Dois fenômenos merecem nome próprio porque definem a dor neuropática. A alodinia é a dor provocada por um estímulo que normalmente não dói. Quando pergunta o que é alodinia cutânea, o paciente em geral já a vive: o roçar do lençol, o elástico da meia, o jato do chuveiro ou o vento no rosto tornam-se dolorosos.

A alodinia cutânea é típica da neuralgia pós-herpética e da enxaqueca em crise, e é uma das queixas que mais comprometem o sono e a qualidade de vida. O segundo fenômeno é a hiperalgesia, em que um estímulo levemente doloroso, como uma picada de alfinete, produz uma dor desproporcional e prolongada.

Da prática clínica

Quando um paciente relata que não consegue cobrir o pé com o lençol à noite, ou que dói passar a toalha na pele depois do banho, isso é alodinia cutânea, e é uma das marcas mais específicas da dor neuropática. Esse detalhe, que muita gente nem pensa em contar, costuma valer mais do que um exame para apontar a natureza neuropática da dor.

A distribuição também informa. A dor neuropática periférica costuma respeitar o território de um nervo ou de uma raiz, como a faixa de um lado do tórax na neuralgia pós-herpética, ou o trajeto do nervo ciático na perna. Já a neuropatia das fibras finas, como na neuropatia diabética, dá o padrão clássico em “bota e luva”, começando pelas pontas dos pés e das mãos e subindo de forma simétrica. A dor neuropática central, por sua vez, pode acometer todo um lado do corpo.

Como a dor neuropática é diagnosticada

O diagnóstico da dor neuropática é, antes de tudo, clínico. A combinação de uma história compatível, uma dor com qualidade neuropática e um exame que mostra alteração de sensibilidade num território nervoso lógico já permite, na maioria dos casos, identificar a dor como neuropática. Os exames servem para encontrar a causa e a altura da lesão, não para “provar” a dor.

História dirigida (qualidade, território, gatilhos)
Queimação, choque ou agulhada num território nervoso lógico, com alodinia e fatores como diabetes, herpes-zóster prévio, cirurgia ou quimioterapia, apontam para dor neuropática.
Exame da sensibilidade: toque leve, picada, temperatura (quente e frio) e vibração, comparando com o lado sadio
Alteração da sensibilidade, alodinia e hiperalgesia num território nervoso confirmam o componente neuropático à beira do leito.
Teste de Spurling (coluna cervical)
Reproduz a dor no trajeto da raiz: sugere compressão de raiz cervical.
Elevação da perna estendida (coluna lombar)
Reproduz a dor de raiz: sugere compressão de raiz lombar. Avaliamos também força e reflexos no exame neurológico.
Confirma e localiza a lesão de nervo ou raiz.
Ressonância
Procura hérnia, estenose ou causa central.
Exames de sangue
Investigam diabetes, vitamina B12 e outras causas metabólicas.
Questionário validado
A partir de poucas perguntas e de um exame simples, estima a probabilidade de a dor ser neuropática e ajuda a acompanhar a evolução. Não substitui o raciocínio clínico.

Decisão na investigação

A dor é claramente neuropática, mas a causa não apareceu nos primeiros exames?

Causa identificada

Seguimos com o tratamento dirigido à causa e à altura da lesão encontradas.

Causa ainda não encontrada

Ampliamos a investigação, porque encontrar a causa muitas vezes muda o tratamento — como na compressão de raiz, que pode se beneficiar de um procedimento dirigido.

Assista: DULOXETINA – ANTIDEPRESSIVO PARA DOR, FIBROMIALGIA, DEPRESSÃO E NEUROPATIA

Tratamentos para dor neuropática

O tratamento da dor neuropática é multimodal, individualizado e não-cirúrgico na maioria dos casos. A meta realista não costuma ser zerar a dor, e sim reduzi-la a um nível que devolva sono, função e qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se trata a causa quando ela é tratável. Quando há também um componente nociceptivo ou miofascial associado, como é comum na dor de coluna, as técnicas dirigidas a ponto-gatilho e à musculatura entram para tratar essa segunda dor.

