CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Tipos de dor: quais são eles e porque importam

Existem várias maneiras de categorizar a dor.

Neste artigo, falaremos sobre suas duas principais classificações: quando à duração e quando aos mecanismos fisiopatológicos. 

 

Por que avaliar a dor?

A dor é uma experiência subjetiva, complexa de ser avaliada. Não é possível avaliar o sintoma objetivamente e não há nenhum aparelho capaz de mensurá-lo. Em outras palavras, não há um método padrão que permita uma observação precisa da dor.

Mesmo diante de tantas dificuldades, a avaliação da dor é essencial. Não é a toa que ela é conhecida como o quinto sinal vital. 

Sem mensurar a dor, fica complicado manipular alguns problemas. Em que basear a conduta terapêutica sem uma medida? 

A avaliação da dor ajudará não só na decisão do melhor tratamento para cada caso, mas também na determinação se os riscos de uma determinada intervenção superam os danos causados pelo problema clínico apresentado ou não. 

Para que uma medida seja considerada eficaz na análise da dor, ela deve ser capaz de identificar a sua natureza, suas origens e correlatos clínicos em função de características emocionais e cognitivas.  

É claro que um estudo mais superficial, como dor presente e dor ausente, pode ajudar em alguns casos, contudo, para maior assertividade no tratamento, geralmente é necessária uma maior compreensão do fenômeno e, por isso, medidas mais sofisticadas. 

Nesse processo de avaliação do sintoma, entram os tipos de dor, que serão apresentados a seguir. Falaremos mais sobre a avaliação da dor adiante. 

Tipos de dor

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Quando à duração

Dor Aguda

A dor aguda é aquela que experimentamos quando levamos uma pancada, por exemplo. Este tipo de dor é parte do sistema de proteção do organismo, serve de alerta para lesão iminente ou real. Por causa disso, esse incômodo desempenha uma função essencial à manutenção da integridade física do organismo.

Ela pode ser comparada a febre, que surge de repente e precisa ser notada para descoberta de um problema, do qual é necessário descobrir a causa, para que seja possível fazer desaparecer o sintoma inicial. 

Suas principais características são: 

  • Dor recente
  • Duração limitada no tempo 

Geralmente é um sintoma bem tolerável, embora, se não tratado adequadamente, possa evoluir para complicações médicas mais graves e até mesmo para dor crônica. 

Quanto ao tempo de duração que, como vimos, é limitado, a dor aguda pode durar apenas alguns segundos ou minutos, ou se estender por alguns dias. 

 

 

Dor Crônica

A dor crônica possui como principal características a longa duração. Agora, o sintoma já não tem mais a função de alertar, e geralmente não está relacionado a nenhum evento traumático em particular. O incômodo é persistente, e pode afetar gravemente a qualidade de vida do doente, por causa disso, pode ser considerado uma doença em si. 

Devido à sua complexidade, a dor crônica é um grande desafio tanto para médicos como para pacientes. Na maioria dos casos há vários componentes físicos e psicológicos envolvidos, o que pode levar ao surgimento de problemas associados, como ansiedade, mobilidade reduzida, alterações do sono e do apetite, e a depressão

Embora possa ser considerada a própria doença, é muito comum que essa dor seja o principal sintoma de alguma outra patologia, podemos citar como exemplo aqui a fibromialgia, uma síndrome de causa desconhecida caracterizada pelo aparecimento de dores fortes e constantes por todo o corpo, e a enxaqueca, uma dor de cabeça latejante, que geralmente vem acompanhada por fotofobia, enjoos, etc. 

Outras doenças também podem ter esse tipo de dor como sintoma: 

Em alguns casos, quando não tratada adequadamente, a dor aguda pode evoluir para dor crônica. Por isso, é essencial procurar ajuda médica, independente do tipo de dor. 

O principal fator para caracterização da dor crônica é o seu tempo de duração, que deve ser de pelo menos 3 meses. 

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Quanto aos mecanismos fisiopatológicos

 

Dor nociceptiva

A dor nociceptiva é provocada pela estimulação dos receptores de dor presentes nos tecidos do corpo, tanto na pele como nos órgãos internos. Esses receptores, chamados nociceptores, são ativados fisiologicamente pelo estímulo nocivo, avisando que algo não vai bem. 

Esta é a dor que você sente quando tem uma ferida, ou mesmo quando sofre uma contusão, uma fratura óssea ou uma queimadura. 

