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Coluna travada: o que pode ser?

A coluna travada é uma situação extremamente incômoda, identificada por dor intensa e perda da mobilidade. Embora na maioria dos casos seja aliviada em algumas horas ou dias, é essencial realizar um diagnóstico para detectar a sua causa, pois esta pode estar relacionada a um outro problema do organismo que exige tratamento adequado.

O que é?

O quadro clínico de coluna travada é reconhecido quando o paciente apresenta dor na região, associada a perda da mobilidade na mesma, ou seja, é impossível movimentar-se e deslocar-se. 

Ele costuma surgir de maneira abrupta, a partir da realização de um movimento brusco ou que impõe uma sobrecarga excessiva sobre a coluna vertebral, por exemplo. Em geral, a situação pode durar entre algumas horas ou até mesmo dias. 

Vale destacar que na maioria das vezes em que ocorre é uma medida preventiva do próprio corpo, que já está acometido por algum problema de ordem mecânica, muscular, articular, degenerativa, entre outros. 

A ideia é que uma vez que o paciente não consegue mover sua coluna, e também áreas a ela associadas, haja uma diminuição da possibilidade de agravar ainda mais a lesão primária, muitas vezes não percebida até o momento da crise. 

Essa lesão, no caso, é a causa da coluna travada, e deve ser verificada pelo médico durante a realização de um diagnóstico completo.

Além disso, salientamos, que indivíduos de qualquer faixa etária, gênero e hábitos de vida estão sujeitos a experimentar tal evento incômodo e debilitante, pois suas causas são bastante diversas. 

Causas comuns

Dentre as situações clínicas prévias que favorecem o surgimento da coluna travada e exigem cuidados específicos e tratamento multidisciplinar:

Estresse psicológico

O estresse contribui para o aumento da tensão muscular e, consequentemente, para o surgimento de lesões ou de pontos-gatilho. Porém, muitas vezes o paciente continua desenvolvendo suas atividades cotidianas e impondo uma sobrecarga cada vez maior sobre a área já afetada. 

Traumas

Traumas podem acontecer devido à queda, pancada, realização de movimento inadequado, entre outros. Mas nem sempre é dada a devida atenção a uma lesão assim que ela acontece, o que predispõe a evolução de um processo inflamatório e comprometimento de elementos bioquímicos, fisiológicos e biomecânicos do corpo. 

Degeneração de cartilagem

A degeneração da cartilagem das articulações vertebrais está comumente associada ao processo natural de envelhecimento, embora possa ser decorrente de algumas patologias. Uma vez que tal elemento estrutural é perdido gradualmente, há um aumento de atrito entre os ossos e inflamação na área, contribuindo para perda da funcionalidade da Desidratação do disco: O que é?coluna. 

Hérnia de disco

Esta patologia é caracterizada pelo desgaste dos discos intervertebrais que atuam no amortecimento da coluna e favorecem a mobilidade da mesma. Porém, em estados iniciais, os sintomas nem sempre são claramente perceptíveis, o que dificulta o diagnóstico e contribui para a evolução da doença e suas consequências debilitantes. 

Devemos também considerar que existem fatores de risco para tais situações e, portanto, para que a coluna trave. São eles: má postura, obesidade, sedentarismo, processo de envelhecimento e tabagismo. 

Dor e travamento da coluna são os principais sintomas.

Sintomas

Os dois principais sintomas verificados na coluna travada são a dor e a incapacidade de movimentação da região acometida, bem como de áreas adjacentes que possuem relações neurais com a parte da coluna afetada. 

Por exemplo: caso o travamento ocorra na coluna lombar, os membros inferiores perdem mobilidade e apresentam sintomas; se for a coluna torácica acometida, o paciente experimenta desconforto para respirar e para mover membros superiores; e se o evento acontece na coluna cervical, os movimentos de pescoço e cabeça são comprometidos.  

Vale salientar que a coluna cervical e a lombar estão mais predispostas, uma vez que têm maior capacidade de mobilidade, ou seja, são mais exigidas pelas atividades diárias realizadas pelos pacientes. 

 

Além disso, a seguir elencamos outros sintomas frequentemente percebidos pelos pacientes:

 

  • queimação
  • choques
  • pontadas
  • espasmos
  • câimbras
  • formigamento
  • dificuldade para manter-se de pé ou sentado 

 

Já em relação às características da dor citamos que, além de ser irradiada para outras áreas, possui menor intensidade no início do quadro, tornando-se cada vez mais intensa. Também tende a piorar quando o paciente se movimenta e a diminuir quando em repouso, principalmente se ficar deitado. 

Como a coluna travada é bastante debilitante, o indivíduo acometido consegue detectá-la de imediato. Porém, diversas vezes não tem a preocupação de ir a um médico, pois ela tende a melhorar em um curto período de tempo. Mas, novamente, ressaltamos sua relação com outra condição clínica, e a importância de um diagnóstico e tratamento. 

Tratamento

Por ser um quadro agudo, a coluna travada é tratada com fármacos para alívio da dor e redução da inflamação associada, repouso e uso de compressas. 

Mas, após esse primeiro momento de crise, é importante mudar hábitos cotidianos, inserindo atividade física diária – de fortalecimento muscular e alongamento, principalmente –, alimentação saudável e reeducação postural. 

Ainda, o paciente deve descobrir a causa primária para o travamento de sua coluna e tratá-la, evitando dessa forma a recorrência do quadro agudo de dor e imobilidade. 

Além disso, ressaltamos que existem estratégias para prevenir a coluna travada e dentre elas a prática de atividades como pilates, yoga, natação, hidroginástica, alongamentos, RPG e musculação pode ser bastante eficiente, pois contribui para uma melhora na qualidade de vida e proteção dos principais problemas que acometem a coluna vertebral. 

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).
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