ReabilitaçãoProcedimentos em consultórioMedicamentos

Reabilitação e exercício

Exercício gradual e dessensibilização da pele com alodinia; recruta as vias que inibem a dor.

ModeradaBase ativa

Acupuntura / eletroacupuntura

Modula a dor por vias segmentares e inibitórias descendentes; adjuvante para baixar dor e dose.

Moderada8–12 sessões

Agulhamento seco / infiltração

Trata a dor miofascial associada (espasmo de proteção), não o nervo lesado.

ModeradaComponente miofascial

Bloqueios, radiofrequência, PENS/TENS

Neuromodulação dirigida a nervo, raiz ou cadeia simpática em casos selecionados.

ModeradaCasos selecionados

Toxina botulínica tipo A

Reservada a quadros refratários (enxaqueca crônica; neuralgias localizadas em estudo).

LimitadaRefratários

Medicação neuromoduladora

Antidepressivos duais e tricíclicos e gabapentinoides em dose ajustada: a base farmacológica.

Forte2–4 sem p/ efeito
Tratar a causa e educariniciar aqui
Controle da glicemiaReposição de B12Manejo de hérnia / estenoseExplicar o mecanismo
Medicação neuromoduladorabase farmacológica
Antidepressivos duaisTricíclicosGabapentinoides
Reabilitação e técnicas em clínicasomar à medicação
Exercício e dessensibilizaçãoAcupuntura / eletroacupunturaAgulhamento seco
Procedimentos e neuromodulaçãocasos selecionados
Bloqueio de nervo periféricoBloqueio simpáticoRadiofrequênciaPENS / TENS
Da prática clínica

Quem chega ao consultório com dor de nervo costuma descrevê-la antes de nomeá-la: uma queimação que não passa, um choque que sobe pela perna ou pelo braço, e a queixa que mais me chama atenção, a de não tolerar o roçar da roupa ou o lençol sobre a pele, que é a alodinia. Quando ouço esse conjunto, já estou pensando em dor neuropática antes de qualquer exame.

O que decepciona o paciente, quase sempre, é a caixa de analgésicos que ele já tentou. É comum ouvir que dipirona, paracetamol e anti-inflamatório não fizeram quase nada, e isso o frustra porque sempre tinham funcionado para outras dores. Faz parte da consulta explicar que não é fraqueza do remédio nem teimosia da dor: é que esse tipo de dor responde a outra classe de medicamento.

O ponto mais delicado do acompanhamento é a titulação lenta dos neuromoduladores. Os primeiros dias costumam trazer mais sonolência e tontura do que alívio, e muita gente abandona aí, achando que não deu certo, justo antes da dose em que o efeito apareceria. Reservar tempo para combinar a subida gradual e avisar do que esperar nas primeiras semanas evita boa parte das desistências.

O que mais surpreende quem atendo é descobrir que procurar e tratar a causa, uma raiz comprimida, uma glicemia descontrolada, um déficit de vitamina, muitas vezes muda mais o quadro do que qualquer ajuste fino de remédio. Tratar só o sintoma e ignorar a origem é o erro que mais vejo repetido.

Acupuntura médica e eletroacupuntura

O que é
Ato médico em nossa clínica, realizado por médicos com título de especialista, o que permite combiná-la no mesmo plano com a prescrição neuromoduladora e os procedimentos guiados.
Mecanismo
Modula a dor por vias segmentares no corno dorsal da medula e por vias inibitórias descendentes, com liberação de opioides endógenos; na eletroacupuntura, a corrente de baixa frequência atua sobre a mesma hiperexcitabilidade neuronal que está no centro da dor neuropática.
Evidência
Moderada Adjuvante para baixar a intensidade da dor e, com frequência, a dose de neuromodulador necessária, o que importa para quem tolera mal a sonolência dos gabapentinoides ou a náusea da duloxetina.
O que esperar
Em quadros com componente neuropático periférico (túnel do carpo, neuropatia diabética) planejamos cerca de oito a doze aplicações antes de julgar a resposta, porque o efeito se constrói de forma lenta e cumulativa e raramente aparece na primeira sessão. Havendo ganho consistente, espaçamos as sessões.
Indicações
Componente neuropático periférico e dor associada, dentro de um plano multimodal.
Limitações
A agulha não anestesia a pele hipersensível de imediato: o ganho sobre o roçar da roupa ou o lençol vem junto com a dessensibilização e o ajuste do remédio, não isolado.