Dentre suas principais características, podemos citar: 

  • Intensa
  • Aguda 
  • Latejante

Quando em um órgão interno, pode ser: 

  • Profunda
  • Causar cãibras 
  • De difícil localização 

 

Existem ainda dois tipos de dor nociceptiva: 

Somática

Se manifesta na superfície do corpo. Geralmente é constante, bem localizada, e tende a piorar com a movimentação do corpo. Entre as doenças que provocam dor somática, temos a osteoartrose, a artralgia, a metástase óssea e a infiltração de tecidos moles. 

 

Visceral

É aquela que afeta os órgãos internos do corpo. Normalmente é descrita como sensação de aperto ou pressão e é mal localizada e referida. Pode ser ainda intermitente e associada a outros sintomas como náusea e sudorese. Entre as doenças que provocam dor visceral, temos o câncer e as metástases abdominais, a cistite hemorrágica e a mucosite.

 

Dor neuropática

A dor neuropática tem origem em lesões e disfunções que afetam o sistema nervoso, muito associada a patologias como acidente vascular encefálico (AVC), esclerose múltipla, lesões na medula, tumores, diabetes, entre outras.

As características da dor dependerão muito da sua origem. No caso da neuropatia diabética, o sintoma piora durante a noite, já a dor da neuralgia do trigêmeo costuma ser descrita como severa e “em facadas”.

Seu diagnóstico é complexo, pois é difícil identificar e medir a sensação dolorosa, que é descrita de forma imprecisa pelo paciente. 

Existem também 2 tipos de dor neuropática: 

 

Central

Que se divide ainda em deaferentação e disfunção autonômica. 

A deaferentação é uma dor decorrente da interrupção parcial ou completa da atividade neural aferente central, ou periférica. Como exemplo podemos citar a dor pós-herpética e a dor do membro fantasma

A disfunção autonômica ocorre quando o sistema nervoso autônomo não funciona de maneira adequada, o que leva a dor, como é o caso da Síndrome Complexa Regional tipo I e II. 

 

Periférica

A dor neuropática periférica se divide em polineuropatias como as neuropatias diabética e pós quimioterapia, e mononeuropatias, que é o caso da invasão de plexo braquial e da neuralgia trigeminal.  

 

 

Dor psicogênica

O sintoma é caracterizado como psicogênico quando nenhum mecanismo nociceptivo ou neuropático é identificado, contudo, há sintomas psicológicos suficientes para caracterizar um distúrbio doloroso. A dor psicogênica possui caráter ainda mais subjetivo e normalmente leva mais tempo para ser diagnosticada. 

Seu diagnóstico deve ser bastante criterioso, incluindo uma avaliação completa do paciente. Muitas vezes são requeridos exames completares, que acabam evidenciando a ausência de enfermidades e apontando para suspeita de dor psicogênica.

Avaliação clínica da dor

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Uma avaliação detalhada da dor deve ser realizada durante a anamnese e o exame físico. A discriminação, além dos tipos de dor, deve considerar: localização, duração, irradiação, intensidade, fatores temporais, fatores de agravamento e alívio, grau de interferência nas atividades diárias e na capacidade funcional.

Como vimos, a experiência da dor é muito subjetiva e difícil de ser estudada. Por isso, quanto mais informações melhor. 

É recomendado ainda pedir ao paciente que descreva as características da sua dor, como: alfinetada, queimor, formigamento, choque, ardência, cólica, dor difusa ou irradiada.

De acordo com as informações e descrições do paciente, o médico vai conduzindo a consulta. 

 

 

Escala visual analógica (EVA)

Este é um teste simples, sensível e universal, muito utilizado para avaliar a intensidade da dor. Consiste, na verdade, em uma autoavaliação. 

O paciente é orientado a marcar, sobre uma linha reta de 10 cm, a posição que se aproxima da intensidade da sua dor, sendo que um extremo discrimina a ausência de dor e o outro uma dor insuportável. 

A dor é considerada leve quando a intensidade é de 1-3 na EVA, a intensidade de 4-7

é considerada dor moderada e 8-10 dor severa. 

Deve-se registrar ainda as variações de intensidade, ou seja, o nível de dor quando o sintoma é aliviado ou exacerbado. Para isso, é muito importante que o paciente siga adequadamente as orientações médicas. 

 

Escalas multidimensionais

As escolas multidimensionais são um pouco mais completas, e servem para medir e avaliar o efeito da dor no humor, nas atividades diárias e na qualidade de vida. 

Dentre as mais usadas, estão o Questionário McGill de Dor (multissensitivo), que também mede a localização da dor, o Inventário Breve e Dor e a Escala de Ansiedade e Depressão.

Vale a pena lembramos: sentir dor nunca é normal. Por isso, independente dos tipos de dor que você venha sentindo, não deixe de procurar ajuda médica.

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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