Existem várias maneiras de classificar a dor.
Neste artigo, explicamos os dois principais tipos de classificação: pelo tempo de duração (aguda ou crônica) e pelos mecanismos biológicos que a causam (nociceptiva, neuropática ou psicogênica). Entender essas diferenças é o primeiro passo para buscar o tratamento mais adequado.
📊 Fluxograma: Como a Dor é Classificada?
* A classificação ajuda o médico a escolher a terapia mais eficaz para cada caso.
Por que é importante avaliar a dor?
A dor é uma experiência pessoal e subjetiva. Não existe um exame ou aparelho que meça a dor de forma objetiva, como um termômetro mede a febre. Por isso, a comunicação entre paciente e médico é fundamental.
Apesar dessa dificuldade, avaliar a dor é essencial. Ela é considerada o “quinto sinal vital”, ao lado da temperatura, pressão arterial, pulso e respiração. Sem essa avaliação, não é possível definir a melhor conduta terapêutica nem saber se o tratamento está funcionando.
Uma boa avaliação ajuda a decidir não apenas qual tratamento utilizar, mas também se os benefícios de uma intervenção superam os possíveis riscos. Para ser eficaz, essa análise deve identificar a origem da dor, sua natureza e como ela se relaciona com as emoções e o dia a dia do paciente.
Embora perguntas como “você sente dor?” possam ajudar em um primeiro momento, um tratamento preciso geralmente exige uma compreensão mais profunda do fenômeno. É aí que entra a classificação detalhada da dor, que veremos a seguir.
Tipos de dor
Classificação quanto à duração
Dor Aguda: o alerta do corpo
A dor aguda é aquela que sentimos ao bater o cotovelo ou ao sofrer um corte. Ela faz parte do sistema de defesa do organismo, funcionando como um alarme para uma lesão iminente ou que já aconteceu. É um sintoma útil e necessário para a nossa proteção.
Pode ser comparada à febre: surge de repente e sinaliza que algo está errado. O foco do tratamento é descobrir a causa e resolver o problema, fazendo com que o sintoma desapareça.
Principais características:
- Duração limitada (segundos, minutos ou alguns dias);
- Início recente e bem definido;
- Geralmente responde bem a analgésicos e ao repouso.
É importante tratar a dor aguda adequadamente, pois, se negligenciada, pode evoluir para um quadro de dor crônica, mais complexo e difícil de manejar.
Dor Crônica: a doença que persiste
A dor crônica se caracteriza pela longa duração, geralmente persistindo por mais de três meses. Diferente da dor aguda, ela perde a função de alerta e muitas vezes não está ligada a uma lesão específica. Por isso, a dor crônica é considerada uma doença em si mesma.
Ela é um grande desafio médico, pois envolve componentes físicos e psicológicos. É comum que leve a problemas associados, como:
- Ansiedade e depressão;
- Distúrbios do sono;
- Redução da mobilidade e da capacidade funcional;
- Alterações no apetite.
Algumas doenças têm a dor crônica como seu principal sintoma. Os exemplos mais comuns incluem:
- Fibromialgia: dor generalizada por todo o corpo;
- Artrite reumatoide;
- Neuropatia diabética;
- Hérnia de disco.
Se você sente dor há mais de três meses, é fundamental buscar uma avaliação especializada para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.
⏳ Dor Aguda vs. Dor Crônica: Principais Diferenças
🟢 Dor Aguda
- Duração: Até 3 meses
- Função: Alerta de lesão
- Tratamento: Foco na causa
- Exemplo: Torção, corte, fratura
🔴 Dor Crônica
- Duração: Mais de 3 meses
- Função: Perdeu o papel de alerta
- Tratamento: Controle do sintoma e reabilitação
- Exemplo: Fibromialgia, dor pós-herpética

Classificação quanto aos mecanismos fisiopatológicos
Além do tempo, a dor também é classificada pelo mecanismo biológico que a origina. Essa distinção é crucial para definir o tratamento, pois cada tipo responde melhor a abordagens específicas.
Dor Nociceptiva
A dor nociceptiva é causada pela ativação dos nociceptores, que são receptores especializados presentes na pele, músculos e órgãos internos. Eles funcionam como “sensores de perigo”, enviando um sinal ao cérebro quando há um estímulo nocivo (como calor excessivo, pressão ou inflamação).
É o tipo de dor que sentimos em uma queimadura, fratura ou contusão. Geralmente é descrita como:
- Latejante ou em peso;
- Bem localizada quando na pele (somática);
- Difusa e em aperto quando em órgãos internos (visceral).
Subtipos de dor nociceptiva:
- Somática: Afeta a superfície do corpo (pele, músculos, ossos). É constante e piora com o movimento. Exemplos: osteoartrose, artralgia.
- Visceral: Origina-se nos órgãos internos. É mal localizada, muitas vezes descrita como cólica ou pressão profunda. Exemplos: pancreatite, cólica renal.
Dor Neuropática
A dor neuropática acontece quando há uma lesão ou mau funcionamento do próprio sistema nervoso (nervos periféricos, medula ou cérebro). É como se o “fio elétrico” do corpo estivesse danificado, enviando sinais de dor sem que haja uma lesão real no tecido.
As características típicas incluem sensações de:
- Queimação, formigamento, choque ou “fisgada”;
- Alodinia: dor ao toque que normalmente não seria doloroso (como o contato do lençol);
- Hipersensibilidade.
Doenças que causam dor neuropática: diabetes (neuropatia diabética), herpes-zóster (dor pós-herpética), esclerose múltipla, acidente vascular cerebral (AVC) e lesões na medula.