Agulhamento seco e infiltração de pontos-gatilho

O que é
Técnica dirigida à dor miofascial que costuma vir junto da dor de nervo: a agulha busca o ponto-gatilho e provoca a contração reflexa breve da banda tensa; em pontos que não cedem, a infiltração com anestésico local interrompe o ciclo dor-espasmo-dor.
Mecanismo
Reduz a atividade elétrica espontânea da placa motora e quebra o componente de tensão que se soma à dor de nervo, comum quando uma raiz comprimida deixa a musculatura em espasmo de proteção (piriforme e paravertebrais na ciatalgia; escalenos e trapézio na radiculopatia cervical).
O que esperar
Melhora da rigidez e do peso muscular em poucos dias, às vezes com dor leve no local por um ou dois dias.
Indicações
Componente miofascial sobreposto à dor neuropática.
Limitações
Não trata o nervo lesado: a queimação e o choque do nervo seguem dependendo do neuromodulador e do tratamento da causa.

Bloqueios, radiofrequência e neuromodulação

Em casos selecionados que não respondem ao tratamento inicial, recorremos a procedimentos guiados.

Bloqueio de nervo periférico e bloqueio do nervo occipital

Ajudam quando há um nervo bem definido como gerador da dor neuropática.

Limitadanervo gerador

Bloqueio simpático

Tem papel em síndromes específicas, como a síndrome dolorosa regional complexa.

LimitadaSDRC

Radiofrequência (convencional ou pulsada)

Modula o sinal de dor de raízes e nervos selecionados.

Limitadaraízes/nervos

Estimulação elétrica percutânea ou transcutânea (PENS e TENS)

Oferece neuromodulação não destrutiva, ativando fibras que inibem a transmissão da dor.

Limitadanão destrutiva

São recursos pontuais e indicados após avaliação criteriosa.

Toxina botulínica para casos refratários

Reservada a quadros que não respondem às medidas anteriores. A toxina botulínica tipo A bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e reduz a liberação periférica de neuropeptídeos nociceptivos, como CGRP e substância P, com efeito que vai além do relaxamento muscular. Tem papel estabelecido na enxaqueca crônica (protocolo PREEMPT) e vem sendo estudada em algumas dores neuropáticas localizadas, como a neuralgia pós-herpética e a neuralgia do trigêmeo refratária. O efeito costuma começar em 2 a 4 semanas.

Por que os analgésicos de farmácia falham na dor de nervo

Os analgésicos de farmácia, dipirona, paracetamol, ibuprofeno, quase não funcionam na dor de nervo, e isso não é falha de dose nem de marca: esses remédios agem na inflamação do tecido, e a dor neuropática nasce da hiperexcitabilidade elétrica do próprio nervo, um alvo que eles não alcançam. O que de fato altera essa dor é uma família de medicamentos que a maioria associa a outras finalidades, antidepressivos e anticonvulsivantes em dose ajustada, que age sobre a condução do impulso e sobre as vias que freiam a dor. Na dor neuropática, trocar de analgésico comum não adianta; o que muda o quadro é trocar de classe de remédio e tratar a causa, e nenhuma técnica de agulha ou aparelho substitui esse eixo.

Tratamento não farmacológico: RPG, Pilates e fisioterapia

Na dor neuropática a reabilitação tem papel adjuvante real, não decorativo. O movimento orientado não conserta o nervo lesado, mas atua sobre tudo o que orbita a dor: a musculatura que entra em espasmo de proteção, o descondicionamento que se instala quando a pessoa para de se mexer com medo de doer, o sono fragmentado e o humor rebaixado, todos fatores que retroalimentam a sensibilização central. O exercício também recruta as vias inibitórias descendentes, o mesmo sistema sobre o qual agem os antidepressivos duais, e por isso costuma somar ao tratamento medicamentoso e, em parte dos casos, ajudar a reduzir a dose necessária.

