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Parestesia: o que é?

Sensação de dormência e formigamento é a principal característica de uma parestesia a qual, na maioria das vezes, não é sinônimo de alguma doença.

Entretanto, quando se torna frequente costuma ter relação com desordens mais graves do organismo, o que torna essencial descobrir sua causa primeira e tratá-la.

 

O que é parestesia?

sindrome do tunel do carpo - dor nos dedos das maos

 

A parestesia não se constitui como uma doença, mas sim como um sintoma no qual o paciente apresenta uma sensação de dormência e formigamento em algum local do seu corpo decorrente da perda de sensibilidade de um nervo.

Vale ressaltar que tal perda pode tanto ser momentânea, cerca de minutos, como até mesmo definitiva. Porém, destacamos que a primeira situação é a mais frequente e a última apenas ocorre quando há o rompimento do nervo devido a uma lesão grave.

Além disso, a parestesia subdivide-se em três tipos: temporária, crônica e oral, as quais explicamos a seguir:

  • temporária: decorre de uma compressão do nervo e termina tão logo essa pressão seja eliminada;
  • crônica: está relacionada a uma causa mais complexa, em geral uma patologia, e pode estar presente até que o motivo inicial seja tratado completamente;
  • oral: é específica para os casos em que há realização de procedimentos odontológicos e um nervo sensitivo oral é danificado.

Salientamos também que embora as parestesias temporária e crônica possam acometer qualquer região do corpo são mais comuns nas extremidades como mãos e pés e nos braços e pernas.

 

Finalmente, vale reforçar que os pacientes mais acometidos pelas parestesias costumam ser os mais idosos. Isto devido às diferentes consequências do processo de envelhecimento, o qual favorece alterações neurológicas e o surgimento de doenças.

 

Causas comuns

Em relação as causas comuns associadas às parestesias, elas variam de acordo com o tipo.

Uma parestesia temporária é comumente ocasionada pela pressão prolongada de um nervo, em geral porque o paciente mantém-se por muito tempo na mesma posição.

Já os casos crônicos têm como causas principais algumas doenças, o uso contínuo de medicamentos específicos, deficiências nutricionais ou o próprio processo de envelhecimento.

Existe uma série de patologias que favorece o surgimento de parestesia e elas podem ser autoimunes, neurológicas, circulatórias, endócrinas, osteomusculares, renais, hepáticas, entre outras.

Abaixo citamos alguns exemplos:

 

Além disso, a presença de cistos, tumores ou o uso de muitos medicamentos, dentre os quais os quimioterápicos, promovem a dessensibilização dos nervos por gerar alterações mecânicas ou fisiológicas.

E, ainda, a prática repetitiva e excessiva de movimentos que utilizam uma região específica do corpo pode lesionar gradualmente tais estruturas, assim como o consumo exacerbado de álcool e uma dieta pobre em nutrientes.

Sobre a parestesia oral, mais especificamente, ela é decorrente de lesões nos nervos durante procedimentos cirúrgicos odontológicos, de fraturas ou do processo de aplicação de anestesia na região da boca.

Dentre as intervenções comumente correlacionadas às parestesias nessa área destacam-se:

  • apicectomia;
  • cirurgia ortognática;
  • cirurgia de implantes dentários;
  • remoção de dentes.

Salientamos, porém, que a incidência desse tipo de parestesia é baixa e a mais frequente é a temporária, a qual não apresenta danos prolongados ao paciente.

Entretanto, reforçamos que diante da cronicidade da sensação de dormência e formigamento, em qualquer região do corpo, deve-se buscar suporte médico, pois ela é um indicativo de outra condição clínica mais complexa.

 

Diagnóstico de parestesia

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Como a parestesia é um sinal que pode indicar a presença de diversas patologias é importante que durante a consulta o paciente apresente seu histórico clínico, assim como descreva seus sintomas e seus hábitos cotidianos – alimentares, inclusive.

Concomitantemente, o médico realiza o exame físico e pede exames complementares de sangue e de imagem.

É junto a estes últimos testes laboratoriais que se detectam com segurança as patologias, que podem ser de ordem neurológica, endócrina, autoimune, circulatória, etc. Consequentemente então pode-se definir o tratamento mais adequado ao paciente.

 

Sintomas

A parestesia é caracterizada, predominantemente, pelas sensações de dormência e formigamento no local que recebe a inervação do nervo que foi lesionado ou comprimido.

Nas condições temporárias não há outros sintomas presentes, apenas o desconforto que dura no máximo alguns minutos após a pressão neural ser eliminada.

Quando se trata de uma parestesia oral, entretanto, é possível ocorrer também a dificuldade para falar, mastigar e um aumento da secreção salivar.

Já em relação aos casos crônicos, independente da localização, sintomas associados costumam ser: coceira, fraqueza e alteração na sensibilidade da temperatura, ou seja, o paciente alterna as sensações de frio e calor.

Além disso, existe a possibilidade de dor localizada, acompanhada por perda da mobilidade do paciente na área afetada pela lesão.

 

Tratamento

O tratamento da parestesia é necessário quando ela é crônica ou oral. Isto porque a condição temporária dura minutos e não promove desconfortos posteriores.

Para eliminar os sintomas da parestesia crônica é primordial realizar o diagnóstico adequado, verificar a causa inicial e, na sequência, fazer um tratamento cujo objetivo principal seja curar a patologia ou condição clínica associada.

Logo, existe uma diversidade de intervenções para esse tipo de parestesia e a escolha do médico depende das singularidades de cada paciente.

Porém, estratégias como uso de fármacos, repouso e fisioterapia podem ser indicadas para ajudar a amenizar os incômodos que persistem durante o tratamento da causa.

Outra abordagem, comumente utilizada para o tratamento de parestesia oral, mas que também pode servir nas situações crônicas, é a laserterapia. Esta promove a regeneração do nervo a partir de uma ação anti-inflamatória.

E, ainda, a acupuntura é mais uma alternativa para minimizar os sintomas desconfortáveis como dor, dormência, formigamento, entre outros.

Vale ressaltar que quando um paciente não obtêm resultados significativos com as abordagens citadas pode ser necessária a realização de uma cirurgia local, visando eliminar completamente os sintomas da parestesia crônica.

Por fim, quando um nervo é rompido, como acontece em algumas cirurgias odontológicas por exemplo, não existe tratamento e nem cura da condição. Entretanto, tais eventos são bastante raros.

Para finalizar, reforçamos que as parestesias crônicas podem ser evitadas a partir da manutenção de hábitos saudáveis com dietas ricas em nutrientes e a prática regular de atividades físicas. Tal conduta, inclusive, favorece a saúde de forma integral.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).

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