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Acupuntura na Síndrome da fadiga crônica

A Síndrome da fadiga crônica é caracterizada por fadiga grave, incapacitante, e outros sintomas, como dor músculo-esquelética, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e dores de cabeça.

 

A prevalência da síndrome de fadiga crônica tem sido estimada como sendo de 0,007% a 2,8% na população adulta, e de 0,006% a 3,0% em cuidados primários, de acordo com os critérios utilizados.

A síndrome da fadiga crônica impõe custos econômicos substanciais para a sociedade, principalmente em termos de custos de cuidados informais e empregos perdidos.

A causa da síndrome permanece pouco compreendida, mas hipóteses apontam para alterações endócrinos e anomalias imunológicas, disfunção do sistema nervoso autónomo, o processamento anormal da dor e de certas doenças infecciosas, tais como vírus Epstein-Barr e meningite viral. Pessoas com histórico de transtorno psiquiátrico têm quase três vezes mais probabilidade de adquirir síndrome da fadiga crônica posteriormente do que aqueles que não tiveram.

 

 

      

Infografico Acupuntura e Sindrome da Fadiga Cronica. Por Dr. Marcus Yu Bin Pai

Infográfico sobre Síndrome da Fadiga Crônica

 

 

      

Prognóstico da Síndrome da fadiga crônica

acupuntura na sindrome da fadiga cronica

A síndrome da fadiga crônica é caracterizada por cansaço extremo, insônia e dores inespecíficas.

O prognóstico é raso, com apenas cerca de 5% dos adultos que voltam aos níveis normais à síndrome. Os objetivos do tratamento são reduzir os níveis de fadiga e sintomas associados, para aumentar os níveis de atividade, e para melhorar a qualidade de vida.

As abordagens convencionais incluem a terapia de esforço progressivo, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e antidepressivos.

      

Como a acupuntura pode ajudar

Acupuntura na Sindrome da Fadiga Cronica

Há resultados positivos consistentes de estudos observacionais, mas muito poucos ensaios clínicos randomizados ainda.

Entretanto, dado os resultados muitas vezes insatisfatório de tratamentos convencionais, a acupuntura pode ser uma opção que deve ser considerada, nem que seja como uma alternativa complementar.

Há evidências para apoiar a eficácia da acupuntura em alguns dos sintomas comuns – dor crônica, insônia, depressão, mas para resultados mais precisos sobre síndrome da fadiga crônica há necessidade de novas pesquisas de qualidade na área.

Em geral, acredita-se que a acupuntura pode estimular o sistema nervoso e provocar a liberação de neurotransmissores. A estimulação de determinados pontos de acupuntura podem afetar as áreas do cérebro que são conhecidos por reduzir a sensibilidade à dor e stress, bem como promover relaxamento e desativar o cérebro da função ‘analítica’, que é responsável pela insônia.

 

 

      

Evidências da acupuntura

acupuntura e obesidade

A acupuntura pode ajudar a aliviar os sintomas da síndrome de fadiga crônica, tais como dor músculo-esquelética, dor de cabeça, insônia, cansaço e depressão ao:

  • Estimular nervos localizados nos músculos e outros tecidos, o que leva à liberação de endorfinas e outras condições neuro-humorais, alterando o processamento da dor no cérebro e da medula espinal.
  • Reduzir a inflamação, através da promoção da liberação de indicadores vasculares e imunomoduladores.
  • Estimular neurônios opiodérgico para aumentar as concentrações de beta-endorfina e aliviar a dor.
  • Melhorar a rigidez muscular e mobilidade articular, aumentando a microcirculação local, diminuindo o inchaço e dor.
  • Reduzir a insônia através do aumento da secreção de melatonina endógena noturna.

 

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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