Na neuropatia diabética, a atividade física regular ainda melhora o controle glicêmico, que é a medida que muda o curso da doença. O atendimento é individual, com um paciente por sala, e a progressão é acompanhada ao longo de semanas.

Cinesioterapia e exercício gradual

O que é: exercício terapêutico orientado, base ativa do plano, combinando condicionamento aeróbico de baixo impacto com fortalecimento progressivo e treino de equilíbrio quando há perda de propriocepção, comum na neuropatia de fibras finas.
Mecanismo: ativa a analgesia induzida pelo exercício pelas vias inibitórias descendentes e pela liberação de opioides endógenos, reverte o descondicionamento e melhora o trofismo e o controle motor das regiões poupadas pela dor.
O que esperar: resposta gradual, construída ao longo de semanas a meses; a manutenção do hábito sustenta o ganho.
Indicações: praticamente todos os quadros, ajustando carga e tipo ao déficit sensitivo e motor.
Limitações: exige progressão cuidadosa para não desencadear surtos de dor, e em quem tem perda importante de sensibilidade nos pés é preciso atenção redobrada ao risco de lesões e quedas.

ForteBase ativa

RPG: reeducação postural global

O que é: método de fisioterapia que trabalha o corpo por cadeias musculares, não músculo isolado, com posturas mantidas de alongamento ativo associadas a contração isométrica e excêntrica e ao controle da respiração.
Mecanismo: trata as retrações das cadeias posteriores e a sobrecarga postural que acompanham os quadros de dor de coluna com componente radicular, aliviando a tensão sobre as estruturas que irritam a raiz nervosa.
O que esperar: sessões individuais, em ciclo, com ganho progressivo de mobilidade e conforto postural.
Indicações: dor neuropática de origem radicular ou compressiva com retração e desequilíbrio postural associados.
Limitações: não trata a neuropatia metabólica ou central diretamente; o efeito na lesão do nervo é indireto, sobre o componente mecânico e miofascial sobreposto.

ModeradaComponente radicular

Pilates clínico

O que é: exercício terapêutico de baixo impacto com supervisão, focado em controle motor, estabilização do tronco e ativação da musculatura profunda, no solo ou em aparelhos.
Mecanismo: melhora a estabilização segmentar e o recrutamento dos estabilizadores profundos, reduz a sobrecarga sobre segmentos sensibilizados e devolve confiança no movimento, contrapondo o medo de se mover que cronifica a dor.
O que esperar: progressão individualizada ao longo de semanas, com carga ajustada à tolerância.
Indicações: quadros com componente axial ou radicular e descondicionamento.
Limitações: exige adaptação quando há déficit motor ou de equilíbrio, e não substitui a medicação neuromoduladora nos casos que dela dependem.

ModeradaControle motor

Terapia manual e dessensibilização

O que é: técnicas manuais de mobilização e liberação miofascial, somadas a programas de dessensibilização sensorial para a alodinia.
Mecanismo: a terapia manual atua sobre a tensão muscular e a mobilidade articular do componente nociceptivo associado; a dessensibilização expõe a pele de forma gradual a diferentes texturas e temperaturas, reeducando o sistema nervoso a tolerar o toque e reduzindo a resposta exagerada.
O que esperar: a dessensibilização é feita em sessões curtas e diárias, com progressão lenta e melhora ao longo de semanas.
Indicações: alodinia cutânea, dor neuropática localizada, componente miofascial sobreposto.
Limitações: a terapia manual isolada não sustenta resultado sem exercício ativo, e a dessensibilização exige constância do paciente para funcionar.