Subtipos de dor neuropática:
- Central: Originada no cérebro ou medula espinhal. Exemplos: dor pós-AVC, Síndrome Complexa de Dor Regional.
- Periférica: Originada nos nervos fora da medula. Exemplos: neuropatia diabética, dor do membro fantasma, neuralgia do trigêmeo.
Dor Psicogênica
A dor psicogênica é real e tem impacto significativo na qualidade de vida. Nela, não se encontra uma lesão física (nociceptiva) ou nervosa (neuropática) que justifique a dor. A origem está relacionada a fatores emocionais, como estresse, ansiedade ou depressão, que podem amplificar a percepção da dor.
Seu diagnóstico exige cuidado. O médico realiza uma avaliação completa e, muitas vezes, exames complementares para descartar outras causas antes de concluir pelo diagnóstico de dor psicogênica. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando suporte psicológico e terapias para alívio do sintoma.
Avaliação clínica da dor
Como os médicos avaliam a dor?
A avaliação detalhada da dor começa na consulta médica (anamnese) e no exame físico. O profissional investiga diversos aspectos para entender o impacto do sintoma na vida do paciente:
- Localização e irradiação: Onde dói? A dor se espalha para outras áreas?
- Duração e frequência: Há quanto tempo? É constante ou vai e vem?
- Intensidade: Qual é o nível da dor em repouso e em atividade?
- Fatores desencadeantes e de alívio: O que piora ou melhora a dor?
- Descrição qualitativa: O paciente usa palavras como “queimação”, “formigamento”, “choque”, “peso” ou “cólica”. Essas descrições ajudam a diferenciar os tipos de dor.
Escala Visual Analógica (EVA)
É um dos métodos mais simples e utilizados. Consiste em uma linha reta de 10 cm, onde uma extremidade representa “sem dor” e a outra “pior dor imaginável”. O paciente marca um ponto na linha que representa sua sensação atual.
- 0 a 3: Dor leve
- 4 a 7: Dor moderada
- 8 a 10: Dor severa
Escalas Multidimensionais
Essas ferramentas avaliam o impacto da dor no humor, nas atividades diárias e na qualidade de vida. As mais usadas são:
- Questionário McGill de Dor: Avalia a qualidade e a intensidade da dor em múltiplas dimensões.
- Inventário Breve de Dor: Mede como a dor interfere em funções como trabalho, sono e relacionamentos.
- Escala de Ansiedade e Depressão: Importante para identificar componentes emocionais associados.
Lembre-se: sentir dor não é normal. Seja ela aguda, persistente ou relacionada a uma doença, é essencial buscar ajuda médica para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
📏 Avalie Sua Dor: Escala Visual Analógica (EVA) Interativa
Arraste o marcador para indicar a intensidade da sua dor.
Sem dor 5
Dor moderada 10
Pior dor
Intensidade selecionada: 0
*Esta ferramenta é um exemplo da Escala Visual Analógica (EVA), muito usada por especialistas em dor.
🏥 Clínica Dr. Hong Jin Pai – Especialistas em Dor
📍 Localização: Al. Jau, 687 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, Brasil
🔬 Quem somos: Clínica de Referência em Dor, com equipe de médicos especialistas em Dor pelo Grupo de Dor da Neurologia e Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
💡 Nossa abordagem: Realizamos tratamentos não cirúrgicos, sempre com foco no atendimento individualizado. Nossas salas são individuais e oferecemos terapias como:
✔️ Acupuntura médica | ✔️ Dry needling | ✔️ Fisioterapia motora | ✔️ Pilates e RPG | ✔️ Ondas de choque | ✔️ Laser de alta intensidade | ✔️ Mesoterapia | ✔️ Eletroestimulação (PENS) | ✔️ Toxina botulínica para dor crônica e aguda
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AL. JAÚ 687 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP
Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica
Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.
Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica
Dor tem Tratamento – Centro de Dor e Acupuntura Médica em São Paulo – SP
Médicos Especialistas em Dor e Acupuntura do HC-FMUSP
Os especialistas em medicina da dor são médicos especialmente treinados e qualificados para oferecer avaliação integrada e especializada e gerenciamento da dor usando seu conhecimento único e conjunto de habilidades no contexto de uma equipe multidisciplinar.
O tratamento da dor visa reduzir a dor, abordando o impacto emocional da dor, ajudando os pacientes a se moverem melhor e aumentando o bem-estar por meio de uma variedade de tratamentos, incluindo medicamentos, fisioterapia, acupuntura, ondas de choque e procedimentos minimamente intervencionistas.
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Nossos médicos especialistas em controle da dor em São Paulo trabalham em estreita colaboração com outros especialistas como parte de uma equipe multidisciplinar para fornecer uma abordagem holística e um resultado ideal para a dor crônica, seja qual for a causa.
As técnicas usadas no controle da dor dependerão da natureza e gravidade da dor, mas nossos especialistas em dor têm experiência para ajudar com a dor.

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Não atendemos diretamente por convênio. Nosso foco é um atendimento especializado no paciente. Assim, separamos pelo menos 60-90 minutos para consulta, exame e avaliação do paciente.
O processo na maioria das vezes é digital (pelo Smartphone, tablet ou computador) é simples. O valor reembolsado corresponde a uma tabela de valores da própria operadora e pode cobrir todo o procedimento ou parte dele. Lembrando que a parte não reembolsada pode ser abatida no imposto de renda pessoa física (IRPF).
Clínica Dr. Hong Jin Pai – Centro de Dor, Acupuntura Médica, Fisiatria e Reabilitação.
Al. Jaú 687 – São Paulo – SP
Atendimento de segunda a sábado.