ModeradaAlodinia
Exercício gradual
Forte
Dessensibilização (alodinia)
Moderada
RPG / Pilates (componente axial)
Moderada
Terapia manual isolada
Limitada

A reabilitação na dor neuropática trabalha, portanto, em duas frentes: devolver função e condicionamento ao corpo todo, pelo exercício gradual, e reeducar a região dolorida a tolerar o estímulo, pela dessensibilização. Nenhuma dessas medidas substitui o tratamento da causa nem a medicação quando ela é necessária, mas, somadas a eles, costumam acelerar o ganho de função e melhorar a qualidade de vida. O plano é individualizado e ajustado conforme a resposta.

Tratamento cirúrgico e opções fora da clínica

Na maioria das neuropatias, sobretudo nas de causa metabólica como a neuropatia diabética, a cirurgia não é o tratamento: o nervo está doente de forma difusa, não há uma estrutura única para descomprimir, e a conduta é clínica, com controle da doença de base, medicação e reabilitação. Em causas selecionadas, porém, as opções a seguir fazem parte do caminho. Estas opções não são realizadas em nossa clínica; quando indicadas, orientamos o encaminhamento ao especialista adequado.

Conservador · 1ª escolha

Plano clínico multimodal

  • Tratar a causa: glicemia, B12, manejo da hérnia ou estenose
  • Medicação neuromoduladora em dose ajustada
  • Reabilitação, acupuntura e técnicas em consultório
  • Regra na maioria das neuropatias, sobretudo as metabólicas e centrais
VS

Cirúrgico / fora da clínica · exceção

Descompressão e neuromodulação

  • Síndrome compressiva com nervo aprisionado (ex.: liberação do túnel do carpo, descompressão microvascular do trigêmeo)
  • Radiculopatia por hérnia ou estenose: descompressão radicular (microdiscectomia, laminectomia)
  • Considerar diante de déficit motor progressivo, dor incapacitante ou falha do conservador bem conduzido
  • Dor refratária: neuromodulação, sobretudo estimulação medular (SCS), em centro de dor

A cirurgia entra em cena, em primeiro lugar, nas síndromes compressivas em que um nervo está aprisionado num ponto bem definido. A descompressão cirúrgica faz sentido quando há um nervo comprimido por uma estrutura identificável, o quadro não responde ao tratamento conservador bem conduzido ou existe déficit motor progressivo, como na liberação do túnel do carpo, na descompressão microvascular do trigêmeo e na descompressão radicular da hérnia ou estenose que comprime a raiz. Retirar a compressão pode aliviar a dor neuropática porque trata a causa mecânica; mas, quando a lesão do nervo já está estabelecida, a cirurgia melhora o que é compressivo e pode não reverter por completo a dor neuropática residual, e a dor lombar axial pode persistir.

A segunda situação é a dor neuropática refratária, que persiste apesar de um tratamento clínico e reabilitador bem conduzido. Aqui entram as técnicas de neuromodulação em centros especializados de dor, com destaque para a estimulação medular (SCS), em que eletrodos no espaço peridural modulam a transmissão da dor antes que ela chegue ao cérebro. Tem evidência em quadros como a síndrome dolorosa pós-laminectomia, a síndrome dolorosa regional complexa e a dor neuropática que não cede às demais medidas. É procedimento de manejo especializado, indicado após avaliação criteriosa e, em geral, precedido de uma fase de teste antes do implante definitivo; o objetivo é controle, não cura.

Causa metabólica

Endocrinologista

Controle do diabetes, a medida que muda o curso da neuropatia diabética.

Herpes-zóster

Infectologista / clínico

Tratamento precoce do zóster, que reduz a dor aguda e ajuda a prevenir a neuralgia pós-herpética.

Dor por quimioterapia

Oncologista

Conduz a dor neuropática quando ela decorre do tratamento oncológico.

Coordenação

Fisiatra / médico da dor

Reconhece o momento de encaminhar e segue acompanhando o tratamento da dor em conjunto.

A decisão sobre cirurgia ou neuromodulação é sempre compartilhada e tomada após avaliação especializada, ponderando o quadro, as comorbidades e a resposta às etapas anteriores.

Tratamento medicamentoso da dor neuropática

O tratamento medicamentoso é a coluna do manejo da dor neuropática, e aqui vale profundidade, porque é a parte que mais gera dúvida. Uma das perguntas mais comuns é qual o remédio para neuropatia. A resposta começa por um ponto que surpreende muita gente: o anti-inflamatório comum não é o remédio da dor neuropática. Os anti-inflamatórios não esteroidais agem sobre a inflamação do tecido, mecanismo da dor nociceptiva, e não sobre a hiperexcitabilidade do nervo, que é o motor da dor neuropática.

Eles podem ter um papel pontual quando existe um componente inflamatório associado, mas não são a base do tratamento. As medicações que de fato modulam a dor neuropática são outras, descritas a seguir pelos nomes genéricos. A indicação, a dose e a duração são definidas pelo médico assistente, individualmente.

As diretrizes internacionais convergem numa estrutura de linhas de tratamento. A recomendação do grupo de dor neuropática da IASP (NeuPSIG) e de diretrizes como a do NICE coloca como primeira linha três classes: os gabapentinoides (gabapentina e pregabalina), a duloxetina (antidepressivo dual) e os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina). Os agentes tópicos, como a lidocaína a 5% e a capsaicina a 8%, são opção sobretudo na dor neuropática periférica e localizada.

Os opioides e o tramadol ficam reservados a linhas posteriores, por tempo limitado e com cautela. A escolha dentro da primeira linha não segue uma ordem fixa: leva em conta as comorbidades, o sono, os outros remédios em uso e o perfil de efeitos colaterais de cada pessoa.

Classes de medicação na dor neuropática (nomes genéricos, uso sempre sob orientação médica)
ClasseExemplos · linhaComo costuma agirEvidênciaCuidados frequentes
GabapentinoidesGabapentina, pregabalina · 1ª linhaReduzem a liberação de neurotransmissores excitatórios ao modular canais de cálcio do nervoForteSonolência, tontura, inchaço e ganho de peso; ajuste em doença renal; retirada gradual
Antidepressivos duaisDuloxetina, venlafaxina · 1ª linhaReforçam as vias que inibem a dor (serotonina e noradrenalina) na medulaForteNáusea, boca seca e pressão; cuidado com outras medicações serotoninérgicas
Antidepressivos tricíclicosAmitriptilina, nortriptilina · 1ª linhaModulam vias inibitórias e canais de sódio; ajudam o sono em dose baixa à noiteForteBoca seca, retenção urinária, sedação; atenção em idosos e em problemas cardíacos
TópicosLidocaína 5% (adesivo), capsaicina 8% (adesivo)A lidocaína bloqueia canais de sódio na pele; a capsaicina dessensibiliza as fibras nociceptivas cutâneas por ação no receptor TRPV1ModeradaPara dor localizada e pele íntegra; irritação e ardência locais; a capsaicina 8% é aplicada em ambiente assistido
Opioides e tramadolTramadol e outros opioides · linhas posterioresAtuam nos receptores opioides do sistema nervoso; o tramadol também inibe a recaptação de serotonina e noradrenalinaLimitadaDependência, constipação e sonolência; uso restrito, criterioso e supervisionado; não são primeira linha

Na prática, costuma-se iniciar com uma única medicação de primeira linha, escolhida pelo perfil do paciente: um gabapentinoide ou um antidepressivo dual ou tricíclico. A dose é introduzida de forma gradual, “começar baixo e subir devagar”, para reduzir efeitos colaterais e encontrar a menor dose eficaz. Muitas vezes a escolha leva em conta um benefício extra: um tricíclico em dose baixa à noite ajuda quem também não dorme; a duloxetina pode ajudar quem tem sintomas depressivos associados. Quando a resposta a uma medicação isolada é parcial, combinam-se classes diferentes, sempre com atenção às interações.

Sobre a bula da pregabalina e a dos demais gabapentinoides, dois pontos merecem destaque, porque geram dúvidas legítimas. Primeiro, o ajuste em quem tem função renal reduzida, já que a pregabalina é eliminada pelos rins e a dose precisa ser corrigida para evitar acúmulo e excesso de sonolência. Segundo, a retirada, que nunca deve ser abrupta: a suspensão precisa ser gradual para evitar sintomas de descontinuação.

A bula também alerta para sonolência e tontura, que podem prejudicar dirigir e operar máquinas, sobretudo no início. O início, o ajuste e a interrupção desses remédios são conduzidos pelo médico assistente, que considera o seu quadro e os seus outros medicamentos.

Expectativa realista

Tempo até o efeito

As medicações neuromoduladoras agem de forma gradual. O efeito costuma se construir ao longo de 2 a 4 semanas na dose adequada, e não em horas como um analgésico comum.

Sinal de bom uso

Dose certa e revisão

O objetivo é a menor dose que controle a dor com poucos efeitos colaterais. A medicação é reavaliada periodicamente, não mantida no automático por tempo indefinido.

Vale ainda lembrar de medidas que apoiam o tratamento medicamentoso: o controle rigoroso do diabetes na neuropatia diabética muda o curso da doença; a vacinação contra o herpes-zóster reduz o risco de neuralgia pós-herpética em quem tem indicação; e o cuidado com sono, ansiedade e atividade física influencia diretamente a intensidade da dor neuropática, porque atua sobre o mesmo sistema de modulação. A medicação funciona melhor quando faz parte de um plano, e não quando carrega sozinha todo o peso do tratamento.

Sinais de alerta: quando procurar sem demora

A maioria dos quadros de dor neuropática é crônica e pode ser manejada de forma programada. Alguns sinais, porém, indicam que a avaliação não deve esperar, porque apontam para uma compressão nervosa importante ou para uma causa que precisa de conduta rápida.

Sinais de alerta · não espere

Procure avaliação sem demora se houver

  • Fraqueza que progride num braço ou numa perna, ou dificuldade para caminhar.
  • Perda de controle para urinar ou evacuar, ou dormência na região da sela (entre as pernas).
  • Dor neuropática que surge após trauma ou queda recente.
  • Febre, perda de peso não explicada ou história de câncer associados à dor.
  • Erupção de pele em faixa com dor intensa (suspeita de herpes-zóster, que se beneficia de tratamento precoce).
  • Dor súbita e muito intensa, ou dor que piora rapidamente apesar do tratamento.

A perda de controle dos esfíncteres com dormência na sela e fraqueza nas pernas pode indicar a síndrome da cauda equina, uma emergência. A erupção do herpes-zóster, por sua vez, tem janela: tratar nos primeiros dias reduz a dor aguda e ajuda a prevenir a neuralgia pós-herpética. Na ausência desses sinais, a dor neuropática costuma ser conduzida de forma planejada, com tempo para ajustar a medicação e a reabilitação.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

O que é dor neuropática, em poucas palavras?

É a dor causada por uma lesão ou doença do próprio sistema nervoso que conduz a dor, e não por uma agressão direta ao tecido. Por isso costuma se manifestar como queimação, choque e agulhada, muitas vezes com dormência na mesma área, e não responde bem ao anti-inflamatório comum.

Qual a diferença entre dor neuropática e dor muscular?

A dor muscular é nociceptiva: o tecido é agredido e o nervo, íntegro, apenas avisa. A dor neuropática nasce do nervo lesado. Enquanto a dor muscular costuma ser em peso ou aperto e melhora com calor e movimento, a neuropática é em queimação ou choque, pode vir com dormência e alodinia, e exige medicação específica. As duas podem coexistir. Veja mais em o que é dor e a diferença entre dor aguda e crônica.

O que é alodinia cutânea?

É quando um estímulo que normalmente não dói passa a doer, como o roçar do lençol, o elástico da meia ou o jato do chuveiro sobre a pele. A alodinia cutânea é uma das marcas mais específicas da dor neuropática, típica da neuralgia pós-herpética e da enxaqueca em crise, e costuma prejudicar muito o sono.

Existe remédio para neuropatia que funcione?

Sim, mas não são os analgésicos comuns. As medicações de primeira linha são os antidepressivos duais (como a duloxetina) e tricíclicos (como a amitriptilina) e os gabapentinoides (como a gabapentina e a pregabalina), todas em dose ajustada pelo médico. O efeito costuma se construir ao longo de 2 a 4 semanas. A dose, a escolha e a duração dependem do seu caso e são definidas pelo médico assistente.

Anti-inflamatório serve para dor neuropática?

Em geral não como tratamento principal. O anti-inflamatório age sobre a inflamação do tecido, e a dor neuropática vem da hiperexcitabilidade do nervo. Ele pode ter um papel pontual quando há um componente inflamatório ou muscular associado, mas não substitui a medicação neuromoduladora. Entenda mais no nosso guia de remédios para dor.

O que diz a bula da pregabalina sobre dose e retirada?

A bula da pregabalina destaca o ajuste de dose em quem tem função renal reduzida, alerta para sonolência e tontura, sobretudo no início, e orienta que a suspensão seja gradual, nunca abrupta. Por isso o início, o ajuste e a interrupção são feitos pelo médico que conhece o seu caso.

A dor neuropática tem cura?

Depende da causa. Quando a causa é tratável, como uma compressão de raiz ou um déficit de vitamina B12, a dor pode melhorar muito ou ceder. Em muitos casos crônicos, o objetivo do tratamento é o controle, ou seja, reduzir a dor a um nível que devolva sono, função e qualidade de vida, em vez de prometer eliminá-la por completo.

Dormência e formigamento nas mãos podem ser dor neuropática?

Podem. O formigamento e a dormência em mãos e dedos, sobretudo à noite, são sintomas neuropáticos comuns, como na síndrome do túnel do carpo. Vale avaliar o território acometido e a causa. Veja dormência e formigamento nas mãos à noite.

Quem trata a dor neuropática?

O médico fisiatra ou da dor é o profissional que organiza o diagnóstico, ajusta a medicação e coordena a reabilitação, a acupuntura e os procedimentos, encaminhando ao especialista da causa quando necessário, como o endocrinologista no diabetes. O acompanhamento costuma ser de médio prazo, com reavaliações.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências3 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Finnerup NB, et al. Pharmacotherapy for neuropathic pain in adults: a systematic review and meta-analysis (recomendações NeuPSIG, grupo de interesse especial em dor neuropática da IASP). The Lancet Neurology. 2015;14(2):162-173.
  2. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Neuropathic pain in adults: pharmacological management in non-specialist settings (CG173).
  3. Conteúdo elaborado conforme princípios de boa prática e ética médica do Conselho Federal de Medicina (CFM), com finalidade educativa e sem substituir a avaliação médica individual.
Atualizado em 02 jun 2026 Leitura 14 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Na dor neuropática isso pesa ainda mais: a escolha entre gabapentinoide, tricíclico e antidepressivo dual, a dose, a velocidade de titulação, o ajuste em doença renal e a decisão de tratar a causa dependem do seu quadro e dos seus outros remédios, e só o médico assistente pode definir esse plano de forma individualizada.

Sem comentários

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  • joao carlos rezende flores

    admlrei em muito as colocacoes que acabei de ler. sou diabetico e sofro de dores violentas nos dois pes o que me levou a pesq. sobre neurop. estou cansado de sofrer. Agora tudo ficou mais claro. Obrigado…

  • ELIZABETH DE LIMA OLIVEIRA

    Tenho dores constantes do joelho para baixo, a ponto de não conseguir andar. Tenho muitas varizes, mas segundo o médico às dores não tem nada a haver com as varizes. Já fui diagnóstica com falta de cartilagem. Tomei pregabalina por 3 dias e me senti muito melhor. Devo continuar?

  • Natalino Jose Passos Filho

    Muito esclarecedor.Parabens doutor pelos grandes conhecimentos científicos que o senhor é portador.
    Difícil é fazer um tratamento eficaz através de um plano de saúde.Gratidao.

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Centro de Tratamento de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica.

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